Receita de Brigadeiro Gourmet!

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Brigadeiro. Tão brasileiro, tão simples e tão paradisíaco! Durante o tempo que fiquei no Canadá fiz algumas vezes e levei para algumas festas, era engraçadíssimo ver o encanto de pessoas que não tinham ideia do que era aquilo (canadenses e amigos de outras nacionalidades) experimentando e em seguida fazendo uma cara de quem achou o convite dourado para a Fantástica Fábrica de chocolate! Esse doce está tão dentro de nossa realidade que seu sabor sem igual é anexo ao nosso paladar e não surpreende tanto mais a gente. Na verdade depende, eu me surpreendo toda vez que como a primeira colherada de uma panela de brigadeiro… não sei como parar de me surpreender com ele.

Hoje ensino a fazer essa receita tradicional de um modo especial (eu estava com saudade de rimar). O segredo são as quantidades exatas e ingredientes de qualidade –  usar manteiga ao invés de margarina, chocolate em pó e não achocolatado, chocolate meio amargo para equilibrar o leite condensado. Exatidão e simplicidade! Vamos lá:

Ingredientes:

Modo de preparo:

Simples e encantador: Coloque todos os ingredientes em uma panela em fogo médio (exceto a manteiga), e vá mexendo sem parar. Quando notar que está quase em ponto de fervura acrescente a manteiga, e continue mexendo.

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O ponto do brigadeiro é quando ele desgruda facilmente do fundo da panela. Então coloque em um prato e deixe esfriar. Depois disso é só enrolar e confeitar usando toda sua criatividade, veja sugestões abaixo! Ou se for o dia de preguiça coma na panela mesmo, eu também amo! Para fazer as bolinhas não esqueça de passar manteiga na mão! Essa receita rende 50 brigadeiros pequenos ou 25 médios!

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Os meus confeitos preferidos são rolar o brigadeiro no cacau em pó e no amendoim torrado moído! No coco ralado também fica muito bom!

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Da para fazer presentinhos lindos com eles!

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Dinneer: a nova plataforma de “jantares compartilhados” inova e dribla a crise.

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“Ser o Airbnb dos jantares, e também o maior restaurante do mundo sem ter nenhum restaurante”. É assim que Flavio Estevam define sua nova startup, o site  www.dinneer.com, lançado em julho de 2015 já conta com mais de 1.400 anfitriões em todo o Brasil.

“O Dinneer é um site que conecta pessoas que amam novas experiências gastronômicas com anfitriões que oferecem almoços e jantares exclusivos em suas casas em todo o Brasil. O Dinneer é para um restaurante o que o Airbnb é para um hotel. Nosso objetivo é unir de um lado os anfitriões, que são pessoas apaixonadas por gastronomia, que adoram cozinhar e receber as pessoas em casa, e visitantes, que são moradores locais e turistas estrangeiros apaixonados por experiências gastronômicas únicas e diferentes das tradicionais”, ressalta Estevam.

A ideia surgiu da observação do fundador Flavio Estevam nas redes sociais, principalmente Facebook e Instagram, que diariamente são invadidas por fotos de pratos de comida, ele observou os comentários de pedidos que incluíam convites para degustar a comida na casa do cozinheiro. Estevam também se inspirou no site estrangeiro Airbnb. “O diferencial é que o Dinneer vai além de um simples jantar, oferecemos o acesso a experiências únicas, principalmente para turistas que vivenciam uma experiência gastronômica local muito mais rica do que teria em um restaurante tradicional.

“O Dinneer chega ao Brasil surfando na crise econômica e incentivando pessoas comuns com diversas profissões a inovar e aumentar a sua renda mensal fazendo o que ama, compartilhar seu próprio almoço ou jantar e ainda fazer novos amigos”, diz Estevam.

