Biscoito assado de polvilho!

Receita simples, significativa e linda com nosso sagrado polvilho (que deriva da nossa sagrada mandioca). Qual foi a última vez que você tomou um café da tarde demorado numa mesa gostosa com alguém que valha a pena você gastar seu tempo? Esse biscoito costuma ajudar nisso. É a desculpa que minha família usa há anos pra se reunir e se conectar nas tardes dessa vida breve e tão boa.

No meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem um vídeo detalhado onde ensino o passo a passo completo da receita, lá não tem erro. Clique aqui e confira.

Ingredientes:

  • 225 ml de leite
  • 100 ml de óleo
  • 2 colheres de chá de sal
  • 260g de polvilho azedo ou doce
  • 1 ovo
  • 80g de queijo minas ralado
  • 3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
  • Alceu Valença tocando de fundo
  • Vontade de gastar tempo produzindo marcas boas

Modo de preparo:

Em uma caneca ou panela (que possa ir na boca do fogão) coloque o leite, o óleo e o sal, misture e leve ao fogo, quando levantar fervura desligue.

Em uma tigela coloque o polvilho e coloque a misture de leite fervido, misture inicialmente com uma colher (estará muito quente). Acrescente o ovo e misture com as mãos. Você precisa de uma massa lisa e de fácil manuseio que seja possível enrolar – a quantidade de polvilho é relativa, depende da qualidade dele e da umidade do dia, coloque mais polvilho se precisar para atingir a textura ideal (no video no IGTV (link acima) tem o ponto certinho da massa).

Acrescente então os queijos e incorpore bem. Faça rolinhos no formato meia lua, coloque em uma fôrma e leve para assar em forno pré-aquecido à 180 graus até dourar. Prontinho! Tenha um café da tarde afetivo e seja feliz!

Nhoque de batata-doce com molho de tomate e calabresa!

Uma receita simples, acessível e boa de verdade que vem com um lembrete: Qualquer experiência na cozinha pode ser uma experiência emocional, contanto que você enxergue assim. Aproveitem a receita (que nasceu do meu almoço simples, despretensioso e cheio de marca boa). Se divirtam fazendo!

Abaixo a receita escrita, mas recomendo que você clique aqui e assista no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas o video completo, com todo passo a passo detalhado, daí não tem erro!

A receita da massa desse nhoque ensinei já em outro post, link abaixo para receita da massa e aqui, na sequencia, receita do molho!

Para ver a receita escrita completa da massa do nhoque de batata-doce, só clicar aqui.

Como fazer o molho de tomate com calabresa:

Ingredientes (para 4 porções):

  • Azeite de oliva extra virgem à gosto
  • 1 calabresa grande picada em cubos bem pequenos
  • Meia cebola média picada
  • 3 dentes de alho picados
  • Páprica defumada à gosto
  • Pimenta-do-reino à gosto
  • Sal à gosto
  • 6 tomates maduros picados ou 400ml de molho de tomate (orgânicos são sempre mais emocionantes).

Preparo do molho:

Aqueça uma panela grande e coloque fios de azeite. Acrescente a calabresa e doure um pouco, coloque a cebola, o alho e os temperos e misture. Em seguida coloque os tomates picados ou molho, deixar apurar um pouco e coloque um pouco de água e deixe apurar mais. Confira o sal e a consistência – acrescente mais água se quiser mais liquido ou deixe ferver e secar mais se quiser mais grosso.

Cozinhe o nhoque e acrescente na panela do molho bem quente, misture para tudo incorporar e sirva em seguida.

Receita de pão caseiro rápido, fácil e fofinho!

Pão caseiro absurdamente fofo, facílimo de fazer e que nunca dá errado – a verdade bonita de um pão feito por pessoas e não por máquinas. Existem muitos tipos de pães, os de fermentação natural são meus prediletos, mas nem sempre é possível fazê-los, são mais complexos e precisam de tempo. Todos precisamos de uma receita simples de pão nessa vida.

