Ostara, Easter, Páscoa – Porque coelhos e ovos de chocolate? Confira origem da tradição e ainda seleção de 12 receitas sensacionais para sua páscoa!

Ostara

Imagem: Site Santuário Lunar

Ostara, Easter, Páscoa. O termo “Páscoa”, vem de “Ostara”, deusa escandinava da primavera – estação do ano que no hemisfério norte se inicia próxima à celebração da Páscoa. Antes mesmo do cristianismo, o dia de Ostara era a celebração do primeiro dia de primavera, do fim do inverno e retorno do sol, do florescimento e renascimento da natureza – o cristianismo uniu essa simbologia de “renascimento da natureza” a ressurreição de Jesus, fato hoje que universalmente simboliza a páscoa. Na antiguidade, o povo anglo-saxão pintava ovos e os oferecia a Ostara, sendo que o ovo sempre simbolizou vida, nascimento, assim como o coelho também era relacionado a Ostara, simbolizando fertilidade e fecundidade na natureza. Daí vem a origem dos ovos e do coelho da páscoa, que eram muito antes os “ovos e coelhos de Ostara”. O tempo transformou os ovos de Ostara em ovos de chocolate, criando uma intima relação desse ingrediente com toda a simbologia que envolve a Páscoa, os ovos, o coelho, a primavera e o renascimento. Por isso Páscoa tem tom de chocolate (do qual os ovos de Ostara deliciosamente acabaram sendo feitos) – a gastronomia tem sempre símbolos e marcas que contam a história da humanidade. Isso é sempre emocionante.

Para celebrar toda a simbologia da Páscoa com, claro, chocolate, fiz uma seleção de nossas melhores receitas que envolvem chocolate! Chocolate também é renascimento, é símbolo, e é maravilhoso… Veja abaixo a seleção com todo amor do mundo:

Para acessar as receitas basta clicar no link!

Receita de Ovo de Páscoa de Colher sabor Oreo

Receita de Ovo de Páscoa de Colher Trufado de Laranja

Receita de Ovo de Páscoa de Colher de Brigadeiro Gourmet

Receita de Gâteau au Chocolat (Bolo de chocolate cremoso sem farinha)

Receita de biscoitos de manteiga de amendoim com recheio de chocolate

Receita da tradicional Mousse de Chocolate Francesa

Receita de Reine de Saba – O bolo de chocolate com amêndoas da Julia Child!

Bolo Lava de Chocolate (Moelleux au Chocolat)

Receita de tortinhas de chocolate com farofa crocante de caramelo

Receita de Cookies Double Chocolate

Receita de mousse de chocolate com cachaça e crocante de chocolate branco

Receita de Bolo Double Chocolate com Azeite de Oliva

Ostara winter

Ostara – Lavando o adormecimento da terra durante o inverno e trazendo o florescimento e renascimento da natureza.

O que fazer no Vale do Loire (França) – a experiência nos castelos mais fascinantes da Europa e 2 dicas valiosas para os amantes da gastronomia!

Quando pensar na França, vá além de Paris. (pra mim ela é a cidade mais linda do mundo, mas a França é muito que ela). Há regiões que preservam os tempos antigos de um modo tão profundo que você de fato se sente numa outra época da história. É o caso do Vale do Loire – uma região que fica quase no centro da França. Lá estão, em vilas e pequenas cidades, uns dos castelos medievais e renascentistas mais lindos e conservados da Europa. A região é um conto de fadas vivo diante dos seus olhos que pela sua riqueza arquitetônica foi considerado patrimônio mundial pela Unesco.

O traçado histórico dos reis e rainhas da França estão em cada parede desses castelos. Quartos, jardins, móveis, vilas ao redor, obras de arte – um mergulho na história deslumbrante francesa.

Vou compartilhar com vocês a experiência em cada um dos castelos que visitei, e além disso, darei aqui 2 dicas imperdíveis para quem quer se emocionar um pouco através da gastronomia por lá: 1) A visita “doce” ao Château d’Amboise – onde veremos: uma vila encantadora aos pés do castelo, as marcas de Leonardo Da Vinci (que inclusive está enterrado lá) e uma confeitaria tradicional muito antiga onde você provará o melhor chocolate quente e macaron da sua vida! 2) Conhecer a cozinha do Château de Chenonceau – uma das cozinhas antigas de castelo mais preservadas da França (emociona demais qualquer um que gosta de gastronomia), além do castelo inteiro em si ser lindo!

Os Castelos e a experiência em cada um deles:

  • Château d’Amboise – A vila encantadora, Leonardo Da Vinci e o melhor chocolate quente e macaron que você provará na vida!

