Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”,de Paola Carosella. A gratidão de “todas as sextas”. Tem um porque.

O dia que agradeci Paola, segurando a mão dela e sentindo que toda essa energia honesta, que vem quando a gente agradece, estava sendo de fato sendo enviada à ela.  Foi no lançamento do livro “Todas as sextas” em São Paulo. Uma das coisas mais lindas da vida é poder dizer à alguém o quanto somos gratos por algo. A vida é muito generosa quando nos da a chance de fazer isso. Essa foto representa muito pra mim.

Eu decidi cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, da cozinheira Paola Carosella. As 94 receitas em até 1 ano, uma a uma até ter feito todas. E tem um porque. Um porque que faz isso ter todo sentido, por isso eu preciso dizer, com alguns detalhes. Há 2 anos conheci o trabalho de Paola através do Masterchef. A principio ela era pra mim uma chef elegante, fina, engraçada, famosa e incrivelmente talentosa, e só. Até então eu não sabia muito sobre ela. Depois de alguns meses vendo o programa passei a sentir algum tipo de entusiasmo ao ver Paola falar de alimentos, de técnicas, de pratos e da natureza. Daí fiquei curioso em saber mais dela (e eu queria mais desse entusiasmo também), então pesquisei mais sobre o trabalho e vida de Paola. Não precisei mais do que uns 3 resultados do Google para entender de onde vinha o entusiasmo que o discurso dela criava em mim. Paola falava de muitas coisas quando falava de alimentação. Falava de respeito ao ingrediente, respeito a enorme generosidade da natureza que devíamos levar em conta e ser generosos em troca. Falava de relações genuínas através da cozinha, de terra, do crescimento emocional através do trabalho duro, dos duros imperativos sociais que seguimos e mantemos quando escolhemos o que comer e como questionar esses imperativos repensando nossas escolhas – como ela diz: “comer é um ato social, cozinhar é revolucionário”. O discurso de Paola fez um laço com tudo que me levou a criar o blog, com toda minha necessidade de falar de gastronomia com um olhar afetivo, psicológico, social e poético. Então eu fiquei muito feliz em acompanhar o trabalho dela mais de perto – nessa época a vida andava um pouco triste, faltavam cores. Então surgiu um entusiasmo crescente. Cozinhar e escrever foi uma saída muito importante para eu manter uma posição criativa diante da vida, das suas faltas e excessos.

Um dia descobri que Paola trabalhou com o Francis Malmann. Pra mim foi emocionante pensar no laço dessas duas histórias, porque recentemente eu tinha visto um documentário sobre a vida e obra de Francis e fiquei fascinado com a liberdade que ele inspirava. A proximidade do homem com a natureza que ele é parte, o retorno as nossas origens e histórias para poder fazer um trabalho autêntico na vida, que exale nossa alma – as ideias de Francis me inspiraram muito. Assim como Paola me inspirou. Eram muitas inspirações que me questionavam, me incomodavam e me colocavam em movimento. É bom quando somos instigados a nos movimentar, a pensar em abandonos e inaugurações, normalmente é o começo da nossa originalidade. O mais legal de admirar pessoas é em algum momento notar o que essas pessoas que admiramos podem nos revelar de nós a nós mesmos – se conduzirmos de uma forma boa, admirar alguém é algo que revela algo muito importante sobre nós,  algo que muitas vezes não reconhecemos como nosso, mas que é. O outro ajuda a gente a notar.

Um outro dia, aliás, há 9 dias, ganhei de presente o livro recém lançado da Paola. Eu li o capítulo da biografia dela em 3 horas em um domingo que foi há 5 dias. Eu me emocionei muito – Por muitas coisas que não consigo dizer bem. Coisas da minha história foram movimentadas com essa leitura. Às vezes passamos anos em terapia pensando em algumas coisas. Às vezes em 3 horas lendo um livro é como se pensássemos em tudo de uma vez, como uma explosão de sentido. Muita coisa da minha história começou a fazer algum sentido diferente depois que li os relatos autobiográficos de Paola, pensei muito, principalmente sobre minhas possibilidades ao longo da vida de conseguir notar valor em mim e de buscar um olhar de amor.

