Café de terça do Brasil – Hoje: Pão na chapa em 2 versões (tradicional e com queijo cremoso tostado) com pingado.

Terça-feira de café da manhã inspirado no Brasil – mais um post dessa série que lancei semana passada, onde toda terça teremos um post de café da manhã que nos conecta com os hábitos da nossa gente. Hoje foi dia do absolutamente paulistano: Pão na chapa com pingado! E ainda 2 versões de pão na chapa: tradicional e com queijo cremoso tostado.

Nas “padocas” de São Paulo o velho pão na chapa com pingado (café com um pequena dose de leite) é um clássico que inicia o dia de muitos paulistanos.

Pão na chapa tradicional:

Não é muito comum, mas gosto de fazer com toque de azeite junto com a manteiga, fica incrível! Sem segredos: manteiga e azeite (cerca de 1 colher de sopa de cada para cada 1 pão) e 1 pitada de sal. Quando derreter, coloque o pão e pressione, achatando ele, até dourar.

Pão na chapa com queijo cremoso tostado:

Passe no pão algum queijo cremoso grosso à gosto (requeijão, normalmente aqueles de bisnaga são ótimos pra isso, sabe?). Aqui usei o emocionante queijo cremoso fundido de gorgonzola. Leve para tostar na frigideira já quente. Pressione de leve apenas um pouco, deixe uns 2/3 minutos – até criar uma casquinha maravilhosa do queijo.

O pingado é um café com “pingos” de leite – pra ter mais café que leite. Aqui usei o representativo cafezinho do Brasil da @nespresso.br , já que é de Brasil que a gente tá falando, né?

Na #cafedeterçadobrasil no Instagram você vai achando todos os posts da série!

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Café de terça do Brasil – Hoje: Cuscuz de 3 minutos e café coado.

Terça-feira de café da manhã inspirado no Brasil – meu ritual semanal que me conecta com a autenticidade da minha terra. Amo, nas terças de manhã, preparos simples, café coado na caneca de alumínio, música brasileira tocando e uma refeição despretenciosa que me eleva, me conecta com meu chão. Decidi toda terça compartilhar meu café da manhã do Brasil com vocês, me contem o que mais querem ver de inspiração brasileira todas as terças? Vai la no meu Instagram @rodrigo.vilasboas e me conta tudo!

Hoje coloquei Caetano Veloso (baiano que sempre nos conecta com o melhor do Brasil) e fiz:

Café coado e cuscuz de 3 minutos com queijo!

Principalmente consumido no nordeste, o cuscuz solto, com manteiga e queijo, com café, às vezes leva carne seca ou de sol e é marca forte do inicio de manhã potente do sertanejo nordestino. Faço assim:

Cuscuz de 3 minutos:

Para 1 porção, coloque um pouco mais de meia xícara de chá de flocão (farinha de milho flocada, aquela pra cuscuz) em um recipiente que possa ir ao microondas. Coloque pitadas de sal e um pouco de água para hidratar e mexa com um garfo (quantidades, na intuição. Você precisa de uma farofa úmida, mas sem ficar encharcada). Leve ao microondas por 2 minutos. Tire e solte a mistura com um garfo. Coloque mais um pouco de água e acrescente, à gosto, manteiga de garrafa ou outra, misture. Acerte o sal. Se quiser, coloque umas fatias de queijo por cima e leve mais 20/30 seg no microondas para derreter.

Dicas para um café coado emocionante:

1) Sempre escalde o filtro de papel (passando nele um pouco de água quente antes de colocar o pó, depois descarte essa água) – papel tem gosto e sem isso, vai manchar o aroma genuíno do seu café.

2) Quando for colocar água sobre o pó de café no coador, vá com muita calma e coloque jatos pequenos, para umedecer todo o pó. Jatos grandes jogados com tudo fazem a água descer e o pó subir, então a água desce antes de fazer uma boa infusão com o café e você perde toda emoção do seu cafezinho.