Parte lateral do Château d’Amboise

Talvez o maior charme do Château d’Amboise é ter bem aos seus pés uma vila antiga muito charmosa e preservada (muitos outros castelos de lá ficam em regiões de grandes campos, sem muita coisa por perto). Após visitar o castelo você pode caminhar por uma vila com estruturas medievais até hoje preservadas, e isso não tem preço.

O Castelo é lindo, tem marcas de sua época medieval mas também do traçado renascentista, mostrando a transição do tempo em sua arquitetura. Hoje o castelo tem apenas um quinto de sua construção original (o restante foi destruído nos períodos de guerra), mas se mantém fascinante.

Amboise e Leonardo da Vinci : O Rei Francisco I foi um grande ocupante desse castelo – rei que foi muito amigo e admirador de Leonardo Da Vinci, daí que vem uma das maiores famas da cidade de Amboise – ter sido onde Da Vinci passou os últimos anos de sua vida. Ele foi convidado pelo rei para sair de Roma e ir morar em Amboise, trabalhando e produzindo sua arte e engenharia a serviço do rei. Da Vinci ganhou um castelo só para si ( o Château du Clos Lucé – a casa de Leonardo da Vinci que hoje está aberta a visitação e é um museu em homenagem ao artista, mais um motivo para você não deixar de visitar Amboise). Leonardo da Vinci está enterrado na Capela Saint Hubert, que fica em um dos jardins externos no Château d’Amboise. Para quem admira esse gênio, é bem emocionante ver seu túmulo.

O túmulo de Leonardo Da Vinci

Pâtisserie Bigot em Amboise – O melhor chocolate quente e macaron da sua vida: Tem algo especial pra mim sobre viagens: além dos atos mais populares e turísticos (que sim, muitas vezes também são legais) gosto de me conectar com detalhes do lugar, aqueles que na euforia turística de fotos nos monumentos a gente acaba não se permitindo notar. Me conecto com esses detalhes principalmente nos lugares que como: Os hábitos das pessoas locais no lugar, o modo como é servido um prato, apresentado, as louças, o perfume do lugar junto com o perfume da comida que servem, e a delicadeza dos sabores e texturas – observar tudo isso e fechar os olhos é gravar pra sempre em você uma memória sensorial delicada. A Pâtisserie Bigot me proporcionou tudo isso – um ambiente com perfume de chocolate, num lugar notavelmente antigo (desses que a gente entra e sabe que as paredes e móveis contam histórias) e doces dispostos de um jeito lindo, como obras delicadas ao mesmo tempo que tem tom de “receitas de família”. Saindo da sua visita ao Château d’Amboise, essa confeitaria fica logo em frente, aos pés do castelo. Vá lá e peça – pelo menos – um macaron e um chocolate quente. Coma fazendo essas observações e grave na sua memória esse momento. Vale a pena.

O macaron e chocolate quente mais emocionante da minha vida – Pâtisserie Bigot

Pâtisserie Bigot

Amboise – vila aos pés do Château (no catinho dá para ver a entrada da Pâtisserie Bigot)

Clique aqui e acesse o site da Pâtisserie Bigot para saber mais sobre eles e sua história.

Clique aqui para acessar o site oficial do Château d’Amboise e verificar todas informações para sua visita.

Endereço da Pâtisserie Bigot: 2 Rue nationale, 37400 Amboise, França.

Endereço do Château d’Amboise: 37400, Amboise, França.

  • O Château de Chenonceau e a cozinha antiga mais impecável que vi na vida!

A beleza desse Château pra mim está na sua localização – que é no meio do rio Cher – sua construção se estende como uma ponte sobre o rio (foi inspirado na Ponte Vecchio de Florença), é lindo isso, no meio da natureza e da correnteza do rio um castelo se estende. Outro ponto interessante sobre ele é que foi um castelo ocupado e administrado por mulheres – desde a rainha Catherine de Médicis (mulher do rei Henri II) até Diane de Poitiers (amante do mesmo rei).

Esse château ficou protegido durante os períodos das guerras e por isso é um dos mais mobiliados e inteiros – e isso é um ponto alto sobre ele, porque ver toda mobília original te conecta muito com toda história do lugar. E daí que vem um dos pontos mais espetaculares pra mim: a cozinha antiga mais completa que já vi!

A cozinha do Château de Chenonceau: Panelas exuberantes de bronze, cestos antigos de pão, fornos de pedra, facas gigantes, pilões… enfim, você verá uma cozinha antiga completíssima! Algumas peças são originais, outras postas pra completar o cenário, o conjunto de tudo te faz entender perfeitamente o funcionamento majestoso da cozinha ancestral de um castelo antigo, onde eram preparados os imensos banquetes reais. Vale muito a pena, só pela cozinha, visitar esse Château!

A cozinha do castelo

O castelo possui três restaurantes. Um gastronômico chamado Orangerie (que é um self agradável) e uma creperie. Os visitantes também podem fazer piquenique no parque do castelo. Duas áreas para piquenique estão à disposição de todos, sendo uma delas coberta.