Ingredientes (para 1 pão grande e lindo):

  • 500g de farinha de trigo e um pouco mais para dar o ponto, se precisar.
  • 30g de fermento fresco (2 tabletes daqueles mais comum de achar) ou 1 envelope de fermento seco.
  • 1 colher e meia de sopa de açúcar
  • 1/4 de colher de sopa de sal
  • 200 ml de água morna
  • 1/4 de xícara de chá de óleo
  • 1 ovo

Modo de preparo:

Junte todos os ingredientes, exceto a farinha, no liquidificador e bata até tudo ficar uma coisa só. Coloque a farinha num bowl ou tigela grande que você goste (é bom quando gostamos de nossas tigelas) e faça um buraco no centro, então coloque nele a mistura liquida que você bateu e misture tudo. Comece com uma colher e depois continue com as mãos – e chega a hora de passar sua energia pra massa.

Amasse, sove, rasgue a massa e una de volta, coloque ar e verdade nela. Faça isso uns 5 minutos mais ou menos. Se ficar muito úmida e grudar nas mãos coloque mais farinha, mas não demais. Tem que ficar uma massa elástica. Após trabalhar a massa, abra ela um pouco com um rolo e enrole, como se fosse um rocambole (isso é só para o pão ficar liso e bonito, é um carinho com ele). Esfarinhe uma assadeira e coloque seu pão. Cubra com um pano úmido. Deixe descansar num lugar sem corrente de vento por 40/50 minutos (tipo no forno desligado). Ele vai dobrar de tamanho e isso é da hora. Leve então para assar em forno pré-aquecido à 200 graus por cerca de 30/35 minutos – até dourar e um cheiro maravilhoso invadir sua alma. Pronto.

Coma numa tarde tranquila com café coado na hora e manteiga boa. Chega emocionar.

Receita da tradicional Baguete Francesa!

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Baguette – le pain égalité! (O pão da igualdade) – Durante a Revolução Francesa, em 1793, um decreto tornou obrigatório que ricos e pobres tivessem acesso ao mesmo tipo de pão – foi então instituída a famosa baguete – o pão da igualdade, o que se deve a sua econômica produção (não usava leite, ingrediente que encarecia os produtos na época), entre outros aspectos. Hoje é um dos maiores símbolos do país, ir a França e não comer uma baguete é como amar a Madonna e nunca ter dublado Like a Prayer em casa sozinho (Acho que não foi a melhor comparação, mas foi o que me veio na cabeça no momento, sem referências autobiográficas – risos). Confira abaixo a receita da tradicional baguete francesa!

Antes algumas observações:

  • A escolha da farinha é sempre muito importante para conseguir um pão bom de verdade. A farinha orgânica é sua melhor opção, se não encontrá-la, use a farinha comum (conhecido como tipo 1) – nunca compre aquela denominada “especial”. E pense na marca de farinha que irá escolher, crie familiaridade com uma farinha, conheça sua produção, origem e qualidade, isso é importante e te trará comida de verdade, com resultados emocionantes.
  • Essa receita é muito mais adequada de fazer com uma batedeira com gancho – aqueles de “amassar massa”. Você pode tentar na mão, porém é uma massa muito úmida, e precisa ser mesmo, na mão fica difícil mas é possível. Só não se deixe levar e por mais farinha para facilitar, isso tornará a massa seca, e não úmida e incrível como uma baguette deve ser.
  • O glútem se forma magicamente mas pode ser destruído se você movimentar a massa mais que o preciso e na hora errada, por isso preste atenção nos tempos da receita.

Que seja emocionante fazer e comer. Siga em frente!

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Ingredientes (Para 3 baguetes médias):

  • 500g de farinha de trigo (talvez um pouco mais para atingir o ponto exato da massa). Preferência para farinha de trigo orgânica, se não achar, a comum, mas uma que confie e saiba que é boa.
  • 15g de fermento biológico fresco (um tablete daqueles mais comuns de se encontrar por aí).
  • 380 ml de água morna
  • 10g de sal
  • 3 a 4 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem
  • Manteiga para untar um recipiente

Modo de preparo:

Dissolva o fermente em 4 colheres de sopa da água morna em uma tigela, esfarelando ele, após dissolver todo deixe descansar por 5 minutos.

