Ovo poché com molho de vinho tinto (Oeufs en meurette) e Risoto Funghi – Veja como fazer!

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Ovo poché com molho de vinho tinto (Oeufs en meurette) sob uma torrada, com risoto funghi. O risoto talvez fosse dispensável nesse prato, mas meu desejo era esses aromas todos juntos. Nossos  desejos às vezes não são catalogados ou conhecidos, são estranhamente não compreendidos ou aceitos, ao mesmo passo que são lindos e autênticos. A cozinha expressa a possibilidade de realizar-se, de simbolicamente dizer em um prato o que queremos dizer em um mundo. Nos links abaixo você encontra a receita completa desse menu, em sua intuição você encontra o caminho para seus desejos autênticos, próprios.

Clique aqui e veja como fazer o perfeito Ovo Poché!

Clique aqui e veja como fazer o molho de vinho tinto!

Clique aqui e veja como fazer o Risoto de Funghi!

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“Mergulhando nos três saberes” – Confiram entrevista sobre o “Quando a Cozinha é um Divã”.

Image Interview

Falar sobre o que a gente faz é reencontrar a essência da identidade que caracteriza nosso trabalho. Falar para o outro é também ouvir-se, é um modo de não esquecer aquilo que compõe o que fazemos. Na última semana dei uma entrevista falando sobre os aspectos afetivos que rodeiam meu contato com a cozinha, e como o blog é uma maneira de unir ideias que são tão significativas pra mim. A entrevista faz parte de uma pesquisa acadêmica,  foi realizada por Raphaella Torres, estudante de jornalismo da Universidade Católica de Brasília. Cliquem aqui e confiram a matéria e entrevista. 

A tarde quente, a Quiche Lorraine, e a poesia que as mãos fazem.

Terça-feira quente – eu chego em casa no fim da tarde depois de um dia de trabalho. Na minha casa tem duas portas de entrada, eu entro pela cozinha – eu gosto de chegar pela cozinha, de respirar pela cozinha e lembrar que é final de tarde, mas que o melhor do dia está só começando. Eu gosto, depois de trabalhar o dia todo, de chegar em casa pela cozinha, de tomar banho, ir lavar a louça de ontem, de cuidar da cozinha, deixá-la limpa para usar como uma tela em branco. A Quiche Lorraine foi a obra de hoje. Ela saiu bem quente do forno, mas hoje eu não à queria tão quente, eu queria morna, menos quente que a tarde. Ela saiu do forno e foi descansar um pouco, e eu fiquei no corredor olhando a cozinha de longe, exausto e tão feliz. Depois a comi morna, maravilhosa, com chá gelado, na tarde que já era noite, ainda quente. Um dia bom. A receita de Quiche Lorraine você encontra clicando aqui. A poesia da vida você encontra no que suas mãos são capazes de fazer.

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