Clique aqui para acessar o site oficial do Château de Chenonceau e verificar todas informações para sua visita.

Endereço: 37150 Chenonceaux, França.

O Château d’Amboise e o Château de Chenonceau foram meus favoritos, mas indo ao Vale do Loire, não deixe de visitar também:

  • O Château de Chambord

Esse aqui encanta de cara pelo tamanho – é imenso, o maior de todos os castelos do Vale do Loire. Seu aspecto marca muito bem o período do renascimento francês. As inúmeras torres, escadarias e salões gigantes te conectam com toda majestade francesa. Gostei dele ter uma sala exclusiva onde há carruagens expostas (é difícil ver uma original). Outro ponto lindo é a escada central projetada por Leonardo da Vinci – duas escadas que se entrelaçam mas que nunca se cruzam – quem sobe uma das escadas não cruza nunca com quem sobe a outra (e isso é engraçado porque a impressão é de que é uma escada só, mas são duas “enroladas” – coisas de Da Vinci).

A escadas do Château de Chambord – projeto de Leonardo da Vinci

Clique aqui e acesse o site oficial do Château de Chambord e saiba tudo para sua visita.

Endereço: Château, 41250 Chambord, França

  • Château de Villandry

Um dos menores que tem, mas absolutamente lindo, principalmente por 2 motivos: É quase que 100% mobiliado – tem até louças e mesa de jantar posta, é bem impressionante o detalhe decorativo dele. E outro ponto que encanta são os jardins planejados – um dos mais lindos de toda França (eu fui no outono, então não vi a beleza toda dos jardins, mas quem viu se apaixonou muito).

Clique aqui e acesse o site oficial do Château de Villandry e saiba tudo para sua visita.

Endereço: 3 Rue Principale, 37510 Villandry, França.

Qual melhor cidade para se hospedar perto de todos os castelos?

Pra mim, a melhor opção de cidade para se hospedar em Vale do Loire é Tours – primeiro porque é perto e tem localização legal para ir até qualquer um dos castelos. Segundo porque é uma cidade mais movimentada, e tem coisas legais para se fazer a noite (conta com uma vida noturna gostosa – com bares e animação típica bôemia francesa) e restaurantes bons, além de ter hospedagens (como bastante Airbnb) a preços bem legais.

Estrada próxima já da cidade de Tours

Como chegar até o Vale do Loire de Paris?

Eu acho que a melhor opção é alugar um carro – em no máximo 3 horas dirigindo por estradas ótimas vocês chega ao Vale do Loire, partindo de Paris. As vantagens são: Viajar podendo parar nas cidadezinhas do caminho, parar para apreciar os tantos cantos lindos do interior da França… aí, isso não tem preço, te juro. E outra coisa: Para fazer as visitas aos castelos tem opções de ônibus, mas ter um carro facilita muito e faz você ganhar muito tempo. Realmente considere alugar um carro para essa viagem. Mas se não der, fique em paz, tem trem de Paris para diversas cidades da região, e aí para os trajetos entre castelo há ônibus.

É isso, há mais castelos que esses por lá, mas esses são os destaques! Quando for, crie as suas memórias e referências pessoais – porque pegar dicas é importante, mas criar as suas próprias, é fundamental!

O que você faz acontecer quando você compra de pequenos produtores? Uma memória afetiva da minha infância. 

Durante minha infância, minha mãe sempre fez doces para vender. Esse era um trabalho que nos ajudava muito. Em uma páscoa, quando eu tinha 12 anos, fizemos ovos. Era minha mãe, uma tia e eu, imersos no chocolate, horas e horas fazendo ovos, trufas, bombons e pirulitos. Tivemos mais encomendas do que imaginávamos e ficamos tão felizes – elas trabalhavam muito e muito alegres, pra mim era mágico estar ali, todo aquele trabalho era feito com uma energia profunda, cada pedido importava muito pra gente. Quando entregávamos cada encomenda era com um orgulho gigante, era nossa obra, feita pelas nossas mãos. Naquela páscoa o dinheiro das vendas foi muito importante pra nós. Por conta da ajuda que dei, minha mãe e minha tia me deram um valor – eu fiquei tão feliz, lembro que fui em uma livraria e comprei 3 livros que me fizeram companhia por alguns meses, foi bem especial. Estou falando tudo isso para você entender o que é comprar de pequenos produtores – seu dinheiro promove esse tipo de coisa e incentiva algo muito valioso. Fora que comer o que é feito por pessoas e não por máquinas é sempre outra coisa. Nessa foto eu estou em casa, fazendo “à mão” meus chocolates para presentear quem amo. Vou compartilhar algumas receitas com vocês, mas caso não possam fazer seus próprios ovos, pensem bem onde vocês irão comprá-los. Vou também compartilhar no Instagram essa semana o trabalho de alguns produtores pequenos que conheci, trabalhos  de gente que faz com afeto e verdade o que faz. Enfim. O consumo nessas épocas e o dinheiro que a gente gasta pode alimentar coisas bem boas. Pense bem antes de comprar, pense. Logo logo dicas para uma páscoa artesanal, humana e afetiva.