Se tiver a batedeira que bata massa de pão, hora de pegá-la, se não, use suas mãos e um recipiente para misturar os ingredientes. Coloque a farinha de trigo no recipiente (caso esteja usando a batedeira, já coloque no recipiente dela) e misture com o sal. Em seguida abra um buraco no centro e acrescente o fermento, a água e o azeite.

Se estiver usando a batedeira é só começar a bater (com o gancho para massa) em velocidade baixa por 1 minuto, então desligue a batedeira um instante, passe uma espátula em volta do recipiente e misture para garantir que tudo incorpore, e volte a bater na velocidade 1. Após esse tempo, colocar na velocidade 2 e bater por mais 10 minutos, Após esse tempo verifique se a massa chegou ao ponto, que é o ponto de véu: Um ponto onde você estica a massa e ela fica quase transparente, mas sem rasgar – ou seja, muito elástica. Se ela não tiver atingido esse ponto, esfarinhe uma superfície, coloque a massa, esfarinhe um pouco a mão e trabalhe a massa até atingir o ponto de véu e adquirir essa elasticidade linda que queremos. Atenção: Não acrescente mais farinha para facilitar seu trabalho, a massa é mole e úmido e precisa manter assim, apenas esfarinhe sua mão e superfície para trabalhar a massa, sem por mais farinha na massa.

Se for usar suas mãos, siga os mesmos tempos, mas com suas mãos e energia: comece a mexer essa mistura ainda no recipiente e se preferir, comece com uma espátula, porque no inicio a massa pode grudar muito nas mãos – como eu disse, é uma massa bem úmida. Mexa lentamente por 1 minuto até tudo estar incorporado, depois continue menos lentamente por 5 minutos, e depois com mais energia (mas sem agressividade) trabalhe ela por 10 minutos. Faça isso até atingir o ponto de véu (descrito acima), quando atingir, pare de mexer.

Coloque essa massa linda e macia (passe os dedos e sinta a maciez) em um recipiente untado com manteiga, cubra-o com um pano úmido ou plástico e deixe em um lugar de temperatura amena por 1 hora e meia descansando.

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Depois de descansar, volte a massa para a superfície de trabalho (que deve estar enfarinhada) e amasse ela gentilmente só um pouquinho, cerca de 30 segundos (para essa parte não use batedeira, precisa ser toque gentil, humano). Nessa parte já divida a massa em três partes iguais e comece a formar as baguetes com cada uma das partes: pegue o pedaço da massa, vá rolando fazendo o formato de um cilindro, esticando gentilmente a massa do meio para as extremidades, então faça dobras na massa (pegando as pontas das extremidades, levando até o meio e depois rolando de novo, formando um novo cilindro – o formato das baguetes. Essa coisa de dobrar a massa e ir enrolando é importante para permitir uma maciez interessante e adesão de ar. Deixe-as do tamanho e cumprimento de sua preferência.

Coloque as baguetes na fôrma que irá assar (unte com manteiga e farinha de trigo se sua fôrma não for antiaderente). Se tiver fôrmas especiais para baguete, será perfeito. Cubra-as com um pano e deixe descansar por mais uns 40 minutos. Um pouco antes de terminar o tempo de descanso, já pré aqueça seu forno à 240 graus.

Após esse tempo de descanso faça os famosos cortes nas baguetes (de preferência com uma navalha ou faca bem afiada). Os cortes são a assinatura do padeiro, faça quantos quiser. Normalmente são transversais e a quantidade um número ímpar. Não os faça muito fundos, bem superficiais e singelos – ao assar eles aumentam. Após isso leve direto ao forno (eu gosto de polvilhar uma mistura de farinha de trigo com farinha de semolina por cima). Importantíssimo: No momento em que colocar as baguetes para assar, coloque uma fôrma ou outro recipiente com água dentro do forno, embaixo da grade onde as baguetes estarão – o vapor da água fará com que as baguetes adquiram aquela casquinha crocante deliciosa.

