Como fazer Chips de Batata Doce!

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Aquilo que faz “creck” – Receita de Chips de Batata doce! O singelo estralar do creck ao morder o alimento nos conta da beleza da possibilidade de transformação ao cozinhar. A natureza nos da a batata, e a gente pode fazer muita coisa dela, inclusive fazer o creck – com um chips de batata doce. O “creck” da mordida de um chips é um barulhinho que entusiasma – creck lembra snack, lembra coisa de comer papeando, lembra descontração, lembra diversão – e particularmente me lembra Cyndi Lauper porque eu fiz uma vez morrendo de ouvir Cyndi e aí pra sempre chips de batata doce vai lembrar ela – Vem aprender e se divirta fazendo – just want to have fun… ow uouuu…

Ingredientes:

  • Batatas doces (com casca ou descascadas, você quem sabe!) – o quanto quiser fazer.
  • Óleo de sua preferência ou azeite de oliva
  • Sal à gosto
  • Pimenta-do-reino à gosto
  • Tomilho ou alecrim (ou outra erva que goste do aroma)

Modo de prapro:

Corte as batatas em rodelas bem finas, então as coloque em um recipiente com água e algumas pedras de gelo e deixe de molho por 15 minutos. Enquanto isso, pré-aqueça o forno à 200 graus.  Após isso retire e seque as batatas com um pano ou papel absorvente. Em seguida pincele as fatias com o óleo ou azeite, de ambos os lados, e coloque em uma forma grande (sem sobrepor as rodelas). Polvilhe sal, pimenta, a erva de sua escolha e leve ao forno por cerca de 30 minutos (virando as rodelas na metade do tempo), ou até dourar no tom desejado. Prontinho! Antes de servir experimente e acerte o sal se for o caso!

Se quiser fazer no microondas, coloque as rodelas sobre um papel toalha, deixe 6 minutos, vire elas e deixe mais 2 minutos – Eu prefiro no forno!

 

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Receita de Brigadeiro Gourmet!

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Brigadeiro. Tão brasileiro, tão simples e tão paradisíaco! Durante o tempo que fiquei no Canadá fiz algumas vezes e levei para algumas festas, era engraçadíssimo ver o encanto de pessoas que não tinham ideia do que era aquilo (canadenses e amigos de outras nacionalidades) experimentando e em seguida fazendo uma cara de quem achou o convite dourado para a Fantástica Fábrica de chocolate! Esse doce está tão dentro de nossa realidade que seu sabor sem igual é anexo ao nosso paladar e não surpreende tanto mais a gente. Na verdade depende, eu me surpreendo toda vez que como a primeira colherada de uma panela de brigadeiro… não sei como parar de me surpreender com ele.

Hoje ensino a fazer essa receita tradicional de um modo especial (eu estava com saudade de rimar). O segredo são as quantidades exatas e ingredientes de qualidade –  usar manteiga ao invés de margarina, chocolate em pó e não achocolatado, chocolate meio amargo para equilibrar o leite condensado. Exatidão e simplicidade! Vamos lá:

Ingredientes:

Modo de preparo:

Simples e encantador: Coloque todos os ingredientes em uma panela em fogo médio (exceto a manteiga), e vá mexendo sem parar. Quando notar que está quase em ponto de fervura acrescente a manteiga, e continue mexendo.

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O ponto do brigadeiro é quando ele desgruda facilmente do fundo da panela. Então coloque em um prato e deixe esfriar. Depois disso é só enrolar e confeitar usando toda sua criatividade, veja sugestões abaixo! Ou se for o dia de preguiça coma na panela mesmo, eu também amo! Para fazer as bolinhas não esqueça de passar manteiga na mão! Essa receita rende 50 brigadeiros pequenos ou 25 médios!

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Os meus confeitos preferidos são rolar o brigadeiro no cacau em pó e no amendoim torrado moído! No coco ralado também fica muito bom!

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Da para fazer presentinhos lindos com eles!

Pimenta Cambuci no Arroz Branco!

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A carinhosa presença da Pimenta Cambuci – também conhecida como chapéu-de-bispo ou chapéu-de-frade – Pimenta de provável origem peruana, mas que os índios da nossa terra conheciam bem – eles que a chamaram de Cambuci. Adocicada e suave, lembrando que nem tudo que arde na vida é pimenta. A Cambuci provoca a liberação de endorfinas  – substâncias que promovem sensações de bem-estar ao organismo – os alimentos e suas possibilidades interventivas em nossas vidas… (suspiros de amor). Além da endorfina, ela provoca em mim sensações de outras horas, da infância, do cheiro das panelas da minha tia, onde eu passava algumas das melhores tardes que consigo me lembrar (Ingredientes contam comigo minha história). Acrescentar Cambuci no seu arroz branco é um casamento perfeito! Confira abaixo como fazer isso.