Como fazer Ovo de Páscoa de Colher Sabor Oreo!

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Então vamos falar de chocolate! Nessa época do ano ele penetra nossa alma de um jeito que nem sei. E muito mais divertido e interessante que ir no mercado e comprar um ovo pronto (pagando uma fortuna) é fazer em casa o seu – artesanal, criativo, de qualidade e com sua marca. Ir no mercado e comprar um pronto vai levar uns 30 minutos. Fazer um em casa vai levar no mínimo 2 ou 3 horas, mas a marca que isso vai deixar e a experiência que você terá de sabor, de tempo e de afeto é impagável e vai durar para sempre, mesmo depois que o ovo acabar. Faça em casa, chame alguém para fazer junto, se tiver crianças elas vão amar participar e terão uma memória eterna, bem mais valiosa e interessante que o ovo do mercado com brinquedo. Se topar essa aventura, tem essa receita que eu divido com vocês há 2 anos – Ovo de páscoa de colher sabor Oreo – Um que amo verdadeiramente e sempre faço. Acrescento nele uma misturinha de cream cheese que me faz chorar de bom! E adoro ovo de páscoa de colher, dá para brincar muito mais com a criatividade! Vem, gente! E se divirta fazendo, por favor. Receita aqui!

Ingredientes:

Para a casca do ovo:

  • 1 metade de ovo de chocolate ao leite ou meio amargo (Se você for comprar pronto, é uma metade de um ovo de 350g, ou se for fazer em casa (o que é muito mais legal e eu vou explicar abaixo), você precisará de uma fôrma de ovo de páscoa (tamanho da fôrma para um ovo de 350g, sendo que você usará só um lado da fôrma, para ter uma única casca que pese cerca de 175g) e aproximadamente 200g de chocolate (ao leite ou meio amargo, eu gosto de usar o meio amargo, mas a porcentagem de cacau não pode ultrapassar 60%, após essa porcentagem é mais complicado de temperar e trabalhar. Escolher um chocolate com porcentagem entre 40% e 50% está ótimo).

Para o recheio:

  • Biscoitos Oreo (aproximadamente 6 biscoitos)
  • 2 colheres de sopa de cream cheese
  • 1 colher de chá de açúcar de confeiteiro
  • Meia xícara de creme de leite (use aqueles de lata)
  • Cerca de 250g de chocolate branco
  • 1 colher de café de essência de baunilha
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de chantilly.

Modo de preparo:

Primeiro a casca do ovo:

Caso não tenho comprado sua casca de ovo pronta, eu te dou os parabéns e ensino a fazer a sua:

Derretendo e temperando o chocolate:

Todo chocolate que é derretido, para ser moldado novamente precisa ser temperado – isso garantirá que ele mantenha suas propriedades boas intactas e garantirá também um chocolate com estrutura legal e brilho bonito (sem ficar com aquele aspecto esbranquiçado feio após endurecer). O processo de temperagem consiste em aquecer o chocolate até derreter e depois esfriá-lo de novo até uma temperatura adequada para trabalhar e moldar. Vamos ao passo a passo:

Pique as 200g de chocolate em pedaços pequenos (ou raspas) e derreta em banho-maria ou no microondas (em banho-maria é mais adequado para não agredir o chocolate e cuidar melhor da temperatura correta que ele deve atingir).

Se for derreter em banho-maria, é só colocar o chocolate no banho-maria já quente (banho-maria: um refratário que vai dentro de uma panela com água quente no fogo brando). O refratário que o chocolate esteja não deve entrar em contato com a água, se não a temperatura sobe rápido demais e agride a estrutura do chocolate. Mexe delicadamente até o chocolate todo derreter. A temperatura ideal que deve ser atingida é 50 graus para chocolate meio amargo e 45 graus para chocolate ao leite. Se não tiver termômetro, siga seu instinto – ele derretendo todo espere um pouco até ter a sensação de que a temperatuta subiu.

Se for derreter no microondas: Não coloque muito tempo de uma vez, vá olhando e mexendo para não queimar de 30 em 30 segundos, cerca de 2 minutos no total é suficiente para derreter por completo e elevar a temperatura. Após derreter todo retire o refratário do microondas. A temperatura  ideal que ele deve estar também deve ser 50 graus para chocolate meio amargo ou 45 graus para chocolate ao leite.

