Como fazer terrine de cogumelos!

Receita simples, nutritiva e criativa – uma alternativa linda e boa, porque ninguém precisa comer carne todo dia, qualquer consumo exagerado de produtos de origem animal geram desequilibrios ao meio ambiente, e o equilibrio começa com nossas escolhas, na nossa cozinha. E explorar todas as possibilidades da natureza é sempre incrível! Na França esse preparo é chamado de “Terrine forestière”, e costuma ser feita com cogumelos selvagens, é um preparo muito antigo! Vamos à receita?

Ingredientes:

  • 350g de cogumelos frescos (qual tipo você preferir, mas tem que ser fresco!)
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • Meia cebola média picada
  • 2 dentes de alho esmagados
  • 4 ovos
  • 250g de creme de leite fresco
  • 2 colheres de chá de mostarda ds Dijon
  • 2 colheres de sopa de salsa ou coentro picados
  • Sal e pimenta-do-reino à gosto

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno à 170g. Forre uma forma retangular (tipo aquelas de bolo inglês) com papel manteiga.

Limpe os cogumelos com um papel toalha para tirar as sujeiras – nunca os lave com água, eles absorvem água e isso muda a textura deles. Pique-os grosseiramente, deixando em pedaços grandes. Em uma frigideira, refogue o alho e a cebola na manteiga, quando a cebola começar a dourar, coloque os cogumelos e refogue por uns 10 minutos, até soltarem toda água.

Em uma tigela, bata os ovos com o creme de leite e a mostarda. Tempere com sal e pimenta.

Retire os cogumelos da frigideira (com uma escumadeira, para escorrer a água. Coloque-os na fôrma que você preparou, espalhando uniformemente, então coloque por cima a mistura de ovos. Leve ao forno pré-aquecido por 15 minutos, ou até ficar firme. Retire do forno e deixe esfriar um pouco antes de servir.

Bon appétit!

Clique aqui e acesse meu Instagram. Lá no meu IGTV tem um video completo dessa receita com todo passo a passo!

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Bacalhau da Noruega – O que é e porque é tão famoso? E ainda uma receita afetiva: Bacalhau de forno com leite de coco.

Bacalhau da Noruega – o que você entende quando ouve esse termo? Não se trata simplesmente de um ingrediente sofisticado, o nome revela a origem, e a origem revela os elementos únicos que ele tem – por ser tratado pela cultura norueguesa de um modo lendário há anos, pelas espécies dos seus mares terem comportamentos específicos e pela temperatura da água do norte europeu. É muito bom quando entendemos bem o que um nome significa. Com autenticidade, quero muito contar mais pra vocês do que se trata o bacalhau da Noruega, e ainda compartilhar uma receita afetiva, vamos?

O que faz o bacalhau da Noruega assim tão especial?

A Noruega está localizada no extremo norte da Europa, onde no clima frio e nas águas cristalinas geladas cria-se ambientes muitos favoráveis para o desenvolvimento dos peixes – que crescem de forma lenta, desenvolvendo sabor e textura únicos. O cardume de bacalhau norueguês é migratório e viaja distâncias gigantes, das águas geladas do mar de Barents até a costa da Noruega – esse é um dos motivos que confere sua textura única (e aquela capacidade das lascas se soltarem após o cozimento). O tipo de alimentação dos peixes desse mar também influencia na textura que ele oferece.

O que torna o peixe um bacalhau é o processo de secagem (há diferentes espécies de peixes que são transformadas em “bacalhau” através do processo de secagem). A Noruega tem uma tradição muito antiga na secagem de peixes, o sol suave e o vento gelado fazem com que suas rochas planas sejam ambiente perfeito para secar os peixes. A palavra norueguesa “klippfisk” significa “peixe na rocha”, foi ela que deu origem a palavra “clipfish”, em inglês, que se refere ao bacalhau salgado. O processo de secar o peixe nas rochas é uma prática muito antiga, hoje fazem isso em ambientes fechados, mas ainda há quem seque no método ancestral.

