Menu completo para o dia dos namorados: Entrada: Brusqueta de salmão defumado. Principal: Risoto de limão siciliano e salmão à moda oriental. Sobremesa: Brownie.

Menu completo para o dia dos namorados! Receita de 3 pratos fáceis e mega acessíveis pra mostrar que qualquer um pode impressionar fazendo um jantar lindão. Cozinhe nesse dia dos namorados, dê seu tempo de presente. Pra mim, cozinhar para alguém, entregando tempo e dedicação (as coisas mais valiosas que temos), é o melhor jeito de amar e se conectar. Esse menu lindo foi desenvolvido junto com a Mundial Hercules , construindo essa possibilidade mara de jantar bem good romance, veja: Entrada: Brusqueta de salmão defumado com chantilly salgado. Principal: risoto de limão siciliano com salmão à moda oriental. Sobremesa: Brownie emocionante. Confira a receita do menu completo abaixo!

Brusquetas de salmão defumado

Ingredientes:

  • Um pão italiano
  • 2 pacotes de salmão defumado
  • 250 ml de creme de leite fresco
  • Sal à gosto
  • Endro (Dill)
  • Suco de 1 limão siciliano
  • Raspas do limão siciliano

Modo de preparo:

Tostar o pão no grill ou frigideira com azeite, passando um alho partido nas fatias. Bater o creme de leite em ponto de chantilly firme, colocar sal, o suco do limão, as raspas do limão e o endro. Colocar sobre o pão tostado o creme, o salmão defumado e finalizar com salsinha ou pimenta rosa.

Risoto de limão Siciliano

Ingredientes:

  • 2 xícaras (chá) de arroz para risoto
  • ½ xícara (chá) de suco de limão siciliano
  • 2 colheres (sopa) de raspas de limão siciliano
  • 3 colheres (sopa) de manteiga
  • ½ xícara (chá) de queijo parmesão ralado
  • 1,5 litros de caldo de legumes
  • Azeite para fritar
  • 1 cebola picada
  • 180 ml de vinho branco

Modo de preparo:

Refogue a cebola no azeite e em 1 colher de manteiga até ficar transparente. Acrescente o arroz e envolva com a cebola refogada. Coloque o vinho branco e mexa até evaporar. Acrescente o caldo de legumes, aos poucos, sem parar de mexer. Conforme for secando o caldo acrescente mais um pouco. Um pouco antes de ficar al dente coloque o suco do limão siciliano e repita o procedimento com o caldo até que o arroz esteja al dente. Coloque o parmesão ralado e o resto da manteiga (que é à gosto, pra mim quanto mais manteiga, melhor). Mexa até incorporar e finalize com as raspas do limão siciliano.

Salmão à moda oriental

Ingredientes:

  • 500 gr de salmão em postas
  • 1 pimenta dedo de moça
  • 1 colher de sobremesa de gengibre picado
  • 7 colheres de sopa de molho de soja
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de sopa de óleo de gergelim
  • 1 colher de sopa de saquê

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes ao salmão e deixe marinar por 30 minutos. Frite com um fio de azeite na frigideira ou grill (a Hércules tem uns mara). Deixe no ponto de seu gosto. Sem deixar secar demais!

Brownie 

Ingredientes:

  • 200 gr de manteiga
  • 300 gr de chocolate meio amargo
  • 360 gr de açúcar
  • 4 ovos
  • 65 gr de farinha de trigo
  • 80 gr de cacau em pó

Modo de preparo:

Bater os ovos com o açúcar, adicionar e misturar o cacau em pó e o trigo. Em uma panela derreter a manteiga, adicionar o chocolate meio amargo para derreter junto. Depois misturar os 2 preparos para virar uma coisa só. Levar para assar em forno à 180 graus por 25 a 30 minutos.

Ame cozinhando e bon appétit!

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Bacalhau da Noruega – O que é e porque é tão famoso? E ainda uma receita afetiva: Bacalhau de forno com leite de coco.