Asse à 240 graus por 15 minutos, depois abaixe para 220 graus e asse até ficarem douradas e lindas – um total de mais ou menos 40 minutos no forno.

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Prontinho! Aproveite essa delícia tão francesa e tão maravilhosa e bon appétit!

Receita de Nhoque de Batata-doce!

Jatica (que em tupi-guarani significa “fruto enterrado”). Batata-doce. Ipome batatas. Ela adocica nosso paladar de uma forma tão gentil, que tem algo de hipnotizante no sabor dela. Nhoque de batata-doce é um dos meus pratos prediletos. Porque batata-doce está nos traços culturais da nossa história, está nos hábitos mais antigos da minha família, é um alimento muito generoso com a nossa saúde e tem um sabor encantador. Que bom ter batata-doce na nossa existência, a vida é um pouco mais feliz com ela. Aprenda a fazer esse nhoque simples e sensacional. Melhor coisa, sério. Vem fazer e adocica sua vida, meu amor. (Abaixo também dou umas dicas de molhos para acompanhar, mas na foto comi ele apenas com azeite de oliva bom, flor de sal, castanha-do-pará e coentro, minha gente, é bom de um jeito que nem dá pra dizer).

Ingredientes:

  • 1kg de batata-doce
  • Aproximadamente 250g de farinha, o que dá 1 xícara e meia (de trigo normal ou de arroz, eu gosto da de arroz)
  • 3 colheres de sopa de polvilho doce
  • 1 ovo
  • Uma pitada de sal

Modo de preparo:

Cozinhe a batata com casca – corte em pedaços menores para não demorar tanto. Mas não em tão menores para não prejudicar o amido, corte ao meio no máximo em três partes cada batata. Cozinhe no vapor ou em uma panela com água. Eu prefiro no vapor. Depois de cozida tire a casca e amasse toda a batata em uma vasilha grande, fazendo um purezinho. Então acrescente o ovo, a pitada de sal e o polvilho, comece a mexer e vá acrescentando a farinha aos poucos, até obter uma massa homogênea (a quantidade total de farinha depende da umidade, acrescente um pouco mais ou um pouco menos se achar necessário). Não coloque muita farinha, o nhoque é uma massa sensível e molinha mesmo. O segredo do bom nhoque é ter muito mais batata que farinha.

Feito isso, esfarinhe uma superfície e pegue um pedaço da massa e faça rolinhos, cilindros, depois vá cortando os pedaços (pedaços de 2cm são o ideal) – lembre-se de sempre que precisar polvilhar farinha para não grudar, a massa é úmida e bem sensível, gruda fácil, conforme for cortando polvilhe farinha nos pedaços e procure não sobrepor um pedaço no outro, para evitar que grude. Feito isso gente, já ta pronta sua massa de nhoque! Agora é só cozinhar: Ferva água, então coloque os pedaços de nhoque na água fervente, quando subirem a superfície é porque já cozinhou – não deixe passar do ponto, subiu já tira da panela e escorra, é uma massa fresca sensível! Se passar fica molengo demais! Escorra e sirva com o molho de sua preferência!

Seja feliz nesse sabor incrível que o nhoque de batata-doce tem! Seguem abaixo algumas sugestões de molho para acompanhar (clique no link para acessar a receita):

Receita de molho de tomate rústico

Receita de molho de manteiga e sálvia

Molho de cogumelos com vinho branco

Molho de laranja e vinho branco

Molho de laranja e tomilho

Clicando aqui você também confere a receita do tradicional nhoque italiano! Que já ensinei por aqui também! 

Receita de Pissaladière (Torta de anchovas, cebola e azeitonas pretas) – Um Clássico Provençal!

