Como fazer Poisson meunière (Peixe com molho de limão e manteiga queimada) acompanhado de tomates confit e berinjela refogada. Rápido e bom de verdade.

Essa é uma refeição rápida, mas uma refeição rápida com alma, fica boa mesmo, porque os preparos são em sua essência rápidos de verdade (não são aquelas receitas rápidas que encurtam sem respeito o tempo certo que as coisas precisam para ficar prontas). Você não precisa sempre ter duas horas para cozinhar para comer bem, com afeto e verdade. Adoro um peixe fresco, com algo cítrico acompanhado de tomates confitados, é um dos meus jeitos mais felizes de comer um filé de peixe. A berinjela é uma convidada muito querida nesse prato, é um carinho tê-la junto aqui. Para fazer tudo isso  precisei só de uns 30 minutos e de uma música que deixou meus movimentos mais harmônicos e alegres, tipo “I wanna dance with  somebody”, da Whitney Houston. É bom, muito bom.

Modo de preparo:

Clique aqui e confira a receita do Poisson meurinère (Peixe com molho de limão e manteiga queimada).

O tomate confit você pode fazer de dois jeitos: Se tiver mais tempo e puder deixar ele 1 hora no forno, clique aqui e veja como fazer do modo mais tradicional.  Agora se tiver pouco tempo, dá para fazer assim também: Em uma panela pequena coloque o tanto de tomatinhos cerejas que vai querer confitar, acrescente uma quantidade de azeite de oliva extra virgem suficiente para cobrir metade dos tomates, coloque 2 dentes de alho cortados em lâminas, sal à gosto, açúcar à gosto, folhas frescas de louro e pimenta-do-reino. Deixe em fogo médio até que os tomates estejam bem cozidos e molhinhos, com a pele quase soltando, se precisar vire eles durante o cozimento. Em 20 minutos normalmente ficam bons, deixe esfriar um pouco depois que terminar de cozinhar e está pronto.

A berinjela aqui nesse prato é uma visita muito simples de fazer: Refogue alho e cebola em um pouco de azeite e depois coloque a berinjela cortada em cubos, vá refogando em fogo médio até que ela esteja cozida, meio transparente e deliciosa. Tempere com sal e pimenta à gosto.

Prontinho! Bon appétit!

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Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 83/94: Galinha-d’angola com beterrabas. 

​Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 83/94: Galinha-d’angola com beterrabas. Post atrasado, mas atraso, como esse projeto tem mostrado, não é algo que importa tanto. Quando o tempo do atraso é significado e tem um porque, o atraso é valioso. Transformar um ingrediente no melhor que ele pode ser é um contato interessante com o sentido do tempo. Eu sei, é repetitivo falar de tempo aqui nesse projeto, mas é verdadeiro, porque o livro “Todas as sextas” é sobre tempo, comida e tempo, afeto e tempo, vida e tempo, mundo e tempo. Eu gostei muito de ficar perto da panela que a galinha cozinhava quase 1 hora e 20 minutos, dessa vez eu quis ficar ali sempre muito perto da panela. Foi de uma panela que tenho carinho, gosto dela. Foi bom. Eu não acho que eu vá esquecer um dia dessa manhã, desse tempo. A cozinha marca o tempo na gente.  Obrigado, cozinha. . O tempo é o tecido de nossas vidas. Espero que entendam isso, cozinhar ajuda a entender.

Como fazer Poisson meunière (Peixe com molho de limão e manteiga queimada)

“Meunière” significa em francês “mulher do moleiro”, o que faz referência à farinha usada para fazer uma fina camada no filé de peixe, o protegendo ao cozinhá-lo, evitando ressecamento. Com um perfume sensual de lembrar pra sempre, esse prato é daqueles que você não sabe mesmo o que dizer na primeira garfada. O tom forte da manteiga “queimada” com o cítrico do limão casam muito bem com um filé de peixe fresco. Esse prato é uma história de amor pra mim, meu jeito preferido de comer peixe. um jeito envolvente que te conecta ao prato em uma experiência sensorial muito forte. Coma peixe assim pelo menos uma vez na vida, sério.

