Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 6/94: Brioche.

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia 0 post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 6/94:  Brioche. Obviamente foi emocionante fazer, uma aventura grande. Mas a receita não deu muito certo. Pensei em não postar, mas depois pensei de novo, e vi que fazia todo sentido postar. Tudo que é real tem um erro, umas muitas imperfeições. Esse projeto é real, eu sou real, e o brioche da foto é um brioche de uma experiência artesanal real que falhou um pouco. Se desse tudo certo sempre seria estranho. Eu preciso de mais alguns erros para conseguir fazer um brioche perfeito. Farei muitos brioches até acertar. A maestria só vem com repetir, errar, treinar. O erro é um presente muito lindo que precisamos de sabedoria para apreciar. No fim, fazer um brioche que deu errado foi tão importante e emocionante quanto fazer todas as receitas que deram certo. Aprender é um presente glorioso. Estou feliz e com vontade de fazer de novo um brioche, de ser mais preciso no movimento dos meus músculos ao amassar, mais atento aos ingredientes que escolhi, a temperatura, a tanta coisa que o erro me permite notar e penetrar com mais sensibilidade e prática. Eu sou grato ao erro nessa noite interessante que o brioche que não deu certo me proporcionou. Hoje eu só queria, novamente, agradecer. Talvez mais do que nunca.

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 2/94: Pan Tomaca. 

Hoje é sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 2/94: Pan Tomaca. Um pão todo bêbado de tanto tomate. Ah, tomates (suspiros). Hoje eu tive um dia muito difícil, e como em outras horas, um preparo com tomates salvou o meu dia. Talvez tomate seja uma espécie de salvador, um lembrete de gratidão e beleza. Eu estava muito, muito cansado quando fui para a cozinha agora a pouco fazer pan tomaca, cansado de muitas formas, mas a cozinha transforma a gente e a gente nem vê. Eu estou agora mais cansado do que eu estava, mas meu cansaço está mais banhado de amor, criatividade e gratidão do que este pão está banhado de tomates. Obrigado tomates, cozinha e Paola. O trabalho artesanal nos revela intensamente a nós mesmos. Sou um pouco mais eu depois de cansar na cozinha. Hoje eu só queria agradecer.

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 1/94: Taralli. 

Primeiro post do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 1/94: Taralli. Um petisco salgadinho e empolgante. Tem que moldar com os dedos. É tão autoral moldar com os dedos, cada um molda com os dedos que tem. Foi engraçado decidir com qual receita começar. Eu queria fazer todas, sentir todas. Algumas são mais complexas. Decidi que era melhor iniciar por uma mais simples – a gente precisa respeitar o tempo certo para subir alguns degraus. Foi também engraçado ver o tanto que me preocupei com os ingredientes das receitas, suas origens e composições. A escolha do ingrediente é um ato social, Paola fala disso. E foi como se ela estivesse ali, vendo como eu escolhia e cozinhava. Quando você conheceu, se emocionou e viu sentido na história da cozinheira você tem bons motivos pra seguir a receita dela a risca. Além de respeitar a generosidade da natureza e dos animais, eu precisava também respeitar a história e generosidade da cozinheira, que estava ali através do livro, me ensinando alguma coisa boa. Foi muito bom fazer Taralli e pensar em tudo isso. Foi muito bom ter a massa nos meus dedos e pensar em tudo que signfica transformar a natureza com minhas mãos. E que delícia. O sabor deles foi tão bom quanto fazer. Comemos em casa toda a quantidade da receita em uma tarde – uma tarde de folga, de conversa, de tempo que correu lento e bom, tempo generoso. Ficaram marcas boas que o Taralli deixou. Estou feliz.

Tem uma categoria exclusiva no blog com todos os posts do projeto, chamada “Gratidão de todas as sextas”.

Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”,de Paola Carosella. A gratidão de “todas as sextas”. Tem um porque.

O dia que agradeci Paola, segurando a mão dela e sentindo que toda essa energia honesta, que vem quando a gente agradece, estava sendo de fato sendo enviada à ela.  Foi no lançamento do livro “Todas as sextas” em São Paulo. Uma das coisas mais lindas da vida é poder dizer à alguém o quanto somos gratos por algo. A vida é muito generosa quando nos da a chance de fazer isso. Essa foto representa muito pra mim.

