Como fazer biscoitos de manteiga de amendoim com recheio de chocolate.

Essa é uma receita gentil e alegre, para fazer em uma tarde sutil, mas também serve para outros horários do dia. Aprendi ela em um livro canadense incrível que tem receitas emocionantes dos mais lindos cookies norte-americanos. Essa receita é realmente simples e boa, a magia dela está na massa do biscoito ser feita com manteiga de amendoim (fica uma coisa linda e boa de Deus). Esse biscoitinho com um recheio úmido de chocolate é tão envolvente que chega a ser quase sensual, socorro. Tenho um carinho por qualquer receita de cookie, sempre os faço muito feliz e calmo, então compartilho a receita carinhosamente com vocês. E ah, essa é uma opção maravilhosa, viva e honesta para você substituir por aqueles biscoitos recheados que vendem por aí, aqueles que 99% é elemento industrial estranho e só aquele 1% é biscoito mesmo. Fazer em casa é glorioso e libertador, tenta. Não esqueça de se divertir enquanto faz, é importante.

 

Ingredientes (Rende aproximadamente 2 dúzias de biscoitos):

  • 1 xícara e 1/4 de farinha de trigo
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1/2 colher de chá de fermento em pó
  • 1/4 de colher de chá de sal
  • 1/2 xícara de açúcar cristal
  • 1/2 xícara de açúcar mascavo
  • 1/2 xícara de manteiga em temperatura ambiente
  • 1/2 xícara de manteiga (ou pasta, ou creme) de amendoim
  • 1 ovo
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1 xícara de chá de chocolate meio amargo
  • 1/2 xícara de creme de leite

Obs: As medidas em “xícara” são em xícara de chá.

Modo de preparo:

Pré-aqueça seu forno à 190 graus. Em uma tigela, coloque a farinha, o fermento, o bicarbonato e o sal, misture tudo e reserve. Bata (com um fouet, com um mixer elétrico ou em uma batederia) o açúcar mascavo, o açúcar granulado e a manteiga, até ficar uma mistura mais clara e mais fofa. Então acrescente o ovo, a manteiga de amendoim e a baunilha, bata até tudo ficar bem misturado. Em seguida acrescente a mistura de ingredientes secos e misture até ficar uma massa com textura de massa de cookie (que é mole e grudentinha, para ser manuseada apenas com colher e não com as mãos).

Em uma fôrma untada, antiaderente ou coberta com papel manteiga faça bolinhas com a ajuda de uma colherzinha e vá colocando na fôrma, ajeitando para ficar redondinda. Deixe espaço de cerca de 2 dedos entre um biscoito e outro (eles crescem). A quantidade de cada bolinha depende do tamanho que você irá querer seus biscoitos. Eu gosto menores e coloco meia colher de chá para fazer cada bolinha. Após ajeitar as bolinhas, pressione levemente com um garfo, para deixar uma marquinha e também dar uma achatada no biscoito.

Asse no forno pré-aquecido por 6 minutos (ou até dourar à seu agrado), tire a fôrma do forno, espere descansar por 4 minutos e então desenforme.

Para fazer o recheio, é só fazer uma ganache: Pique o chocolate em pedaços pequenos e coloque em um recipiente. Aqueça o creme de leite até levantar fervura e então derrame sob o chocolate. Espere 2 minutos e então misture, está pronto.

Antes de rechear, deixe a ganache esfriar para endurecer um pouco. Daí é só rechear à gosto e ser muito feliz comendo.

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Gatidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 94/94: Pão Arturito. Finalizando com ele, o senhor do tempo.

​Emoção profunda. A última receita pronta do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella . Receita 94/94: Pão Arturito. Eu poderia te dizer que o pão começou quando eu fui atrás de uma maçã orgânica para fermentar, em uma caminhada bonita por São Paulo, mas não. Na verdade o pão começou a ser feito na receita 1/94, quando eu comecei a compreender a coisa mais importante do livro “Todas as sextas”: Uma lição profunda sobre o valor do tempo e sobre nossa relação com a generosa força natural do mundo. As 93 receitas anteriores me capacitaram para entender a beleza profunda de ver uma maçã sendo transformada em pão pela força natural da fermentação. Fazer o pão foi simbólico, foi apreciar a riqueza do tempo que corre lento. É absolutamente lindo ver o que acontece quando respeitamos o tempo que as coisas precisam durar. Você entende? Isso é um bálsamo diante de um mundo de velocidade tão violenta onde ninguém tem mais tempo de parar, notar, sentir e compreender nada. Fazer pão de fermentação natural é uma chance de sair dessa violência. Foram 7 dias esperando a fruta fermentar, depois 7 dias alimentando a massa madre, depois mais 17 horas para fazer o pão. O Pão Arturito é a alma do livro, que revela uma verdade profunda, aquela que te esconderam quando te contaram que “tempo é dinheiro”, porque na real, o tempo é o tecido de nossas vidas – Fazer algo que leva tanto tempo te faz entender isso. E ah, o pão não ficou perfeito, mas ficou muito bom. Farei mais imperfeitos até chegar no perfeito. Esse projeto teve um porque inicial (clique aqui e leia o post feito dia 11/11/16, expliquei lá), mas esse porque cresceu e me transformou. Também atingiu tanta gente que o acompanhou por aqui e somou sua emoção dando mais sentido a tudo. Vou escrever um texto de finalização e postar em breve para pensar, significar tudo, e é claro, agradecer. Em breve posto. Será o último post do projeto. Se quiser ver todas as receitas, só ir na #gratidaodetodasassextas no Instagram ou na categoria aqui do blog chamada “Gratidão de todas as sextas” ,tem uma história profunda lá. Hoje eu só queria agradecer. #paoarturito

