Frango de vida digna, cozido.

Como cozinhar um frango – um animal que nasceu, cresceu e morreu – com o respeito que isso merece. Compreendo por frango de vida digna (termo que pego emprestado de Paola Carosella), frangos que nasceram, cresceram e morrer como um frango deve viver, solto, sendo bem tratado, comendo o que sua espécie come. Nenhum frango deveria viver preso numa gaiola, absolutamente mal tratado como é no processo industrial em massa. Escolhi comprar um frango orgânico, sustentável para cozinhar, e essa escolha tem um porque (escrevi uma vez sobre isso, sobre escolher ingredientes que sejam dignas com o mundo natural, clique aqui se quiser ler).

Como fazer frango cozido com todo respeito que isso merece:

Corte o frango em pedaços de tamanhos parecidos. Gosto de desde a hora de cortar a carne lembrar que ela é um bicho – esse título que a gente costuma deixar de lado ajuda na conexão com o ato ancestral sagrado que é cozinhar um animal. Fazer tudo do melhor modo, aproveitar cada pedaço, sem exageros, com respeito. É um bicho. Em uma panela quente coloque um pouco de azeite e doure um pouco rapidamente todos os pedaços. Retire da panela e reserve.

Na mesma panela, doure uns pedaços de bacon. E então coloque temperos (quais você ame. Eu amo cominho, páprica, pimenta, lemon pepper, alho e sal). Misture. Faça uma cama no fundo da panela com: cebola cortada em pedaços grandes, cenoura e tomate. Também jogue uns temperinhos sobre essa cama. E então deite nela os pedaços de frango, um por um – aprendi com @paolacarosella a ajeitar pedaços de frango em panelas com carinho, pensando no tempo que o frango levou pra nascer, crescer… também no trabalho que envolve criar animais de forma digna. Após isso, coloque sobre o frango mais cebola, tomates e cenouras, arrumando tudo de um jeito bonito. Jogue mais tempero por cima. Coloque o caldo de 1 laranja e de meio limão. Coloque água até quase chegar na metade da panela, sem afogar o frango. Tampe a panela.

Deixe cozinhar em fogo baixo, respeitando o tempo lento do frango ficar pronto, macio, suculento e bom (o que costuma levar de 40 min à 1 hora). Pronto. Esse é um dos meus modos de respeitar o máximo que posso um frango que está diante de mim, na minha cozinha.

Servi com batatas pequenas cozidas inteiras (descascadas de modo que sua forma natural seja mantida, entende?), migas (farofa de pão – 5 posts pra trás tem a receita) e aïoli (receita no blog). Acho incrível assim.

Galette de morango (torta aberta rústica francesa de morangos)

Galette de morangos – uma torta francesa rústica, aberta, simples – ela dá pra gente mais do que a gente espera dela (entendemos isso na primeira garfada, quando flutuamos através de um prazer gentil para algum strawberry fields forever que existe dentro da gente).

Junte 1 e 1/3 de xícara de chá de farinha de trigo, 1 pitada de sal, raspas de meia laranja, 3 colheres de sopa de açúcar cristal e 80g de manteiga gelada cortada em cubos. Bata num processador (ou misture com as pontas dos dedos, incorporando a manteiga nos secos) até obter uma farofa. Adicione 3 colheres de sopa de creme de leite e 1 de água gelada, misture. A massa fica meio pegajosa mesmo, mas se ficar muito coloque um tico mais de farinha. Faça uma bola e coloque ela entre 2 folhas de papel manteiga ou filme e abra/aperte deixando no formato de um disco. Coloque na geladeira por 1 hora.

Tire a massa da geladeira, disponha em uma fôrma untada ou antiaderente, coloque morangos cortados no centro. Ajeite as laterais fazendo bordas. Leve para o congelador e deixe 10 minutos. Tire.