Eu decidi cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, da cozinheira Paola Carosella. As 94 receitas em até 1 ano, uma a uma até ter feito todas. E tem um porque. Um porque que faz isso ter todo sentido, por isso eu preciso dizer, com alguns detalhes. Há 2 anos conheci o trabalho de Paola através do Masterchef. A principio ela era pra mim uma chef elegante, fina, engraçada, famosa e incrivelmente talentosa, e só. Até então eu não sabia muito sobre ela. Depois de alguns meses vendo o programa passei a sentir algum tipo de entusiasmo ao ver Paola falar de alimentos, de técnicas, de pratos e da natureza. Daí fiquei curioso em saber mais dela (e eu queria mais desse entusiasmo também), então pesquisei mais sobre o trabalho e vida de Paola. Não precisei mais do que uns 3 resultados do Google para entender de onde vinha o entusiasmo que o discurso dela criava em mim. Paola falava de muitas coisas quando falava de alimentação. Falava de respeito ao ingrediente, respeito a enorme generosidade da natureza que devíamos levar em conta e ser generosos em troca. Falava de relações genuínas através da cozinha, de terra, do crescimento emocional através do trabalho duro, dos duros imperativos sociais que seguimos e mantemos quando escolhemos o que comer e como questionar esses imperativos repensando nossas escolhas – como ela diz: “comer é um ato social, cozinhar é revolucionário”. O discurso de Paola fez um laço com tudo que me levou a criar o blog, com toda minha necessidade de falar de gastronomia com um olhar afetivo, psicológico, social e poético. Então eu fiquei muito feliz em acompanhar o trabalho dela mais de perto – nessa época a vida andava um pouco triste, faltavam cores. Então surgiu um entusiasmo crescente. Cozinhar e escrever foi uma saída muito importante para eu manter uma posição criativa diante da vida, das suas faltas e excessos.

Um dia descobri que Paola trabalhou com o Francis Malmann. Pra mim foi emocionante pensar no laço dessas duas histórias, porque recentemente eu tinha visto um documentário sobre a vida e obra de Francis e fiquei fascinado com a liberdade que ele inspirava. A proximidade do homem com a natureza que ele é parte, o retorno as nossas origens e histórias para poder fazer um trabalho autêntico na vida, que exale nossa alma – as ideias de Francis me inspiraram muito. Assim como Paola me inspirou. Eram muitas inspirações que me questionavam, me incomodavam e me colocavam em movimento. É bom quando somos instigados a nos movimentar, a pensar em abandonos e inaugurações, normalmente é o começo da nossa originalidade. O mais legal de admirar pessoas é em algum momento notar o que essas pessoas que admiramos podem nos revelar de nós a nós mesmos – se conduzirmos de uma forma boa, admirar alguém é algo que revela algo muito importante sobre nós,  algo que muitas vezes não reconhecemos como nosso, mas que é. O outro ajuda a gente a notar.

Um outro dia, aliás, há 9 dias, ganhei de presente o livro recém lançado da Paola. Eu li o capítulo da biografia dela em 3 horas em um domingo que foi há 5 dias. Eu me emocionei muito – Por muitas coisas que não consigo dizer bem. Coisas da minha história foram movimentadas com essa leitura. Às vezes passamos anos em terapia pensando em algumas coisas. Às vezes em 3 horas lendo um livro é como se pensássemos em tudo de uma vez, como uma explosão de sentido. Muita coisa da minha história começou a fazer algum sentido diferente depois que li os relatos autobiográficos de Paola, pensei muito, principalmente sobre minhas possibilidades ao longo da vida de conseguir notar valor em mim e de buscar um olhar de amor.