Quando as pessoas resolvem compartilhar com generosidade suas histórias e experiências, podemos aprender algumas coisas valiosas.  O livro “Todas as sextas” me ajudou a ver a fragilidade e humanidade de Paola, o que consequentemente me ajudou a ver o brilho dela de maneira mais intensa e real. O que é de verdade, o que tem defeitos, o que tem medo, o que tem fracasso e o que tem imperfeição é muito mais real. Quando temos ídolos quase que o separamos de aspectos humanos e frágeis, vemos aquele brilho lindo e nos atentamos a isso. Quando um ídolo conta sua história de verdade ele nos faz desconstruir uma idealização e nos da de presente o seu real. Isso é de alguma forma lindo porque nos convida a pensar no quanto às vezes nos achamos menos do que somos. Se vemos a fragilidade nas pessoas que admiramos perdoamos nossas próprias fragilidades e nos reconectamos com a condição mais humana de todas: A imperfeição. E isso é libertador. A verdade é que histórias lindas são construídas por pessoas reais, com vidas tão cheias de “rachaduras” (expressão que Paola usa no livro) como as nossas. Enxergar isso nos encoraja a chegar mais perto do nosso próprio brilho, um brilho real que existe no meio de toda imperfeição que somos. E além disso, nos faz admirar esse ídolo de uma forma nova e mais linda ainda, porque agora ele é mais real. O real é lindo. Quando Paola contou através do livro uma história humana e imperfeita ela me convidou a revisitar o conceito de sucesso, e do que esse conceito é feito quando é de verdade e não um slogan vazio e aniquilador.

E há 2 dias eu encontrei Paola pessoalmente, na noite de autógrafos de seu livro em São Paulo, abracei ela e toda essa história que contei acima. Podem imaginar como foi, então, né? Eu tremi porque era muito importante estar ali e agradecer, por tudo isso que a obra dela me ajudou a conectar, reconectar e significar. O mais incrível foi encontrar pessoalmente exatamente a Paola que li sobre – simples, divertida, elegante (no sentido mais legal da palavra) e generosa. Muito humana, nada de deusa da televisão intocável. Às vezes uma pessoa na mídia mostra uma imagem lustrada e muito irreal. Paola não, Paola era ela ali como me parecia ser em todo canto que vi ela, quem eu esperava abraçar eu abracei. Através do seu trabalho, manifestações públicas e redes sociais ela sempre mostrou seu real, de algum modo quando encontramos ela pessoalmente legitimamos isso. Paola foi generosa com as aproximadamente 400 pessoas que foram lá abraçá-la. Esteve de pé, recebendo todos com sorriso, abraço e alegria. Ela também parecia querer agradecer. Foi lindo sentir que ela prestava real atenção e conferia muito valor e respeito a tudo que ouvia – eu fiquei abestadamente emocionado quando vi que a dedicatória que ela fez ao autografar meu livro era em sintonia com o que eu tinha dito pra ela naqueles poucos minutos que tivemos juntos (eu falei de gratidão, eu só queria agradecer). Ela ouviu de verdade o que dissemos. Mesmo com tanta gente, com tanta coisa, com tanto encontro, ela deu o maior espaço possível para cada um que foi lá. Isso é muita generosidade. Era a Paola que eu li sobre, mesmo.

E foi por gratidão que eu fui vê-la. Era tão importante pra mim dizer obrigado. Eu não tinha como, não tinha tempo, de contar essa história toda pra ela, mas eu tinha tempo de dizer obrigado, e isso já era maravilhoso. Eu pude dizer o quanto sou grato a ela por tanta coisa que o trabalho e história dela despertou em mim. A vida é muito generosa quando nos permite agradecer. A gratidão é a melhor via para o amor fluir.