Agora você precisa resfriar o chocolate, para deixá-lo na temperatura ideal para se trabalhar. Existem muitos jeitos de fazer a temperagem, eu conheço 2:

–  Movimentando o chocolate em uma bancada: Em uma bancada de aço inox ou mármore, coloque metade do chocolate que você tem e mexa ele com uma espátula, pra lá e pra cá, até ver que ele está esfriando (sempre mexa/raspe todo chocolate para não ficar pedaços sem movimentar que possam endurecer). Após esfriar essa metade, coloque de volta na outra metade do chocolate derretido e misture, para que troquem as temperaturas e cheguem no ponto desejado – 32 graus. Pronto, temperou e já pode ser usado.

– Com choque térmico: Coloque o refratário com o chocolate derretido em algum outro recipiente com água gelada. Então vá mexendo o chocolate nesse banho-maria frio, até ele esfriar e atingir também a temperatura ideal: 32 graus. Pronto para uso!

Dica caso você não tenha termômetro culinário: Para checar se está à 32 graus ou pelo menos o mais perto disso, coloque um palito de dente no chocolate e depois toque o chocolate nos lábios – Se estiver um pouco mais frio que seu lábio está bom, se estiver ainda mais quente que seu lábio ainda precisa esfriar um pouco mais.

Com seu chocolate temperado, ora de fazer o ovo: Coloque o chocolate na sua fôrma de ovo de páscoa (lembre-se, você precisará de apenas uma metade), e coloque na geladeira, quando endurecer e o ovo estiver desprendido da fôrma você desenforma (você notará esse ponto observando o fundo da fôrma, o chocolate estará desprendido dela). Deixe então o ovo entrar em temperatura ambiente (uns 20 minutos parado em um lugar de boa ventilação). Então estará pronto para rechear!

Obs: As melhores formas para fazer ovos de páscoa são aquelas com uma parte de silicone, que permite maior acerto na espessura do ovo! E nem é caro, compra dessa!

Agora, como fazer o recheio de Oreo:

Coloque o creme de leite em uma panela e ligue em fogo médio, quando começar a ferver desligue a panela e coloque o chocolate branco. Mexa até que o chocolate derreta por completo (se ficar ainda pedaços maiores sem derreter ligue o fogo um pouco, rapidinho apenas para aumentar a temperatura e derreter tudo). Coloque a baunilha e misture, então deixe na geladeira por uns 20 minutos. Coloque em uma tigelinha o cream cheese e o açúcar de confeiteiro e bata com uma colher até estar misturado por completo (se for fazer uma quantidade maior, para mais de uma metade de ovo, talvez compense bater na batedeira). Acrescente na panela que estava na geladeira essa mistura de cream cheese e o chantilly.  Misture até ficar homogêneo.

Chegou a hora de montar o ovo, o que é bem simples. Coloque o ovo no local onde você o deixará (use sua criatividade para fazer embalagens lindas), então coloque um pouco do creme branco. Pegue cerca de 3 biscoitos Oreo,  triture com as mãos e coloque em cima dessa camada de creme, e em seguida coloque mais uma camada de creme (não precisa pôr toda a mistura tá gente, porque as vezes sobra um pouco – dependendo da profundidade da casca do ovo, então não lote muito para não derramar). E aí é só usar os biscoitos restantes para confeitar em cima! Prontinho! Lindo e delicioso!

Observações: O Cream cheese da um tom de “cheescake” nessa mistura,então se você achar o resultado final do creme branco muito doce, você pode acrescentar um pouco mais de cream cheese batido (mas sempre o acrescente na mistura em temperatura ambiente, nunca gelado e duro se não fica empelotado).

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Receita fácil de Petit Gateau (Também conhecido como Bolo Lava de Chocolate ou Moelleux au chocolat)!

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Tem coisa mais divertida que cortar um petit gateau e ver o centro dele escorrer? Aff, que emoção que dá. Esse bolinho que tem como característica principal ser firme nas bordas e mole no centro tem vários nomes e versões na França – como o fondant au chocolat ou moelleux au chocolate – o que ensino hoje é a receita do moelleux, que aqui conhecemos como petit gateau! Nos Estados Unidos há uma popular versão praticamente igual, o Lava Cake (Bolo Lava de chocolate), nome que se deve ao efeito erupção que ele tem quando cortado. Moelleux significa macio ou mole em francês – e é o que a consistência dessa sobremesa nos oferece. É extremamente divertido prepará-la! Vem tentar fazer! Mas só se for para se divertir de algum jeito enquanto faz, se não for se divertir, não faça!

Abaixo a receita escrita, mas se quiser ver um video completo dessa receita é só clicar aqui e conferir no meu Instagram @rodrigo.vilasboas, o video está lá no meu IGTV. Ensino um passo a passo detalhado que não te erro!