Estevam ressalta que já foi procurado por investidores para aumentar o alcance da plataforma e diz que até Julho de 2016 todos os estados do Brasil terão anfitriões. Além de investidores, também já fomos procurados por uma associação de restaurantes que quiseram entender melhor o conceito dos jantares compartilhados, pois começam a se sentir ameaçados assim como os taxistas contestam o Uber. ” Afirma Estevam

Como tanto falo aqui no blog, uma experiência gastronômica tem sempre um laço afetivo e cultural, que muitas vezes ignoramos ou não temos tempo de notar. A ideia que o Dinner propõe é experimentar um ambiente onde a comida é artesanalmente feita, entrar em contato com a cultura de um local e de uma casa, sentir a alma da comida e das pessoas que a fizeram. Inovador, encantador e sensível, estou super curioso para testar!

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Restaurante Arturito (São Paulo) – Ir na exposição e sentir o sabor da alma do artista.

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Cheguei a pouco da minha primeira visita ao famoso restaurante Arturito, em São Paulo. O restaurante é da premiada chef Paola Carosella, a querida jurada do Masterchef Brasil. Faço questão de escrever agora mesmo sobre o restaurante, logo após chegar de lá, para que a emoção que estou sentindo alcance o post.

Tenho visitado alguns locais em São Paulo que me fizeram ver que fama, filas gigante e casa sempre cheia nem sempre são sinônimos de qualidade e daquilo que busco em um restaurante, mas o Arturito passou longe de ser uma decepção. Fui hoje sem saber que ia, foi uma surpresa planejada por alguém que sempre sabe como tocar minha alma e dessa vez decidiu me levar para conhecer de perto o trabalho de uma cozinheira que admiro e respeito muito (admiração que vem  de muito mais do que é possível falar agora). Estar no Arturito foi especial de verdade, porque ele é um lugar que conta uma história que inspira e movimenta a gente. Saímos de lá com uma sensação forte e bonita, de que comida quer dizer muito mais do que imaginamos.

E meu encanto  de hoje pela visita ao restaurante não é apenas pela admiração à chef Paola, mas sim pela experiência total do restaurante. Alguns detalhes do local nos colocam delicadamente em contato com a essência e marca da cozinha proposta pela chef: A decoração insinuando algo sobre a origem das coisas que se come, lembrando que um prato vem de ingredientes que tem um valor, uma composição, uma originalidade natural que deve ser considerada e observada. A decoração do restaurante vira e mexe lembra a faceta agrícola de um alimento – uma selva, uma fazenda – nos faz entrar em contato com o que se come de uma forma muito bonita. O cardápio é simples e fantástico, com pratos que exaltam ingredientes e mostram o espetáculo que o singelo e natural tem.

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O pão de fermentação natural é oferecido como couvert, servido com manteiga e azeite – R$9,50.

O pão de fermentação natural é o melhor pão que já comi. Aparência já traz a identidade da casa da chef. O sabor é marcante, sabor que nos diz algo intenso e simples – há um entusiasmo delicado que me acompanha ao senti-lo.

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Prime Rib – Servido com chimichurri e batatas Robuchon – R$160,00 (serve 2 pessoas).

Pedi o famoso Prime Rib – e nunca mais vou esquecer o perfume desse prato. Ponto de carne que da vontade de escrever uma poesia só de lembrar. O Perfume do chimichurri invadiu minha alma. O Prime Rib é um prato que serve 2 pessoas, e vem acompanhado de batatas Robuchon (uma especie de purê em formato de esfera que é assado, lhe conferindo uma crosta crocante impecável).

A casa tem uma larga carta de bons vinhos, opções interessantes de drinks (Tomei um Port & Tonic (Porto branco, tônica e zest limão siciliano), muito bem feito, gostei bastante, custou R$23,00 – a maioria dos drinks são nessa faixa de preço.

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Detalhe do cardápio – Filosofia da casa.