Quando as pessoas resolvem compartilhar com generosidade suas histórias e experiências, podemos aprender algumas coisas valiosas.  O livro “Todas as sextas” me ajudou a ver a fragilidade e humanidade de Paola, o que consequentemente me ajudou a ver o brilho dela de maneira mais intensa e real. O que é de verdade, o que tem defeitos, o que tem medo, o que tem fracasso e o que tem imperfeição é muito mais real. Quando temos ídolos quase que o separamos de aspectos humanos e frágeis, vemos aquele brilho lindo e nos atentamos a isso. Quando um ídolo conta sua história de verdade ele nos faz desconstruir uma idealização e nos da de presente o seu real. Isso é de alguma forma lindo porque nos convida a pensar no quanto às vezes nos achamos menos do que somos. Se vemos a fragilidade nas pessoas que admiramos perdoamos nossas próprias fragilidades e nos reconectamos com a condição mais humana de todas: A imperfeição. E isso é libertador. A verdade é que histórias lindas são construídas por pessoas reais, com vidas tão cheias de “rachaduras” (expressão que Paola usa no livro) como as nossas. Enxergar isso nos encoraja a chegar mais perto do nosso próprio brilho, um brilho real que existe no meio de toda imperfeição que somos. E além disso, nos faz admirar esse ídolo de uma forma nova e mais linda ainda, porque agora ele é mais real. O real é lindo. Quando Paola contou através do livro uma história humana e imperfeita ela me convidou a revisitar o conceito de sucesso, e do que esse conceito é feito quando é de verdade e não um slogan vazio e aniquilador.

E há 2 dias eu encontrei Paola pessoalmente, na noite de autógrafos de seu livro em São Paulo, abracei ela e toda essa história que contei acima. Podem imaginar como foi, então, né? Eu tremi porque era muito importante estar ali e agradecer, por tudo isso que a obra dela me ajudou a conectar, reconectar e significar. O mais incrível foi encontrar pessoalmente exatamente a Paola que li sobre – simples, divertida, elegante (no sentido mais legal da palavra) e generosa. Muito humana, nada de deusa da televisão intocável. Às vezes uma pessoa na mídia mostra uma imagem lustrada e muito irreal. Paola não, Paola era ela ali como me parecia ser em todo canto que vi ela, quem eu esperava abraçar eu abracei. Através do seu trabalho, manifestações públicas e redes sociais ela sempre mostrou seu real, de algum modo quando encontramos ela pessoalmente legitimamos isso. Paola foi generosa com as aproximadamente 400 pessoas que foram lá abraçá-la. Esteve de pé, recebendo todos com sorriso, abraço e alegria. Ela também parecia querer agradecer. Foi lindo sentir que ela prestava real atenção e conferia muito valor e respeito a tudo que ouvia – eu fiquei abestadamente emocionado quando vi que a dedicatória que ela fez ao autografar meu livro era em sintonia com o que eu tinha dito pra ela naqueles poucos minutos que tivemos juntos (eu falei de gratidão, eu só queria agradecer). Ela ouviu de verdade o que dissemos. Mesmo com tanta gente, com tanta coisa, com tanto encontro, ela deu o maior espaço possível para cada um que foi lá. Isso é muita generosidade. Era a Paola que eu li sobre, mesmo.

E foi por gratidão que eu fui vê-la. Era tão importante pra mim dizer obrigado. Eu não tinha como, não tinha tempo, de contar essa história toda pra ela, mas eu tinha tempo de dizer obrigado, e isso já era maravilhoso. Eu pude dizer o quanto sou grato a ela por tanta coisa que o trabalho e história dela despertou em mim. A vida é muito generosa quando nos permite agradecer. A gratidão é a melhor via para o amor fluir.

E agora, porque decidi cozinhar as 94 receitas do livro “Todas as sextas”? Principalmente por gratidão, que é o nome da história que contei agora. O livro é constituído a partir da história de uma das pessoas que mais me inspirou a olhar com vida e criatividade para minha história atualmente, então faz todo sentido que eu cozinhe o que ela ensina. Outro elemento é que eu preciso cozinhar mais, eu quero aprender mais e aprender essa gastronomia, sensível a natureza, ao mundo, aos afetos, aos laços sociais e ao amor – Paola ensina a culinária que ressoa em mim, a cheia de respeito, generosidade, humanidade e história, e é essa que eu quero aprender mais. Costuma ser muito bom aprender algo que é ensinado com autenticidade e generosidade. Farei as 94 receitas dentro do período de 1 ano, e toda sexta postarei a foto do resultado do que cozinhei na semana corrente. A receita não será compartilhada, claro, apenas a foto do resultado junto com minha experiência emocional ao fazer cada prato – o que será uma forma de ampliar a gratidão que sinto e também perceber os laços emocionais que cada preparo evocará em mim, as marcas que ficarão (notar as marcas que as coisas deixam é muito importante). Cada receita terá um sentido. Através da generosidade de Paola, que compartilhou tanto no livro, buscarei aprender, experimentar, para me conectar com os laços e discurso que ela lança, e ao mesmo tempo me conectar comigo mesmo, com meu discurso interno, movimentando a mim mesmo.

