A Figueira Rubaiyat (São Paulo). A emoção da figueira, da cozinha primitiva perfeita e da experiência plena em um restaurante.


Sentar para comer abaixo de uma figueira majestosa e centenária, onde seus galhos dançam pelo salão do restaurante te trazendo a genuína sensação de contato com o mundo natural, ao mesmo tempo que também experimenta um delicado e sofisticado ambiente e serviço. Soma-se à isso o conceito belo “do campo à mesa”, você come a carne que veio da Fazenda Rubaiyat e entende o que é um cuidado completo – e sente isso na carne esplendorosa que experimenta, um prato simples mas perfeito, resgatando o tom da cozinha primitiva, é lindo. O mais bonito restaurante do famoso grupo Rubaiyat é emocionalmente impactante, por muitos detalhes. Lembrando que agora a rede toda voltou a pertencer a família Iglesias e tem agora na direção das cozinhas o ilustre chef Daniel Redondo (o espanhol ex chef do Maní).

Com conceito claro e convicto do que apresenta, com sabor memorável e serviço impecável, A Figueira Rubaiyat marca a gente. Gosto muito dos pratos que na real são muito clássicos, resgatando elementos da cozinha antiga e simples, e lá eles fazem isso com grandiosidade e impacto. Quando você olha para o prato é só um pedaço de carne, mas tão cuidado e bem feito que você decide que não precisa de mais nada para ser feliz.

 

Pedi o bife de chorizo (R$139,00), que veio num ponto emocionante e com um equilíbrio perfeito entre crosta e maciez. Variedade agradável de sobremesas, provei um mil folhas com creme de baunilha e doce de leite (R$25,00),  correto e muito equilibrado quanto ao doce, gostei muito!

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Ao pedir um café (R$8,00) ele vem acompanhado de uma torre carinhosa com pequenos docinhos, um mimo que nos abraça.

Experiência plena que faz jus ao preço que se paga. Algumas experiências tão agradáveis e engenhosas são difíceis de precificar na verdade. Recomendado que vá, ao menos uma vez.

 

 

 

 

Rua Haddock Lobo, 1738 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01415-000

Site: http://rubaiyat.com.br/figueira/

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Zeffiro (São Paulo) – Comida italiana boa com preço justo em ambiente charmoso e gentil.

Num casarão do final do século 19, com uma fachada discreta na rua Frei Caneca em São Paulo (lembrando uma casa na Toscana), esconde-se o agradável e aconchegante Zeffiro – um restaurante encantador que serve uma comida boa por preços justos. Um cardápio interessante e amplo agrada muitos gostos. Ambiente delicado, cheio de detalhes que nos fazem sentir o artesanal e afetuoso que compõe uma refeição. Adoro os objetos decorativos do salão, as fontes perto do banheiro lembrando as inúmeras fontes de Roma, os quadros/fotografias do corredor de entrada, a gentileza dos garçons e  a comida boa, bem feita, que comemos e ficamos felizes por comer. Para um jantar romântico ou para qualquer outra ocasião em que quiser uma comida boa, sem gastar muito e em um ambiente fofo.

A localização do restaurante é ótima, fácil de chegar de diversos meios, fica em um trecho tranquilo da Rua Frei Caneca. Costuma estar um pouco mais cheio após as 21:00 (fui entre sextas e sábados, a referência é desses dias). Para iniciar sua refeição: Bruchette. São incríveis, adoro elas e sempre peço como entrada. A de legumes você não espera muito ao pedir, mas quando vem você reconsidera, também são ótimas. Minha preferida é a Napolitana (R$22,00) – peça uma que serve tranquilamente 2 pessoas.

As massas da casa são incríveis! Um destaque especial ao prato da foto que inicia o post: Tortelloni de carne assada com molho de tomate e manjericão (R$33,00) – perfeito e exato, o melhor que comi lá.

