Como fazer alcatra na cerveja preta!

Sabe quando um prato te abraça? Eu sei. Esse faz isso. Alcatra na cerveja preta – com um molho de cremosidade estonteante (que o toque especial de creme de cebola proporcionou lindamente). Comer isso no inverno é fazer a vida valer a pena. Com arroz branco fresquinho então, eu choro. Receita escandalosamente fácil, você faz tudo em 40 minutos ou menos, se for ninja. Confere aqui:

Ingredientes:

  • 1kg de alcatra cortada em cubos
  • 1 cebola
  • 1 cenoura
  • 1 tomate
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 300 ml de água
  • 200 ml de cerveja preta
  • sal e pimenta-do-reino à gosto
  • Salsinha picada
  • 1 pacote de creme de cebola

Modo de preparo:

Em uma panela de pressão aqueça o óleo e acrescente a carne. Frite e refogue por 15 minutos. Pique o tomate e a cebola, corte a cenoura em rodelas de 1 cm e acrescente tudo na carne. Misture e deixe cozinhar por 3 minutos. Acrescente então a água, a cerveja e o creme de cebola. Tampe a panela e deixe cozinhar na pressão por 20/25 minutos. Abra a panela (após tirar a pressão com cuidado) e acerte o sal, acrescente a pimenta. Finalize com salsinha picada. Fica sensacional com um arroz branco fresquinho! Sirva com bastante caldo – ele é divino. Bon appétit!

Anúncios

Panqueca low carb de banana com 3 ingredientes!

Panqueca low carb de banana com apenas 3 ingredientes, mais fácil impossível. Você não precisa comer pãozinho todo dia de manhã, amplie-se. Essa panqueca é realmente amável, equilibra sua dieta e também equilibra a diversidade de sabores que você pode sentir nessa vida. Pãozinho é maravilhoso, claro que é, mas outras coisas também são. Capte outros nutrientes e outros sabores que o mundo tem para oferecer e adocica sua vida, meu amor. Preciso dizer: banana é um presente profundo do universo, amo intensamente. Respeite a banana e explore ela, a banana é linda.

Ingredientes:

  • 1 ovo
  • 1 banana
  • Meia colher de chá de canela em pó

Modo de preparo:

Amasse a banana, junte com o ovo e a canela e bata até que fique bem homogêneo. Aqueça uma frigideira antiaderente com manteiga ou azeite, quando estiver quente coloque a misture. Doure totalmente um lado, quando começar a criar bolhinhas na superfície é hora de virar – vire e doure o outro lado (não se preocupe se quebrar, faz parte da vida quebrar algumas panquecas, fica gostoso mesmo assim). Sirva com mel ou geleia. Bon appétit!

Receita afetiva que une 2 mundos. Curau brûlée com crumble de canela.

Hoje foi um puta dia lindo. Fui pra cozinha com tudo que eu sou e fiz um prato que quando terminei me vi nele – sabe o quanto isso é emocionante? Eu tenho um compromisso e laço intenso com as coisas da minha terra, em especial as coisas da Bahia da minha mãe. Mas também tenho uma conexão profunda com as coisas da Europa, que na minha infância minha madrasta me ajudou a conhecer. Em especial os detalhes franceses me emocionam. E é assim porque meus caminhos fizeram a história assim – os lugares de amor que ocupei me trouxeram essas referências. É uma história longa, não dá pra contar hoje, o que eu queria contar é que hoje o curau brûlée com crumble de canela que fiz é uma foto do mais profundo que me compõe. Eu suspeito que essa será a receita mais afetiva que compartilhei com vocês até agora.

O curau é com uma textura mais cremosa, que se aproxima do “crème brûlée” francês. O gosto lindo da canela vem através de uma farofa, o crumble, dando junto um crocante que casa lindo com o curau cremoso. O milho, que é uma grande referência da cozinha da minha família (e do meu país), usado com influências francesas. Estou tão feliz com esse prato. Uma mistura de detalhes franceses com marcas profundas do paraíso tupi-guarani – esse prato é isso, eu sou isso.

Ingredientes (rende 5/6 porções):

Para o curau:

  • 4 espigas de milho (ou o suficiente para encher 3 xícaras de chá com grãos debulhados)
  • 2 xícaras de chá de leite
  • 3/4 de xícara de chá de açúcar
  • 5 colheres de sopa bem cheias de creme de leite
  • Um pouco de açúcar para polvilhar e fazer o “brûlée”.

