Onde comer e se emocionar em Toronto (Canadá) – 4 lugares imperdíveis para você sentir a típica gastronomia, 1 lugar para um piquenique emocionante e detalhes dos hábitos apimentados da cidade!

“Comer o lugar” é sempre muito importante – a marca que o gosto deixa é eterna. Através do sabor da comida de um local você navega por traços culturais diversos que compõe aquele espaço. Toronto é uma cidade cheia de possibilidades gastronômicas incríveis, separei 4 sugestões de locais para comer que nos fazem sentir a alma dessa cidade, no gosto da comida e também no entorno do bairro ou atração onde você irá comer. Também vou te contar sobre os hábitos “apimentados” da cidade e ainda indico um lugar para fazer o piquenique mais emocionante da sua vida. Toronto é uma cidade muito gelada no inverno mas que é tão “doce” e acolhedora que você se sente aquecido – doce através da gentileza das pessoas, do aconchego, da confort food que você encontra em todo canto e das paisagens lindas. A comida de lá é tão gentil quanto o povo canadense é. É interessante como a comida sempre nos conta algo sobre o lugar onde estamos, tão lindo isso. Enfim, vamos às dicas.

1) Eggsmart – O autêntico brunch canadense!

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Brunch: Breakfast + Lunch  – Refeição de origem britânica muito comum na América do Norte, que é café da manhã e almoço em uma refeição só, muito comum de acontecer em domingos e feriados (que é quando se acorda mais tarde).  A comida típica de um local traz o gosto autêntico de sua história e costumes. O café da manhã canadense é uma marca intensa do país. Pesado, intenso, mas delicioso. Comi as 9:00 e só senti fome as 15:00, e não era nada que se diga nossa, como ele está com fome, meu Deus! E o melhor lugar para experimentar um café típico do Canadá é a Eggsmart – uma rede muito legal com diversas opções e combinações de refeições, vai lá amar gente! Tem unidades espalhadas por Toronto! Experimente e, enquanto comer, observe os detalhes, as mesas à sua volta, e note como as pessoas começam seu dia nesse canto do mundo. É uma ótima pedida para começar o dia e carregar bem suas energias para turistar pela cidade num longo dia – muito provavelmente você nem precisará interromper seus roteiros para almoçar. As unidades são charmosinhas e lembrar aquelas lanchonetes dos filmes norte-americanos.

Onde: Existem várias unidades espalhadas por Toronto. Confira no site deles!

Clique aqui e acesso o site do Eggsmart e veja todas informações.

E se quiser fazer em casa as pancakes tradicionais do Brunch canadense, clica aqui e veja receita. 

 

2) Wanda’s Pie In The Sky – As melhores tortas de Toronto! 

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O Kensington Market é um bairro maior gracinha de Toronto! Lá você encontra ingredientes frescos e de excelente qualidade! Tem de tudo lá! Brasileiros com saudade de comidinhas da terra tropical podem achar um monte de produtos made in Brazil lá – como paçoca, guaraná e pão de queijo! O bairro também é conhecido por ter um mundarel de brechós – que tem muito coisa boa e legal gente! Agora o melhor desse bairro pra mim são as apaixonantes tortas da Wanda’s Pie In The Sky! Misericórdia, é muito bom! Caso de amor-real-eterno com essas delícias! Vale muitíssimo a pena dar uma parada lá e provar! Meu amor maior do cardápio deles é a de banana (essa da foto)! Aí meu coração. É um dos melhores lugares para provar as tão famosas tortas canadenses – marca cultural fortíssima, e um pedaço dessa torta é um abraço canadense forte em você. As tortas norte-americanas são marca forte da gastronomia deles, simbolizam muitas coisas, como por exemplo o ato de dar um torta à alguém – que significa gentileza, gesto de paz, pedido de desculpas ou reconciliação.

Onde: 287 Augusta Avenue, Toronto, ON M5T 2M2 (416-236-7585).

Clique aqui e acesse o site do Wanda’s Pie In the Sky e veja todas informações!

Se você não está em Toronto e quer comer uma tradicional torta norte-americana, clique aqui e veja minha emocionante receita de cheesecake! 

 

3) Soma Chocolatemaker – O melhor chocolate quente do mundo está em Toronto! 