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Muitas vezes confundida como uma possível versão francesa da pizza italiana, o Pissaladière na verdade tem como principal característica não a massa, mas o peixe, que protagoniza esse clássico provençal francês – A palavra Passaladière vem de passala, uma pasta salgada de peixe antigamente usada para temperar pratos. A base do prato é parecida com pizza, porém a combinação mágica de peixe, cebola e azeitona preta deixa esse prato (que lembra uma torta) diferente de qualquer pizza – há uma umidade exata nesse prato que nos fornece uma amostra do amor comestível que sempre falo. Ah, o amor. Confira receita abaixo! É completamente simples e você preciso de muitos poucos ingredientes!

Ingredientes:

Para a base (massa):

  • 5g de fermente biológico
  • 75ml de água morna
  • 1 pitada de açúcar
  • 150g de farinha de trigo
  • Meia colher de chá de sal
  • Meia colher de chá de alecrim seco
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva

Para o recheio:

  • 500g de cebolas cortadas em lâminas
  • De 5 à 8 anchovas (em conserva) ou sardinhas (pode ser das enlatadas) com o óleo escorrido.
  • 1 colher de sopa de azeite de oliva
  • 1 pitada de açúcar
  • Raspas de 1 laranja (faz toda diferença no aroma do prato)
  • 10 azeitonas pretas sem caroço

Modo de preparo:

Comece pela massa: Dissolva o fermento na água e acrescente o açúcar. Coloque os ingredientes secos em uma tigela, acrescente o fermento dissolvido e o azeite e misture tudo até formar uma massa, então leve essa massa para uma superfície enfarinhada e trabalhe ela – sovando, levando ar para dentro da massa, por uns 7 minutos. A massa deve ficar lisa e macia. Após isso abra a massa e coloque em uma assadeira (deixa em uma espessura fina, de uns 4mm), dê uma achatadinha nas laterais. Pincele azeite na massa e cubra com um pano úmido, deixe descansar por 40 minutos.

Agora prepare o recheio: Coloque uma panela grande no fogo, quando ela estiver aquecida coloque o azeite, as cebolas e uma pitada de sal, misture um pouco e acrescente 2 das anchovas. Quando as cebolas já estiverem macias e bem refogadas, acrescente o açúcar e as raspas de laranja (as raspas de laranja dão toda a diferença!). Experiente e acerte o sal (lembre-se de que ainda será acrescentado mais anchova no recheio, as outras que restaram, então se forem salgadas cuidado para não exagerar no sal). Deixe esfriar por uns 10 minutos, enquanto isso vá pré-aquecendo o forno à 200 graus.

Coloque então o recheio refogado sobre a massa descansada e depois as outras anchovas por cima, distribuindo bem. Coloque um pouco de azeite por cima e então leve ao forno pré-aquecido à 200 graus. Asse de 25 à 30 minutos – até dourar as bordas da massa. Após tirar do forno coloque as azeitonas por cima e sirva, fica boa fria ou quente.

Dica master: Se você usar um azeite aromatizado de laranja (clique aqui e conheça) que já indiquei aqui essa receita ficará mais MARAVILHOSA ainda!

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Assim que retirado do forno.

Nhoque com molho de manteiga e sálvia!

O molho de manteiga e sálvia se resume em fritar as folhas de sálvia na manteiga. Parece simplérrimo e pouco interessante para alguns, mas esse é o tipo de encontro absolutamente perfeito. A manteiga fica completamente perfumada e intensa e a sálvia fica crocante. Banhar uma massa com esse molho é mais que suficiente para uma experiência incrível. Sobre a poesia do simples, sobre encontros singelos que entregam muito mais do que podíamos esperar.

Para fazer o molho você precisará de apenas:

  • 4 colheres de sopa de manteiga
  • 16 folhas de sálvia fresca

Para fazer: Coloque a manteiga em uma frigideira em fogo médio. Quando ela estiver derretida por completo adicione as folhas de sálvia e deixe fritar – até as folhas ficarem sequinhas e crocantes e a manteiga atingir um tom castanho – mas não marrom! Prontinho!

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Esse molho fica maravilhoso para regar um nhoque fresquinho feito em casa artesanalmente por você, e basta você clicar aqui sem medo e ver a receita de massa de nhoque que eu ensino a fazer, é mais simples do que você imagina e te fará muito feliz.

