Receita de Bolo Double Chocolate com Azeite de Oliva!

Sair do uso comum dos ingredientes é importante e bonito, nossas possibilidades sensoriais com comida se expandem e a vida fica mais interessante, sério . Fora que, como sempre digo, a cozinha muitas vezes é ensaio do que podemos fazer na vida no geral – comece ousando o novo no seu paladar e depois entenda a beleza de fazer isso em tantas outras coisas na sua existência. Ousadia faz bem. É por isso que hoje estou aqui para falar de chocolate com azeite de oliva – O azeite proporciona um realce mágico no sabor de uma sobremesa com chocolate, transformando muito a experiência. Esse bolo que compartilho a receita tem o azeite como gordura base, o que traz um sabor marcante. Além disso, acrescento nessa receita iogurte e bicarbonato de sódio, que juntos criam uma reação química que garante uma umidade emocionante na massa (suspiros). E como se não bastasse tanta emoção, ainda acrescento chocolate picado, o que lembra aquele prazer de um cookie, cheio de pedacinhos de chocolate, trazendo ainda mais umidade. Faça, ouse e se divirta fazendo, e me conta o que sentiu – porque sentir algo é importante, talvez o mais importante. Bon appétit.

Ingredientes:

  • 140ml de azeite de oliva extra virgem
  • 4 ovos
  • 280g de açúcar
  • 150g de farinha de trigo
  • 50g de cacau em pó (pode ser chocolate em pó se quiser).
  • 1 pitada de sal
  • 10g de fermento em pó
  • 10g de bicarbonato de sódio
  • 220g de iogurte natural
  • 200g de chocolate picado (eu uso amargo 50%, pode usar qual quiser, inclusive chocolate branco).

Modo de preparo: 

Unte uma fôrma de aproximadamente 25cm de diâmetro (gosto de untar com manteiga e polvilhar cacau em pó, por se tratar de um bolo de chocolate). Pré-aqueça seu forno à 180 graus. Misture em uma vasilha a farinha, o bicarbonato, o fermento e o sal, reserve. Em uma vasilha grande o suficiente para ir recebendo todos os ingredientes, coloque os ovos e o azeite, bata um pouco (com um fouet) e então acrescente o açúcar e continue batendo, até ficar uma mistura fofa, então em seguida acrescente o iogurte e bata mais um pouco.

Junte então o cacau em pó e bata até misturar por completo. Em seguida junte a mistura de farinha e bata até tudo ficar homogêneo. Por último acrescente o chocolate picado (não deixe pedaços muito grandes para não ficar muito denso e ir tudo para o fundo da fôrma), misture. Coloque na fôrma untada.

Leve para assar no forno pré-aquecida por cerca de 35 minutos. Quando você enfiar um palito ou um garfo no centro e ele sair limpo estará prontinho.

Não demore muito de desenformar, pois se tiver descido muito chocolate para o fundo e esfriar na fôrma pode grudar.

Eu gosto de comer ele sempre morninho para sentir o chocolate derretidinho, é um amorzinho assim.

Eu como esse bolo purinho, mas se quiser cobertura sugiro uma ganache de chocolate (clique aqui que divido uma receita com você de uma ganache boa). Também fica ótimo com uma bola de sorvete e frutinhas vermelhas frescas, enfim, coma do jeito que mais te fará feliz, assim que é bom. Bon appétit!

 

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Receita de Gâteau au chocolat (bolo de chocolate cremoso sem farinha)!