 

Um chocolate quente deixa qualquer inverno mágico. Na verdade que só no inverno o que! Em qualquer momento um chocolate quente bem feito, com ingredientes bons e bem usados, proporcionam experiências tão boas que quase nos fazem voltar a acreditar em fadas. Mas no inverno de fato isso fica bem melhor. Quem visitar Toronto não pode deixar de experimentar o Hot Chocolate da Soma Chocolatemaker! Encantador! Eles tem uma opção que é o Hot Chocolate Spicy – Um chocolate quente com especiarias picantes, incrível! Nunca provei um tão harmônico!

A unidade que visitei do Soma Chocolatemaker fica num lugar lindíssimo, numa área histórica de Toronto chamada  Distillery District, um lugar fofo com restaurantes, galerias de arte, local muito frequentado por artistas. Vale apena o passeio por lá! Ainda contando que indo lá você encontra a delícia do Hot Chocolate da Soma, vale mais a pena ainda! Eles tem diversos produtos derivados de chocolate por lá, e lá mesmo fabricam o que vendem, podemos ver por um vidro alguns passos da produção, é bem legal! os preços não são os mais em conta mas não são absurdos, com $5 dólares você toma o famoso Hot Chocolate. Visite e seja feliz!

Onde: 32 Tank House Lane, Toronto, Ontario, Canada, M5A3C4

Clique aqui e acesse o site da Soma Chocolatemaker e veja todas informações!

 

4) 360 Restaurant – Alta gastronomia no topo da CN Tower!

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Uma das mais incríveis experiências gastronômicas da minha vida foi almoçar no 360 Restaurant –  um restaurante de Toronto que fica no alto da famosa CN Tower. Ele tem esse nome porque é um restaurante giratório que da uma volta de 360º no período de 1 hora. O restaurante é lindo, a comida é sensacional e a vista que você tem de toda a Grande Toronto de lá de cima é um espetáculo, sem contar a sensação gostosa de ir girando (numa velocidade muito tranquila que quase não se sente) e vendo a paisagem mudar, podendo ver Toronto de todos os ângulos e a mais de 350 metros de altura! Quem visita Toronto normalmente já visita a CN Tower, então super vale a pena conhecer o restaurante!

Algo bacana é que se você faz uma refeição no restaurante (uma refeição completa com entrada, prato principal e sobremesa fica em torno de 55 dólares – é o preço fixo para um menu completo) você não paga ingresso para acessar a CN Tower (que custa cerca de 30 dólares), acaba que super compensa em questão de valores, pois você gasta cerca de 30 dólares a mais e tem a experiência incrível de comer no 360 Restaurant!

 

O restaurante é elegante, muito bem servido e o menu é incrível! Quando fui, comi de entrada um foie gras servido com uma geleia de frutas vermelhas e torradas (adorei o sabor, só não gostei muito da consistência que estava meu foie gras), de prato principal escolhi o Pan Seared Atlantic Salmon & PEI Mussels – Um salmão servido com mexilhões acompanhados de um molho muito bom! Prato divino! E de sobremesa pedi a famosinha do restaurante: Dark Chocolate Tower – Uma torre feita de uma espécie de creme de chocolate e baunilha, servida com frutas azedinhas e um molho de vinho do porto, é maravilhosa também!

O restaurante é impecável e vale super a pena! E após almoçar no restaurante você pode aproveitar as outras atrações da CN Tower (andar no chão de vidro e ter a sensação de estar voando e apreciar a paisagem de Toronto no outro salão da Torre). Esse almoço e tudo que está em volta dele é uma das mais lindas lembranças que guardarei de Toronto, muito especial e diferente, marca e vale a pena! E ah, o lindíssimo aquário de Toronto, o Ripley’s Aquarium of Canada fica ali do lado da torre, aproveite para emendar a visita, ele é lindo e impressionante! Vale super a pena!

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Onde: 301 Front St. West (&John St.), fica do lado do Ripley’s Aquarium of Canada.

Clique aqui e acesse o site do 360 Restaurante e veja todas informações!

Além dessas 4 sugestões de lugares para comer, tenho um artigo-poético sobre um lugar em Toronto para fazer o piquenique mais emocionante da sua vida. Clique aqui e veja tudo sobre como fazer um Piquenique gelado no Bluffer’s Park em Toronto!