Para o crumble de canela:

  • 70g de açúcar
  • 110g de farinha de trigo
  • 65g de manteiga gelada
  • 3/4 de colher de sopa de canela em pó

Modo de preparo do curau:

Descasque as espigas, tirando toda palha e cabelos (se quiser, guarde alguns pedaços de palha para montar o prato, decorando). Tire os grãos das espigas, com uma faca ou utensílio específico, caso tenha. Coloque em seguida todos os grãos debulhados no liquidificador e acrescente o leite. Bata bastante até tudo estar bem processado e homogêneo.

Em seguida, coloque uma peneira sobre uma panela e peneire a mistura, para remover o bagaço do milho. Aperte bem na peneira para extrair o máximo de liquido possível. Leve então esse liquido ao fogo médio e acrescente o açúcar. Comece a mexer com um fouet, sem parar, enquanto o cozimento acontece. Quando levantar fervura, cozinhe por mais 5 minutos. O curau engrossa rapidinho, quando engrossar mexa com fervor, para evitar que empelote ou grude no fundo da panela, se perceber que isso está acontecendo retire do fogo um instante e bata bem com o fouet até ficar cremoso e uniforme, e então volte ao fogo. Após levantar fervura e após os 5 minutos de cozimento, desligue o fogo e acrescente o creme de leite, mexa bem.

Coloque em um refratário ou em potinhos individuais e leve para gelar por pelo menos 1 hora.

Modo de preparo do crumble de canela:

Em uma tigela, misture todos os ingredientes, esfarelando a manteiga com a ponta dos dedos para que ela se una aos demais ingredientes, construindo uma farofa. Manuseie o mínimo que puder, para evitar que a manteiga derreta muito. Após estar tudo misturado, com aspecto de uma farofa grossa e úmida, leve para a geladeira e deixe lá por 30 minutos (isso é importante para garantir a crocância legal do crumble). Enquanto isso, pré-aqueça o forno à 160 graus. Após o descanso coloque a farofa em uma fôrma, espalhando nela toda. Leve para assar por cerca de 10 minutos, ou até estar dourado. Retire do forno e deixe esfriar.

Montagem:

Você pode fazer o brûlée (casquinha de caramelo bem fininha que ficará na superfície do curau) direto nos potinhos em que deixou o curau esfriando ou pode, como eu gosto de fazer, tirar uma colherada bem cheia de curau, pôr em um prato sob uma palha de milho (veja na foto acima) e fazer o brûlée nele. Seja como for, o brûlée se faz assim:

Polvilhe uma fina camada de açúcar sob o curau e queime para virar caramelo – Você pode fazer isso de 2 jeitos: usando um maçarico culinário (mais prático e com resultados melhores), ou usando uma colher de ferro aquecida. Se usar o maçarico é só ir fazendo com ele movimentos circulares até “queimar” o açúcar e deixar ele no tom da imagem acima (sem queimar muito para não ficar amargo, tem que ficar bronzeadinho só, 10 segundos de maçarico em cada um é suficiente). Se for usar uma colher de metal faça da seguinte forma: Esquente ela na chama do seu fogão a gás até que ela esquente bastante (o metal ficará num tom azul e meio escurecido). Após aquecer encoste a colher no açúcar e faça movimentos circulares, até caramelizar toda a superfície. Antes de aquecer a colher novamente lave-a muito bem para não ficar resíduos.

Pronto, o curau está com o brûlée. Sirva com o crumble de canela (quebre em pedaços, eu gosto de deixar bem trituradinho). É realmente bom.

Espero que gostem. Essa é uma receita valiosa pra mim.

Bon appétit.

Como fazer entrecôte (filé de costela) assado, com a verdade e emoção da cozinha de fogo alto.