 

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Receita de gâteau au chocolat (um bolo de chocolate cremoso e amoroso sem farinha). Você é capaz de ver a alegria de viver nesse gâteau? É uma receita simbólica e guarda muito. Fazê-la é sempre uma experiência delicada – começo escolhendo com cuidado e carinho os utensílios e ingredientes (só vai 4 ingredientes, então eles precisam ser escolhidos com seriedade e carinho, é importante que sejam bons). Misturo os ovos com o açúcar sempre num bowl bonito. Pego folhinhas das plantas de casa para servir de molde para as folhas de chocolate que a enfeitam. Os detalhes e cuidados importam. Aprendi essa receita com uma confeiteira que me ensinou a ver na cozinha a “joie de vivre” – a alegria de viver, de se relacionar com o mundo natural de um modo revolucionário e fazer da cozinha o lugar mais feliz, ocupado e vivo da casa. Você é capaz de ver nesse bolo a alegria de viver? Espero que seja. Ele é muito bom, cremoso, intenso e lindo. Mas além de bom, diz muito, pra mim.

Ingredientes:

  • 290g de chocolate amargo (pode ser meio amargo, eu uso amargo)
  • 5 ovos
  • 200g de açúcar
  • 100g de manteiga
  • cacau em pó para polvilhar a fôrma

Você precisará de uma fôrma de fundo removível de cerca de 21cm de diâmetro.

Modo de preparo:

Derreta o chocolate em banho-maria junto com a manteiga – derreter os dois juntos é importante pois a manteiga, nossa amiga querida, é uma gordura gentil que protege todas as propriedades do chocolate e as mantém perfeitas pra gente sentir seu melhor. Após derreter tudo reserve. Em uma vasilha bata os ovos e o açúcar com um fouet – não bata demais, apenas o suficiente para incorporar. Acrescente então o chocolate derretido com a mistura de ovos e bata com um fouet até incorporar tudo.

Pré-aqueça seu forno à 180 graus. Unte a fôrma de fundo removível com manteiga e polvilhe cacau em pó nela, então despeje a mistura do bolo. Leve para assar em banho-maria (é uma mistura muito delicada, sem farinha, com muitos ovos, para ficar em uma consistência incrível, cremosa e meio mousse, precisa assar lentamente de um modo que só o banho-maria permite). Pegue uma folha grande de papel alumínio e coloque a fôrma em cima, rodeando o alumínio em volta dela para proteger e evitar que a água do banho-maria entre na fôrma (já que ela é de fundo removível, né). Coloque então a fôrma com a massa em uma fôrma maior que ela e acrescente água já quente. Leve ao forno pré-aquecido e asse por cerca de 50 minutos à 1 hora.

Uma casquinha crocante incrível se formará por cima! Isso dará um contraste delicioso no gâteau.

Após assar, deixe o bolo ainda na fôrma esfriar um pouco em temperatura ambiente e depois leve para geladeira – só desenforme quando ele estiver completamente gelado. Para desenformar solte as laterais com uma faquinha para ajudar. Ele é um bolo melequentinho lindo mesmo, então é meio difícil desenformar, mas nada demais também. Seja muito feliz comendo – porque não tem como não ser comendo isso.

Dica de decoração:

Tanto essa receita quanto essa dica de decoração eu aprendi com a diva da cozinha Raíza Costa. Para fazer essas folhinhas de chocolate que decoram o bolo faço o seguinte: Derreto o chocolate, espero que esfrie um pouco e então pincelo folhas naturais de árvores ou plantas – que gracinha né? Pois é. As coloco na geladeira e quando endurecem retiro a folha de chocolate da folha, pronto. Também gosto de colocar pedaços rústicos de avelã junto por cima do bolo.

Dicas de acompanhamento:

Fica ótimo com chantili de cachaça do lado (que você obtém batendo creme de leite fresco e quando estiver no ponto de chantili acrescente uma colherzinha de cachaça). Também fica divino com creme inglês, ou uma frutas frescas azedinhas tipo framboesa…

Bon appétit!

Como fazer figos assados com creme de mel. 

Figos emocionantes de sobremesa porque fruta é sobremesa sim, rapaz. Se você prestar atenção vai achar tanta coisa  a sua volta que é capaz de emocionar você na vida e você nem liga. Tem muito prazer simples oculto por aí que ninguém usa direito. Esses figos contam isso, você é capaz de ouvir? O simples pode ser lindo. Fruta pode ser sobremesa, vem feita e a gente só ajeita pra tirar mais emoção dela.