E agora, porque decidi cozinhar as 94 receitas do livro “Todas as sextas”? Principalmente por gratidão, que é o nome da história que contei agora. O livro é constituído a partir da história de uma das pessoas que mais me inspirou a olhar com vida e criatividade para minha história atualmente, então faz todo sentido que eu cozinhe o que ela ensina. Outro elemento é que eu preciso cozinhar mais, eu quero aprender mais e aprender essa gastronomia, sensível a natureza, ao mundo, aos afetos, aos laços sociais e ao amor – Paola ensina a culinária que ressoa em mim, a cheia de respeito, generosidade, humanidade e história, e é essa que eu quero aprender mais. Costuma ser muito bom aprender algo que é ensinado com autenticidade e generosidade. Farei as 94 receitas dentro do período de 1 ano, e toda sexta postarei a foto do resultado do que cozinhei na semana corrente. A receita não será compartilhada, claro, apenas a foto do resultado junto com minha experiência emocional ao fazer cada prato – o que será uma forma de ampliar a gratidão que sinto e também perceber os laços emocionais que cada preparo evocará em mim, as marcas que ficarão (notar as marcas que as coisas deixam é muito importante). Cada receita terá um sentido. Através da generosidade de Paola, que compartilhou tanto no livro, buscarei aprender, experimentar, para me conectar com os laços e discurso que ela lança, e ao mesmo tempo me conectar comigo mesmo, com meu discurso interno, movimentando a mim mesmo.

Existe sim uma semelhança nesse projeto com o que Julie Powell fez com o livro de receitas de Julia Child – Vemos essa história no livro e filme Julie & Julia, que conta como Julie decidiu cozinhar as 524 receitas do livro de Julia em 365 dias. Essa história também me inspira, porque assim como Julie eu também fui salvo de uma vida um pouco triste e sem cor quando decidi que precisava cozinhar e escrever (quando o blog nasceu, aliás). E Julia Child também me inspira muito, muito mesmo, assim como Paola, assim como Francis, assim como Raíza Costa. Mas no caso, Paola será minha Julia e “Todas as sextas” será meu “Mastering the Art of French Cooking”.

São esses todos os motivos que sei (devem ter outros que ainda não sei) do porque cozinharei as 94 receitas do livro “Todas as sextas”. São motivos muito importantes para mim. Sexta que vem, 18/11/2016, começa. Terá uma categoria exclusiva no blog chamada “Gratidão de todas as sextas” para essas postagens, e elas estarão também no meu Instagram e Facebook. Uma postagem toda sexta. A sexta-feira é meu dia preferido. Será agora um dia de gratidão.

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Receita da Mousse de Chocolate da Julia Child (Julia’s Mousse au Chocolat).

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Julia Child é um retrato perfeito do quanto revolucionário o ato de alimentar-se pode ser. Ela revolucionou sua história com a culinária, e também a história da gastronomia norte-americana (Clique aqui e veja o que já escrevi com muito amor e respeito sobre Julia, ficará mais legal fazer a receita após ler sobre ela). Conhecer a história de Julia Child foi uma das maiores inspirações que tive para criar o blog. Dividir essa receita é dividir um grande afeto que permeia meu contato com a cozinha, cozinhar algo de Julia é simbólico e sempre será. Receita delicada francesa, deliciosa, equilibrada, eficiente. Já dividi aqui a receita de uma tradicional Mousse de Chocolate Francesa (clique aqui e confira), mas considero essa da Julia mais encantadora e interessante ainda. Ponto importantíssimo: Cozinhe com a alegria e empolgação que a cozinha de Julia representa. Seja feliz fazendo, e bon appétit!

Ingredientes:

Modo de preparo:

Separe as gemas das claras dos ovos. Coloque as gemas em uma panela, fora do fogo, e bata com um fouet até ficarem um pouco mais claras. Em outra panela, coloque o açúcar e o café, dissolva e leve ao fogo até levantar fervura. Então incorpore essa mistura de café e açúcar as gemas aos poucos, lentamente, mexendo com um fouet sem parar (é importante colocar aos poucos e mexer sem parar para que a mistura quente não cozinhe as gemas inadequadamente). Quando finalizar e tudo estiver incorporado, reserve.