O bacalhau é um patrimônio muito importante para os noruegueses. A qualidade sem igual do bacalhau que produzem conquistou o mundo. Eles possuem órgãos governamentais que cuidam da qualidade contínua dessa tradição secular. Deu pra entender poque o bacalhau da Noruega é tão valioso?

Tipos de bacalhau:

O mais nobre e tradicional: “O autêntico bacalhau da Noruega” (espécie: Gadus morhua): Salgado e seco. Pescado no Atlântico norte, apresenta postar altas, largas e de coloração palha e uniforme quando salgado e seco. Depois de cozido, sua carne se desfaz em camadas claras e tenras.

Bacalhau ou Bacalhau-do-Pacífico (espécie: Gadus macrocephalus): Salgado e seco. Possui coloração levemente mais branca e sua carne não desmancha em lascas, mas pode ser facilmente desfiada.

Saithe (espécie: Pollachius virens): Salgado e seco. De sabor mais forte e coloração menos clara. Quando cozido, sua carne macia desfia com facilidade. É o tipo perfeito para preparar bolinhos, saladas ou ensopados.

Ling (espécie: Molva molva): Salgado e seco. O mais estreito de todos os tipos de bacalhau. Carne mais branca também fácil de desfiar.

Zarbo (espécie: Brosme brosme): Salgado e seco. É o menor peixe entre os 5 tipos de bacalhau. É mais roliço que o Ling. Também ótimo para preparos onde o bacalhau vai desfiado.

Na Noruega, o Saithe, Ling e Zarbo são submetidas ao mesmo processo do Gadus morhua – salgados e secos com o mesmo rigor de qualidade. São espécies diferentes (porém da mesma família), mas submetidas aos mesmos processos para produção do bacalhau.

Como dessalgar o bacalhau?

Ao ser dessalgado, o bacalhau ganha aproximadamente 30% de volume. O melhor jeito de dessalgar é: Lave o bacalhau em água corrente. Mergulhe então ele em bastante água fria (2 partes de água para 1 parte de bacalhau), com pedras de gelo, e deixe na geladeira durante todo o processo de dessalgar. Tempo de dessalgue: 24 horas para cada cm de altura da parte mais grossa da posta. Troque a água pelo menos 2 vezes a cada 24 horas.

Como conservar o bacalhau em casa?

Quando salgado e seco, manter sempre em potes fechados e na geladeira (nunca em temperatura ambiente). Se dessalgado, você pode manter no congelador por até 8 meses (pincela azeite para conservar). Nunca congele o bacalhau ainda salgado.

Agora que sabemos muito sobre bacalhau, quero compartilhar com vocês a receita de mainha – a que minha mãe faz em toda época de páscoa, receita simples e linda, cheia de memórias afetivas pra mim.

Bacalhau ao forno com leite de coco:

Ingredientes:

  • Aproximadamente 1kg de bacalhau já dessalgado
  • 2 tomates bem maduros picados
  • Salsinha e coentro picados à gosto
  • 4 dentes de alho esmagados
  • 1 pimentão verde (ou vermelho) médio cortado em rodelas ao meio
  • 1 cebola cortada em rodelas ao meio
  • Cerca de 10 azeitonas sem caroço picadas
  • Cerca de 5 à 8 batatas médias cortadas em rodelas e cozidas (a quantidade delas é mais à gosto).
  • Azeite de oliva extra virgem à gosto
  • 1 colher de sopa de azeite de dendê
  • Sal e pimenta-do-reino preta à gosto
  • 250 ml de leite de coco

Modo de preparo:

Coloque o bacalhau já dessalgado em uma panela, cubra com água e leve ao fogo médio. Instantes antes de levantar fervura, desligue o fogo e escorra a água. Reserve o bacalhau.