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Mais um capítulo do Pão Arturito.

​A massa madre para o Pão Arturito está pronta. Agora farei o levain e então, finalmente, o pão. Após fermentar uma fruta orgânica e bonita por 7 dias eu alimentei a massa madre durante mais 7 dias, 3 vezes por dia, em horários iguais. Não existe um jeito de fazer isso sem pegar um amor profundo pelo processo. Cheguei alguns dias em casa cansado, outros correndo quase atrasado para alimentar no horário certo, alguns dias morto e cheio de glitter depois de algum bloco de carnaval, mas alimentar a massa era um compromisso sério e bom, alimentei ela muitas vezes antes de me alimentar (quando cheguei com fome em casa). É uma dedicação grande. Mas o que eu digo para vocês, senhores, é que alimentar a massa na verdade me alimentou – de um tipo de alimento que tem a ver com coisas da existência, entendem? Isso é um grande presente que eu não tenho como retribuir, por isso eu agradeço. Eu to bem emocionado, às vezes com medo do pão dar errado, mas aí penso que se der errado, coisas muito bonitas durante o processo de fazer já deram certo (aprender e sentir algo enquanto faz é tão importante quanto o resultado, se não mais). Mas enfim, vamos ver, e esperar. Se quiser ver mais sobre as etapas anteriores do pão e do projeto gratidão de todas as sextas, só olhar na hashtag no Instagram #gratidaodetodasassextas , tem tudo lá. Também na categoria do blog chamada “Gratidão de todas as sextas”, tem tudo. #paoarturito

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Continuando a última receita: O pão. 

​Sexta-feira passada não postei algo do projeto gratidão de todas as sextas (Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella ) porque só hoje foi possível seguir a próxima etapa da receita 94/94 que está em processo – O pão Arturito. Não pôde ser na sexta porque o tempo do pão não é o meu tempo programado, mas sim o tempo natural dele – e como temos visto, é ruim não respeitar o tempo que algo precisa para ficar realmente pronto. Nossa pressa é resultado da nossa incompreensão das coisas, esse projeto só tem sentido se eu respeitar o tempo, então atrasos fazem parte. Enfim. Enquanto eu estiver fazendo o pão vou compartilhando aqui com vocês a emoção de cada etapa – Hoje a água de fruta ficou pronta, depois de 5 dias, então comecei a fazer a massa madre. Vou alimentar essa massa durante 7 dias. É um cuidado intenso, que mexe com a gente. A generosidade do mundo natural mexe comigo. Vamos fazendo e sentindo esse pão. Compartilho pra tentar que sintam um pouco junto comigo. Se quiserem ver o post da primeira etapa do pão e todas as outras receitas do projeto Gratidão de todas as sextas é só ir na #gratidaodetodasassextas no Instagram ou olhar a categoria aqui do blog chamada “Gratidão de todas as sextas”.

Presente carnavalesco – 2 receitas charmosas que te ajudam com a ressaca: Cuca alemã de banana e mousse francesa de chocolate!

 

É fevereiro, tem carnaval, mas também tem ressaca, e eu estou aqui para te ajudar a sambar na cara dela. Sabia que existem alimentos que ajudam à combatê-la e devolvem sua alegria carnavalesca? Pois eu decidi dar pra vocês um presente de carnaval: 2 receitas desblonde que ajudam a combater a ressaca com muita elegância: Cuca alemã de banana e mousse francesa de chocolate, em uma edição especial com um toque de azeite de oliva extravirgem – o excesso de bebedeira diminui o potássio do organismo e a banana, gentilmente, ajuda na reposição. O chocolate (assim como doces no geral) ajuda a quebrar aqueles sintomas chatos equilibrando a quantidade de açúcar no sangue. O azeite ressalta lindamente essas duas receitas – e aliás, você sabia que tomar uma colher de azeite antes de beber diminui o ritmo de absorção do álcool? Pois é. Claro que você tem que se hidratar e tomar outros cuidados, as receitinhas são só um jeito carinhoso de repor no seu organismo algumas coisinhas que ele perdeu na folia. Enfim, nesse carnaval, adocica sua vida, meu amor, adocica…

Para ver a receita da Cuca alemã de banana, clique aqui – e para fazer do modo especial que mencionei acima, com um toque de azeite, você só precisa acrescentar 4 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem no mesmo momento que acrescenta a manteiga, e antes de assar, colocar alguns fios de azeite por cima.