Ingredientes:

Para o preparo de 6 à 8 porções. Se quiser menos diminua as quantidades dos ingredientes proporcionalmente.

  • 170g de chocolate meio amargo picado em pedaços bem pequenos
  • 170g de manteiga em cubos – (Aproximadamente 3/4 de xícara de chá)
  • 170g de açúcar mascavo claro (Aproximadamente 1 xícara de chá bem cheia).
  • 85g de farinha de trigo (Aproximadamente 3/4 de xícara de chá)
  • 6 ovos batidos
  • manteiga amolecida e cacau em pó  – para untar os ramequins

Modo de preparo:

Primeiro prepare os ramequins: Pincele todos com manteiga e depois polvilhe com cacau em pó, retire o excesso de cacau. Junte o chocolate e a manteiga em um recipiente e derreta (em banho maria ou não microondas), misture durante o derretimento. Em outro recipiente misture a farinha de trigo e o açúcar, e depois acrescente os ovos, após misturar um pouco acrescente nessa mistura o chocolate derretido. Misture tudo até ficar homogêneo.

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Divida a mistura entre os ramequins que você untou no começo, e leve a geladeira por 1 hora (Essa é uma parte importante, a massa estando gelada fará com que você obtenha os bolinhos perfeitos na hora de assar – estando gelados o calor do forno demora mais de chegar ao centro dos bolinhos, e isso facilitará que o centro fique mole, que é o que queremos!).

Pré-aqueça o forno à 190 graus. Asse os bolinhos por 15 à 20 minutos – não asse demais, ou não terá o centro mole. O ponto certo é quanto fica firme nas bordas e um pouco pastoso no centro, enfiando um palito no centro ele deve sair úmido. Se quiser uma versão mais mole, que escorre já ao desenformar de tão liquido que o centro fica, asse por 11 minutos. Se quiser mais resistente, na média de 15 à 20 minutos.  Após retirar do forno deixe descansar por 2 minutos.

Recém-assados!

Recém-assados!

Então desenforme nos pratos em que irá servir cada bolinho – Sinta a magia do momento de desenformar, é a coisa mais linda do mundo!

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Versão mais mole que assou por cerca de 11 minutos apenas.

 

Sirva imediatamente, com sorvete ou frutas frescas. Que gracinha, né?

Bon appétit!

Como fazer crepe de ganache branco com calda de morango com manjericão!

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Crepe tem gosto de Paris – Tem o gosto das caminhadas intensas e mágicas por essa cidade onde cada segundo é poesia. Quando você come algo em determinada situação o gosto se conecta a experiência, e assim nossa vida vai ganhando sabores e texturas. Por isso que crepe pra mim tem gosto das ruas de Paris. Aprenda a fazer esse crepe delicioso (que é super simples) que sai uma sobremesa perfeita para qualquer ocasião! Combinação delicada e inteligente: crepe, ganache de chocolate branco e calda de morango com manjericão (como eu amo morango com manjericão, poucas coisas combinam tanto)! Vem aprender, a receita, o gosto e a construção de uma experiência marcante e boa.

Como fazer:

A receita da massa de crepe você encontra clicando aqui

A receita da calda de morango com manjericão você encontra clicando aqui

Deixe sua calda e massa prontas, daí prepare o ganache!

Para fazer o ganache de chocolate branco, você precisará de:

  • 300g de chocolate branco cortado em pedacinhos bem pequenos ou raspado
  • 100g de creme de leite

Como fazer:

Coloque o chocolate branco em um recipiente e reserve. Leve o creme de leite ao fogo, e quando estiver ao ponto de ferver tire do fogo e coloque sobre o chocolate branco, espere 30 segundos e então mexa até incorporar tudo. Prontinho! Ganache pronta!

Dica: Para dar uma leveza diferente ao ganache, acrescento 2 colheres de sopa de chantilly batido ao ganache já frio, fica mais fofinho, eu gosto!

A montagem do crepe é simples: Coloque no meio do crepe aberto uma quantidade a gosto do ganache, feche ao meio e por cima coloque a calda de morango. Prontinho! Sirva imediatamente e seja feliz! Obs: Eu gosto de colocar a calda quente!

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Bon appétit!

Receita de Peras Bela Helena (Poires Belle Hélène)!

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Gastronomia, arte, equilíbrio, amor. Peras Bela Helena (Poires Belle Hélène) – Sobremesa francesa de resultado encantador! A maciez da pera cozida com as coisas certas, o chocolate banhando a maciez da pera conferindo peso e presença. Fazê-las é manusear amor. Prová-las é sentir o gosto do amor. Na verdade a delicadeza e poesia toda delas vem lembrar que: Love is all you need. Mais uma gracinha francesa para nossa adorável coleção. Confira receita completa!