Em uma panela, coloque azeite e acrescente a cebola, um pouco de sal e pimenta. Refogue por 1 minuto e acrescente o alho, frite ele por uns segundos. Então acrescente o tomate, o pimentão, o azeite de denê, a salsinha e o coentro. Refogue tudo, por uns 4 minutos. Cheque o sal. Reserve.

Em um travessa grande que possa ir ao forno, coloque fios de azeite, então acomode o bacalhau, espalhando por toda travessa. Espalhe as batatas cozidas sobre o bacalhau, e em seguida coloque as azeitonas e então os legumes refogados. Coloque por último o leite de coco, espalhando ele por toda travessa. Finalize com uns fios de azeite por cima. Leve para assar em forno pré-aquecido à 200 graus por cerca de 40 minutos (até o bacalhau estar completamente cozido, desmanchando em lascas).

 

Couscous cítrico e a chance de paz.

Eu realmente acredito que uma receita pode nos conduzir por um estado emocional diferente. E cada tipo de receita pode oferecer um tipo específico de emoção – algumas nos dão energia, entusiasmo e vontade de dançar, outras nos acalmam, outras nos fazem refletir sobre coisas complexas, outras nos inspiram a amar. Essa aqui é uma receita de calma, leveza e paz. Através dela, ouvindo uma música gentil e boa, eu experimento um real sentimento de paz.

Ingredientes:

  • 300g de couscous marroquino
  • Cerca de 10 azeitonas com caroço (porque é bom às vezes usar as coisas como elas realmente são, com caroço e toda verdade delas).
  • 2 colheres de chá de raspas de limão siciliano
  • cerca de 2 latas de atum sólido
  • Meia xícara de chá de ervilhas frescas (ou aquelas congeladas)
  • Cheiro verde picado à gosto
  • 1 tomate picado
  • Meia cebola média picada

Modo de preparo:

Se seu atum vier no azeite, separe ele do azeite e reserve para usar (nunca jogue algo que pode ser usado fora). Coloque para ferver 300 ml de água, acrescente 2 colheres de sopa de azeite e 1 colher e meia de chá de sal. Quando ferver coloque o couscous, misture, desligue o fogo e deixe hidratar por 8 minutos. Depois abra e misture pra soltar o couscous.

Em uma frigideira coloque 2 colheres de sopa de azeite, leve ao fogo médio e refogue a cebola, em seguida coloque o tomate e a ervilha, também refogue. Acrescente as raspas de limão, as azeitonas e o atum. Refogue até tudo misturar bem. Coloque essa mistura no couscous hidratado e misture tudo. Pronto. Coma em paz.

Clique aqui e acesse meu Instagram – lá no meu IGTV tem um vídeo com um passo a passo de toda a receita. 

Rocambole de carne moída recheado!

Receita absolutamente simples e deliciosa, que fica linda e conquista qualquer pessoa. Ela me conquistou há anos. Faço esse rocambole muitas vezes, é um dos pratos preferidos da minha mãe, então é uma receita que me lembra muito ela e nossa paixão em comum pela cozinha. Sabe quando você vai para a cozinha fazer algo e desde o inicio aquilo já te traz a memória de alguém e do seu afeto por esse alguém? Então. Aproveite a simplicidade e sabor lindo desse prato com alegria e entusiasmo. Se divirta fazendo.

Ingredientes:

  • 1kg de carne moída (uso sempre acém, patinho ou colchão mole)
  • Meia cebola média picada em cubos
  • 2 dentes de alho triturados
  • Temperos à gosto (eu uso páprica defumada, cominho, zathar e pimenta-do-reino – cerca de meia colher de chá de cada).
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo ou creme de cebola (ou mais, até dar liga suficiente)
  • Fios de azeite de oliva extra virgem
  • Cerca de 200g de presunto
  • Cerca de 200g de muçarela
  • Cerca de 1 colher e meia de chá de sal (se usar creme de cebola, use menos sal, equilibre)

Você precisará de uma folha de papel alumínio grande e de um molho para cobrir. Sempre uso molho de tomate. Clique aqui e veja uma receita de molho de tomate caseiro ou use o que você preferir.