Como fazer:

Corte os figos em 4, coloque em uma assadeira, regue com azeite e asse no forno à 180 graus por uns 10/15 minutos. Enquanto eles assam misture creme de leite com mel, em uma proporção para ficar um amarelinho gentil, como o da foto. Retire os figos do forno e regue com o molho. Quando comer entenda o quanto o singelo pode ser bom e o quanto um figo pode ser muito bom sendo apenas ele mesmo, um figo. Compreenda algumas coisas importantes e adocica a sua vida, meu amor.

Como fazer Madeleines e de onde elas vem? Aprenda a sentir o melhor que uma madeleine pode te trazer!

Madeleines – um dos maiores símbolos da França. Originária da região de Lorraine (do mesmo santo lugar de onde veio a quiche lorraine) esse bolinho traz “joie de vivre” pra gente – a alegria de viver. Alguns dizem que ela surgiu na cozinha do duque de Lorraine, Stanislas Leszcynski (que era, além de sogro de Louis XV, rei da Polônia que perdeu seu reino e então ficou exilado na França). Diz a história que o duque um dia receberia para o jantar o polêmico escritor Voltaire, que era odiado por todos naquela cidade, tanto que o mordomo e padeiro do duque se recusaram à servi-lo. Então a cozinheira da casa, Madeleine, para salvar o jantar fez uma receita de bolo que aprendeu com sua avó – que ficou tão boa que ganhou a apreciação do duque, de seus convidados e depois se espalhou pela cidade, em seguida por toda a França, levando o nome da cozinheira. As madeleines também foram imortalizadas na obra “Em busca do tempo perdido” do escritor Marcel Proust, que usa as madeleines para explicar suas ideias sobre memórias afetivas evocadas através do gosto de algo (no caso do exemplo que ele conta na obra, através do gosto de uma madeleine).

Não é a toa que as madeleines ganharam tanta fama e ainda foram escolhidas por Proust para ilustrar suas ideias sobre tempo e memórias. Recém-assadas elas nos proporcionam uma experiência marcante, de memória eterna. Ao sair do forno possuem um breve momento de glória, apresentando bordas sutilmente crocantes, um centro macio e ao  ser mordida libera um vapor cheio de aroma, que é um sopro de vida, absolutamente emocionante. Mas  isso só acontece nos seus primeiros 5 minutos, depois já mudam de textura. Ficam boas depois também, mas essa glória dos primeiros 5 minutos é algo mágico, prove ao menos uma vez na vida. Já disse Dominique Ansel: “Pisque e você vai perder o melhor da madeleine”. Elas sensivelmente nos mostram uma lição sobre o tempo e sua sutileza – sobre o sopro da glória que é rápida mas que deixa uma marca eterna. É complexo de explicar, melhor sentir. Vamos a receita.

Ingredientes (para aproximadamente 22 madeleines): 

  • 3 ovos
  • 130g de açúcar
  • 200g de farinha de trigo
  • 10g de fermento em pó
  • rapas de 1 limão-siciliano ou laranja
  • 180g de manteiga
  • 20g de mel
  • 60 ml de leite

Modo de preparo:

Você precisará da manteiga derretida, mas ao invés de só derreter, eu faço uma coisinha que aprendi com a Raíza Costa: se você “queimar” um pouquinho a manteiga ela cria um sabor bem mais intenso, que beira o sabor de nozes, e deixa sua receita muito mais encorpada com um tom incrível! Para isso, basta fazer o seguinte: Coloque a manteiga em uma panela em fogo brando, quando derreter você verá os sólidos do leite subindo e se separando da gordura (formando uma espuma na superfície), depois de alguns segundos esses sólidos (a espuma) vão afundar e tostarão no fundo da panela, deixando a mistura num tom castanho escuro – quando atingir essa cor desligue a panela – pronto, essa reação deixará a manteiga com um sabor singular incrível! Quando desligar o fogo, misture nela o mel e o leite. Reserve.