Ingredientes:

  • 1,5 litro de água fria
  • 1 fava de baunilha (se você não tiver a fava pode usar de 3 a 4 colheres de sopa de essência, porém sentirá diferença no resultado, mas fica bom também!).
  • 150g de açúcar (3/4 de xícara de chá)
  • 4 peras firmes descascadas e com as hastes (as Willians são ótimas para essa receita)
  • 100g de chocolate meio amargo picado
  • 100g de creme de leite fresco (pode usar aqueles de latinha sem o soro)
  • 3 favas de cardamomo amassadas
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Mas que gracinha essas perinhas… 🙂

Modo de preparo:

Leve a água ao fogo e acrescente a baunilha (se usar a fava corte-a ao meio, raspe o conteúdo para dentro da água e depois coloque a fava junto, se usar a essência apenas acrescente) e o açúcar, mexa um pouco para dissolver. Acrescente na mistura as peras e coloque por cima um pedaço de papel manteiga, encostando-o na água, assim garantirá que toda a pera fique submersa na água. Cozinhe em fogo médio por cerca de 30 à 45 minutos (o tempo depende, vá verificando com um garfinho, só desligue quando as peras já estiverem bem macias e totalmente cozidas).

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As peras no cozimento.

Depois de desligar deixe as peras esfriarem por 2 ou 3 horas, ou de preferência por uma noite (quanto mais tempo mais absorção de sabor).

Agora prepare a calda: Coloque o chocolate numa tigela, então ferva o creme de leite com o cardamomo e depois despeje sobre o chocolate. Espere 1 minuto e então comece mexer delicadamente, sem mexer muito, apenas o suficiente para misturar tudo por completo e ter uma ganache linda.

Na hora de servir retire as peras da calda, coloque em um prato e regue com uma boa quantidade da calda de chocolate. Fica muito bom servir junto com chantilly (como sugiro na imagem)! Aproveitem esse amor todo!

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Bon appétit!

Tartine de chocolate e azeite de oliva – Uma variação doce dos tradicionais sanduíches abertos franceses!

Tartine – do verbo francês “tartiner”, que significa “espalhar no pão” – nada mais é do que um sanduíche aberto. Um pão com algo em cima. Existem inúmeras opções de recheio e de pães para fazê-las – desde a tradicional preferida dos franceses – baguete com manteiga e geleia – até outras mais elaboradas. Na verdade é um prato bem simples de fazer, coisa bem “sanduíche” mesmo, mas com a sofisticação e charme francês.

Essa receita é de uma tartine doce, em homenagem à Páscoa! Fácil e linda, vamos lá!

Ingredientes:

Modo de preparo:

Coloque a barra de chocolate no freezer por uns 10 minutos, e depois rale ela (ou pique com uma faca). Pincele azeite de oliva nas fatias de pão e em seguida cubra com o chocolate ralado. Leve então ao forno (À uns 200 graus) por cerca de 10 minutos, ou até as tartines estarem levemente crocantes e o chocolate estar já derretido. Se quiser, coloque mais azeite antes de servir, eu adoro. Um azeite bom nunca é demais. Prontinho! Simples e uma delícia! Aproveite-as!

Bon appétit!

Receita clássica francesa de mousse de chocolate (finalizado com chantilly de cachaça)

A profundidade cremosa e leve de uma mousse bem feita equilibrada com um chantilly de cachaça facinho – ó, chega arrepiar. Com poucos ingredientes e passos simples, você faz esse clássico charmoso francês (e se você é desses que quando ouve “clássico francês” imagina algo complexo, caro, difícil e até grita, para com isso meu bem, e vem cá mudar essa ideia). Adorable!

História do clássico: Mousse em francês significa “espuma”. Uma sobremesa que nasceu no início de 1900, em plena Belle Époque francesa, uma das épocas mais lindas, de onde às vezes eu acho que sou. Inventada pelo artista francês Henri Toulouse-Lautrec, era inicialmente chamada de “maionese de chocolate”.

Um clássico francês. Simples, mas que precisa ser exato. Ovos, manteiga, açúcar (os eternos protagonistas da confeitaria francesa) e chocolate – é tudo que você precisa. Experimente muito mais que o resultado final dessa receita, experimente também a suavidade ao prepará-la – Mergulhe com delicadeza e percepção aos momentos, valores e “encontros” que a cozinha pode te oferecer. Quase todo mundo sorri por fora ou por dentro ao comer uma mousse de chocolate – vamos sorrir então!

Abaixo receita completa escrita, mas se quiser, tem um video no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas com todo passo a passo detalhado. Clique aqui para conferir!

Essa receita rende 4 porções pequenas ou 3 grandes.