Ingredientes (para 2 pessoas):

  • 2 filés frescos de peixe (uso Saint Peter ou linguado, mas se aventure e escolha o seu) limpo e sem espinhas, de aproximadamente 160g cada.
  • 2 colheres e meia de sopa de farinha de trigo
  • Pimenta-do-reino preta à gosto
  • Meia colher de chá de sal
  • 2 colheres de sopa de óleo de girassol ou azeite de oliva extra virgem
  • 45g de manteiga
  • Suco de meio limão (melhor se for siciliano)
  • 2 colheres de sopa de salsa fresca picada
  • 1 colher de sopa de alcaparras pequenas (opcional)
  • Lemon pepper  à gosto (opcional, mas eu gosto muito de colocar)

Modo de preparo:

Misture em um prato a farinha com o sal, a pimenta e o lemon pepper, se for usar. Salpique só um tico de sal nos filés de peixe (porque o sal na farinha já irá temperá-los) e em seguida empane eles na mistura de farinha. Tire o excesso e reserve.

Aqueça o óleo (ou azeite) na frigideira, deixe o fogo médio e então acrescente os filés, doure de um lado por cerca de 1 no máximo 2 minutos (depende to tamanho do filé). Vire e doure o outro lado também por 1 ou 2 minutos. Se seu filé for muito grosso será mais tempo, sinta a coerência. Após dourar retire os filés da frigideira e coloque em um prato aquecido se puder, cubra com papel alumínio.

Na mesma frigideira, ainda em fogo médio, acrescente a manteiga e deixe ela derreter, quando começar a escurecer apague o fogo e coloque o caldo de limão (cuidado, pode espirrar). Coloque a salsa e as alcaparrar e movimente a frigideira para misturar tudo. Sinta o perfume nessa hora, é lindo. Volte os filés para frigideira e encharque no molho. Sirva imediatamente e seja muito feliz comendo. Bon appétit!

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as ssxtas”, de Paola Carosella. Receita 82/94: Stinco de cordeiro com laranjas e cenouras.

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 82/94: Stinco de cordeiro com laranjas e cenouras. Conhecer de perto o tempo que cada carne leva para ficar maravilhosa, conhecer melhor o animal, suas características, seu gosto, que acompanhamento o dignifica –  Isso constrói na gente uma intimidade com a natureza. A gastronomia tem o poder de nos tornar mais intimos do mundo natural, e ele é tão impressionante que quanto mais nos aproximamos dele mais o respeitamos e nos sentimos honrados em ser sua parte. É, cozinhar pela primeira vez stinco de cordeiro, do jeito que a Paola indica, foi tudo isso. Ele ficou uma delícia, minha mãe comeu comigo e gostou muito, lembrou das panelas quentes da infância dela, da terra dela, onde os animais eram também muito respeitados e aproveitados do nariz até o rabo. Foi muito bom. Eu agradeço imensamente a intimidade com a natureza que esse projeto tem construído. Feliz.

Como fazer brusqueta  de queijo branco e geleia de fruta. 

As minhas tardes de domingo sempre foram um pouco vazias, e no meio desse vazio nasce o convite de criar alguma coisa. A cozinha ajuda nisso. Na minha história, um pedaço de pão sempre rendeu algo. Tenho um grande carinho por fazer torradinhas, brusquetinhas, pedaços de pão com alguma coisa carinhosa e boa por cima. Ontem a tarde de domingo foi significada com essa brusqueta simples, mas deliciosa e marcante.