Modo de preparo:

Em uma forma coloque a carne moída, acrescente a cebola, o alho, todos os temperos, fios de azeite e a farinha de trigo (ou creme de cebola, se for usar). Misture tudo muito bem até virar uma massa com liga, se a carne ainda ficar muito solta, acrescente um pouco mais de farinha de trigo.

Abra uma folha grande, retangular, de papel alumínio sob uma bancada, com a parte brilhante virada para cima, e abra a carne nela, deixando-a num formato retangular para depois enrolar o rocambole. Pressione a carne e ajeite as laterais para ficar firme e uniforme.

Coloque então uma camada de presunto e depois uma camada de queijo. As quantidades são a gosto, mas não encha muito, se não o rocambole não fecha direito! De 200g à 250g de cada é o ideal.

Com a ajuda do papel alumínio, vá fechando o rocambole, enrolando e cuidando para que o recheio vá ficando dentro. No final, una as partes da carne para grudar um lado no outro e fechar o rocambole. Com seus dedos, feche toda abertura, modelando bem para evitar que abra (é normal que vaze um pouco do recheio quando assar, mas quanto melhor você fechar mais garantia terá de que o recheio ficará dentro.

Após fechar por completo, feche com papel alumínio, deixe algumas partes do papel aberta para escapar vapor. Leve para assar em forno pré-aquecido à 200 graus por cerca de 1 hora (1 hora para cada 1kg). Após 1 hora retire do forno, abra o papel e retire-o por completo. Volte para o forno e deixe dourar um pouco, por cerca de 15/20 minutos.

Pronto! Retire e regue com o molho de sua preferência, como falei, sempre rego com molho de tomate. Depois de colocar o molho gosto de levar ao forno por mais 5/10 minutos, mas é opcional!

No meu Instagram tem um video no IGTV completo com um passo a passo bem detalhado da receita! Clique aqui e veja lá! 

Bon appétit!

Receita de salpicão verde!

Verde e vermelho porque essas são as cores da memória afetiva no natal. É importante que o prato na mesa conte sempre o máximo possível da situação afetiva que se desenrola em volta dela. Nesse salpicão temático do meu coração, o conjunto de aromas verdes que compõe a cor também compõe um sabor muito fresco e equilibrado, com uma umidade muito adequada para acompanhar os outros pratos mais secos natalinos. A cor da comida atiça algo em mim, em você também? Espero que gostem da receita!

Ingredientes:

  • 1 peito de frango sem pele e sem osso cozido e desfiado (Sem segredo para cozinhar, cozinho sempre na pressão com um pouco de sal, pimenta, uma colher de sopa de azeite, cebola e alho)
  • 2 folhas grandes de couve higienizadas e cortadas em tiras finas
  • Metade de um repolho verde pequeno higienizado e cortado em tiras fininhas (opcional, se não gostar não precisa colocar).
  • 4 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
  • 10 azeitonas verdes sem caroço picadas
  • Meio talo de salsão picado
  • Meia cebola pequena picada
  • Salsinha fresca picada à gosto
  • Cerca de 4 colheres de sopa de maionese
  • Cerca de 4 colheres de sopa de creme de leite
  • Sal à gosto
  • Pimenta-do-reino à gosto
  • Caldo de meio limão
  • 1 colher de sopa de vinagre branco
  • Tomate cereja para decorar
  • 1 maçã descascada e cortada em cubinhos bem pequenos

Modo de preparo:

Comece fazendo sua “pastinha verde” que dará a cor do salpicão. Coloque o couve cortado em um mixer ou no liquidificador, acrescente o azeite, o vinagre, a salsinha, o creme de leite e 2 colheres de sopa de maionese. Bata até triturar completamente e virar uma “maionese verde”. Se ficar muito pastoso e não bater direito, coloque um pouco mais de creme de leite. Reserve.