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Como fazer Nhoque! – Il vero Gnocchi Italino!

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Nhoque fresquinho servido com molho de tomate caseiro – abaixo tem o link para aprender a fazer esse molho incrível também!

Gnocchi! – Nasceu na cozinha pobre italiana, sendo uma herança positiva dos períodos de guerra, onde a escassez exigia que as pessoas criassem refeições com poucos ingredientes. Assim como a baguete francesa (o pão do povo) o nhoque na Itália surge diante da necessidade de alimentar a família com o que se tinha. Ao longo da história ele se sofisticou, ganhou as batatas, e sua fama ganhou o mundo. Como não amar um nhoque totalmente artesanal, feito em casa pelas suas mãos com amor e humanidade? Como não amar descobrir que essa belezinha é mais fácil de fazer do que parece? Pois é, temos muito para entender sobre o quanto fazer em casa ao invés de comprar pronto pode ser transformador! Lembrando a lei da vida: Nhoque bom tem muito mais batata que farinha de trigo! Com essa informação tudo dará certo!

Ingredientes:

  • 1kg de batatas (as amarelas, mais comuns de encontrar nos mercados no Brasil).
  • 200g de farinha de trigo
  • 2 gemas
  • Sal e pimenta-do-reino à gosto
  • 1 pitadinha de noz-moscada ralada
  • 1 colher de chá de manteiga
  • 2 colheres de sopa de parmesão ralado (o queijo é totalmente opcional!)

Modo de preparo:

Comece descascando as batatas e as colocando para cozinhar – se preferir pode por para cozinhar primeiro e depois descascar, como quiser. Cozinhe em água fervente ou no vapor. Quando estiver totalmente cozida, escorra, coloque em um recipiente e amasse, fazendo um purê. Em seguida, faça um buraquinho no meio do purê e acrescente a farinha, a manteiga, as 2 gemas, o sal e a pimenta, a noz-moscada e o parmesão (se for usar). Misture tudo, fazendo movimentos circulares de dentro para fora, amasse até obter uma massa homogênea. Esfarinhe uma superfície e pegue um pedaço da massa e faça rolinhos, cilindros, depois vá cortando os pedaços (pedaços de 2cm são o ideal) – lembre-se de sempre que precisar polvilhar farinha para não grudar, a massa é úmida e bem sensível, gruda fácil, conforme for cortando polvilhe farinha nos pedaços e procure não sobrepor um pedaço no outro, para evitar que grude. Feito isso gente, já ta pronta sua massa de nhoque! Agora é só cozinhar!

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Ferva água, então coloque os pedaços de nhoque na água fervente, quando subirem a superfície é porque já cozinhou – não deixe passar do ponto, subiu já tira da panela e escorra, é uma massa fresca sensível! Se passar fica molengo demais! Escorra e sirva com o molho de sua preferência! Eu ensino aqui no blog a fazer um molho de tomate rústico caseiro que fica MARAVILHOSO com esse nhoque! Clica aqui e confira a receita!

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Essa receita serve umas 6 pessoas, caso sobre você pode congelar a massa crua (já cortada nos pedaços em formato de nhoque) para preparar outro dia! Enrole-a em um papel filme ou guarde em um pote bem fechado, depois leve ao congelador.

Buon appetito!

Como fazer a verdadeira massa de pizza italiana! Melhor receita!

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Nessa opção de recheio, após dar a pré-assada na massa (detalhes abaixo) coloco molho de tomate caseiro (link da receita dele abaixo também), queijo e molho pesto de rúcula (que ensino abaixo a fazer), depois levo ao forno para assar até derreter todo queijo e dourar as bordas. 