Ingredientes:

  • 180g chocolate em pedaços pequenos
  • 5 claras
  • 3 gemas
  • 2 colheres e meia de sopa de açúcar
  • 2 colheres de sopa de água
  • 80g de manteiga sem sal
  • 1 colher de sopa de licor de laranja (opcional)
  • Para o chantilly de cachaça (que é opcional, tipo um plus meu na receita):
  • Cerca de 100 ml de creme de leite fresco (ou um que bata chantilly)
  • 2 colheres de sopa de cachaça
  • Cerca de 1 colher de sobremesa de mel

Modo de preparo:

Coloque o chocolate e a manteiga em um recipiente e derreta em banho maria até virarem uma coisa só, reserve. Leve uma panela ao fogo e coloque 2 colheres de sopa de açúcar e 2 colheres de sopa de água, ferva rapidamente até virar uma caldinha rala. Coloque as gemas em um recipiente e comece a bater, acrescentando a calda de açúcar quente aos poucos, batendo sempre, até virar uma mistura clara e fofa (o calor da calda irá cozinhar as gemas). Então acrescente essa mistura de gemas na mistura de chocolate, mexa bem para incorporar.

Comece a bater as claras em neve em uma batedeira ou com um batedor. Quando elas começarem a subir acrescente o restante do açúcar (meia colher de sopa) e continue batendo em uma velocidade mais baixa, até atingir o pico duro (em que fica firme e não se movimenta quando você vira de lado o pote da batedeira). Então acrescente metade das claras na mistura de chocolate, mexa delicadamente, com movimentos circulares de baixo para cima. Em seguida acrescente a outra metade e mexa da mesma forma. Delicadeza nessa etapa é o segredo para uma mousse leve como deve ser, então mexa com paciência.

Quando as claras desaparecerem e tudo for cor de chocolate está bom de misturar. Coloque em recipientes e leve à geladeira por no mínimo 2 horas, mas o ideal é umas 6. Antes de servir decore como quiser (peneirando cacau em pó ou com raspas de chocolate). Eu amo finalizar com esse chantilly de cachaça que vou ensinar abaixo, acho que dá um contraste lindo, que equilibra o doce e permite que a gente coma a mousse do inicio ao fim com aquela mesma emoção da primeira colherada.

Para fazer o chantilly de cachaça: Comece a bater o creme, quando começar a ganhar corpo acrescente a cachaça e o mel. Daí é só bater até ficar firme e cremoso. Finalize a mousse com ele por cima e se quiser, jogue um tico de cacau em pó por cima dele

Pronto, lindo e encantdor. Bon appétit!

Cinema e Gastronomia. Filme Chocolate – a história das possibilidades de sabores disponíveis na vida.

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Quando se fala da faceta emocional que a culinária tem podemos encontrar no cinema diversas referências que mostram uma conexão subjetiva com o ato de alimentar-se. Comer é simbólico, é um evento cultural que pode sempre movimentar algo de emoção na gente. É por isso que agora o “Quando a cozinha é um Divã” terá uma categoria todinha dedicada ao cinema e suas obras relacionadas à gastronomia! Porque às vezes o cinema pode ser tão divã quanto sua cozinha! Vamos então estrear essa categoria linda falando de um clássico lindo:

Em muitos momentos se soube o que é emoção verdadeira dando a primeira mordida na barra de chocolate, não é a toa que o nome dessa obra, que fala de gastronomia e vida afetiva, é “Chocolate”. O filme (título original: Chocolat, Imagem Filmes, 2000) mostra de forma sensível e envolvente esse movimento afetivo que comer pode despertar. Mesmo considerando a licença poética do filme e toda ficção, a magia sugerida na obra não é ilusória. Os amantes da cozinha sabem que sentimentos tais como experimentados no filme de alguma forma são reais, pois existe sim algo de inusitado e tocante nessa arte. E o mais belo está em ver na ficção e poesia um encontro com a realidade que nos é possível experimentar quando algo nos é significativo.

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O filme mostra um tom de liberdade gradualmente alcançado pelos moradores de uma pequena cidade francesa, que ao se renderem à uma nova possibilidade de sabor se rendem simultaneamente à uma nova possibilidade de experimentarem suas vidas. Na história uma misteriosa confeiteira e sua filha tentam se adaptar ao seu novo lar, uma pequena cidade (fictícia) na França, chamada Lansquenet-sous-Tannes. Inauguram na cidade a irresistível chocolateria Maya, que gradualmente vai seduzindo os moradores do local. Em meio à temas relacionados a superação de padrões não significativos aos seus praticantes, fala-se da possibilidade de experimentação de novos horizontes e de um tom livre de sentir o sabor da vida. O filme é lindo, envolvente, gostoso de ver e tem um charme delicado e encantador! Sem contar que Juliette Binoche e Johnny Depp estão maravilhosos juntos! Super recomendado! Tenha um recipiente de chocolates do lado e enjoy it!

Assista o trailer: