Moqueca baiana, axé!

Moqueca baiana, com o dendê profundo do Brasil que revela pra gente toda luz de Tieta, eta. Amo moqueca, amo dendê e a profunda história que ele guarda – é um ingrediente que simboliza muito bem a ancestralidade africana que faz imensa parte do desenho que nos compõe.

Eu faço minha moqueca assim:

Coloco Caetano, Gal ou Olodum pra tocar antes de mais nada, eu acho que isso importa muito e nenhuma moqueca dá tão certo sem a voz de algum baiano emocionante de fundo. Daí tempero 1kg de algum peixe branco fresco que nunca viu congelador na vida com uma mistura triturada de: alho, cebola, azeite, sal, cominho, pimentão, louro e limão. Deixo na geladeira por 1 hora.

Corto em rodelas: 1 pimentão verde. Uns 4 ou 5 tomates. Cerca de 1 cebola e meia.

Em uma panela que caiba toda emoção de uma moqueca, coloco um pouco de azeite de olive e dendê, umas poucos rodelas do tomates, da cebola e do pimentão, sal e pimenta e refogo uns 3 minutos. Então deito o peixe nessa cama e por cima faço camadas intercaladas da cebola, do tomate e do pimentão – em cada camada coloco pitadas de sal, pimenta e fios de azeite (monte de um jeito organizado e bonito, você não vai poder mexer enquanto cozinha). Coloco então o dendê (1/2 xícara de chá), o caldo de meio limão, alguma pimenta fresca picada e mais fios de azeite de oliva. Tampo e deixo cozinhar em fogo baixo para médio, por cerca de 40 min. Após esse tempo junto 200 ml de leite de coco, sacudo de leve a panela para misturar e tampo pra cozinhar mais uns 5 min. Finalizo com coentro picado. Pronto. Com arroz e farofa fica mara. Pode comer e requebrar – requebra sim, pode falar…

Ps: a última foto é o pote do tempero que usei pra temperar minha moqueca. Ganhei ele de presente da minha mãe – ela é uma baiana que adora fazer temperos, colocar em potes e dar de presente pras pessoas, e isso diz muito do lugar que ela vem.

Café de terça do Brasil – Hoje: Pão na chapa em 2 versões (tradicional e com queijo cremoso tostado) com pingado.

Terça-feira de café da manhã inspirado no Brasil – mais um post dessa série que lancei semana passada, onde toda terça teremos um post de café da manhã que nos conecta com os hábitos da nossa gente. Hoje foi dia do absolutamente paulistano: Pão na chapa com pingado! E ainda 2 versões de pão na chapa: tradicional e com queijo cremoso tostado.

Nas “padocas” de São Paulo o velho pão na chapa com pingado (café com um pequena dose de leite) é um clássico que inicia o dia de muitos paulistanos.

Pão na chapa tradicional:

Não é muito comum, mas gosto de fazer com toque de azeite junto com a manteiga, fica incrível! Sem segredos: manteiga e azeite (cerca de 1 colher de sopa de cada para cada 1 pão) e 1 pitada de sal. Quando derreter, coloque o pão e pressione, achatando ele, até dourar.

Pão na chapa com queijo cremoso tostado:

Passe no pão algum queijo cremoso grosso à gosto (requeijão, normalmente aqueles de bisnaga são ótimos pra isso, sabe?). Aqui usei o emocionante queijo cremoso fundido de gorgonzola. Leve para tostar na frigideira já quente. Pressione de leve apenas um pouco, deixe uns 2/3 minutos – até criar uma casquinha maravilhosa do queijo.

O pingado é um café com “pingos” de leite – pra ter mais café que leite. Aqui usei o representativo cafezinho do Brasil da @nespresso.br , já que é de Brasil que a gente tá falando, né?

Na #cafedeterçadobrasil no Instagram você vai achando todos os posts da série!

Café de terça do Brasil – Hoje: Cuscuz de 3 minutos e café coado.