3) Escolha cafés dignos de emoção – os produzidos em Minas Gerais, Espirito Santo e Bahia são os mais impactantes que conheço).

Terça que vem tem mais café da manhã do Brasil!

Brigadeiro de café, chocolate e castanha-do-brasil!

Receita simples e rápida do nosso brasileiríssimo brigadeiro, numa versão
Brigadeiro de café enrolado em uma farofa de café – coffee lover ouvi seu grito. Receita que une 3 ingredientes que nossa terra produz de um jeito emocionante: café, chocolate e castanha-do-brasil. Tem tanta coisa linda que brota do nosso chão, deviamos compreender com mais valor aquilo que sai do mesmo útero nativo que viemos.

Abaixo receita escrita, mas aqui também tem um vídeo dela:

No meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem também um video com todo passo a passo dessa receita! Clique aqui e veja!

Café: marca fortíssima da nossa cultura e história (Minas Gerais e Espírito Santo produzem o café mais emocionante que já tomei na vida). Esse ingrediente tem tudo a ver com Brasil e o nosso café, rapaz, não tem pra ninguém.

Chocolate: Seja o cacau da Bahia ou o da Floresta Amazônica, nosso país é produtor de um chocolate incrível que pode nos encher de muito orgulho, não tem chocolate belga que desmereça nosso borogodó!

Castanha-do-brasil: Elemento absolutamente representativo das florestas do norte do país, que é usado em tantas receitas incríveis!

Sugiro, do fundo do meu coração, que para essa receita você uso só ingredientes nacionais, para celebrar de fato a beleza profunda das terras do Brasil. Essa receita é um convite de apropriação cultural, porque a gente ainda menospreza demais nossa terra e muitas vezes não entende aquilo que de único e singular nos compõe.

Vem comigo ver o que é que a baiana tem!

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó
  • 70g de chocolate picado (qualquer um que quiserem, eu uso 70%)
  • 3 colheres de chá de café solúvel ou 2 colheres de sopa de café liquido (bem forte).
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 2 punhados de castanha-do-brasil
  • 1 punhado de chocolate picado
  • 3 colheres de chá de café solúvel (esse será para fazer a farofa de enrolar os brigadeiros).

Modo de preparo:

Em uma panela coloque o leite condensado, o cacau em pó, as 3 colheres de sopa de café solúvel ou as 2 de sopa de café liquido, o chocolate picado e a mEm uma panela coloque o leite condensado, o cacau em pó, o café, o chocolate picado e a manteiga. Pense nas terras de Minas Gerais ou Espírito Santo e nas tantas mãos e histórias que estão por trás desse café na sua panela (se não sabe delas, procure saber, é importante entender de onde as coisas vem). Leve ao fogo médio e mexa sem parar até atingir o ponto de brigadeiro (quando você passa a colher e consegue ver o fundo da panela). Deixe esfriar. Olhe pronto e dessa vez pense no cacau que brota da Bahia, e aproveita pra considerar se o chocolate que você escolhe vem de marcas que tratam com dignidade a mão que colhe o cacau. A receita fica diferente quando sabemos essas coisas (cozinhar, pra sempre um ato social. Que história sua escolha de ingrediente patrocina?)

A farofa de enrolar o brigadeiro:
Coloque em um liquidificador ou processador a castanha, o chocolate e o café solúvel, bata tudo apenas o suficiente pra tudo misturar e virar uma farofa – não bata demais se não a castanha solta muita gordura e vira uma pasta oleosa. Pegue a farofa com sua mão e sinta a textura bonita que a castanha deixa, úmida e crocante, exalando de sua alma a vida das florestas do norte do Brasil. A amazônia sagrada também aparece no seu brigadeiro.

Enrole os brigadeiros e passe na farofa. Coma, lembrando do que se trata comer: unir cultura, consciência ambiental e social, apreciação do belo, representatividade. Aproveite seu doce.