Como assar uma carne com emoção e verdade. Respeitar genuinamente cada partícula do animal e construir uma experiência sensorial emocionante – você entende o que é transformar uma carne com calor, com fogo? É uma das experiências mais antigas da humanidade, que nos conecta à uma ancestralidade e simbologia profunda. Se você prestar muita atenção e se conectar profundamente com o ato de assar ou grelhar, vai sentir que algo dentro de você se move com essa experiência. É forte. Transformar uma carne no calor alto é uma experiência que acelera meu batimento cardíaco, te juro. Existe uma força, uma energia e até mesmo uma sensualidade na cozinha de fogo alto que nem sei explicar. Enfim, essa é uma peça de entrecôte (um corte incrível que tem vários nomes – filé de costela, miolo de contrafilé, biche ancho, e por aí vai). Esse corte fica embaixo das costelas do boi. Assei ela seguindo algumas coisas que aprendi com Paola Carosella, outras aprendi com minha mãe. Temperei com minhas referências e emoções. Queria te dizer como faço, olha a receita:

Antes de começar, clique aqui e leia o artigo que publiquei sobre todos os cuidados mais importantes para preparar uma carne antes de assar ela. São dicas bem valiosas.

Ingredientes:

  • 1 peça de entrecôte (o filé de costela) que pese aproximadamente 1,1kg (como expliquei em um artigo, cortes muito grandes causam certa desproporção na hora de assar, então se tiver uma peça muito grande, corte ela para ter um pedaço menor, com esse peso de 1kg/1,3kg).
  • Azeite de oliva extravirgem (à gosto)
  • Sal (à gosto) – mas uso cerca de uma colher de sobremesa cheia para cada kg de carne.

Tempero:

Esses são os temperos que misturo, você pode alterar e escolher os seus, mas quero te contar a mistura que faço. Praticamente todas as quantidades coloco à gosto.

  • Salsinha, orégano, hortelã e manjericão frescos picados bem fininhos (Uso cerca de 4/ colheres de sopa cheias)
  • Pimenta-do-reino (à gosto)
  • 1 dente de alho ralado ou picado muito pequeno.
  • 1 colher de chá de mostarda de Dijon
  • Chimichurri à gosto, se tiver. Muitas vezes faço sem.
  • Um pouco de cominho em pó (só um pouco, uso tipo uma pitadinha)
  • 1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes do tempero com o sal e coloque bastante azeite, para fazer todos os temperos virarem um molhinho só. Tempere a peça de carne, lambuzando ela todinha com essa mistura, acariciando a carne e agradecendo ao boi. Após isso, coloque a carne em um recipiente e deixe na geladeira por pelo menos 12 horas. Eu deixo 24 horas.

Tire a carne da geladeira 2 horas antes de assar, para ela atingir temperatura ambiente. Pré-aqueça seu forno à temperatura mais alta que tiver, intenso mesmo, escaldante. Quando o forno estiver quente, coloque uma fôrma na boca do fogão e aqueça ela muito (essa fôrma você usará para assar a carne, se tiver uma chapa de ferro que caiba a carne seria perfeito, mas se não tiver, uma fôrma que você possa colocar na boca do fogão e também no forno serve).

Quando a fôrma na boca do fogão estiver quentíssima, regue com um pouco de azeite e coloque a peça de carne (tem que chiar alto). Após colocar leve imediatamente ao forno quentíssimo que você pré-aqueceu e deixe lá por aproximadamente 15 minutos. Passando esse tempo abra o forno e cheque a parte de baixo da peça – tem que estar dourada, tostada e emocionante, se não tiver, tire a peça e feche o forno para ele esquentar de novo o máximo que puder e em seguida volte a peça para dentro dele, até dourar bem embaixo. Quando dourar vire ela e asse por aproximadamente mais 15 minutos do outro lado.

Estando dourada e linda, tire do forno e deixe descansar por 10/12 minutos (perto do forno, para não esfriar muito, ou dentro do forno desligado).

Pronto. Após o descanso é só cortar, servir e se emocionar. É realmente uma experiência profunda.

Agradeço com muita verdade e emoção a minha mãe (que me ensinou a grandeza de um pedaço de carne e de uma boa pitada de cominho) e a Paola Carosella (que me ensinou as temperaturas e tempos certos para assar com majestade uma carne, em seu livro “Todas as sextas”).

Como fazer mousse de chocolate com cachaça e crocante de chocolate branco servido com iogurte.