Também tenho um artigo que te conta detalhes dos hábitos apimentados de Toronto, e sobre a pimenta que reina lá em vários pratos, clique aqui e veja tudo sobre a pimenta de Toronto! 

Enfim, espero que tenham sentido o quanto essa cidade é diversa e incrível! Esses 4 lugares e outras 2 sugestões são só uma amostra, ela tem uma gastronomia rica, aconchegante e cheia de graça! Um charme a parte! Desfrute!

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Cinema e gastronomia – Filme: Le Chef (Comme un chef).

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A gastronomia tem se tornado cada vez mais objeto de desejo e consumo. O glamour, chefs estrelados, restaurantes badalados e todo viés econômico em volta disso tem construído uma ideia de exuberância em volta da gastronomia. Entretanto, há algumas coisas que precisam ser lembradas sobre o que significa cozinhar – para além de todo esse glamour, existe algo muito importante nesse ato que nos acompanha desde a origem das civilizações. Cozinhar é uma entrega que fazemos ao outro, é uma construção que nos conecta as pessoas, contorna inúmeras relações e mostra o valor do coletivo. O filme francês Le Chef é divertido, traz toda a riqueza da cozinha francesa e também traz recados muito importantes.

Ele conta 2 histórias: a de um cozinheiro amador buscando um lugar profissional e a de um chef francês estrelado. Contornando a história desses dois o filme mostra o quanto o espetáculo e glamour pode distanciar cozinheiros de coisas valiosas que a cozinha oferece. Quando um chef estrelado se lembra de ser cozinheiro e se conecta com a verdadeira essência da cozinha, algo especial acontece. O filme nos lembra do ato de amor, doação e generosidade que envolve a cozinha quando cozinhamos para o outro e com o outro, e não apenas para nosso prazer pessoal e vaidade – tanto na cozinha caseira, quando cozinhamos para quem amamos lhes oferecemos algo construído pelas nossas mãos, quanto na cozinha profissional, quando cozinhamos ao lado de uma equipe, fazendo no coletivo um trabalho que afeta a vida de todos ali, do local onde o restaurante está, dos fornecedores de ingredientes e das pessoas que irão comer. Há uma conexão gigante na cozinha entre muitas pessoas. Estão todos juntos.

A cozinha é um ato coletivo e generoso se assim a enxergamos e nela atuarmos. Talvez o mais tocante do filme seja como ele mostra um chef estrelado saindo de sua individualidade e compreendendo que a essência real da cozinha não é apenas cozinhar para nosso prazer e vaidade, mas sim lembrar de todo esse coletivo que ela é e o tanto de gente que ela afeta, se reconectando assim com a via mais genuína desse trabalho.

Contando as aventuras do cozinheiro amador Jacky Bonnot para conseguir um lugar profissional, onde pudesse dar vazão a sua via criativa, o filme traz todo esse tema importante, de forma divertida e deliciosa – nos fazendo navegar no mundo gastronômico fascinante que a França tem. Quando a história de Jacky topa com a história do estrelado chef Alexandre Lagarde, ambos começam uma relação que transforma suas vidas para sempre, os fazendo repensar suas práticas e o sentido que a cozinha tem para ambos. Super indicado! O filme até a data de hoje (02/07/2017) está disponível na Netflix! Vale muito apena. Aproveite e bon appétit!

Le Chef  – Como um chef! 

Título original: Comme un chef (California filmes, 2011). 

Como fazer omelete de claras!

Muitas receitas pedem para você usar gemas e descartar claras. É uma falta de vergonha na cara e de criatividade você jogar as claras no ralo da pia! Respeitar a natureza e o ingrediente está intimamente conectado a não desperdiçar, a usar o todo do que a natureza construiu e te ofereceu. Eu sou tarado por confeitaria francesa, e essa é campeã em usar gema e dar tchau para claras! Pois toda vez que isso acontece eu invento algo com as claras, que podem ser usadas para muitas coisas – macarons, suspiros, e zás! Eu AMO omelete de claras, ficam tão fofas e leves, e amo mais ainda comer ela com um bom molho béchamel ou molho mornay – torna a omelete um prato que abraça a gente de tanto aconchego! Chega aqui no blog e confira a receita de uma boa e simples omelete de claras!