Em uma vasilha grande coloque o frango, acrescente o creme verde e todos os outros ingredientes – exceto o tomate. A consistência do seu salpicão depende do seu gosto – se quiser mais cremoso é só colocar mais creme de leite e maionese. Prove o sal e deixe de seu gosto também. Use o tomate-cereja para decorar. Prontinho!

Como fazer tender com mostarda e mel acompanhado de abacaxi grelhado.

Esse tender cheio de mostarda boa e mel, acompanhado de abacaxi grelhado, é daqueles pratos que você tira do forno, se emociona com o perfume e coloca na mesa com um orgulho que não cabe em você. É com ele que começo a série de postagens para o natal. Tenho produzido e pesquisado muita receita linda para compartilhar com vocês nessa época do ano – onde o que cozinhamos tem afeto e significado, mais que o normal. Esse tender tem uma das características mais marcantes da comida natalina: assados com toques adocicados e frutas nos preparos. Amo o tom que a mostarda e mel dá para o tender, somado ao aroma que o cravo deixa, é de sorrir na primeira garfada. O abacaxi grelhado traz a majestade toda que esse prato precisa para ser só alegria. Vamos à receita:

Ingredientes:

  • 1 tender inteiro (de aproximadamente 1 kg)
  • 2 colheres e meia de sobremesa de mostarda de Dijon
  • 2 colheres e meia de sobremesa de mel puro
  • Cravos da índia (quantidade à gosto)
  • 6 rodelas grossas de abacaxi
  • Açúcar e canela (pitadas para colocar no abacaxi antes de grelhar)

Modo de preparo:

Pré-aqueça seu forno à 200 graus. Pegue seu tender e faça cortes superficiais nele, cortes que montem um desenho xadrez. Misture o mel e mostarda e então besunte todo o tender. Então espete cravos nas extremidades dos cortes que fez, para o tender ficar com cravo espetadinho em grande parte dele.

Cubra com papel alumínio (sem esfregar ele muito no tender) e leve para assar por 20 minutos. Após esse tempo tire o papel e deixe até dourar – o que costuma levar 15 minutos. Pronto. Sinta o aroma lindo.

Para o abacaxi: coloque pitadas de açúcar e canela nos dois lados das rodelas de abacaxi. Esquente uma frigideira (de preferência antiaderente) e coloque um fio de azeite. Quando ela estiver bem quente coloque as rodelas de abacaxi e grelhe, dos dois lados, até dourar ambos.

Sirva o tender com o abacaxi. É sinceramente bom. Aproveite!

Carne cozida de panela com maxixe!

Carne de panela grande num caldo grosso com muita convicção e maxixe. Comi muito isso toda minha vida. Quando era criança, ver esse caldo grosso sendo construído pela minha mãe na nossa cozinha (que era sempre o lugar que a gente se escondia pra ser feliz) era pra mim como assistir uma história de amor. É muito claro pra mim que não importa o quanto um dia seja terrível e patético, se meu jantar for isso, qualquer raiva da vida passa. O gosto dessa carne nesse caldo com esse maxixe tem minha história dentro, é a comida materna das mulheres fortes da minha família, é a comida com as marcas culturais que desenham meu jeito de ser nesse mundo, que me lembra, através do gosto, de onde eu vim e com quem eu aprendi a viver como eu vivo – da pra acreditar que é possível encontrar tudo isso numa panela? Pois é, dá. Receita afetiva completa, como minha mãe sempre fez.