Coloque o chocolate em uma tigela e acrescente o rum, derreta em banho-maria ou no microondas.

Leve ao fogo em banho-maria a mistura de gemas, açúcar e café para cozinhar lentamente. Mantenha no fogo por 7 à 10 minutos, mexendo sempre vigorosamente, até a mistura ficar cremosa e com aspecto espumado. Retire então do fogo e leve a batedeira, e bata por 5 minutos. Reserve.

Acrescente no chocolate derretido com o rum a manteiga, e misture tudo para incorporar, até a manteiga estar completamente derretida e incorporada ao chocolate.

Depois incorpore a mistura de gemas à mistura de chocolate, e mexa bem.

Bata as claras em neve (em um recipiente bem limpo e seco). Quando a clara estiver já endurecendo acrescente uma pitada de sal e continue batendo até atingir o ponto exato de clara em neve.

Abra um espaço no recipiente onde estão as claras em neve e acrescente a mistura de chocolate e gemas. Então incorpore DELICADAMENTE as claras em neve a essa mistura, não bata nem mexa muito rápido, e mexa em movimento de baixo para cima – siga isso para não perder a leveza das claras em neve. Faça isso até que toda a mistura esteja incorporada. Em seguida, acomode a mistura nas taças que for servir e leve a geladeira para que adquira firmeza (cerca de umas 2 horas). Daí, é só servir. A experiência de prová-la é algo que deve emocionar.

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Mas que gracinha…

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Bon appétit! E obrigado Julia!

Julia Child: O mito que ensina sobre a possibilidade de inauguração existencial na arte de cozinhar.

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Julia Carolyn McWilliams  – A Julia Child –  para quem entende as inaugurações e ousadias que cozinhar é capaz de produzir em nossas vidas, falar de Julia é encontrar em uma história todo o amor e autenticidade que a cozinha produz e exala. O entusiasmo de uma mulher que decide não mais apenas comer, mas sim criar suas próprias experiências sensoriais na cozinha, revela o quão transformador a arte de cozinhar pode ser em uma história. Julia ousou desvendar a cozinha francesa, e através disso transformou não apenas sua vida, mas toda história da cozinha americana, inaugurando novas perspectivas culturais sobre o ato de cozinhar e comer. Julia, somada a outros artistas que tanto admiro (como Paola Carosella e Raíza Costa) foi enorme inspiração para que eu iniciasse um intenso mergulho em mim mesmo através da gastronomia, assim como foi essa mesma inspiração para milhares de pessoas.

Julia nasceu em 15 de agosto de 1912, na Califórnia (EUA). Sua história com a culinária começou após seus 30 anos, antes disso fez diversas coisas, já foi esportista (praticou tênis, basquete e até golf), trabalhou como redatora, e também trabalhou durante a segunda guerra mundial na OSS (Escritório de Serviços Estratégicos), foi onde conheceu Paul Cushing, militar que também trabalhava na OSS, com quem viria a se casar em 1946.

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Julia iniciou seu interesse por culinária quando mudou-se para França para acompanhar o marido. É encantador como a sensibilidade, a arte e o charme da cozinha francesa toca o sentido existencial dessa mulher, que decide compreender mais da cozinha, mais de si mesma, mais de um prazer que lhe renderia muito mais do que uma simples ocupação do tempo. Julia se matriculou na lendária Le Cordon Bleu de Paris, estudou, enfrentou desafios para lidar com preconceitos (mulher na alta gastronomia era – talvez ainda seja – um desafio grande). Começou então a entrar cada vez mais no mundo da gastronomia, até se envolver em um projeto com outras duas cozinheiras (Simone Beck e Luisette Bertholle), que juntas escreveram um livro de culinária francesa para americanos (O famoso “Mastering The Art of French Cooking”). A partir daí Julia iria aos poucos intrigar e encantar muitas cozinheiras americanas, as convidando a algo novo, tornando o que parecia ser algo tão distante muito acessível. Julia virou uma grande referência, virou apresentadora de televisão, com seu jeito irreverente, espontâneo e autêntico encantava a todos, mostrando o quão cozinhar poderia ser simples, grandioso, divertido e mágico. Seu famoso “Bon appétit” com o qual finalizava todos seus programas – dizendo de um jeito tão entusiasmado que faz a gente até rir ouvindo – é uma de suas maiores marcas.