Ingredientes:

  • Claras (o tanto que você tiver e quiser)
  • Creme de leite – 1 colher de sobremesa para cada 1 clara.
  • Sal à gosto
  • Pimenta-do-reino preta à gosto
  • Salsinha fresca picada ou talos/folhas de salsão picados à gosto
  • Alho-poró picado à gosto (gosto de usar a parte verde nessa receita)
  • Manteiga para fritar

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes (exceto a manteiga) e bata para misturar bem (pode ser com um garfo mesmo ou fouet). Adeque o sal e temperos de acordo com a quantidade de claras que usar – deve existir uma coerência. Aqueça uma frigideira (antiaderente) e coloque a manteiga o suficiente para untar toda ela. Após isso coloque a mistura de claras na frigideira, deixe fritar por cerca de 1/2 minutos e depois vire. Deixe então fritar mais 1 minuto e meio do outro lado (ou menos, veja o ponto que prefere).

E tá pronto, gente! Essa é a base! Eu gosto de comer sempre acompanhada de algum molho aconchegante ou com ricota dentro. Daí coloco uma generosa quantidade de molho no meio, fecho, as vezes coloco um pouco de parmesão por cima e sirvo! Vou sugerir 2 molhos para rechear:

Molho Béchamel – Clique aqui e confira receita

Molho Mornay – Clique aqui e confira receita

Bon appétit!

 

Como fazer ganache de chocolate, o creme que surgiu de um acidente francês! – Confira também como fazer fondue de chocolate!

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Ganache em francês significa “imbecil” ou “incapaz”. A divertida origem desse delicioso creme está relacionada com esse termo – A história diz que um assistente de chocolatier na França por acidente derramou creme de leite quente em um recipiente cheio de chocolate, daí o mestre chocolatier ficou muito revolts e ofendeu o seu assistente usando o termo “ganache ” – Quem diria que isso é palavrão, né gente? Se alguém me chamasse de “ganache” na França eu ia imaginar que a pessoa está dizendo que sou um docinho… enfim, adiante. Só que aí, antes de descartar a mistura acidental o chef misturou melhor e provou, e amou, e hoje o creme ganache é um dos preparos mais tradicionais da confeitaria francesa. Que gracinha, não é mesmo? Veja receita abaixo e agradeça esse santo acidente! E ah! Nesse frio que se achega por aqui, é só fazer essa receita (acrescentando um toque especial que explico abaixo) que você terá um fondue incrível!

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Ingredientes:

  • 400g de chocolate cortado em pedaços pequenos (use chocolate de qualidade, essa receita usa 2 ingredientes, então o segredo está na qualidade deles – eu gosto de fazer com chocolate meio amargo).
  • 200g de creme de leite fresco (pode usar o de latinha sem o soro se não achar o fresco).
  • Se for fazer para fondue, também usará uma colher de sobremesa de conhaque.

Modo de preparo:

Aqueça o creme de leite em uma panela, não deixe ferver, mas deixe bem quente. Coloque o chocolate em um recipiente e coloque o creme de leite quente sobre ele. Aguarde cerca de 30 segundos e então misture, delicadamente, até que todo chocolate esteja derretido e incorporado. Se estiver fazendo para fondue, acrescente para finalizar a colher de conhaque e misture bem.

Prontinho! Simples, clássico e lindo! Bon appétit! Use sua criatividade para rechear coisas, cobrir coisas, comer puro, etc!

 

Mini-quiche de Alho-poró, Queijo e Amêndoas – Mas que gracinha!

Nessa foto eles estão regados com um Molho de mostarda, mel e vinho branco - confira link para receita desse molho abaixo!

Nessa foto eles estão regados com um Molho de mostarda, mel e vinho branco – confira link para receita desse molho abaixo!