Existe sim uma semelhança nesse projeto com o que Julie Powell fez com o livro de receitas de Julia Child – Vemos essa história no livro e filme Julie & Julia, que conta como Julie decidiu cozinhar as 524 receitas do livro de Julia em 365 dias. Essa história também me inspira, porque assim como Julie eu também fui salvo de uma vida um pouco triste e sem cor quando decidi que precisava cozinhar e escrever (quando o blog nasceu, aliás). E Julia Child também me inspira muito, muito mesmo, assim como Paola, assim como Francis, assim como Raíza Costa. Mas no caso, Paola será minha Julia e “Todas as sextas” será meu “Mastering the Art of French Cooking”.

São esses todos os motivos que sei (devem ter outros que ainda não sei) do porque cozinharei as 94 receitas do livro “Todas as sextas”. São motivos muito importantes para mim. Sexta que vem, 18/11/2016, começa. Terá uma categoria exclusiva no blog chamada “Gratidão de todas as sextas” para essas postagens, e elas estarão também no meu Instagram e Facebook. Uma postagem toda sexta. A sexta-feira é meu dia preferido. Será agora um dia de gratidão.

Cinema e Gastronomia – Filme: “Sem Reservas”.

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Qual o laço afetivo de sua história com a cozinha? Kate, no filme “Sem Reservas”, percebe em suas sessões de análise o quanto dedicar-se tão intensamente ao seu trabalho de chef – cozinhando perfeitamente – era também uma forma de estar conectada com sua mãe, que morreu muito cedo. Cozinhando Kate construiu uma possibilidade segura de continuar vivendo diante da dor, usando a dedicação árdua muitas vezes como uma defesa diante de seus sentimentos mais duros. Esse filme nos ilustra muito bem o papel simbólico que muitas vezes cozinhar pode ter em nossas vidas. Nos envolvemos nos afetos que a gastronomia proporciona e criamos laços com essa arte que estão muitas vezes além de nossa compreensão. O filme conta uma história linda de transformação, enfrentamento e renovação da personagem Kate – A cozinha do cozinheiro caminho no ritmo de sua vida e mostra quem ele é.

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Kate (Catherine Zeta-Jones) é a chef de um sofisticado restaurante em Manhattan. Durona e totalmente séria com seu trabalho, tem fama de brava, o que ajuda a alimentar sua rotina sem muita vida social – no máximo se relaciona com os fornecedores de seus produtos. Sua vida inteiramente dedicada ao trabalho se transforma quando sua irmã morre em um acidente de carro e Kate passa a ser a responsável pela sua sobrinha de 9 anos. Ao mesmo tempo, Nick (Aaron Eckhart), um animado subchef italiano entra para a cozinha de Kate com um espirito alegre e descontraído – bem diferente do estilo de Kate – o que cria enormes conflitos. Em meio a tantas mudanças e descobertas, Kate se permite mergulhar mais no universo menos perfeccionista e mais alegre da cozinha de Nick, ao mesmo tempo se vive os desafios de cuidar de uma menina de 9 anos. Sua vida se transforma, ela saí de sua zona segura e confortável e ao mesmo tempo sua cozinha vai se transformando junto com ela. Inspirador!

Até a data desse post o filme está disponível na Netflix! Também é possível assistir ele online no site “Filmes Online Grátis”. Aproveitem!

Receita de guacamole!

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Guacamole com Nachos!