Como usar Pimenta Cambuci no Arroz Branco:

O Uso é simples, faça seu arroz branco no seu modo de sempre. O meu eu faço assim: Esquento a panela, depois dela já aquecida coloco uma pequena quantidade de azeite (assim ele não perde parte do perfume ao esquentar junto com a panela), coloco então um pouco de cebola cortada em cubos e um pouco de sal (para liberar mais água da cebola) espero a cebola fritar um pouco e então coloco alho, mexo alguns segundos e coloco o arroz, antes de colocar a água quente refogo um pouco o arroz nessa mistura, mexendo sempre. Depois coloco a água quente para completar o cozimento – e é nessa hora que coloco a pimenta cambuci (cortada em pedaços grandes – prefiro assim). O arroz cozinha junto com o aroma lindo dessa pimenta adocicada e suave – fica sensacional!

Obs: Não especifiquei quantidades porque o objetivo do post não é expor a receita de arroz branco, mas sim como acrescentar Pimenta Cambuci no preparo de arroz- a hora certa de colocá-la – E aí você pode fazer isso seguindo seu modo de sempre de fazer arroz. Apenas expus como normalmente faço o meu, para me sentir mais próximo de vocês (que fofo isso, né?).

Exposição “Alimentário – Arte e Construção do Patrimônio Alimentar Brasileiro”, na Oca (Parque do Ibirapuera, São Paulo).

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Gastronomia, cultura e arte! Dica  linda e imperdível para os que, assim como eu, encontram na cozinha muitas coisas, como um Divã. Está acontecendo na Oca (Parque do Ibirapuera, São Paulo) a exposição “Alimentário – Arte e Construção do Patrimônio Alimentar Brasileiro”, que apresenta marcas culturais e históricas presentes no mundo gastronômico do nosso país. A exposição reúne fotografias, pinturas, videos, documentos históricos, esculturas, açafrão, cravo, mexerica e muito mais!

A exposição tem totalmente a cara do blog, gente! Uma relação muito bem feita da alimentação com arte, englobando aspectos dos hábitos sociais, cultura e história do nosso país. É muito interessante caminhar pela exposição e sentir memórias sendo despertas, memórias entrelaçadas às marcas tão típicas de nossos hábitos alimentares, que são tão parte da nossa identidade social.  Alimento é marca, é arte. Achei a experiência emocionante!

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Uma espécie de bolsões suspensos recheados de temperos típicos da nossa culinária, basta se aproximar dos bolsões e brincar de adivinhar os aromas – açafrão, cravo…

“A estratégia da curadoria foi exibir um retrato sugestivo de como o universo dos alimentos e da culinária contribuiu para a constituição visual e do imaginário brasileiro de hoje. “Mais do que apresentar documentos e obras que contassem a mesma história, o que seria impossível, buscou-se por meio das obras expor um retrato do universo alimentar brasileiro que fosse fiel no sentido de reproduzir não seus traços externos, mas a pluralidade, a diversidade e até o seu estado de permanente transformação”, afirma o curador Jacopo Crivelli Visconti.” (Fragmento do portifólio da exposição). 

Espia um pouquinho da exposição:

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História e origem de famosos ingredientes da nossa terrinha.

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O primeiro livro de receitas português, impresso no final do século XVII.

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Cabeças de escravos de açúcar – representando a marca histórica do cultivo de cana.

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Arte que é de comer. 🙂

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Uma paçoca gigante.

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De um lado mexericas desenhadas em uma tela, do outro as próprias mexericas propagando seu aroma.

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A experiência de deitar embaixo daqueles bolsões com especiarias típicas da nossa culinária, e ver – sentir – a obra de outra perspectiva – sensacional!

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Mas para conseguir visitar tem que correr gente, a exposição fica aberta só até domingo (29 de março). Então corre mesmo e aproveite! Depois divida conosco suas impressões a respeito!

Mais informações:

Museu da Cidade – OCA
Exposição Alimentário – Arte e Construção do Patrimônio Alimentar Brasileiro
Abertura: 25 de janeiro de 2015
Visitação: de 25 de janeiro a 29 de março; terças à domingos, das 9h às 17h, com permanência até as 18h.
Entrada franca.

Museu da Cidade – OCA
Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque do Ibirapuera / portão 3 – São Paulo – SP