Para ver a receita da mousse de chocolate francesa, clique aqui – e para fazer do modo especial que mencionei acima, com um toque de azeite, é só acrescentar 3 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem no chocolate com a manteiga, logo após finalizar o derretimento dele, antes de acrescentar as gemas.

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Iniciando a última e simbólica receita: O pão arturito – o senhor do tempo. 

Hoje eu fui atrás de maçãs, queria encontrar maçãs significativas porque elas não são para uma coisa qualquer – São para a receita 94/94 do projeto “Gratidão de todas as sextas”, aquele que me comprometi a cozinhar as 94 receitas do livro “Todas as sextas” de @paolacarosella . Vou encerrar com essa receita de propósito. É o pão porque o pão é o senhor do tempo, e o livro é sobre comida, afeto e tempo. O projeto tem sido uma das experiências mais profundas de tempo que tive. Eu sabia que não ia sair igual dele, mas não achei que era tanto. Achei essas maçãs orgânicas, honestas, diferentes umas das outras, de verdade e lindas na @solliorganicos , então comecei a fazer a água de fruta – o primeiro processo do pão de fermentação natural. O pão começou a nascer hoje em uma caminhada bonita por São Paulo enquanto eu ia atrás das maçãs. Agora uma delas está fermentando na água, e o pão está a caminho. Acompanhem. E se quiserem ver as outras 93 receitas que já fiz do livro (coração chega a pular quando escrevo isso), é só olhar na hashtag do projeto #gratidaodetodasassextas no Instagram  ou dar uma olhada na categoria aqui do blog chamada “Gratidão de todas as sextas”, tem toda uma história lá. Enfim. Só queria dizer que o pão começou, e agradecer. A foto linda do pão do livro, do @emperorofhoxton , diz muito, como todas as outras imagens do livro dizem profundamente muito. O pão pronto na imagem e as maçãs que achei hoje – os dois lados extremos do processo de criação natural do pão. Essa foto é simbólica, espero que entendam.

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 92/94: Massa para nero di seppia. Receita 93/94: Nero di seppia com lagostins frescos. 

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 92/94: Massa para nero di seppia. Receita 93/94: Nero di seppia com lagostins frescos. Essa era uma receita que eu achava muito dificil no inicio do projeto, talvez por isso ela foi ficando para o final. Foi uma surpresa, ao fazer ela, ir notando minha maior familiaridade com os ingredientes que eu, ao longo do projeto, fui aprendendo a tratar melhor. Uma das coisas mais lindas do livro e linguagem da Paola é ensinar a gente a tratar os bichos melhor, as plantas melhor, as coisas da cozinha melhor. Eu acho que isso muda pra sempre nosso modo de comer. Eu digo meio que emocionado que a massa ficou uma delícia, o molho, que foi feito com o sabor da cabeça e carcaça do bicho ficou uma delícia emocionante (porque é simbólico extrair um sabor lindo daquilo que muitos acham que não serve). O lagostim ficou em um ponto respeitável. Estou tão feliz com esse prato e com o que ter conseguido fazer ele bem significa pra mim. É, meus caros, chegamos na receita 93/94. Falta só 1. O pão. Essa ficou por último de propósito. Porque o pão é milenarmente simbólico. O pão é o senhor do tempo. O livro “Todas as sextas” é uma grande lição sobre o valor do tempo – que não é dinheiro (te contaram essa mentira). O tempo é o tecido de nossas vidas.

Gratidão de todas as sextas. Cozinhando as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de Paola Carosella. Receita 91/94: Ceviche de Ostras. 