Os vestígios históricos de um prato sempre trazem a história da civilização humana em sua composição. Há 6 mil anos, no antigo Egito misturaram farinha e água – O inicio do que viria a se tornar o alimento mais popular no mundo. Os gregos também passaram a fazer massas à base de farinha de trigo, arroz e grão-de-bico e assaram em tijolos quentes. Um tempo depois essa “massa” virou um alimento muito comum no sul da Itália, principalmente para pessoas muito pobres, visto sua simplicidade de preparo – a massa sempre foi o alimento de todas as “massas”. Só então mais tarde, em Nápoles, passaram a acrescentar molho de tomate e orégano na massa, os mais ricos também colocavam queijo e pedaços de linguiça, daí então nascia “a vera napoletana”, a pizza. Farinha, água, fermento, azeite e sal – é o que você precisa para fazer a verdadeira pizza italiana! Veja abaixo a receita da melhor massa de pizza que você já experimentou!

Ingredientes:

  • 1Kg de farinha de trigo
  • 600ml de água morna
  • 6 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 2 colheres rasas de sopa de açúcar
  • 25g de fermento biológico
  • 20g de sal

Modo de preparo:

Coloque a farinha em uma tigela grande, depois que despejar a farinha, faça um buraco no centro. Em um recipiente pequeno (de vidro, pode ser um copo), coloque um pouco da água morna,  acrescente o fermento e o açúcar e dissolva tudo muito bem, então coloque essa mistura no centro da farinha.

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O fermento é poesia.

Agora, em um outro recipiente de vidro (outro copo), coloque mais um pouco da água morna, adicione o azeite de oliva extra virgem e o sal e acrescente também na mistura da farinha, então comece a misturar tudo, primeiro com uma colher de pau, até o liquido se incorporar mais, depois com as mãos.

Acrescente o restante da água e vá amassando – Mantenha perto de você um pouco de farinha e água morna, para trabalhar a massa da pizza até atingir a consistência desejada, que deve ser macia e elástica (dependendo da farinha utilizada e da umidade dela, pode ser que se use menos ou mais água). Sove, coloque ar na massa – por pelo menos 6 minutos – a massa deve ficar macia e elástica, não pode ficar seca, é muito importante para que ela abra da forma adequada e fique correta! Então não exagere na farinha para não estragar a umidade da sua massa!

Quando terminar de trabalhar a massa faça uma bola com ela, polvilhe uma tigela grande com farinha e coloque a massa dentro, cubra com um pano úmido e meio morno (umedeça um pouco um pano de prato e coloque no microondas uns segundinhos que você terá um), e então deixe descansando por 1 hora ou 1 hora e meia em um ambiente sem correntes de ar (um forno desligado, por exemplo).

Depois do descanso está pronta! Daí é só abrir seus discos de pizza. Separe a massa em bolas (cada uma será um pizza), o tamanho depende de você. Então polvilhe um pouco de farinha onde for abrir a massa e comece, com um rolo, a abrir ela, do centro para as bordas. Se sua massa estiver na umidade certa será fácil abrir, naturalmente a bordas vão ficando com mais massa e o centro mais fino. Deixe a massa na espessura de seu desejo – para uma pizza de massa mais fina ou grossa.

Após abrir sua massa, antes de rechear, asse ela em forno pré-aquecido à 200 graus por cerca de uns 8 ou 10 minutos – não muito, apenas para pré-assar. Depois tire do forno e recheie ela a seu gosto!

Dicas para seu recheio:

E eu tenho a receita do melhor molho de tomate caseiro do mundo para você por na sua pizza e ter em casa a vera napoletana! Clique aqui e veja a receita dele! O molho é muito importante, ele ajuda a construir muito o sabor da pizza, trazendo também a umidade adequada. Então invista tempo para fazer em casa um saboroso molho caseiro, vale a pena! Uso esse molho como base para meus três recheios preferidos:

A emocionante Margherita: Após pré-assar a massa, coloque molho de tomate e o queijo de sua preferência (sempre uso muçarela) e então leve ao forno até derreter o queijo e dourar as bordas. Retire do forno e finalize com manjericão fresco –  sinta o sabor de Napóles!

A potente Toscana: Nessa após pré-assar a massa, você coloca molho de tomate , calabresa (moída ou em rodelas) e queijo (uso também muçarela). Finalize com orégano e leve ao forno até derreter o queijo e dourar as bordas.