As sobremesas são muito boas também. Adoro a delicada e leve Panna Cotta (R$12,00) e a avassaladora e intensa Torta Gianduia (R$15,00):

Vale muito a pena uma visita, mais uma grata surpresa que São Paulo, com tantos cantos lindos, nos traz. Dica: O Restaurante não tem vallet, mas quase ao lado do restaurante tem um estacionamento que por um preço (justo) a mais lavam seu carro, adoro a ideia de unir o útil ao agradável.

Zeffiro Restaurante

Endereço: Rua Frei Caneca, 669, Consolação – São Paulo

Site: www.zeffiro.com.br

 

 

Bistrot de Paris – Perfeitamente francês.

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Coquelet Rôti

Escondidinho em uma encantadora viela na Rua Augusta em São Paulo, o Bistrot de Paris proporciona uma experiência perfeitamente francesa – atendimento suficientemente elegante e comida impecável, com preparos exclusivos da casa que marcam uma gastronomia curiosa, alta e absolutamente prazerosa. A delicadeza e precisão dos sabores dos pratos do chef Alain Polleto atingem diretamente nossa alma. Eu me senti fantástico após comer nesse lugar. Comer é pra trazer felicidade, então tudo foi como devia ser.

O atendimento não tem uma prestatividade exagerada, mas isso é um tom francês que oferece um charme a mais ao local. O ambiente é agradável e decorado de modo suficiente, proporcionando um ar sutil que acompanha muito bem a experiência toda. Há xícaras de café com flores nas mesas – isso me prendeu a atenção, é de uma delicadeza linda.

A comida dispensa narrações. Gostei muito do equilíbrio dos ingredientes, dos tons e combinações. A Entrée Gourmande (R$52,00) é uma excelente opção de entrada (serve 3 mais ou menos), nela é possível experimentar uma combinação de pratos marcantes da casa, destaque ao maravilhoso foie gras e ao paté de campagne – terrine suína de cair o queixo de tão bom.

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Entrée Gourmande

O Coquelet Rôti (R$46,00) é um prato de sabores sutis, no qual todos os ingredientes são notados – Galeto assado ao molho de mel e alecrim, polenta mole de savoie ao bacon e tomate provençale.

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Boeuf Bourguignon

O Boeuf Bourguignon (R$52,00) é intenso e saboroso, uma excelente versão do clássico ensopado de carne francês. Acompanha um purê – que não me aparentou ter nada demais, mas era gostoso, sendo um bom coadjuvante.

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Tarte Tatin

A sobremesa finalizou a noite nos fazendo querer agradecer pela vida e pelo sentido do paladar: Uma Tarte Tatin (R$20,00) muito, mas muito boa! Noite feliz, agradável e que será repetida. Vale muito a pena!

  • Endereço: Villa San Pietro, Rua Augusta, 2542, Jardins, São Paulo.
  • Contato: (11) 3063-1675
  • Site: http://www.bistrotdeparis.com.br/

 

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Dinneer: a nova plataforma de “jantares compartilhados” inova e dribla a crise.

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“Ser o Airbnb dos jantares, e também o maior restaurante do mundo sem ter nenhum restaurante”. É assim que Flavio Estevam define sua nova startup, o site  www.dinneer.com, lançado em julho de 2015 já conta com mais de 1.400 anfitriões em todo o Brasil.

“O Dinneer é um site que conecta pessoas que amam novas experiências gastronômicas com anfitriões que oferecem almoços e jantares exclusivos em suas casas em todo o Brasil. O Dinneer é para um restaurante o que o Airbnb é para um hotel. Nosso objetivo é unir de um lado os anfitriões, que são pessoas apaixonadas por gastronomia, que adoram cozinhar e receber as pessoas em casa, e visitantes, que são moradores locais e turistas estrangeiros apaixonados por experiências gastronômicas únicas e diferentes das tradicionais”, ressalta Estevam.