Ingredientes:

  • 1kg de carne cortada em pedaços médios (coxão mole, acém ou patinho)
  • Meia cebola cortada em cubos
  • 2 dentes de alho picados
  • Azeite de oliva ou óleo de girassol à gosto
  • Meio talo de alho-poró
  • Cominho em pó à gosto
  • Páprica defumada à gosto
  • Pimenta-do-reino moída na hora à gosto
  • Uma colher de chá de colorau
  • Sal à gosto
  • 2 xícara de chá de caldo de carne aquecido ou água morna
  • 2 tomates maduros picados
  • 1 colher de sopa de extrato de tomate
  • Aproximadamente meio quilo de maxixe (limpo e já raspado – para tirar as laterais pontudas, como descascar)
  • Coentro fresco picado à gosto

Modo preparo:

Leve uma panela de pressão ao fogo e coloque um pouco de azeite ou de óleo (o suficiente para dourar a cebola). Coloque a cebola, acrescente uma pitada de sal e doure ela por 1 minuto e então acrescente o alho. Coloque então a carne na panela e refogue ela, até toda carne pegar cor e adiantar bastante o cozimento – o que leva uns 5 minutos. Acrescente o alho-poró, a páprica defumada, o cominho em pó, o colorau, a pimenta-do-reino e misture. Acrescente o caldo de carne (ou água), o extrato de tomate e os tomates. Misture tudo, acerte o sal e então tampe a panela de pressão e deixe cozinhar, após pegar pressão, por cerca de 15 à 20 minutos (após 15 minutos vá abrindo e checando, o tempo para total cozimento depende do tipo de carne – é preciso que fique bem molinha, quase desmanchando). Estando a carne cozida, abra a panela e acrescente os maxixes cortados ao meio, leve ao fogo para que cozinhem. Cheque o caldo e a consistência – aqui depende do gosto, se achar que está muito grosso coloque um pouco mais de água ou caldo, se achar muito ralo deixe reduzir. Estando o maxixe cozido e caldo em consistência de seu agrado, cheque o sal novamente, desligue a panela e finalize com o coentro.

Depois de pronto eu coloco o cozido em uma panela bonita de vidro que tenho, coloco na mesa com orgulho e respiro aquele aroma lindo. Que alegria. Seja feliz com essa panela de matriarcado.

Como fazer Currywurst – prato alemão símbolo da comida de rua de Berlim!

O Currywurst basicamente é salsicha com uma espécie de ketchup com curry, simples mas absolutamente delicioso! É comumente servido com batata frita ou pão. O prato alemão nasceu após a segunda guerra mundial – em um cenário destruído e precário na Alemanha pós-guerra. Esse prato que era um opção barata e saborosa de refeição se tornou extremamente popular, e assim é até hoje. O curry foi acrescentado no ketchup por influência dos soldados ingleses que ocupavam a Alemanha no fim da guerra – os mesmos ingleses que criaram o curry sob influência da colonização na Índia – como tem história de tanta coisa num prato né? A comida conta a história do mundo! Veja abaixo o preparo tradicional de currywurst e seja feliz!

Ingredientes (para 2 porções):

  • 4 Salsichas do tipo Frankfurt ou Viena (ou a que achar, mas preze por uma de qualidade que faz diferença, amo as que são 100% carne suína)
  • 1 xícara de chá de extrato, polpa ou molho bem groso de tomate
  • 1 tomate bem maduro picado
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher e meia de chá de curry
  • 1 colher de sopa de molho inglês
  • 1 colher e meia de sopa de mel
  • 1 pitada de alguma pimenta em pó (gosto da caiena)
  • Meia colher de chá de canela em pó
  • Azeite de oliva à gosto
  • Sal à gosto

Modo de preparo:

Em uma frigideira (melhor antiaderente) coloque fios de azeite e doure as salsichas, de todos os lados. Reserve.

Na mesma frigideira doure o alho, em seguida acrescente o tomate e refogue ele um pouco, por uns 3 minutos. Então acrescente a xícara de molho de tomate, o molho inglês, o mel, a pimenta, a canela, o sal e o curry. Uma coisa importante desse molho é provar – alguns temperos e ingredientes variam de força e acidez, então prove e sinta no seu paladar, se sentir que está muito ácido e falta doce coloque mais mel, se sentir que falta acidez coloque mais molho inglês, se sentir pouca força mais curry – o curry precisa ser bem presente.