A inconfundível pizza de queijo com pesto de rúcula – Para essa, também após pré-assar a massa, coloque molho de tomate, queijo e finalize com porções de pesto de rúcula espalhadas por cima da pizza – o pesto de rúcula você faz assim: Bata no liquidificador folhas de rúcula higienizadas com nozes, sal, pimenta, limão e azeite – as quantidades variam de acordo com a consistência que você deseja, mas é legal que fique uma pastinha não muito grossa. Coloco em média para um maço médio de rúcula meia xícara de chá de azeite, uma colher de sopa de nozes, caldo de meio limão, sal e pimenta até ficar do meu gosto.

 

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Essa é a linda Toscana! 

Buon appetito!

 

Como fazer Massa Fresca (Para lasanha, macarrão, ravióli e muito mais!)

Cortes de massa fresca para lasanha.

Cortes de massa fresca para lasanha.

E um mundo do hábito de comprar pronto, fazer em casa é ousadia. É tão bonita a experiência de amassar a massa com suas mãos, formá-la do modo adequado, preparar, comer algo que é sua obra – comer o que você constituiu, no passo à passo, é magia. Eu sinto uma gratidão sem limites ao comer algo que foi feito pelas minhas mãos, é quase uma oração isso. Essa receita de massa fresca caseira é simples, maravilhosa, difícil de errar e fácil de amar. É uma massa básica que você pode fazer o corte adequado e usar em muitos preparos (macarrão, lasanha, raviolo, etc). Vem cá ver como faz!

Ingredientes:

As quantidades abaixo são para uma receita que alimente 5 pessoas. Use sempre a seguinte proporção: Para cada 100g de farinha, use 1 ovo e meia colher de chá (não muito cheia) de sal.

  • 500g de farinha de trigo (você pode usar 50% de farinha de semolina e 50% de farinha de trigo comum – fica mais difícil de abrir (com o rolo) mas fica saborosa!)
  • 5 ovos
  • 2 gemas
  • 2 colheres e meia de chá de sal (não muito cheias)
  • 1 colher de chá de azeite de oliva extra virgem (opcional – eu gosto do tom que deixa!)

Modo de preparo:

Misture a farinha e o sal em uma vasilha, faça um buraco no meio e acrescente os ovos e as gemas. Bata os ovos nesse buraco com um garfo, sem misturar ainda muito com a farinha, para deixar os ovos mais leves.

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Então acrescente o azeite e comece a misturar tudo, inicie com o garfo e depois com as mãos. Se ao misturar tudo a massa ficar muito seca e quebradiça você pode acrescentar mais uma gema – Isso às vezes acontece porque a umidade nas farinhas pode variar, então a quantidade de farinha pode variar também, ajuste se necessário. Sove a massa por uns 10 minutos, esticando e tudo mais, até ficar macia e homogênea.

Início da mistura da massa.

Início da mistura da massa.

Envolva a massa em um papel filme e deixe descansar por 20 minutos. Depois retire do papel filme e comece a trabalhar ela, deixando no corte adequado para o uso! Está prontinha, linda e poética! Você pode abrir com rolo ou com cilindro, usando o procedimento adequado de cada instrumento. Abaixo exemplo de uma massa que abri com rolo, para fazer lasanha.

Espessura que gosto de usar para lasanha.

Espessura que gosto de usar para lasanha.

Eu as abri com o rolo, deixando na espessura que eu queria (não muito fina mas também não muito grossa). Após abrir a massa e cortar deixa-a secar por uns 10 minutos antes de cozinhar (Se for sobrepor as tiras de massa polvilhe com farinha para que não grudem).

Cortes de massa fresca para lasanha.

Cortes de massa fresca para lasanha.

Cozinhar em água fervente (1 litro de água para cada 100g, mais ou menos) com sal, de 3 à 5 minutos. Aí é só inspirar-se e criar sua receita, com as tantas inúmeras possibilidades que existem!

Buon appetito!