Receita de mini quiche de alho-poró, queijo e amêndoas. Quiche, de “kuchen”, que significa bolo em alemão. Quiche é francesa, mas da região de Lorena, que já é quase Alemanha. O nome dos pratos fundem significados, brincam com a origem e contam a história de um lugar. O que os pratos guardam? Tanto. Quiches são pra mim um doce exercício de criatividade – é possível fazer tantos tipos, formatos, tamanhos, recheios… Enfim, é possível muita coisa com quiches. Essas são mini – pequenas e delicadas, úteis para muitas ocasiões. Alho-poró, queijo e amêndoas juntos deram um resultado que fez com que eu me sentisse abraçado, abraçado em Paris. Diria mais: Abraçado em Paris por alguém que me importe muito. Sendo assim, concluímos, meus caros, que essa mini quiche de alho-poró, queijo e amêndoas é uma forma de encontrar amor. Espero que você tente a receita, e que sinta algo importante ao fazer, ao comer.

Ingredientes:

Massa:

  • 90g de manteiga amolecida (um pouco menos da metade daqueles bloquinhos mais comuns de encontrar por aí). Nem pensar substituir por margarina – leia o artigo “Manteiga ou Margarina?” e entenda o porque!
  • 1 colher de chá de açúcar
  • 1 colher de café de sal
  • 1 xícara e meia de farinha de trigo
  • 2 gemas
  • 2 colheres de sopa de água gelada

Recheio:

  • 4 ovos
  • 2 gemas
  • Claras (para pincelar a massa).
  • Aproximadamente 300g de creme de leite (fresco ou os de latinha)
  • 1 colher de chá de sal
  • Pimenta do reino à gosto
  • Noz-moscada à gosto
  • Alho-poró picado em rodelas
  • Amêndoas cortadas ao meio (uma quantidade pequena, cerca de umas 15 unidades)
  • Aproximadamente 100 g de queijo (de sua preferência – eu fiz com gruyère), cortado em cubinhos bem pequenos ou ralado.

Modo de preparo:

Comece pela massa: Misture a manteiga com o açúcar e o sal. Acrescente então a farinha, as gemas e a água gelada. Misture tudo com as mãos, se a massa ficar muito quebradiça coloque mais colheres de água gelada. Após isso faça uma bola com a massa, coloque sobre um papel filme e cubra a massa completamente com ele. Deixe então descansar na geladeira por 1 hora.

A massa pronta para ir descansar na geladeira por 1 hora.

A massa pronta para ir descansar na geladeira por 1 hora.

Unte com manteiga e farinha de trigo cerca de 7 forminhas pequenas (pode ser de cupcake, muffin, tortinhas ou as que você tiver – só não podem ser muito rasinhas). Então, após o descanso da massa, forre as forminhas com a massa (se você forrar todas e sobrar massa faça mais, a quantidade varia de acordo com o tanto de massa que você coloca na sua forminha) – não deixe muito fina nem muito grossa a massa na forminha – equilibre isso). Após forrar todas as forminhas pincele-as com a clara e coloque na geladeira enquanto prepara o recheio.

Agora o recheio: Pré-aqueça o forno à 190 graus. Bata de leve em uma tigela (com um fouet) os ovos e as gemas, junte o creme de leite, o sal e os temperos. Bata para misturar tudo.

Juntando tudo para misturar - quanta poesia colorida nessa mistura...

Juntando tudo para misturar – quanta poesia colorida nessa mistura…

Retire as forminhas da geladeira e distribua o recheio sobre elas (não encha muito para não derramar). Então distribua as rodelinhas de alho-poró, o queijo e as amêndoas entre as forminhas.

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Leve ao forno por cerca de 40 minutos (ou até o recheio ficar firme e dourado – como na foto). E prontinho! Essas gracinhas estão prontas! Desenforme e sirva quente ou frio. Uma dica incrível é na hora de servir regar com um Molho de Mostarda, Mel e Vinho Branco – Clique aqui e confira a receita desse molho!).

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Bon appétit!

Cinema e Gastronomia. Filme: Os Sabores do Palácio. 

Enxergar o Palácio de Eliseu (lugar mais poderoso da França) através de uma cozinha simples. Esse contraste que o filme “Os Sabores do Palácio” apresenta nos faz pensar sobre nosso apego pelo complexo e desprezo pelo simples e original (que evoca origem, essência) . O filme fala disso quando o homem mais poderoso da França, que pode comer o que quiser, decide comer comida caseira – aquela singela, mas com uma carga afetiva que alimenta muitas fomes na gente.