Bata os ovos com o açúcar até ficar mais esbranquiçado e espumoso. Adicione a farinha e o fermento e misture tudo. Em seguida acrescente a mistura de manteiga derretida e as raspas de limão, misture tudo até ficar homogêneo. Cubra e deixe na geladeira por algumas horas ou por uma noite – esse descanso é muito importante para você ter a experiência emocionante ao morder sua madeleine.

Após o tempo de descanso da massa, hora de assar. Pré-aqueça seu forno à 200 graus. Unte com manteiga e farinha as forminhas de madeleine se tiver, se não tiver unte as que tiver. Coloque a massa nas formas (não encha as formas até o final, coloque massa um pouco acima da metade do espaço). Leve para o forno pré-aquecido e asse à 200 graus por 5 minutos, então abaixe o forno para 180 graus e deixe mais cerca de 10 minutos – até ficar dourado nas bordas.

Enquanto assa, deixe seu chá ou o que for acompanhar prontos, na mesa, esperando – porque quando as madeleines sairem do forno você precisa comer pelo menos uma delas no momento de glória – que são os seus primeiros 5 minutos. Morda, sinta, respire essa vida incrível que ela exala nesse momento. Enfim, espero que ao morder entenda a emoção que escrevo aqui.

Dicas: Antes de assar as madeleines, você pode espetar uma framboesa fresca em cada uma delas, fica muito gostoso. Também pode fazer cremes doces de seu agrado para acompanhar. Seja criativo e faça algo que tenha sentido para você para complementar, você é livre para criar e a cozinha te lembra disso.

Bon appétit!

Como fazer crème pâtissière (creme de confeiteiro).

 

Crème pâtissière é a alma da confeitaria francesa. Saber fazê-lo é dominar uma base que te permite criar um mundo de coisas. Bases e clássicos são importantes de serem conhecidos e dominados, a partir disso você consegue imaginar muito mais na sua cozinha e ter asas para voar cada vez mais alto em pratos mais autorais. Você pode usá-lo para rechear tortas, bombas, bolos, trufas, ou, como Rachel Khoo me ensinou, pode misturar ele com creme de leite fresco e ter uma mousse simples e encantadora, que os franceses chamam de crème madame. Ou, como eu faço, até comer ele puro, com uma geleia amorosa feita em casa com alguma fruta generosa. Eu amo fazer esse creme, amo a tensão poética enquanto o faço, esperando para atingir o ponto perfeito e quase chorar de emoção no final, quando ele fica pronto, majestoso, lindo. Vem aprender e entenda, é intenso mesmo, juro.

Ingredientes:

  • 250 ml de leite integral
  • 250 ml de creme de leite (prefiro sempre o fresco, mas pode ser o mais comum de achar)
  • 4 gemas grandes, se forem pequenas, 5.
  • 80g de açúcar
  • 20g de farinha de trigo
  • 20g de amido de milho
  • 1 fava de baunilha (pode usar essência se quiser, mas a fava é bem melhor, se usar essência 2 colheres de sopa está bom).
  • Você precisará de papel filme

Modo de preparo:

Bata as gemas com o açúcar até começar a esbranquiçar, em seguida acrescente o amido e a farinha e misture bem até incorporar tudo, reserve. Misture o leite, o creme de leite e a baunilha em uma panela (se usar a essência é só acrescentar, se for usar a fava: abra ela com uma faca, raspe as sementes e jogue no leite e depois jogue a fava também). Leve essa mistura ao fogo até levantar fervura, quando começar ferver, desligue e deixe descansar por 5 minutos.

