Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 66/94: Joelho de porco com verduras e mostarda de Dijon. 

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 66/94: Joelho de porco com verduras e mostarda de Dijon. Um post atrasado porque o tempo da vida é meio controverso e incerto, às vezes. Mas enfim, vamos lá: Começo sempre falando do inicio da receita e vou até o final – que é quando sinto o gosto. Mas o mais marcante desse é por onde começo hoje, não vejo outro jeito de começar: O gosto da mostrada de dijon com o joelho e seu caldo – foi tão especial que pausou por uns instantes a conversa entre eu e minha mãe na mesa, em um almoço tarde de quinta-feira. A gente voltou a conversar depois dessa pausa quase que espiritual pra sentir a mostarda, o joelho do bicho, os legumes da terra, o total do prato. Eu posso jurar que voltamos a conversar mais suaves e felizes. Sabe quando você sente um carinho da vida, sente-se confortável e aí fica mais feliz? Então, acho que foi isso. Num mundo tão preconceituoso e maluco, muita gente não espera uma sensação assim de um jeolho de porco, mas vejam vocês, ele tem esse potencial. O bicho é delicioso, mágico e sagrado em todas suas partes. Entenda e explore o total das coisas todas. Obrigado, porco.

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Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 40/94: Crème brûlée em colheradas com crumble de açúcar mascavo e morangos. 

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 40/94: Crème brûlée em colheradas com crumble de açúcar mascavo e morangos (porque não achei amoras elegantes, só morangos). Crème brûlée é um amor antigo meu, ele tem a ver com transformar as coisas duras e quebradas da vida em alguma coisa que fizesse sentido. Fazer crème brûlée em outras horas foi dar sentido para algumas coisas. É complexo explicar, mas pra mim ele é um doce importante, que me lembra de ter esperança. Fazer esse do livro, dentro desse projeto que tem tanto sentido, foi absolutamente bonito. Eu não achei as amoras (que era o indicado) só morangos, fiquei feliz mesmo assim, os morangos estavam alegres, radiantes, você é capaz de notar isso neles? O crumble me levou para uma festa dentro de mim mesmo na primeira colherada – ele também tinha algo de muito alegre, aliás de alegria pra caramba – eu posso jurar que comi ele sorrindo, a memória dele é tão gostosa, ele é mesmo uma genialidade. Esse prato me preencheu de “joie de vivre” – uma alegria de viver. Há um prazer um pouco misterioso e um recado que ele deixa, que não terminou quando o doce acabou. Hoje eu, novamente, só queria agradecer – estendendo essa gratidão a @mariubillorian , por um crumble tão emocionante que fez todo sentido.