Os filmes franceses tem uma delicadeza e intensidade silenciosa que pra mim são um tiro na alma, na nossa sensibilidade mais profunda, crua e real. Um filme francês sobre gastronomia então, pra mim é tudo isso vezes 3 – é um escandâlo de significativo. “Os Sabores do Palácio” toca muitos elementos importantes: A alta gastronomia complexa em seu contraste – e na verdade, encontro – com a gastronomia simples, caseira, clara, próxima da nossa natureza familiar. O filme também fala de caminhos que escolhemos e deixamos de escolher, de um trajeto profissional e emocional, de receitas, de machismo, de identidade, verdade e amor.

Hortense Laborie, uma respeitada e simples cozinheira recebe uma proposta que muda sua vida: cozinhar para o presidente da França. Através dos desafios que vem com seu novo emprego, ela nos conduz pela sua história de fibra, arte, convicção e encanto e nos faz dançar a música que sempre é possível escutar na cozinha: aquela melodia que conta histórias importantes e sempre revela marcas afetivas, culturais, familiares e históricas. Hortense nos lembra que a cozinha é um lugar de fazer pessoas se sentiram abraçadas, se sentirem parte de uma história e de um lugar no mundo.

Até a data desse post o filme está disponível na Netflix. Corre pra ver antes que saia do catálogo! Vale muito a pena.

Dados técnicos:

  • Os Sabores do Palácio (Les saveurs du palais), 2012, França. Direção: Christian Vincent.

Como fazer Ovo de Páscoa de Colher Sabor Oreo!

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Então vamos falar de chocolate! Nessa época do ano ele penetra nossa alma de um jeito que nem sei. E muito mais divertido e interessante que ir no mercado e comprar um ovo pronto (pagando uma fortuna) é fazer em casa o seu – artesanal, criativo, de qualidade e com sua marca. Ir no mercado e comprar um pronto vai levar uns 30 minutos. Fazer um em casa vai levar no mínimo 2 ou 3 horas, mas a marca que isso vai deixar e a experiência que você terá de sabor, de tempo e de afeto é impagável e vai durar para sempre, mesmo depois que o ovo acabar. Faça em casa, chame alguém para fazer junto, se tiver crianças elas vão amar participar e terão uma memória eterna, bem mais valiosa e interessante que o ovo do mercado com brinquedo. Se topar essa aventura, tem essa receita que eu divido com vocês há 2 anos – Ovo de páscoa de colher sabor Oreo – Um que amo verdadeiramente e sempre faço. Acrescento nele uma misturinha de cream cheese que me faz chorar de bom! E adoro ovo de páscoa de colher, dá para brincar muito mais com a criatividade! Vem, gente! E se divirta fazendo, por favor. Receita aqui!

Ingredientes:

Para a casca do ovo:

  • 1 metade de ovo de chocolate ao leite ou meio amargo (Se você for comprar pronto, é uma metade de um ovo de 350g, ou se for fazer em casa (o que é muito mais legal e eu vou explicar abaixo), você precisará de uma fôrma de ovo de páscoa (tamanho da fôrma para um ovo de 350g, sendo que você usará só um lado da fôrma, para ter uma única casca que pese cerca de 175g) e aproximadamente 200g de chocolate (ao leite ou meio amargo, eu gosto de usar o meio amargo, mas a porcentagem de cacau não pode ultrapassar 60%, após essa porcentagem é mais complicado de temperar e trabalhar. Escolher um chocolate com porcentagem entre 40% e 50% está ótimo).

Para o recheio:

  • Biscoitos Oreo (aproximadamente 6 biscoitos)
  • 2 colheres de sopa de cream cheese
  • 1 colher de chá de açúcar de confeiteiro
  • Meia xícara de creme de leite (use aqueles de lata)
  • Cerca de 250g de chocolate branco
  • 1 colher de café de essência de baunilha
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de chantilly.

Modo de preparo:

Primeiro a casca do ovo:

Caso não tenho comprado sua casca de ovo pronta, eu te dou os parabéns e ensino a fazer a sua:

Derretendo e temperando o chocolate:

Todo chocolate que é derretido, para ser moldado novamente precisa ser temperado – isso garantirá que ele mantenha suas propriedades boas intactas e garantirá também um chocolate com estrutura legal e brilho bonito (sem ficar com aquele aspecto esbranquiçado feio após endurecer). O processo de temperagem consiste em aquecer o chocolate até derreter e depois esfriá-lo de novo até uma temperatura adequada para trabalhar e moldar. Vamos ao passo a passo:

Pique as 200g de chocolate em pedaços pequenos (ou raspas) e derreta em banho-maria ou no microondas (em banho-maria é mais adequado para não agredir o chocolate e cuidar melhor da temperatura correta que ele deve atingir).