Depois de esperar esses 5 minutos, pegue uma concha da mistura de leite quente e coloque na mistura de gemas e mexa bem (isso tempera a mistura e começa a aquecer ela, porque se colocar tudo de uma vez pode talhar a gema). Após isso transfira o total das duas misturas para uma panela, leve ao fogo médio e mexa sem parar – quando começar a borbulhar, engrossar e for possível ver o fundo da panela ao mexer, estará pronto.

Desligue o fogo e descarte a fava, abra uma folha de papel filme dentro de uma fôrma e despeje o creme sobre ela, depois envolva o papel filme cobrindo todo o creme, para não ficar nada sem ser coberto e ressecar. Leve a geladeira por pelo menos 1 hora. Pronto. Use e seja magicamente feliz usando.

 

Dicas: Se quiser crème pâtissière de:

  • Chocolate: ao invés de baunilha coloque 2 colheres de sopa de cacau em pó.
  • Café: ao invés de baunilha, 2 colheres de chá de café em pó solúvel.
  • Cítrico: acrescente raspas de 1 limão siciliano ou de uma laranja (só use raspas de cítricos orgânicos, peloamordedeus).
  • Moca: Ao invés de baunilha, coloque 2 colheres de chá de café em pó solúvel e 1 colher de sopa de cacau em pó.
  • Experimente outras coisas também: Gengibre, cumaru, pimenta chili, noz-moscada… enfim, tem muitos jeitos de ser feliz.

 

Bon appétit!

Como fazer ganache de chocolate, o creme que surgiu de um acidente francês! – Confira também como fazer fondue de chocolate!

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Ganache em francês significa “imbecil” ou “incapaz”. A divertida origem desse delicioso creme está relacionada com esse termo – A história diz que um assistente de chocolatier na França por acidente derramou creme de leite quente em um recipiente cheio de chocolate, daí o mestre chocolatier ficou muito revolts e ofendeu o seu assistente usando o termo “ganache ” – Quem diria que isso é palavrão, né gente? Se alguém me chamasse de “ganache” na França eu ia imaginar que a pessoa está dizendo que sou um docinho… enfim, adiante. Só que aí, antes de descartar a mistura acidental o chef misturou melhor e provou, e amou, e hoje o creme ganache é um dos preparos mais tradicionais da confeitaria francesa. Que gracinha, não é mesmo? Veja receita abaixo e agradeça esse santo acidente! E ah! Nesse frio que se achega por aqui, é só fazer essa receita (acrescentando um toque especial que explico abaixo) que você terá um fondue incrível!

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Ingredientes:

  • 400g de chocolate cortado em pedaços pequenos (use chocolate de qualidade, essa receita usa 2 ingredientes, então o segredo está na qualidade deles – eu gosto de fazer com chocolate meio amargo).
  • 200g de creme de leite fresco (pode usar o de latinha sem o soro se não achar o fresco).
  • Se for fazer para fondue, também usará uma colher de sobremesa de conhaque.

Modo de preparo:

Aqueça o creme de leite em uma panela, não deixe ferver, mas deixe bem quente. Coloque o chocolate em um recipiente e coloque o creme de leite quente sobre ele. Aguarde cerca de 30 segundos e então misture, delicadamente, até que todo chocolate esteja derretido e incorporado. Se estiver fazendo para fondue, acrescente para finalizar a colher de conhaque e misture bem.

Prontinho! Simples, clássico e lindo! Bon appétit! Use sua criatividade para rechear coisas, cobrir coisas, comer puro, etc!

 

Ostara, Easter, Páscoa – Porque coelhos e ovos de chocolate? Confira origem da tradição e ainda seleção de nossas 7 melhores receitas com chocolate para sua Páscoa!