Misture 1/2 colher de sopa de manteiga derretida com 1/2 de açúcar, dissolva e regue os morangos com isso. Pincele as bordas com leite. Asse em forno pré-aquecido à 200 graus por cerca de 40 min ou até dourar as bordas.

Sirva morna ou fria, sozinha ou com sorvete, ou chantilly, ou com uma colherada de mascarpone (clique aqui e veja como fazer o seu mascarpone em casa).

Boa viagem ao seu Strawberry fields forever.

Scones – o tradicional “bolinho” do chá da tarde inglês

Scones. Bolinhos típicos do tradicional chá da tarde inglês. Muito simples de fazer. Mas antes da receita, quero contar um segredo importante sobre eles: tem um momento de glória que dura cerca de 30 minutos após eles sairem do forno, onde suas extremidades tem algo de um gentil biscoito amanteigado e seu centro é macio e úmido. É um contraste bonito demais na boca. Nesse momento, mesmo em toda sua simplicidade, há uma magia poética e delicada que os scones entregam pra gente. Não ficam ruins depois de 30 min, mas não é mais a mesma emoção.

Ingredientes:

  • 1 e 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
  • 1 e 1/2 colher de sopa de açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1/2 xícara de chá de leite
  • 50g de manteiga sem sal gelada em cubos

Modo de preparo:

Em uma tigela junte a farinha, o açúcar, o sal e o fermento, misture. Acrescente a manteiga e com as pontas dos dedos esmague, integrando ela na farinha, até virar uma farofa. Não misture demais para não aquecer a massa. Junte metade do leite e incorpore com uma colher, junte a outra metade e misture até a massa se “formar” e soltar da tigela. Faça uma bola com a massa, esfarinhe uma superfície e abra ela um pouco (deixando uma altura entre 1 e 2 cm). Corte rodelas com um cortador, boca de um copo ou qualquer coisa que corte rodelas. Faça isso com toda a massa. Daí é só dispor os discos em uma fôrma antiaderente, uma untada com manteiga e farinha ou uma forrada com papel manteiga e assar em forno pré-aquecido à 180 graus por cerca de 15 minutos, até dourar. Como eu disse, sirva em seguida, para viver sua emoção dos primeiros 30 minutos. Fica gostoso com geleia ou manteiga. E com um chá é um ritual bonito e completo. Pronto.

Um pouco da história:

A origem dos scones vem de um antigo pão escocês. Anna, duquesa de Bedford, uma mulher influente na sociedade inglesa do século 19, tinha uma fome intensa entre o almoço e o jantar e criou o hábito de fazer uma refeição ampla a tarde – que se popularizou e virou com o tempo a tradição do chá da tarde inglês. Os scones já faziam parte dessa refeição desde o inicio, nos chás da duquesa que amava comer (devia ser boa pessoa, ela).

Mac n’ Cheese (Macarrão com queijo)

Aquela cremosidade que chega ser obscena de tão boa. Um macarrão desses com queijo em um dia frio traz uma sensação fantástica de aconchego, sei nem te falar. Faz e me conta.

Abaixo a receita, mas no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem um video com todo passo a passo. Clica aqui pra conferir, e se assistir o video: Acredite na minha dica de que mexer a panela com Tina Turner ajuda no resultado – porque se não for pra se divertir, você vai pra cozinha pra que?

Ingredientes:

  • 200g de macarrão
  • 4 colheres de sopa bem cheias de cheddar cremoso
  • 1 xícara de chá não tão cheia de parmesão ralado (melhor se for aqueles menos secos)
  • 5 colheres de sopa de creme de leite
  • Pimenta-do-reino à gosto

Coloque mais queijo se quiser, e você pode substituir os queijos, legal ter sempre 2 tipos. Mas eu AMO fazer com cheddar, o babado é outro.