Sexta-feira, dia do projeto “Gratidão de todas as sextas” – Cozinhar todas as 94 receitas do livro “Todas as sextas”, de @paolacarosella (Esse projeto tem um porque, clique aqui e leia o post que publiquei dia 11/11/16, explico lá tudo com todo meu coração). Receita 91/94: Ceviche de ostras. Ontem tive a sorte de encontrar pessoas gentis que venderam com sorrisos ostras fresquinhas. Também tive a sorte de morar em uma cidade-mundo onde se encontra de tudo e de todos (São Paulo é um presente). Tive a sorte de ter alguém que amo tão profundamente para comer as ostras comigo. Tivemos a sorte de ter um vinho muito bom para acompanhar uma tarde calma e boa, de descanso e frescor, o mesmo frescor das ostras. Tive a sorte de Paola ensinar um modo tão sagrado e bom de comer ostras e temperá-las. Pensei também na sorte que tive de ter encontrado Paola de algum modo, de ter inciado esse projeto e de ter tido disposição e convicção para estar hoje na receita 91/94 e ter aprendido tanto. Se isso não for motivo de gratidão, senhores, eu não sei o que é.

Como fazer um sensacional pão na chapa paulistano!


São Paulo, lugar intenso de tantos sonhos e também contradições faz amanhã 464 anos. É muito coerente homenagear SP ensinando vocês a fazer um ícone da nossa democrática gastronomia: pão na chapa com pingado – mas não vou te ensinar qualquer pão na chapa, é de um modo intenso, como SP é.

Modo de preparo:

Se puder, coloque fones de ouvido e ouvindo Caetano Veloso vá até alguma padaria de SP, andando por alguma rua paulista que te emocione. Se não morar em SP coloque só Caetano pra tocar, também funciona. Coloque então na frigideira/chapa 1 colher de manteiga e 1 colher bem cheia de azeite de oliva extra virgem. Enquanto a manteiga derrete coloque uma pitada de flor de sal e pense na multidão de pessoas que movem essa cidade e que começam seus dias com um pão na chapa, sonham seus dias enquanto o comem, acordam melhor enquanto o comem, e então vão. Coloque em seguida o pão (francês) e toste, pressionando levemente. Parece simples, e na verdade é. Mas colocar um toque de azeite intensifica o gosto e não é nada simples explicar o quanto é bom. Passe um café. Coloque em uma xícara bonita e então pingue leite. Pause Caetano, escute o barulho da cidade, e coma. Feliz aniversário, São Paulo.

Como fazer um honesto e bom doce (geleia) de uva!

Tem muita coisa por aí sendo vendida como geleia ou doce de fruta que contém tanta coisa estranha dentro que minha avó jamais chamaria isso de comida e chamaria de tolo quem chamasse. É muito bom quando pelo menos de vez em quando nos aproximamos da comida mais honesta que existe – aquela feita só com a natureza pura e com as nossas mãos, só, sem mágica química que altera as coisas e mais tarde altera a gente. Esse doce de uva é simples, vai só uva e açúcar pra virar doce (em medidas adequadas, aprendi a calcular a proporção de açúcar para uvas com a Paola Carosella, nem precisa falar mais nada, né mores?) e um toque de vinho e azeite de oliva, que uma amiga linda e ruiva me indicou. Fica bom mesmo, de coração. E também aprendi (também com Paola) a gostar de colocar nozes torradas no doce depois de pronto. Enfim, essa receita é resultado de muitos encontros e inspirações.  Eu gosto muito quando é assim.

Ingredientes:

  • 1kg de uvas pretas
  • Açúcar (pode ser demerara ou refinado)
  • 4 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
  • 1 xícara de café de vinho tinto (um bom, que você beberia bem feliz)
  • 1 colher de sopa de caldo de limão (melhor se for siciliano)
  • Nozes à gosto (opcional)

Modo de preparo:

Se suas uvas tiverem sementes, tire-as. Mantenha a casca. Leve para uma panela em fogo médio até que comece a ferver. Então deixe no fogo um pouco mais baixo até reduzir o volume de liquido pela metade, em seguida desligue e deixe esfriar. Agora você vai definir o quanto de açúcar irá usar, faça assim: Pese as uvas, então volte elas para a panela e coloque uma quantidade de açúcar que seja equivalente à 1/4 do peso das uvas (ou seja, se fosse 1kg o peso, seriam 400g de açúcar). Leve de volta ao fogo, acrescente o vinho, o suco de limão e o azeite, misture. Deixe reduzir novamente, dessa vez até atingir uma consistência que te agrade para seu uso – sinta e desligue quando seu coração disser que está perfeito. Se for acrescentar nozes, torre elas no forno, sem queimar, só um pouquinho para liberar um aroma emocionante, e então quebre em pedacinhos e acrescente no doce pronto.

Dicas de uso:

  • Ela fica ótima para cobrir uma sobremesa gelada, como uma cheesecake – se for usar para isso lembre-se de deixá-la mais líquida, e para essa finalidade não é bom usar nozes.
  • Passe manteiga no pão e acrescente o doce por cima, é algo com um tom de divindade, juro.
  • Como eu disse acima, parte do jeito de fazer essa receita aprendi com Paola Carosella, ela faz um doce parecido com esse e recheia biscoitos, fica muito bom. Então, pode usar como recheio.