Ingredientes (as quantidades são totalmente à gosto e variam de acordo com a quantidade de brusquetas, use seu gosto e bom senso):

  • Fatias de pão
  • Queijo branco
  • Geleia de fruta
  • Azeite de oliva extra virgem
  • Folhas de hortelã para finalizar

Modo de preparo:

Pegue as fatias de pão, regue generosamente com azeite, coloque queijo branco e leve ao forno até dourar e o queijo amolecer. Tire e coloque um doce de fruta (pode ser qualquer doce/geleia de fruta que você tenha algum carinho, aqui eu usei uma de calafate (uma frutinha da Patagônia). Coloque folhinhas de hortelã, dá um frescor gentil. O azeite é importante pra dar umidade (visto que o queijo branco sozinho não faz isso) e o aroma do azeite fica ótimo com o doce de fruta. Escolha um bom, isso importa.Seja muito feliz comendo.

E ah,  o que na real preenche vazios não são as torradinhas, óbvio. Elas são uma delicia, mas o que preenche mesmo o vazio é a experiência criativa de fazer algo, mesmo que simples, com suas mãos, com seu tempo. Bon appétit.

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 81/94: Tagliolini verde com lulas frescas e tomates apimentados. 

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 81/94: Tagliolini verde com lulas frescas e tomates apimentados. Fazer massa. Eu não consigo te dizer o tanto que cabe nessa frase – nesse ato. Unir, amassar, esperar, abrir, cortar, encharcar com um molho muito generoso que respeite a massa e vice-versa, tudo, absolutamente tudo feito à mão – você sabe o quanto é emocionante sentar pra comer um prato desses? Tem você nessa comida, seu tempo, sua mão, sua energia, seu afeto – a comida que tem isso é sempre a mais fantástica. Nessa massa da Paola, que eu transformei também em uma experiência minha, também tem Caetano, que esteve comigo na cozinha enquanto ela se constituia – tem músicas que revolucionam a experiência de cozinhar. Foi uma tarde toda fazendo, pra comer só a noite, bem a noite. Poucas coisas na vida são tão emocionantes quanto pegar uma panela de ferro, pesada, cheia de comida linda, cheia de você e do que você tem de bom para oferecer, e por na mesa com força e emoção dizendo com entusiasmo: comam, está pronto! Estou revigorado. Estou muito grato.

Receita de Bolo Double Chocolate com Azeite de Oliva!

Sair do uso comum dos ingredientes é importante e bonito, nossas possibilidades sensoriais com comida se expandem e a vida fica mais interessante, sério . Fora que, como sempre digo, a cozinha muitas vezes é ensaio do que podemos fazer na vida no geral – comece ousando o novo no seu paladar e depois entenda a beleza de fazer isso em tantas outras coisas na sua existência. Ousadia faz bem. É por isso que hoje estou aqui para falar de chocolate com azeite de oliva – O azeite proporciona um realce mágico no sabor de uma sobremesa com chocolate, transformando muito a experiência. Esse bolo que compartilho a receita tem o azeite como gordura base, o que traz um sabor marcante. Além disso, acrescento nessa receita iogurte e bicarbonato de sódio, que juntos criam uma reação química que garante uma umidade emocionante na massa (suspiros). E como se não bastasse tanta emoção, ainda acrescento chocolate picado, o que lembra aquele prazer de um cookie, cheio de pedacinhos de chocolate, trazendo ainda mais umidade. Faça, ouse e se divirta fazendo, e me conta o que sentiu – porque sentir algo é importante, talvez o mais importante. Bon appétit.

Ingredientes:

  • 140ml de azeite de oliva extra virgem
  • 4 ovos
  • 280g de açúcar
  • 150g de farinha de trigo
  • 50g de cacau em pó (pode ser chocolate em pó se quiser).
  • 1 pitada de sal
  • 10g de fermento em pó
  • 10g de bicarbonato de sódio
  • 220g de iogurte natural
  • 200g de chocolate picado (eu uso amargo 50%, pode usar qual quiser, inclusive chocolate branco).

