Receita de bolo de mandioca cremoso com coco!

Festa junina é uma marca cultural linda do nosso povo, e a gastronomia dessa época tem muita memória afetiva. Cresci numa família onde o dia de São João é celebrado com comida, música, encontros e saudades de quem deixou sua terra original um dia. E mandioca sempre esteve ali, estrelando nessa festa afetiva toda. A mandioca é um ingrediente sagrado, pra mim o mais representativo da cozinha brasileira, quando a como parece que sinto mais forte minha identidade cultural. Então, minha contribuição para a festa junina de vocês será uma receita com mandioca – esse bolo é receita tradicional de uma família baiana, então tá jóia!

Ingredientes:

  • 1kg de mandioca crua descascada e lavada
  • 100g de manteiga
  • 3 xícaras de chá de açúcar
  • 200ml de leite de coco
  • 100g de coco ralado desidratado
  • 1 pitada de sal
  • 1 xícara de chá de leite
  • 3 ovos

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno à 180 graus. Rale a mandioca e acrescente no liquidificador com todos os outros ingredientes, bata apenas o suficiente para ficar uma mistura homogênea.

Unte com manteiga e farinha uma fôrma de cerca de 27 cm de diâmetro, coloque a mistura nela e leve ao forno pré-aquecido. Asse por cerca de 40/50 minutos – até dourar nas bordas e se gostar, também deixe dourar por completo na superfície toda.

Prontinho! Feliz São João!

Como fazer tapioca com recheio de queijo e shitake. 

Tapioca – uma das tantas coisas que a sagrada mandioca pode se tornar. O ingrediente mais incrível e representativo do Brasil pra mim é a mandioca. E a tapioca, essa filha querida dela, é marca da minha história. Invento tapiocas desde que eu tinha 8 anos. Ela me lembra outras horas – quando a cozinha, desde cedo, preenchia as tardes vazias da minha vida. Essa da foto é de queijo com shitake, uma das minhas prediletas.

Para fazer,  é só fazer assim: 

Corte shitakes malandramente frescos e os refogue na manteiga. Depois de uns dois minutos acrescente um pouco de molho shoyu. As quantidades de manteiga, shitake e molho shoyu tem que estar em coerência entre si. Coloque o suficiente para os ingredientes se abraçarem com harmonia e ficarem amigos. Depois de refogar tudinho bem gostosinho, devagarzinho, reserve. Coloque sua goma para tapioca na panela, torre o primeiro lado e quando virar, coloque uma fatia de um queijo bonito que você goste (os mais adocicados ficam bons) e em seguida coloque o shitake refogado. Feche e pronto. Coma com verdade, carinho e café, ou um suco, se quiser.

Farofa de Carne de Sol – A culinária nordestina e seu contar da história de um povo.

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Acabei de postar a receita de um tempero à base de alho e coentro (receita de mainha, que muito traz de sua origem nordestina). Agora corro pra compartilhar a receita de algo que uso muito esse tempero: Farofa de carne de sol! Farofa é um poço de criatividade, há muitas coisas que podemos fazer quando o assunto é farofa, quase tudo pode virar farofa, daí sua conexão com a versatilidade da culinária nordestina: As tantas farofas possíveis se relacionam com a necessidade, que impele a ser criativo, ter que criar um prato com o que se tem – só para lembrar que um prato típico sempre tem um traço da história de um povo. Essa farofa é simples, sem muitos acréscimos, gosto muito dela, da simplicidade, força e marca cultural que ela me traz! E o sabor é pra mim muito harmônico. Uma carne com farinha, e ponto final. Vem ver como faz!

Ingredientes:

As quantidades são uma referência, varie de acordo com seu gosto.

  • Cerca de 400g  de carne de sol picada em pedaços pequenos
  • Farinha de mandioca (a mais fina possível) – o quanto bastar
  • 1 colher de sopa de azeite de dendê
  • 1 colher de sopa de manteiga (eu uso de garrafa)
  • Meia cebola média picada em cubos
  • Tempero à base de alho e semente de coentro (Clique aqui para ver como fazer esse tempero) – Esse é meu modo de temperar a farofa, mas você pode usar seu jeito, colocando desde apenas sal até outras coisas que queira e ache que combine.

Modo de preparo:

Deixe a carne de molho em água fria na noite anterior ao preparo – é bacana que fique 12 horas ao menos de molho. Ao iniciar o preparo escorra a água da carne. Então coloque a carne em uma panela, complete com água e coloque no fogo, quando levantar fervura, deixa ferver por 5 minutos e então escorra. Reserve a carne. Em uma panela de pressão coloque 2 colheres de sopa de óleo, ligue em fogo médio e então acrescente a cebola e uma pequena pitada de sal (para soltar água da cebola), espere dourar e então coloque a carne. Em seguida acrescente cerca de uma colher de chá rasa do tempero de alho e semente de coentro, misture e acrescente o dendê e a manteiga. Doure um pouco a carne (por uns 10 minutos), então coloque uma quantidade de água suficiente para cobrir a carne, feche e deixe na pressão por uns 20 minutos. Então desligue, espere sair a pressão e abra a panela, verifique se a carne está cozida, se ainda não estiver deixe mais uns 10 ou 5 minutos na pressão. Após, tire da pressão e volte a panela para o fogo, mantenha aberta e vá mexendo, até secar a água. Após isso ficará apenas a gordura – verifique a quantidade de gordura, se achar que é excesso retire um pouco – mas lembre que não pode ter pouca gordura, a gordura que umedece a farofa. Verifique o sal, se necessitar de mais, acrescente mais do tempero de alho e semente de coentro. Após verificar o sal, o cozimento da carne e a quantidade de gordura, chegou a hora de acrescentar a farinha. Coloque a farinha com o fogo ligado no mínimo, e vá acrescentando aos poucos até atingir seu gosto. Eu gosto de um ponto onde a farinha fique mais molhada, então não coloco em excesso. Uma dica é despedaçar alguns dos pedaços de carne, para uma mistura mais plena da carne com a farinha. Após terminar de colocar a farinha deixe no fogo, mexendo sempre, por mais uns 5 minutos. Pronto! Aproveite essa delícia, que pode acompanhar muita coisa, ou sozinha já é um prazer!

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Bom apetite!