Se for derreter em banho-maria, é só colocar o chocolate no banho-maria já quente (banho-maria: um refratário que vai dentro de uma panela com água quente no fogo brando). O refratário que o chocolate esteja não deve entrar em contato com a água, se não a temperatura sobe rápido demais e agride a estrutura do chocolate. Mexe delicadamente até o chocolate todo derreter. A temperatura ideal que deve ser atingida é 50 graus para chocolate meio amargo e 45 graus para chocolate ao leite. Se não tiver termômetro, siga seu instinto – ele derretendo todo espere um pouco até ter a sensação de que a temperatuta subiu.

Se for derreter no microondas: Não coloque muito tempo de uma vez, vá olhando e mexendo para não queimar de 30 em 30 segundos, cerca de 2 minutos no total é suficiente para derreter por completo e elevar a temperatura. Após derreter todo retire o refratário do microondas. A temperatura  ideal que ele deve estar também deve ser 50 graus para chocolate meio amargo ou 45 graus para chocolate ao leite.

Agora você precisa resfriar o chocolate, para deixá-lo na temperatura ideal para se trabalhar. Existem muitos jeitos de fazer a temperagem, eu conheço 2:

–  Movimentando o chocolate em uma bancada: Em uma bancada de aço inox ou mármore, coloque metade do chocolate que você tem e mexa ele com uma espátula, pra lá e pra cá, até ver que ele está esfriando (sempre mexa/raspe todo chocolate para não ficar pedaços sem movimentar que possam endurecer). Após esfriar essa metade, coloque de volta na outra metade do chocolate derretido e misture, para que troquem as temperaturas e cheguem no ponto desejado – 32 graus. Pronto, temperou e já pode ser usado.

– Com choque térmico: Coloque o refratário com o chocolate derretido em algum outro recipiente com água gelada. Então vá mexendo o chocolate nesse banho-maria frio, até ele esfriar e atingir também a temperatura ideal: 32 graus. Pronto para uso!

Dica caso você não tenha termômetro culinário: Para checar se está à 32 graus ou pelo menos o mais perto disso, coloque um palito de dente no chocolate e depois toque o chocolate nos lábios – Se estiver um pouco mais frio que seu lábio está bom, se estiver ainda mais quente que seu lábio ainda precisa esfriar um pouco mais.

Com seu chocolate temperado, ora de fazer o ovo: Coloque o chocolate na sua fôrma de ovo de páscoa (lembre-se, você precisará de apenas uma metade), e coloque na geladeira, quando endurecer e o ovo estiver desprendido da fôrma você desenforma (você notará esse ponto observando o fundo da fôrma, o chocolate estará desprendido dela). Deixe então o ovo entrar em temperatura ambiente (uns 20 minutos parado em um lugar de boa ventilação). Então estará pronto para rechear!

Obs: As melhores formas para fazer ovos de páscoa são aquelas com uma parte de silicone, que permite maior acerto na espessura do ovo! E nem é caro, compra dessa!

Agora, como fazer o recheio de Oreo:

Coloque o creme de leite em uma panela e ligue em fogo médio, quando começar a ferver desligue a panela e coloque o chocolate branco. Mexa até que o chocolate derreta por completo (se ficar ainda pedaços maiores sem derreter ligue o fogo um pouco, rapidinho apenas para aumentar a temperatura e derreter tudo). Coloque a baunilha e misture, então deixe na geladeira por uns 20 minutos. Coloque em uma tigelinha o cream cheese e o açúcar de confeiteiro e bata com uma colher até estar misturado por completo (se for fazer uma quantidade maior, para mais de uma metade de ovo, talvez compense bater na batedeira). Acrescente na panela que estava na geladeira essa mistura de cream cheese e o chantilly.  Misture até ficar homogêneo.