De um modo geral a experiência no Arturito foi um contato autêntico com a identidade, com a arte singular de uma cozinheira e com a sua história. Poder sentir claramente em diversos detalhes do restaurante a filosofia que permeia o trabalho de Paola Carosella foi o mesmo que ir em uma exposição e sentir o gosto da obra de um artista, visitar fragmentos de sua alma – e sentimos isso desde a decoração da casa até quando a conta vem – junto com um potinho com pedaços rústicos de chocolate amargo, na forma autêntica e sensacional do ingrediente, para experimentarmos seu original. Experimentamos no Arturito a identidade de uma artista, a identidade dos ingredientes e da própria natureza, isso é uma experiência autêntica, de reconexão ao natural que somos parte. Não tive a sorte de encontrar Paola pessoalmente no restaurante, mas a sensação de conhecer intensamente o Arturito é a de conhecer profundamente algo da alma da cozinheira. Então eu a conheci. Cada segundo no Arturito foi poesia.

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Aquele que sabia que uma noite no Arturito tocaria minha alma!

Restaurante Arturito

  • Endereço: Rua Artur de Azevedo, 542 – Pinheiros, São Paulo
  • Horários: Almoço: de, 3ª a 6ª das 12h às 15h, sábados e domingos das 12h30 às 16h, Jantar: de 2ª à Sábado das 19h às 23h30.
  • Contato: [11] 3063-4951
  • Site: arturito.com.br (Lá você encontra cardápios e preços).

 

 

Exposição “Alimentário – Arte e Construção do Patrimônio Alimentar Brasileiro”, na Oca (Parque do Ibirapuera, São Paulo).

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Gastronomia, cultura e arte! Dica  linda e imperdível para os que, assim como eu, encontram na cozinha muitas coisas, como um Divã. Está acontecendo na Oca (Parque do Ibirapuera, São Paulo) a exposição “Alimentário – Arte e Construção do Patrimônio Alimentar Brasileiro”, que apresenta marcas culturais e históricas presentes no mundo gastronômico do nosso país. A exposição reúne fotografias, pinturas, videos, documentos históricos, esculturas, açafrão, cravo, mexerica e muito mais!

A exposição tem totalmente a cara do blog, gente! Uma relação muito bem feita da alimentação com arte, englobando aspectos dos hábitos sociais, cultura e história do nosso país. É muito interessante caminhar pela exposição e sentir memórias sendo despertas, memórias entrelaçadas às marcas tão típicas de nossos hábitos alimentares, que são tão parte da nossa identidade social.  Alimento é marca, é arte. Achei a experiência emocionante!

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Uma espécie de bolsões suspensos recheados de temperos típicos da nossa culinária, basta se aproximar dos bolsões e brincar de adivinhar os aromas – açafrão, cravo…

“A estratégia da curadoria foi exibir um retrato sugestivo de como o universo dos alimentos e da culinária contribuiu para a constituição visual e do imaginário brasileiro de hoje. “Mais do que apresentar documentos e obras que contassem a mesma história, o que seria impossível, buscou-se por meio das obras expor um retrato do universo alimentar brasileiro que fosse fiel no sentido de reproduzir não seus traços externos, mas a pluralidade, a diversidade e até o seu estado de permanente transformação”, afirma o curador Jacopo Crivelli Visconti.” (Fragmento do portifólio da exposição). 

Espia um pouquinho da exposição:

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História e origem de famosos ingredientes da nossa terrinha.

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O primeiro livro de receitas português, impresso no final do século XVII.

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Cabeças de escravos de açúcar – representando a marca histórica do cultivo de cana.

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Arte que é de comer. 🙂

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Uma paçoca gigante.

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De um lado mexericas desenhadas em uma tela, do outro as próprias mexericas propagando seu aroma.

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A experiência de deitar embaixo daqueles bolsões com especiarias típicas da nossa culinária, e ver – sentir – a obra de outra perspectiva – sensacional!

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Mas para conseguir visitar tem que correr gente, a exposição fica aberta só até domingo (29 de março). Então corre mesmo e aproveite! Depois divida conosco suas impressões a respeito!

Mais informações:

Museu da Cidade – OCA
Exposição Alimentário – Arte e Construção do Patrimônio Alimentar Brasileiro
Abertura: 25 de janeiro de 2015
Visitação: de 25 de janeiro a 29 de março; terças à domingos, das 9h às 17h, com permanência até as 18h.
Entrada franca.

Museu da Cidade – OCA
Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n
Parque do Ibirapuera / portão 3 – São Paulo – SP