A gente precisa de muito pouco para fazer uma mousse francesa incrível. Eu queria hoje uma sobremesa que me fizesse fechar os olhos por alguns segundos enquanto experimentava uma sensação delicada de alegria na primeira colherada. Essa mousse me trouxe isso. Eu tive sorte por ter encontrado ovos, chocolate, manteiga e açúcar em casa para ter isso hoje. Resolvi colocar um pouco de cachaça, para um pouco mais de emoção. Resolvi também colocar um crocante de chocolate branco e comer com iogurte. Aí, meus caros, a emoção foi tão longe que meu coração sente até agora, enquanto escrevo, o impacto dessa primeira colherada. Enfim. Que a vida seja doce, pelo menos por alguns segundos, diante de uma mousse bem feita.

Como fazer a mousse de chocolate:

Clique aqui e confira a receita completa da tradicional mousse de chocolate francesa. Atenção: para fazer essa versão que leva cachaça basta acrescentar 1 colher de sopa de cachaça no momento em que misturar as gemas ao chococolate derretido.

Como fazer os crocantes de chocolate branco:

Corte chocolate branco em pedaços rústicos pequenos e leve ao forno pré-aquecido à 200 graus. Deixe lá até dourar – cuidado para não queimar! Isso acontece rapidamente. Quando tirar a forma do forno deixe esfriar – os crocantes saem molinhos e ao esfriar endurecem.

Sirva o mousse gelado com os crocantes e iogurte. É bem bom.

Ostara, Easter, Páscoa – Porque coelhos e ovos de chocolate? Confira origem da tradição e ainda seleção de 10 receitas sensacionais para sua páscoa!

Ostara

Imagem: Site Santuário Lunar

Ostara, Easter, Páscoa. O termo “Páscoa”, vem de “Ostara”, deusa escandinava da primavera – estação do ano que no hemisfério norte se inicia próxima à celebração da Páscoa. Antes mesmo do cristianismo, o dia de Ostara era a celebração do primeiro dia de primavera, do fim do inverno e retorno do sol, do florescimento e renascimento da natureza – o cristianismo uniu essa simbologia de “renascimento da natureza” a ressurreição de Jesus, fato hoje que universalmente simboliza a páscoa. Na antiguidade, o povo anglo-saxão pintava ovos e os oferecia a Ostara, sendo que o ovo sempre simbolizou vida, nascimento, assim como o coelho também era relacionado a Ostara, simbolizando fertilidade e fecundidade na natureza. Daí vem a origem dos ovos e do coelho da páscoa, que eram muito antes os “ovos e coelhos de Ostara”. A criatividade humana tornou os ovos de Ostara em ovos de chocolate, criando uma intima relação desse ingrediente com toda a simbologia que envolve a Páscoa, os ovos, o coelho, a primavera e o renascimento. Por isso Páscoa tem tom de chocolate (do qual os ovos de Ostara deliciosamente acabaram sendo feitos) – a gastronomia tem sempre símbolos e marcas que contam a história da humanidade. Isso é sempre emocionante.

20150611_145444

Para celebrar toda a simbologia da Páscoa com, claro, chocolate, fiz uma seleção de nossas melhores receitas que envolvem chocolate! Chocolate também é renascimento, é símbolo, e é maravilhoso… Veja abaixo a seleção com todo amor do mundo:

Para acessar as receitas basta clicar no link!

Receita de Ovo de Páscoa de Colher sabor Oreo

Receita de Ovo de Páscoa de Colher Trufado de Laranja

Receita de Ovo de Páscoa de Colher de Brigadeiro Gourmet

Receita de Gâteau au Chocolat (Bolo de chocolate cremoso sem farinha)

Receita da tradicional Mousse de Chocolate Francesa

Bolo Lava de Chocolate (Moelleux au Chocolat)

Receita de Brigadeiro Gourmet

Receita de Cookies Double Chocolate

Torta Mousse de Chocolate

Receita de Bolo Double Chocolate com Azeite de Oliva

Ostara winter

Ostara – Lavando o adormecimento da terra durante o inverno e trazendo o florescimento e renascimento da natureza.

Como fazer um sensacional pão na chapa paulistano!


São Paulo, lugar intenso de tantos sonhos e também contradições faz amanhã 464 anos. É muito coerente homenagear SP ensinando vocês a fazer um ícone da nossa democrática gastronomia: pão na chapa com pingado – mas não vou te ensinar qualquer pão na chapa, é de um modo intenso, como SP é.

Modo de preparo:

Se puder, coloque fones de ouvido e ouvindo Caetano Veloso vá até alguma padaria de SP, andando por alguma rua paulista que te emocione. Se não morar em SP coloque só Caetano pra tocar, também funciona. Coloque então na frigideira/chapa 1 colher de manteiga e 1 colher bem cheia de azeite de oliva extra virgem. Enquanto a manteiga derrete coloque uma pitada de flor de sal e pense na multidão de pessoas que movem essa cidade e que começam seus dias com um pão na chapa, sonham seus dias enquanto o comem, acordam melhor enquanto o comem, e então vão. Coloque em seguida o pão (francês) e toste, pressionando levemente. Parece simples, e na verdade é. Mas colocar um toque de azeite intensifica o gosto e não é nada simples explicar o quanto é bom. Passe um café. Coloque em uma xícara bonita e então pingue leite. Pause Caetano, escute o barulho da cidade, e coma. Feliz aniversário, São Paulo.

Lebkuchenpläetzchen – Como fazer o biscoito alemão tradicional no natal do sul do Brasil.

Muitos natais da minha infância foram em Santa Catarina, onde minha família paterna mora. A influência da colonização alemã é muito viva lá até hoje e pode ser vista na gastronomia, é o caso desses tradicionais biscoitos de natal. Essa receita deriva do “Lebkuchenpläetzchen”, biscoitos muito antigos, consumidos no natal da Alemanha desde a idade média, são muitíssimos tradicionais da culinária alemã (minha madrasta tem um livro muito antigo alemão com receitas cheias de tradição e marcas afetivas, tem esses lá).  Em Santa Catarina, nessa época do ano,  são vendidos em todo lugar possível. Adoro eles e o gosto de memórias antigas que eles tem. Fazer eles hoje extraiu um carinho e sutileza gigante de dentro de mim, engraçado, mas até meus movimentos na cozinha ficaram mais suaves e delicados quando os fiz. Essa receita, essa delicadeza e esse carinho, compartilho com vocês.  Vai ser meu jeito de dizer feliz natal. 

Ingredientes para a massa:

  • 500g de farinha de trigo
  • 200g de açúcar
  • 80g de manteiga em temperatura ambiente
  • 4 ovos
  • Meia colher de sopa de bicarbonato de amônio
  • 1 colher de sopa de extrato de baunilha
  • Se quiser aromatizar, você pode colocar umas duas pitadas de cardamomo em pó, raspas de limão ou raspas de gengibre, já fiz dos 3 jeitos e fica muito bom. Por ao mesmo tempo cardamomo e gengibre fica muito bom também!
  • Açúcar cristal colorido para decorar

Ingredientes para cobertura:

  • 2 claras
  • 5 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro
  • Gotas de limão siciliano

Modo de preparo:

Comece pela massa: Junte em uma vasilha grande todos os ingredientes da massa, misture tudo o suficiente para obter uma mistura homogênea, sem misturar demais  – sempre que estamos falando de biscoitos que queremos algo de crocante, misturar a massa demais nunca é bom. Deixe a massa descansar uns 5 minutos e então já pode abrir ela – esfarinhe uma superfície e abra a massa com um rolo. A espessura depende do seu gosto, se quiser biscoitos mais grossos e fofos por dentro deixe mais grosso, se quiser mais corcante deixe mais fino. Eu gosto mais corcante e deixo uma espessura de uns 4 milímetros. Após abrir corte com o cortador que quiser, ou até com uma faca em quadradinhos, use a imaginação. Adoro estrelas e corações. Leve para assar  em forno pré-aquecido à 200 graus, em fôrma untada ou fôrma antiaderente ou ainda forrada com papel manteiga. Asse até começar a dourar. Leva em média 12/15 minutos. Retire do forno e reserve para esfriar um pouco. Após assar todos os biscoitos mantenha o forno ligado, abaixe para 180 graus.

Para a cobertura, bata a clara em neve e acrescente o açúcar e as gotas de limão, e continue batendo até ficar firme (porém fica mais mole mesmo, não chega a atingir “pico duro”). Cubra cada biscoito com um pouco da cobertura, espalhe o açúcar cristal colorido para decorar (ou o confeito que quiser) e leve ao forno de volta, deixe o suficiente apenas para endurecer a cobertura, sem deixar dourar muito. Prontinho!

Após esfriar guarde em um lugar fechado para preservar a crocância. Feliz natal!

 

Como fazer o emocionante e clássico aïoli!