Terça-feira de café da manhã inspirado no Brasil – meu ritual semanal que me conecta com a autenticidade da minha terra. Amo, nas terças de manhã, preparos simples, café coado na caneca de alumínio, música brasileira tocando e uma refeição despretenciosa que me eleva, me conecta com meu chão. Decidi toda terça compartilhar meu café da manhã do Brasil com vocês, me contem o que mais querem ver de inspiração brasileira todas as terças? Vai la no meu Instagram @rodrigo.vilasboas e me conta tudo!

Hoje coloquei Caetano Veloso (baiano que sempre nos conecta com o melhor do Brasil) e fiz:

Café coado e cuscuz de 3 minutos com queijo!

Principalmente consumido no nordeste, o cuscuz solto, com manteiga e queijo, com café, às vezes leva carne seca ou de sol e é marca forte do inicio de manhã potente do sertanejo nordestino. Faço assim:

Cuscuz de 3 minutos:

Para 1 porção, coloque um pouco mais de meia xícara de chá de flocão (farinha de milho flocada, aquela pra cuscuz) em um recipiente que possa ir ao microondas. Coloque pitadas de sal e um pouco de água para hidratar e mexa com um garfo (quantidades, na intuição. Você precisa de uma farofa úmida, mas sem ficar encharcada). Leve ao microondas por 2 minutos. Tire e solte a mistura com um garfo. Coloque mais um pouco de água e acrescente, à gosto, manteiga de garrafa ou outra, misture. Acerte o sal. Se quiser, coloque umas fatias de queijo por cima e leve mais 20/30 seg no microondas para derreter.

Dicas para um café coado emocionante:

1) Sempre escalde o filtro de papel (passando nele um pouco de água quente antes de colocar o pó, depois descarte essa água) – papel tem gosto e sem isso, vai manchar o aroma genuíno do seu café.

2) Quando for colocar água sobre o pó de café no coador, vá com muita calma e coloque jatos pequenos, para umedecer todo o pó. Jatos grandes jogados com tudo fazem a água descer e o pó subir, então a água desce antes de fazer uma boa infusão com o café e você perde toda emoção do seu cafezinho.

3) Escolha cafés dignos de emoção – os produzidos em Minas Gerais, Espirito Santo e Bahia são os mais impactantes que conheço).

Terça que vem tem mais café da manhã do Brasil!

Tapioca significativa de banana e queijo!

Receita simples com uma combinação impactante – que revela toda potência e sutileza do nordeste do nosso Brasil. Um dos meus jeitos preferidos de comer tapioca. Faço em muitas tardes dessa vida, e esse é o tipo de preparo que me faz parar pra sentar na mesa de casa sozinho a tarde e respirar fundo, através da experiência sutil e boa com uma tapioca. Acho que essa receita me acalma, entende? Faz pra entender.

Ingredientes:

Atenção: Todas quantidades são a gosto, dependem do tamanho da tapioca e o quanto você gosta menos ou mais recheada. Coloque a quantidade que for vendo que faz sentido.

  • Tapioca
  • Queijo (melhor se for coalho)
  • Manteiga (melhor se for baiana, mas se não for, tudo bem)
  • Banana (melhor se for da terra, se não tudo bem também)

Modo de preparo:

Corte a banana em cubos/pedaços pequenos. Em uma panela ou frigideira, aqueça um pouco de manteiga e coloque a banana. Refogue por 1 minuto ou 2, só para a banana amolecer e ficar cremosa linda.

Em uma frigideira, coloque a quantidade de tapioca que for usar. Espalhe montando um disco liso e uniforme. Espere 1 minuto e vire. Coloque a banana que refogou na manteiga e o queijo em pedaços. Deixe uns segundos e então feche a tapioca, espere mais uns segundos até o queijo derreter. Tire e sirva passando um pouco de manteiga por cima para umedecer mais, é bom. Seja feliz comendo.

Clique aqui e acesse o meu Instagram – lá no IGTV tem video completo com todo passo a passo desse preparo!