Ostara

Imagem: Site Santuário Lunar

Ostara, Easter, Páscoa. O termo “Páscoa”, vem de “Ostara”, deusa escandinava da primavera – estação do ano que no hemisfério norte se inicia próxima à celebração da Páscoa. Antes mesmo do cristianismo, o dia de Ostara era a celebração do primeiro dia de primavera, do fim do inverno e retorno do sol, do florescimento e renascimento da natureza – o cristianismo uniu essa simbologia de “renascimento da natureza” a ressurreição de Jesus, fato hoje que universalmente simboliza a páscoa. Na antiguidade, o povo anglo-saxão pintava ovos e os oferecia a Ostara, sendo que o ovo sempre simbolizou vida, nascimento, assim como o coelho também era relacionado a Ostara, simbolizando fertilidade e fecundidade na natureza. Daí vem a origem dos ovos e do coelho da páscoa, que eram muito antes os “ovos e coelhos de Ostara”. A criatividade humana tornou os ovos de Ostara em ovos de chocolate, criando uma intima relação desse ingrediente com toda a simbologia que envolve a Páscoa, os ovos, o coelho, a primavera e o renascimento. Por isso Páscoa tem tom de chocolate (do qual os ovos de Ostara deliciosamente acabaram sendo feitos) – a gastronomia tem sempre símbolos e marcas que contam a história da humanidade. Isso é sempre emocionante.

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Para celebrar toda a simbologia da Páscoa com, claro, chocolate, fiz uma seleção de nossas melhores receitas que envolvem chocolate! Chocolate também é renascimento, é símbolo, e é maravilhoso… Veja abaixo seleção com todo amor do mundo:

Para acessar as receitas basta clicar no link!

Receita de Ovo de Páscoa de Colher sabor Oreo

Receita da tradicional Mousse de Chocolate Francesa

Bolo Lava de Chocolate (Moelleux au Chocolat)

Receita de Brigadeiro Gourmet

Receita de Cookies Double Chocolate

Torta Mousse de Chocolate

Receita do original Ganache de Chocolate

Ostara winter

Ostara – Lavando o adormecimento da terra durante o inverno e trazendo o florescimento e renascimento da natureza.

Como fazer Ovo de Páscoa de Colher Sabor Oreo!

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Então vamos falar de chocolate! Nessa época do ano ele penetra nossa alma de um jeito que nem sei. E muito mais divertido e interessante que ir no mercado e comprar um ovo pronto (pagando uma fortuna) é fazer em casa o seu – artesanal, criativo, de qualidade e com sua marca. Ir no mercado e comprar um pronto vai levar uns 30 minutos. Fazer um em casa vai levar no mínimo 2 ou 3 horas, mas a marca que isso vai deixar e a experiência que você terá de sabor, de tempo e de afeto é impagável e vai durar para sempre, mesmo depois que o ovo acabar. Faça em casa, chame alguém para fazer junto, se tiver crianças elas vão amar participar e terão uma memória eterna, bem mais valiosa e interessante que o ovo do mercado com brinquedo. Se topar essa aventura, tem essa receita que eu divido com vocês há 2 anos – Ovo de páscoa de colher sabor Oreo – Um que amo verdadeiramente e sempre faço. Acrescento nele uma misturinha de cream cheese que me faz chorar de bom! E adoro ovo de páscoa de colher, dá para brincar muito mais com a criatividade! Vem, gente! E se divirta fazendo, por favor. Receita aqui!

Ingredientes:

  • 1 metade de ovo de chocolate ao leite (Se você for comprar pronto, é uma metade de um ovo de 350g, ou se for fazer em casa (o que é muito mais legal e eu vou explicar abaixo), você precisará de uma fôrma de ovo de páscoa (tamanho da fôrma para um ovo de 350g) e aproximadamente 200g de chocolate ao leite.

Para o recheio:

  • Biscoitos Oreo (aproximadamente 6 biscoitos)
  • 2 colheres de sopa de cream cheese
  • 1 colher de chá de açúcar de confeiteiro
  • Meia xícara de creme de leite (use aqueles de lata)
  • Cerca de 250g de chocolate branco
  • 1 colher de café de essência de baunilha
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de chantilly.