Gastronomia com todas as cores, intensa, dramática, que arde. Qualquer um pode sentir a presença marcante da culinária mexicana em casa. Guacamole é simples de fazer, mas é marcante – comida que leva a gente para outro lugar, que diz algo de algum outro canto a cada colherada – Isso é bom pra caramba, demais da conta, à beça! Confira receita abaixo!

Ingredientes:

  • 1 Abacate (médio)
  • 1 tomate e meio picado em cubos
  • 1 dente de alho esmagado
  • Meia cebola média picada
  • Suco de 1 limão
  • Coentro fresco à gosto
  • Sal à gosto
  • Pimenta à gosto – opcional (use a que preferir, eu gosto da pimenta-dedo-de-moça cortadinha em pedaços minúsculos).

Modo de preparo:

Em um recipiente despedace o abacate (ou o corte em cubos), não deixe que vire um mingau, não esmague demais! É importante que fique pedaços inteiros. Acrescente todos os outros ingredientes e misture o suficiente. Pronto! Cor, amor e intensidade!

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Receita de molho meio azedo com dijon e mel para saladas

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Elementos simples combinados com coisas certas proporcionam experiências que mesmo simples, podem ser brilhantes. Menosprezar, por exemplo, uma bela salada de alface e tomate é ignorar as possibilidades de torná-la encantadora. Já comi muitas saladas que me conduziam a outro planeta de tanta explosão de sabor. Salada pode ter a sensação mais forte de uma refeição sim! Os molhos tem o poder de casar-se com os elementos frescos das saladas e criar um feliz pra sempre no nosso paladar! Essa salada consiste em: Folhas de alface americana organizadas em uma quase esfera com rodelas de tomate italiano (carnudinho e suculento). Não menospreze saladas, seja feliz no frescor delas. Cada alimento tem algo de muito lindo a oferecer, aprenda a extrair.

Para o molho:

  • cerca de 4 colheres de sopa de creme de leite
  • 1 colher de chá de maionese
  • 1 colher de sopa de mel
  • 1 colher de café de mostarda dijon
  • sal e pimenta à gosto
  • gotas de limão siciliano
  • 1 colher de chá de iogurte integral.
  • Castanhas de caju trituradas e ervas desidratadas para finalizar.

(As quantidades de ingredientes do molho variam de acordo com seu gosto e o quanto quer presente cada ingrediente)

Misture tudo e banhe a salada. Apenas. As castanhas e as ervas jogue por cima no final. Bon appétit!

Receita de molho de tomate rústico com linguiça toscana! Para honrar uma boa massa.

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Artesanal – feito com a mão, produção humana, nossa alma direto no contato com a natureza, transformando-a. Fazer em casa molho de tomate ao invés de comprar pronto é um exercício de encontro com o mundo natural que fazemos parte – na era industrial e instantânea, fazer em casa a refeição, de forma lenta e intensa, é um ato revolucionário. Compre tomates, transforme-os em molho. Essa receita é simples, um bom molho rústico que respeita a totalidade do tomate, acrescido de linguiça toscana – explosão de sabor autêntico! Uma boa massa com esse molho é emocionante e protagoniza qualquer refeição. Vem ver!

Obs: Receita para usar em aproximadamente 400g de massa, ou para o que você quiser.

Como fazer:

Primeiro: Corte em rodelas a quantidade de linguiça toscana que você quiser no seu molho – para cada receita use pelo menos 2, eu uso umas 4. Doure-as no azeite, para ficarem assim ó:

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Então reserve-as e faça o molho! Clique aqui e siga exatamente essa receita de molho de tomate caseiro simples. Após finalizar essa receita de molho, jogue as linguiças dentro e deixe que fervam juntos em fogo baixo por cerca de 10 minutos (coloque mais água se necessário para não secar muito durante esses 10 minutos). Prontinho! Sirva e seja feliz comendo sua obra artesanal, com sua alma dentro.

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Sugestão: Penne com o molho de tomate rústico com linguiça toscana.

Como fazer creme de aspargos!