Um clássico absolutamente francês. Na Provence (região sul da França) o aïoli é como manteiga, comem com tudo. Originalmente é feito em pilão, onde o alho é esmagado até virar uma pasta e então vão acrescentando as gemas, azeite e óleo, com toda delicadeza para alcançar a leveza mágica dessa emulsão. Eu faço na mão, em uma tigela e bato com um fouet, e dá certo, acho um jeito muito emocionante de fazer, inclusive. Na verdade eu fico sempre emocionado com o tanto de coisa que os ovos podem virar, o tanto que eles nos oferecem, é o ingrediente mais impressionante que existe. Para mim, as galinhas são sagradas, eu tenho muito respeito por uma galinha, chega a me dar arrepios de pensar que tantas vivem vidas horríveis em gaiolas. Nenhuma galinha deveria viver em gaiola, merecem a vida mais feliz que puderem ter. Quando escolho ovos de galinhas criadas soltas e felizes, tem um porque (clique aqui e veja o artigo que escrevi sobre a escolha dos ovos e sobre verdades da triste vida de algumas galinhas). Enfim, escolha ovos honestos e faça um aïoli emocionante para comer em paz essa coisa linda.

Ingredientes (Rende cerca de 350g):

  • 1 ovo inteiro
  • 1 gema
  • 1 colher de chá de sal
  • Caldo de meio limão (siciliano é o melhor para essa receita)
  • 90 ml de azeite de oliva extra virgem
  • O quanto bastar de óleo de girassol para atingir o ponto que você quer (normalmente uso cerca de 220 ml)
  • 1 dente de alho bem esmagado (até ficar uma pastinha)
  • Lemon pepper à gosto (totalmente opcional, mas eu adoro colocar esse temperinho no meu aïoli)

Modo de preparo:

Você pode fazer em um liquidificador ou na mão, em uma tigela com um fouet para bater, eu já fiz dos dois jeitos  e dá certo igual, mas eu tenho um carinho por fazer as coisas à mão. Também pode ser em um pilão, mas desse jeito eu nunca fiz, então não consigo te ensinar.

Coloque na tigela (ou no liquidificador) o ovo, a gema, o suco de limão, o sal, o alho e o lemon peper (se for usar). Comece a bater e acrescente o azeite em fio, bem devagar, devagar de verdade, se não dá errado e não tem jeito, batendo sem parar. Quando terminar de por todo o azeite comece a acrescentar o óleo, batendo sempre, se precisar com mais energia para atingir um ponto mais firme. Ele vai esbranquiçando e gradualmente atingindo a textura de maionese. Quando atingir o ponto que você deseja está bom de óleo e está pronto.

Se a mistura desandar enquanto estiver colocando o azeite ou o óleo, coloque mais uma gema e bata muito, continuando o processo de acrescentar lentamente o azeite e óleo, às vezes isso salva, mas não consigo te garantir.

Coma com torradas de um pão maravilhoso, coma com peixes, com vegetais, com sanduíches, com carnes, com frango, enfim, com qualquer coisa que queira muita emoção.

Como fazer tartine de presunto parma, mel e queijo. 

Ingredientes (as quantidades dependem, use conforme seu gosto, não tem problema):

  • Pão tipo baguete
  • Presunto parma
  • Mel
  • Mussarela de búfala
  • Azeite de oliva extravirgem
  • Folhas de manjericão fresco
  • Flor de sal​

Modo de preparo poético:

Uma tarde, meu sábado. Começou a tocar Bob Dylan na minha cozinha. Uma música nem tão doce nem também amarga. Eu queria ficar na cozinha com essa música, com essa tarde, e com um gosto que unisse tudo. Eu tinha algumas coisas boas e frescas, que alegria que eu tinha elas. Peguei um pão e cortei, coloquei nas fatias muito azeite honesto e bom, pitaquei flor de sal, coloquei mussarela de búfala e um presunto parma emocionante. Depois por cima de tudo um mel lindo que veio de alguma fazenda de Santa Catarina, meu pai que me deu. Foi tudo pro forno até o queijo derreter e o pão tostar um pouco. Depois coloquei folhas de manjericão fresco do meu quintal. Ficou meio doce, meio salgado, exatamente como eu queria, como a música era. Um vinho branco coroou meu coração junto disso tudo. Minha tarde de sábado ficou gravada pra sempre na minha memória. Cozinhar serve pra isso. Obrigado, cozinha