A ideia surgiu da observação do fundador Flavio Estevam nas redes sociais, principalmente Facebook e Instagram, que diariamente são invadidas por fotos de pratos de comida, ele observou os comentários de pedidos que incluíam convites para degustar a comida na casa do cozinheiro. Estevam também se inspirou no site estrangeiro Airbnb. “O diferencial é que o Dinneer vai além de um simples jantar, oferecemos o acesso a experiências únicas, principalmente para turistas que vivenciam uma experiência gastronômica local muito mais rica do que teria em um restaurante tradicional.

“O Dinneer chega ao Brasil surfando na crise econômica e incentivando pessoas comuns com diversas profissões a inovar e aumentar a sua renda mensal fazendo o que ama, compartilhar seu próprio almoço ou jantar e ainda fazer novos amigos”, diz Estevam.

Estevam ressalta que já foi procurado por investidores para aumentar o alcance da plataforma e diz que até Julho de 2016 todos os estados do Brasil terão anfitriões. Além de investidores, também já fomos procurados por uma associação de restaurantes que quiseram entender melhor o conceito dos jantares compartilhados, pois começam a se sentir ameaçados assim como os taxistas contestam o Uber. ” Afirma Estevam

Como tanto falo aqui no blog, uma experiência gastronômica tem sempre um laço afetivo e cultural, que muitas vezes ignoramos ou não temos tempo de notar. A ideia que o Dinner propõe é experimentar um ambiente onde a comida é artesanalmente feita, entrar em contato com a cultura de um local e de uma casa, sentir a alma da comida e das pessoas que a fizeram. Inovador, encantador e sensível, estou super curioso para testar!

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Paris 6 (São Paulo) – Espera, surpresas não muito boas e uma sobremesa magestosa.

 

Uma experiência um tanto dividida, coisas boas e ruins. O contato inicial – A fila de espera é gigante, haviam 81 mesas na nossa frente, mas estávamos ainda animados com a noite, então esperar não foi tão desagradável assim. A casa é charmosa, fofinha, antes de entrarmos era possível ouvir as músicas francesas, então estava tudo bem esperar até então.

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O boeuf bourguignon da casa – R$63,00

Após 2 horas de espera chegou nossa vez, já estávamos um pouco cansados, mas ainda animados. O cardápio é bem extenso, muitas opções, algumas com pouca identidade francesa, outras com mais. Os pratos tem sempre uma referência a uma celebridade que é homenageada tendo seu nome no prato, eu acho isso neutro, nem legal nem ruim, mas faz parte da “fama” do lugar e de sua identidade, então é válido. Os garçons foram muito rápidos e precisos, o modo de coletar pedidos me lembrou o de fast-food – Senti falta de um garçon que se preocupasse em acolher, sugerir e atender de forma mais próxima. Faltou algo aí. O atendimento é educado, fazem o que tem que fazer, mas considerando o valor que se paga, o tanto que se espera e a expectativa que levamos quando queremos uma noite com charme “francês”, faltou.

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Crème brûlée com picolé Diletto – R$25,00

A comida foi gostosa, mas não espetacular. O boeuf bourguignon que pedi estava bom, exceto pela temperatura, mais para morna que para quente. A sobremesa foi bem gostosa, eu pedi um Crème Brûlée com um picolé diletto dentro, com cobertura de creme de avelã, morangos e crocantes – gostei muitíssimo, mesmo com esses acréscimos todos, você pode quebrar e sentir a casquinha do crème brûlée por baixo da calda e picolé – ainda se podia sentir o clássico ali mesmo no espetáculo todo, isso foi bem legal. O cardápio extenso oferece tanto pratos mais tradicionais quanto variações inovadoras, isso foi bacana, te permite construir experiências diferentes num mesmo restaurante.

No geral, a experiência no Paris 6 foi agradável. Sinto apenas por não ter experimentado talvez a melhor noite de uma casa que tem tudo para ser incrível –  Os pratos principais tem pecados mas são ok, as sobremesas incríveis, mas o atendimento no geral soou meio estranho.O local recebe críticas de gastrônomos pela comida servida, mas o Paris 6 defende que o que conta é a experiência no geral e não só a comida. Infelizmente dessa vez, mesmo olhando para além da comida, não senti que  super valeu a pena preço e espera.