Misture tudo e deixe ferver por uns 3 minutos, então desligue.

Corte as salsihas (normalmente 2 por porção, mas fique a vontade para seu gosto e fome) e cubra com uma generosidade de molho. Finalize salpicando um pouco mais de curry por cima se quiser. Fica maravilhoso servido com batata frita. Seja feliz comendo!

Como fazer ovo benedict!

Um clássico que todo mundo pensa que é francês mas na verdade é americano! O nome homenageia um famoso executivo da Wall Street, Lemuel Benedict, que pediu que fosse feito um prato com ovos, presunto e molho hollandaise para curar uma ressaca numa manhã qualquer – vindo de uma solicitação cura ressaca, o prato ganhou fama e tem uma combinação que é impossível não amar – Um pão fofo, presunto, ovo poché e molho hollandaise! Socorro… é uma ousadia de tão bom. Vem comigo te ensino essa receita onde o ovo (meu ingrediente preferido) é protagonista!

Abaixo tem a receita escrita, mas eu te sugiro muito que assista o video que fiz dessa receita, onde mostro o passo a passo detalhadamente, as chances de você acertar aumentam muito! Clique aqui e veja o video lá no meu Instagram, está no meu IGTV! (meu endereço no Instagram é @rodrigo.vilasboas).

Para fazer ovo benedict, você precisará, por porção, do seguinte:

  • Molho hollandaise (à vontade)
  • 1 ovo poché
  • 1 fatia de pão fofo (brioche é o melhor)
  • 1 fatia de presunto (cru ou cozido) ou também pode ser bacon
  • Manteiga

Clique aqui e veja como fazer um molho hollandaise perfeito!

Clique aqui e veja como fazer um ovo poché perfeito!

Após ter esses dois preparos prontos, é só montar seu ovo benedict:

Passe manteiga na fatia do seu pão e coloque o presunto, depois o ovo poché e regue com uma generosidade de molho hollandaise! Prontinho! Seja muito feliz comendo!

Bon appétit!

Falando em ovos, onde você compra os seus? O que acontece com as galinhas que os produzem? Eu compro ovos de galinha de vida digna – Clique aqui e veja um artigo onde falo um pouco disso.

Como fazer alcatra na cerveja preta!

Sabe quando um prato te abraça? Eu sei. Esse faz isso. Alcatra na cerveja preta – com um molho de cremosidade estonteante (que o toque especial de creme de cebola proporcionou lindamente). Comer isso no inverno é fazer a vida valer a pena. Com arroz branco fresquinho então, eu choro. Receita escandalosamente fácil, você faz tudo em 40 minutos ou menos, se for ninja. Confere aqui:

Ingredientes:

  • 1kg de alcatra cortada em cubos
  • 1 cebola
  • 1 cenoura
  • 1 tomate
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 300 ml de água
  • 200 ml de cerveja preta
  • sal e pimenta-do-reino à gosto
  • Salsinha picada
  • 1 pacote de creme de cebola

Modo de preparo:

Em uma panela de pressão aqueça o óleo e acrescente a carne. Frite e refogue por 15 minutos. Pique o tomate e a cebola, corte a cenoura em rodelas de 1 cm e acrescente tudo na carne. Misture e deixe cozinhar por 3 minutos. Acrescente então a água, a cerveja e o creme de cebola. Tampe a panela e deixe cozinhar na pressão por 20/25 minutos. Abra a panela (após tirar a pressão com cuidado) e acerte o sal, acrescente a pimenta. Finalize com salsinha picada. Fica sensacional com um arroz branco fresquinho! Sirva com bastante caldo – ele é divino. Bon appétit!