Um dos mais famosos legados de Julia - "Mastering the Arte of French Cooking".

Um dos mais famosos legados de Julia – “Mastering the Arte of French Cooking” – Edição atual com 2 volumes. 

Conhecer Julia através do filme Julie & Julia (Clique aqui e confira artigo sobre o filme) ajudou a nascer um incomodo em mim, um incomodo que me dizia: “Ei, ta faltando você fazer alguma coisa que você sabe que quer fazer, não acha?”. Foi então que comecei a cozinhar mais, cozinhar todos os dias, encontrar (talvez reencontrar) a delicadeza, poesia e sensibilidade que meus dias estavam gritando por. Cozinhar preenche coisas importantes em mim, coisas que preciso. A história de Julia me ajudou a mergulhar mais na cozinha e nas minhas emoções, e isso somado a outras coisas me ajudou a parir o blog. Julia foi a porta para o encontro com uma possibilidade já habitante em mim à tempos, e que eu precisava desenvolver mais. Ela me faz ver o divã que vejo na minha cozinha e deitar nele, para encontrar a mim mesmo e construir as inaugurações existenciais que acredito que a cozinha é capaz de proporcionar.

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Bon appétit!

Cinema e Gastronomia – Julie & Julia – Sobre o efeito transformador existencial da culinária, sobre o amor.

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Julie & Julia (Columbia Pictures, USA, 2009) – Como destacar o que mais me emociona nessa obra? Na verdade a coisa mais especial que esse filme me traz é uma espécie de iluminação, uma adição de cores que a vida pode ganhar quando nos envolvemos com algo que ressoa em nosso coração. No filme, cozinhar se mostra como um caminho que reaproxima a personagem principal dela mesma, é como encontrar um modo de se desafogar de uma vida cheia e ao mesmo tempo com alguns vazios insistentes – a aventura da arte de cozinhar preenche. Me identifico bastante com todos esses aspectos transformadores que uma prática significativa pode trazer para a vida de alguém. Cozinhar, brincar nessa arte de múltiplas experiências sensoriais é um modo de elaborar afetos, de saborear outras perspectivas da própria vida.

O filme conta a história de 2 mulheres envolvidas pelo amor que a culinária desperta em suas vidas. Encontramos a história da famosa (linda e lendária!) chef americana Julia Child nos primeiros anos de sua carreira culinária (Clique aqui e confira artigo sobre a cozinheira americana Julia Child), e da nova-iorquina Julie Powell, que em meio a uma época de questionamentos existenciais decide entregar-se ao mundo da culinária, dando-se então o desafio de cozinhar todas as 524 receitas do famoso livro de receitas de Child em 365 dias, um desafio que ela descreveu em seu blog popular que faria dela uma autora publicada. A história dessas duas mulheres, de épocas diferentes mas de sentimentos similares, é contada simultaneamente, contrastando o universo das duas e nos encantando a cada receita. É possível sentir o sabor desse filme e respirar o ar da França – em toda a magia e delicadeza da cozinha francesa que o filme traz.

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A obra é inspirada nas publicações dessas duas mulheres (A autobiografia de Julia Child – “My life in France“, seu lendário livro de receitas “Mastering The Art of French Cooking”, e o livro que deu origem direta ao filme, “Julie & Julia”, da encantadora Julie Powell).

O filme está disponível no “Netflix”, no aplicativo para assistir filmes online “Popcorn Time”, e no site “Filmes Online Grátis”.

Veja o trailer:

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