Modo de preparo:

Primeiro a casca do ovo: Você precisará de uma metade de ovo (de chocolate ao leite) que pese cerca de 175g à 200g (metade de um ovo que tenha no total 350g). Você pode comprar pronto ou fazer em casa. Se for fazer em casa siga as dicas a seguir:

Pique as 200g de chocolate ao leite em pedaços pequenos (ou raspas) e derreta no microondas. Não coloque muito tempo de uma vez, vá olhando e mexendo para não queimar de 30 em 30 segundos, cerca de 2 minutos no total é suficiente para derreter por completo. Após derreter todo retire o refratário do microondas, mexa novamente e então de o choque térmico (o que você faz colocando o refratário em algum outro recipiente com água gelada). E então vá mexendo o chocolate nesse banho-maria frio, até ele esfriar (coloque um palito de dente no chocolate e depois toque o chocolate na palma da mão ou lábios, se ainda estiver quente ou morno mexa mais, se já estiver frio aí está no ponto). Então coloque o chocolate na sua fôrma de ovo de páscoa (lembre-se, você precisará de apenas uma metade), e coloque na geladeira, quando endurecer e o ovo estiver desprendido da fôrma você desenforma (você notará esse ponto observando o fundo da fôrma, o chocolate estará desprendido dela). Deixe então o ovo entrar em temperatura ambiente (uns 20 minutos parado em um lugar de boa ventilação). Então estará pronto para rechear!

Obs: As melhores formas para fazer ovos de páscoa são aquelas com uma parte de silicone, que permite maior acerto na espessura do ovo! E nem é caro, compra dessa!

Recheio: Coloque o creme de leite em uma panela e ligue em fogo médio, quando começar a ferver desligue a panela e coloque o chocolate branco. Mexa até que o chocolate derreta por completo (se ficar ainda pedaços maiores sem derreter ligue o fogo um pouco, rapidinho apenas para aumentar a temperatura e derreter tudo). Coloque a baunilha e misture, então deixe na geladeira por uns 20 minutos. Coloque em uma tigelinha o cream cheese e o açúcar de confeiteiro e bata com uma colher até estar misturado por completo (se for fazer uma quantidade maior, para mais de uma metade de ovo, talvez compense bater na batedeira). Acrescente na panela que estava na geladeira essa mistura de cream cheese e o chantilly.  Misture até ficar homogêneo.

Chegou a hora de montar o ovo, o que é bem simples. Coloque o ovo no local onde você o deixará (use sua criatividade para fazer embalagens lindas), então coloque um pouco do creme branco. Pegue cerca de 3 biscoitos Oreo,  triture com as mãos e coloque em cima dessa camada de creme, e em seguida coloque mais uma camada de creme (não precisa pôr toda a mistura tá gente, porque as vezes sobra um pouco – dependendo da profundidade da casca do ovo, então não lote muito para não derramar). E aí é só usar os biscoitos restantes para confeitar em cima! Prontinho! Lindo e delicioso!

Observações: O Cream cheese da um tom de “cheescake” nessa mistura,então se você achar o resultado final do creme branco muito doce, você pode acrescentar um pouco mais de cream cheese batido (mas sempre o acrescente na mistura em temperatura ambiente, nunca gelado e duro se não fica empelotado).

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Como fazer Quatre-quarts – O clássico bolo francês!

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Quatre-quarts – Um bolo clássico francês super simples mas que tem uma presença suficiente para ser o único prato de um café da tarde, ele protagoniza. A característica principal dele é o que o nome já sugere: Feito com 4 partes iguais de 4 ingredientes – proporção e exatidão definem esse clássico, 4 ingredientes com o mesmo peso juntos, se tornando, como sabemos, mais que a soma de suas partes. Poucas coisas superam um quarte-quarts acompanhado de um chá earl grey. Pouquíssimas coisas. Sobre uma paixão crescente por coisas singelas, de essência, mas plenas e reais. Quatre-quarts é simples, absolutamente marcante, aconchegante, doce e real. Vem aprender! E se tentar, espero que sua experiência seja linda, também aconchegante e real. Bon appétit!