Chegou a hora de montar o ovo, o que é bem simples. Coloque o ovo no local onde você o deixará (use sua criatividade para fazer embalagens lindas), então coloque um pouco do creme branco. Pegue cerca de 3 biscoitos Oreo,  triture com as mãos e coloque em cima dessa camada de creme, e em seguida coloque mais uma camada de creme (não precisa pôr toda a mistura tá gente, porque as vezes sobra um pouco – dependendo da profundidade da casca do ovo, então não lote muito para não derramar). E aí é só usar os biscoitos restantes para confeitar em cima! Prontinho! Lindo e delicioso!

Observações: O Cream cheese da um tom de “cheescake” nessa mistura,então se você achar o resultado final do creme branco muito doce, você pode acrescentar um pouco mais de cream cheese batido (mas sempre o acrescente na mistura em temperatura ambiente, nunca gelado e duro se não fica empelotado).

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Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 27/94: Romesco de peixe com batatas. 

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 27/94: Romesco de peixe com batatas. Faz 3 semanas que não posto a receita da semana do projeto de gratidão. Eu estava num outro canto do mundo e não tinha uma cozinha ou tempo suficiente para cozinhar as receitas, tive que pausar. Mas agora é hora de voltar. Depois de longos e lindos 20 dias eu me debruço mais uma vez na cozinha e, ainda embaraçado nas memórias de uma viagem cheia de marcas fortes, cozinho. Cozinho o peixe, o molho, as batatas, com sentimentos de saudade, desejo, planos, detalhes de angústia e apertos, mas muita vida. Estava ali, tudo isso na cozinha junto comigo. Achei tão lindo a Paola no livro pedir para as batatas serem descascadas com cuidado, torneadas para ficarem lindas. Fiz o meu melhor para que ficassem. As batatas foram tratadas com muito carinho. Esse prato é lindo e bom. O modo como pude visitar meus sentimentos desses dias enquanto cozinhava, reencontrando o feito de minhas mãos, a natureza e meu modo de oração, também é lindo e bom. A cozinha, especialmente esses dias, é um divã, um colo que consola mas que ao mesmo tempo revela muito de nós a nós mesmos. Lembrando que o objetivo desse projeto é fazer, sentir algo enquanto faz, pensar em gratidão e compartilhar essa experiência toda. Então, isso tudo veio da minha cozinha essa semana, de mim, e do Romesco de peixe com batatas. É importante agradecer, e deixar a vida fluir. Tudo flui. Obrigado.

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 26/94: Romesco. 

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 26/94: Romesco. Um molho (o meu ficou mais uma pasta) boa para peixe, para legumes, boa para um pão, boa pra acender em você alguma coisa provocante e mesmo assim delicada, que te incendeia mas ao mesmo tempo aconchega e abraça. O preparo foi delicioso – amei cortar, assar, tostar, triturar, sentir o cheiro e afeto de todas essas etapas – e ver tudo virar isso, isso que pra mim é muito lindo, além de tudo de sabor, é lindo de ver. Essa receita eu fiz semana passada para postar hoje, porque hoje viajo para longe, mas ainda assim é dia de agradecer, dessa vez com o Romesco.

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 21/94: Cremoso de chocolate com migalhas de cacau e creme inglês.

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 21/94: Cremoso de chocolate com migalhas de cacau e creme inglês. Acho que estou descobrindo lentamente porque creme inglês é tão importante. Ele muda as coisas de um jeito generoso – neutraliza algo para melhor experimentarmos a essência genuína do doce que acompanha. Ele é gentil,  fornece espaço para outro brilhar. Alguns doces não seriam tão bons sem ele. Deviamos aprender algo com o creme inglês – tanto com sua generosidade (que da espaço para outros brilharem, sem cobrar nada) quanto com sua capacidade de proporcionar um estado neutro, que tira excessos e com leveza nos faz melhor compreender a verdade de uma coisa. Não sei se está tão claro tudo isso, porque estou falando de uma experiência sensorial com esse prato que me emociona e me lança em algo além. Quando o prato acabar uma coisa bem bonita vai ficar. O cremoso ficou incrível, a farofa de avelãs e cacau também, a fruta suculenta estava plena. Mas o creme inglês fez todo esse conjunto ficar emocionante. Paola me deu uma receita de emoção hoje. Um prato simboliza nossa posição na vida. Estou emocionado e feliz, e queria agradecer. Isso está muito gostoso.