Modo de preparo:

Ferva água para cozinhar o macarrão, coloque um pouco de sal nela. Quando estiver fervendo coloque o macarrão e cozinhe até ficar no ponto que você goste. Escorra o macarrão e reserve 1 xícara da água do cozimento (irá ajudar no molho). Em uma panela ou frigideira grande o suficiente para receber todo o macarrão, coloque o cheddar e leve ao fogo médio, junte o outro queijo e o creme de leite, e misture bem para tudo virar uma mistura cremosa e homogênea. Coloque pimenta-do-reino à gosto. Junte o macarrão e metade daquela xícara com a água do cozimento. E comece a misturar tudo, mantendo agora o fogo baixo – para atingir a cremosidade que deseja, coloque mais creme de leite, água do cozimento ou queijo – vá sentindo se precisa de mais até ficar com cremosidade suficiente. Acerte o sal. Prontinho, sirva na hora!

Pipoca de leite ninho

Pipoca de leite ninho. Facinho. Uma moda que vale a pena (algumas não valem). Às vezes não sei se gosto mais de pipoca em si ou do que ela representa. A pipoca do circo, dos passeios com meu pai, do cinema, dos sofás onde havia encontro, das horas lúdicas da vida… pipoca está atrelada à leveza. Deve ser por isso que quando uma pipoca doce acontece, sai entusiasmo de cantos inesperados da gente, em uma segunda qualquer.

Abaixo o passo a passo escrito, mas se quiser o video com o preparo para não ter erro, só clicar aqui, no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem um video!

Ingredientes:

  • 4 colheres de sopa de milho
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 3 colheres bem cheias de sopa de açúcar
  • 4 colheres de sopa de água
  • Meia colher de sopa de manteiga
  • 4 colheres de sopa de leite em pó

Modo de preparo:

Em uma panela em fogo médio, coloque o óleo e o milho, misture e tampe. Dê eventualmente umas chacoalhadas na panela. O milho estoura naquele papapá gostoso. Quando os estouros demorarem mais se 2 segundos entre um e outro, desligue e coloque a pipoca em um recipiente.
Agora em uma panela coloque o açúcar, a água e a manteiga, misture e deixe cozinhar até virar um xarope grosso levemente amarelado (o o que leva em média 4 minutos). Desligue e despeje o xarope sobre a pipoca, misture bem. Em seguida acrescente o leite em pó e misture. Pronto. Uma gracinha.

Tapioca de cuscuz – e a simplicidade mágica de um café da manhã.

Às vezes, pra um dia começar em paz, a gente só precisa de cuscuz, tapioca, queijo, café e se propor. Desde sempre, cafés da manhã pra mim são oportunidades de sentir, através do simples, a vida mais leve (talvez um recurso que uso pra que ela, a vida, não escorregue das minhas mãos na complexidade cotidiana). Qual seu recurso simples de paz? Qual sua sustância emocional matinal para dar conta? Os cafés da manhã são simbólicos.

Como fazer:

Para fazer essa tapioca de cuscuz eu só misturei cuscuz pronto (veja abaixo como faço um em 3 minutos no microondas) com goma de tapioca. Aí coloco na frigideira, jogo por cima um pouco de algum queijo ralado e deixo o calor fazer seu trabalho. Não precisa virar (como nenhuma tapioca precisa). Uma casquinha crocante com gostinho de milho tostado fica por baixo e as outras camadas macias. É um sopro de vida. Hoje resolvi colocar também queijo fresco por cima, mas nem precisa.

Cuscuz de 3 minutos:

para 1 porção, coloque um pouco mais de meia xícara de chá de flocão (farinha de milho flocada, aquela pra cuscuz) em um recipiente que possa ir ao microondas. Coloque pitadas de sal e um pouco de água para hidratar e mexa com um garfo (quantidades, na intuição. Você precisa de uma farofa úmida, mas sem ficar encharcada). Leve ao microondas por 2 minutos. Tire e solte a mistura com um garfo. Coloque mais um pouco de água e acrescente, à gosto, manteiga de garrafa ou outra, misture. Acerte o sal. Pronto.