Ingredientes (para 5/6 porções):

  • 4 ovos
  • 250g de açúcar
  • 250g de farinha de trigo
  • 250g de manteiga derretida e resfriada
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de chá de fermento em pó

(Se quiser pode acrescentar na receita 1 colher de chá de essência de baunilha ou as rapas de 1 limão siciliano e de 1 laranja – fica incrível!)

Modo de preparo:

Já comece pré-aquecendo o forno a 180 graus e deixe já uma forma untada (aquelas formas pequenas e retangulares ficam boas para esse tipo de bolo, ou faça em ramequins individuais se quiser, eu gosto mais de assar assim, daí unte uns 5 ou 6 ramequins). Separe as claras das gemas. Bata as claras em neve firme com metade do açúcar. Em outro recipiente bata as gemas com o restante do açúcar até que fique esbranquiçado e mais cremoso (se for bater com a mão use um fouet), se for colocar baunilha, coloque agora. Em uma terceira tigela misture a farinha, o fermento e o sal (e caso for usar, também as raspas de limão e laranja).

Junte então a mistura dos ingredientes secos às gemas e acrescente a manteiga, mexa delicadamente até incorporar (sem bater ou mexer demais). Por último adicione delicadamente as claras em neve, com muito cuidado! DELICADAMENTE (em caps, pra ser verossímel – risos). Coloque a massa na forma untada, leve ao forno por 30-40 minutos (ou até espetar um garfo no centro e ele sair limpo). Prontinho! Seja feliz comendo o amor preparado em quatro partes e bon appétit! Fresquinho ele é o melhor!

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Receita de tortinhas de ganache branco e uva passa!

 

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Uva passa – Essa coisinha preta enrugada toda gracinha tem gosto de final de ano e de toda emoção que domina essa época – como sabemos, as coisas e memórias tem um gosto atrelado à elas. Postei uma receita parecida com essa semana passada, que fiz no meu natal, essa só muda o recheio, a base é a mesma, e é a cara de uma mesa de ano novo! Acho o aspecto delas bem suave, salpicando açúcar de confeiteiro por cima então, sensação de paz total só de olhar para elas. Em uma única mordida você visita alguma coisa diferente bem bonita, dentro de você. Vale a pena.

Receita rende 12 tortinhas pequenas ou 1 grande.

Como fazer:

Primeiro faça a massa para tortinhas doces – clique aqui e veja a receita. Lembrando que você pode fazer tortinhas pequenas, dividindo a massa naquelas forminhas pequenas, ou fazer uma torta só grande, você quem decide. Faça a massa conforme instruções, asse, deixe esfriar, desenforme e reserve.

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Recheio:

Faça um ganache simples de chocolate branco (o ganache de chocolate branco usa um pouco menos de creme de leite na proporção que o de chocolate preto, porque ele tem mais gordura na composição), você vai precisar de:

  • 300g de chocolate branco
  • 100g de creme de leite

Para preparar o ganache, coloque o chocolate picado em pedaços pequenos em um refratário. Aqueça o creme de leite, e instantes antes de ferver despeje ele no refratário onde está o chocolate. Espere 30 segundos e misture delicadamente, até o que o chocolate esteja todo derretido e incorporado. Ganache branco pronto!

Daí, é montar as tortinhas, o que é bem simples: Espere o ganache esfriar e então divida-o entre as tortinhas (pode ser que sobre um pouco de ganache). Aí você coloca um pouco de uvas passas (também pode por outras frutas cristalizadas se quiser), e leve para gelar por 1 hora no mínimo. Para confeitar use sua criatividade, eu fiz uma bolinha com pasta americana, cravei um confeito de prata e peneirei leite em pó por cima!

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Bon appétit!