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Receita de creme de aspargos! – Sopas, cremes, frio. Tempo, estações e culinária. Nossas memórias vinculam um prato ás épocas do ano – culinária também marca o tempo, as fases, os ciclos. Como no frio não pensar em algo quentinho e cheio de sabor? Um creme ou uma sopa torna uma cena aconchegante, praticamente é uma forma de sentir-se abraçado! Hoje quem me abraça é esse creme de aspargos. Simples, elegante e maravilhoso! Esse da foto foi feito por uma amiga querida, que inclusive foi quem me ensinou! Vem aprender!

Ingredientes (4 porções):

  • Cerca de 15 aspargos frescos (se forem grandes, se forem pequenos uns 20/25)
  • 1 dente de alho esmagado
  • Meia cebola média picada em cubos
  • 4 xícaras de chá de água
  • 1 colher e meia de sopa de manteiga
  • 1 xícara de chá de creme de leite
  • Pimenta-do-reino branca à gosto (pode ser a preta ou também pimenta rosa).
  • Sal à gosto
  • Azeite à gosto
  • 1 colher de café de mostarda dijon

Modo de preparo:

Lave os aspargos, tire a parte branca dura da base (alguns já vem sem essa parte) e corte em rodelas que não precisam ser muito finas. Coloque a manteiga em uma panela média e leve ao fogo, quando derreter coloque a cebola, refogue por 1 minuto e então acrescente o alho, e em seguida os aspargos. Coloque sal e pimenta e deixe refogar por uns 5 minutos. Na sequência coloque a água e mexa, verifique o sal novamente e deixe cozinhar por uns 12 minutos, até os aspargos ficarem bem molinhos, então retire do fogo.

Leve a mistura ao liquidificador e bata tudo, até ficar um creme liso. Leve de volta a panela e acrescente o creme de leite, o azeite e a mostarda, verifique o sal e deixe no fogo por mais uns 2 minutos, então verifique a consistência – Se achar que para seu gosto ficou muito liquido, faça uma receita de roux e acrescente para engrossar mais (para obter o roux: derreta em uma frigideira ou uma panelinha pequena uma colher de sopa de manteiga, quando derreter por completo acrescente 1 colher de farinha de trigo, então cozinhe, mexendo sempre, até atingir um tom castanho médio, mexer com um fouet é melhor que não empelota nada!). Se acrescentar o roux, deixe cozinhando por mais 1 ou 2 minutos antes de desligar a panela.

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Prontinho! Só servir! Fica uma delicia com pão italiano e um vinho! Bon appétit!

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Como fazer crepe de ganache branco com calda de morango com manjericão!

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Crepe tem gosto de Paris – Tem o gosto das caminhadas intensas e mágicas por essa cidade onde cada segundo é poesia. Quando você come algo em determinada situação o gosto se conecta a experiência, e assim nossa vida vai ganhando sabores e texturas. Por isso que crepe pra mim tem gosto das ruas de Paris. Aprenda a fazer esse crepe delicioso (que é super simples) que sai uma sobremesa perfeita para qualquer ocasião! Combinação delicada e inteligente: crepe, ganache de chocolate branco e calda de morango com manjericão (como eu amo morango com manjericão, poucas coisas combinam tanto)! Vem aprender, a receita, o gosto e a construção de uma experiência marcante e boa.

Como fazer:

A receita da massa de crepe você encontra clicando aqui

A receita da calda de morango com manjericão você encontra clicando aqui

Deixe sua calda e massa prontas, daí prepare o ganache!

Para fazer o ganache de chocolate branco, você precisará de:

  • 300g de chocolate branco cortado em pedacinhos bem pequenos ou raspado
  • 100g de creme de leite

Como fazer:

Coloque o chocolate branco em um recipiente e reserve. Leve o creme de leite ao fogo, e quando estiver ao ponto de ferver tire do fogo e coloque sobre o chocolate branco, espere 30 segundos e então mexa até incorporar tudo. Prontinho! Ganache pronta!

Dica: Para dar uma leveza diferente ao ganache, acrescento 2 colheres de sopa de chantilly batido ao ganache já frio, fica mais fofinho, eu gosto!

A montagem do crepe é simples: Coloque no meio do crepe aberto uma quantidade a gosto do ganache, feche ao meio e por cima coloque a calda de morango. Prontinho! Sirva imediatamente e seja feliz! Obs: Eu gosto de colocar a calda quente!

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Bon appétit!