Banana bread (Bolo americano de banana)

Banana bread. Um bolo de banana americano que dá um destino lindo para bananas muito maduras. Hoje, mesmo tendo acordado meio sem energia criativa para cozinhar (tem dias que nem o que a gente ama a gente quer fazer, e está tudo bem), a impossibilidade de ver 4 bananas estragar sem fazer algo a respeito me fez ir pra cozinha. No final, fez muito sentido. Era um dia de cozinhar para reparar algo, eu só não acordei notando isso. Não sei se eu salvei as bananas ou se elas me salvaram.

Abaixo receita completa escrita, mas se quiser, no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem um video com todo o passo a passo detalhado. Clique aqui e confira.

Ingredientes:

• 1/2 xícara de chá de açúcar
• 1/3 de xícara de chá de manteiga derretida
• 2 ovos
• 4 bananas bem maduras amassadas
• Canela em pó à gosto
• 1 e 3/4 de xícara de chá de farinha de trigo
• 1 colher de sopa de fermento em pó
• 150g de chocolate picado (uso amargo, mas pode ser qualquer um)

Modo de preparo:

Antes de tudo: Tenha 4 bananas bem maduras. Se não for assim não serve. Precisamos de bananas que foram trabalhadas pelo tempo. Se não tiver compre 4 bananas, espere uns dias, até ficar cheia de pontos pretinhos e aprenda sobre o tempo que as coisas levam pra ficarem prontas.

Em uma tigela misture o açúcar com a manteiga derretida. Bata e incorpore. Acrescente os ovos e bata também. Então coloque as bananas maduras amassadas e um pouco de canela, misture. Acrescente a farinha de trigo e a colher de sopa de fermento em pó, e misture com gentileza. Acrescente o chocolate picado e misture (os amargos fazem mais sentido pra mim, se não fizer pra você, tudo bem, pode ser ao leite). Coloque em uma fôrma untada e asse em forno pré-aquecido à 180 graus por 40 minutos. É um dos destinos mais lindos que bananas maduras podem ter.

Tomates à provençal.

Tomates à provençal – uma coisa elegante, simples e bonita pra se fazer com tomates (porque tem mais belo no simples do que pode imaginar nossa vã filosofia). A gastronomia francesa tem cada preparo que é fácil, barato e escandalosamente bom, desmistifica, rapaz.

Abaixo receita escrita, mas se quiser no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem um video com todo passo a passo detalhado, clique aqui para ver. 

Fácil assim:

Corte tomates que tenham um vermelho emocionante ao meio, tire as polpas com cuidado e gentileza e reserve. Coloque essas metades em uma fôrma e salpique nelas sal, pimenta e azeite.

Para o recheio: misture em uma tigela: farinha de rosca e pão velho esfarelado (ou só 1 ou outro), queijo parmesão (um não tão seco), alho triturado, sal, pimenta e azeite (seja generosx no azeite). Misture. Então você vai picar em pedaços pequenos a polpa que tirou e ir acrescentando aos poucos e misturando, com todo o suco – você precisa de uma textura que seja uma massinha esfarelenta, mas com alguma aderência. Se precisar coloque mais azeite e polpa ou mais farinha de rosca para atingir – todos os ingredientes são a gosto e dependem, use sua intuição (você tem uma, e precisa acreditar mais nisso). Recheie os tomates generosamente e leve para assar por uns 15 minutos, até dourar. Finalize com alguma erva fresca cheirosa. Bon appétit!

Quiche de abóbora com gorgonzola!

Mais uma opção de quiche – a rainha francesa elegante e simples que quem aprende, ama e faz muitas vezes nessa vida. Essa versão junta abóbora, gorgonzola e mel – uma combinação maravilhosa. Abaixo te conto as 2 opções de massa que você tem, te conto o recheio base e como construir essa versão!