Modo de preparo: 

Unte uma fôrma de aproximadamente 25cm de diâmetro (gosto de untar com manteiga e polvilhar cacau em pó, por se tratar de um bolo de chocolate). Pré-aqueça seu forno à 180 graus. Misture em uma vasilha a farinha, o bicarbonato, o fermento e o sal, reserve. Em uma vasilha grande o suficiente para ir recebendo todos os ingredientes, coloque os ovos e o azeite, bata um pouco (com um fouet) e então acrescente o açúcar e continue batendo, até ficar uma mistura fofa, então em seguida acrescente o iogurte e bata mais um pouco.

Junte então o cacau em pó e bata até misturar por completo. Em seguida junte a mistura de farinha e bata até tudo ficar homogêneo. Por último acrescente o chocolate picado (não deixe pedaços muito grandes para não ficar muito denso e ir tudo para o fundo da fôrma), misture. Coloque na fôrma untada.

Leve para assar no forno pré-aquecida por cerca de 35 minutos. Quando você enfiar um palito ou um garfo no centro e ele sair limpo estará prontinho.

Não demore muito de desenformar, pois se tiver descido muito chocolate para o fundo e esfriar na fôrma pode grudar.

Eu gosto de comer ele sempre morninho para sentir o chocolate derretidinho, é um amorzinho assim.

Eu como esse bolo purinho, mas se quiser cobertura sugiro uma ganache de chocolate (clique aqui que divido uma receita com você de uma ganache boa). Também fica ótimo com uma bola de sorvete e frutinhas vermelhas frescas, enfim, coma do jeito que mais te fará feliz, assim que é bom. Bon appétit!

 

A Figueira Rubaiyat (São Paulo). A emoção da figueira, da cozinha primitiva perfeita e da experiência plena em um restaurante.


Sentar para comer abaixo de uma figueira majestosa e centenária, onde seus galhos dançam pelo salão do restaurante te trazendo a genuína sensação de contato com o mundo natural, ao mesmo tempo que também experimenta um delicado e sofisticado ambiente e serviço. Soma-se à isso o conceito belo “do campo à mesa”, você come a carne que veio da Fazenda Rubaiyat e entende o que é um cuidado completo – e sente isso na carne esplendorosa que experimenta, um prato simples mas perfeito, resgatando o tom da cozinha primitiva, é lindo. O mais bonito restaurante do famoso grupo Rubaiyat é emocionalmente impactante, por muitos detalhes. Lembrando que agora a rede toda voltou a pertencer a família Iglesias e tem agora na direção das cozinhas o ilustre chef Daniel Redondo (o espanhol ex chef do Maní).

Com conceito claro e convicto do que apresenta, com sabor memorável e serviço impecável, A Figueira Rubaiyat marca a gente. Gosto muito dos pratos que na real são muito clássicos, resgatando elementos da cozinha antiga e simples, e lá eles fazem isso com grandiosidade e impacto. Quando você olha para o prato é só um pedaço de carne, mas tão cuidado e bem feito que você decide que não precisa de mais nada para ser feliz.

 

Pedi o bife de chorizo (R$139,00), que veio num ponto emocionante e com um equilíbrio perfeito entre crosta e maciez. Variedade agradável de sobremesas, provei um mil folhas com creme de baunilha e doce de leite (R$25,00),  correto e muito equilibrado quanto ao doce, gostei muito!

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Ao pedir um café (R$8,00) ele vem acompanhado de uma torre carinhosa com pequenos docinhos, um mimo que nos abraça.

Experiência plena que faz jus ao preço que se paga. Algumas experiências tão agradáveis e engenhosas são difíceis de precificar na verdade. Recomendado que vá, ao menos uma vez.

 

 

 

 

Rua Haddock Lobo, 1738 – Jardim Paulista, São Paulo – SP, 01415-000

Site: http://rubaiyat.com.br/figueira/