Para a massa da quiche, você tem 2 opções:

Massa tradicional:

Ingredientes:

  • 90g de manteiga amolecida
  • 1 colher de chá de açúcar
  • 1 colher de café de sal
  • 1 xícara e meia de farinha de trigo
  • 2 gemas pequenas ou 1 grande
  • Água gelada (só caso a massa fique seca).

Modo de preparo:

Misture/bata a manteiga com o açúcar e sal, com uma colher de pau, até esbranquiçar. Acrescente a farinha, as gemas e misture – sem amassar muito, só pra unir tudo. É uma massa quebradiça mas que vc tem que conseguir fazer uma bola com ela. Se estiver muito esfarinhada coloque água gelada pra chegar nesse ponto. Embrulhe num papel filme e deixe na geladeira por uns 15 minutos. Depois abra em uma fôrma essa massa até forrar toda ela e cobrir uns 2 dedos as laterais (ajeite com os dedos mesmo, é legal).

Massa de grão-de-bico:

Ingredientes:

  • Cerca de 400g de grão-de-bico cozido (se usar aqueles em lata, use 2 inteiras)
  • Azeite de oliva extra virgem à gosto
  • Sal à gosto

Modo de preparo:

Bata o grão-de-bico cozido em um processador ou liquidificador e vá acrescentando o azeite e um pouco de sal. Vá mexendo com uma colher em pausas para ajudar a bater tudo por igual. Tem que ficar uma massa consistente, mas durinha.

Use uma forma antiaderente ou unte uma com manteiga e farinha. Coloque a massa na fôrma, forrando toda ela e uma boa parte das laterais.

Recheio:

O Recheio básico da quiche consiste em: 4 ovos mais 2 gemas batidas (com fouet) com 250g de creme de leite, sal e pimenta à gosto. Essa parte liquida é a base, aí você incrementa e dá o sabor que quiser para sua quiche. Para essa versão, faça assim: na massa disposta na fôrma coloque cerca de 300g de abóbora cabotiá sem casca, cozida e meio esmagada (não totalmente, não queremos um purê, mantenha uns pedaços),  junte cerca de 150g de queijo gorgonzola (se não gostar, pode substituir por outro, os cremosos (tipo cream cheese) ficam muito bons também – nessa usei um queijo cremoso de gorgonzola. Acrescente fios de mel, à gosto, e daí distribua a massa liquida de ovos e finalize com queijo parmesão ralado por cima. Leve para assar no forno pré-aquecido à 180 graus por 30-40 minutos – até dourar levemente. Pronto! Bon appétit!

Carne moída com batata – o bastante para um jantar afetivo.

Em cada dia da semana temos uma disposição emocional diferente. Sinto vontade de comer tipos diferentes de comida em cada dia (nosso estado emocional guia nossas escolhas, inclusive de comida). Nas segundas gosto de comer algo que tenha amparo, acolhimento, memória afetiva da infância. Então hoje fiz carne moída com batata – preparo onde a magia está na simplicidade (como a maioria das coisas nessa vida).

Com verdade e afeto, faça assim: 

Aqueci uma panela (que não é de pressão), coloquei azeite, refoguei cebola e depois alho. Então coloquei a carne moída e temperei com sal, pimenta, páprica defumada e doce e cominho. Passei até toda a carne pegar cor. Coloquei então bastante tomate picado, misturei e tampei a panela uns minutos pra ele soltar toda sua água generosa e boa. Então acrescentei batatas cortadas em cubos médios e coloquei água. Tampei e deixei cozinhar. Sabemos que está pronto quando a batata está cozida e o caldo mais grossinho. Finalize com coentro. As quantidades? Usa sua intuição (isso faz parte de algumas receitas afetivas), porque você tem uma – tutoriais demais te fazem esquecer disso, mas você tem. Boa semana! E ah, fica bom com arroz, farofa, angu, couscous marroquino ou painço ou com mais nada.