Bacalhau da Noruega – o que você entende quando ouve esse termo? Não se trata simplesmente de um ingrediente sofisticado, o nome revela a origem, e a origem revela os elementos únicos que ele tem – por ser tratado pela cultura norueguesa de um modo lendário há anos, pelas espécies dos seus mares terem comportamentos específicos e pela temperatura da água do norte europeu. É muito bom quando entendemos bem o que um nome significa. Com autenticidade, quero muito contar mais pra vocês do que se trata o bacalhau da Noruega, e ainda compartilhar uma receita afetiva, vamos?

O que faz o bacalhau da Noruega assim tão especial?

A Noruega está localizada no extremo norte da Europa, onde no clima frio e nas águas cristalinas geladas cria-se ambientes muitos favoráveis para o desenvolvimento dos peixes – que crescem de forma lenta, desenvolvendo sabor e textura únicos. O cardume de bacalhau norueguês é migratório e viaja distâncias gigantes, das águas geladas do mar de Barents até a costa da Noruega – esse é um dos motivos que confere sua textura única (e aquela capacidade das lascas se soltarem após o cozimento). O tipo de alimentação dos peixes desse mar também influencia na textura que ele oferece.

O que torna o peixe um bacalhau é o processo de secagem (há diferentes espécies de peixes que são transformadas em “bacalhau” através do processo de secagem). A Noruega tem uma tradição muito antiga na secagem de peixes, o sol suave e o vento gelado fazem com que suas rochas planas sejam ambiente perfeito para secar os peixes. A palavra norueguesa “klippfisk” significa “peixe na rocha”, foi ela que deu origem a palavra “clipfish”, em inglês, que se refere ao bacalhau salgado. O processo de secar o peixe nas rochas é uma prática muito antiga, hoje fazem isso em ambientes fechados, mas ainda há quem seque no método ancestral.

O bacalhau é um patrimônio muito importante para os noruegueses. A qualidade sem igual do bacalhau que produzem conquistou o mundo. Eles possuem órgãos governamentais que cuidam da qualidade contínua dessa tradição secular. Deu pra entender poque o bacalhau da Noruega é tão valioso?

Tipos de bacalhau:

O mais nobre e tradicional: “O autêntico bacalhau da Noruega” (espécie: Gadus morhua): Salgado e seco. Pescado no Atlântico norte, apresenta postar altas, largas e de coloração palha e uniforme quando salgado e seco. Depois de cozido, sua carne se desfaz em camadas claras e tenras.

Bacalhau ou Bacalhau-do-Pacífico (espécie: Gadus macrocephalus): Salgado e seco. Possui coloração levemente mais branca e sua carne não desmancha em lascas, mas pode ser facilmente desfiada.

Saithe (espécie: Pollachius virens): Salgado e seco. De sabor mais forte e coloração menos clara. Quando cozido, sua carne macia desfia com facilidade. É o tipo perfeito para preparar bolinhos, saladas ou ensopados.

Ling (espécie: Molva molva): Salgado e seco. O mais estreito de todos os tipos de bacalhau. Carne mais branca também fácil de desfiar.

Zarbo (espécie: Brosme brosme): Salgado e seco. É o menor peixe entre os 5 tipos de bacalhau. É mais roliço que o Ling. Também ótimo para preparos onde o bacalhau vai desfiado.

Na Noruega, o Saithe, Ling e Zarbo são submetidas ao mesmo processo do Gadus morhua – salgados e secos com o mesmo rigor de qualidade. São espécies diferentes (porém da mesma família), mas submetidas aos mesmos processos para produção do bacalhau.

Como dessalgar o bacalhau?

Ao ser dessalgado, o bacalhau ganha aproximadamente 30% de volume. O melhor jeito de dessalgar é: Lave o bacalhau em água corrente. Mergulhe então ele em bastante água fria (2 partes de água para 1 parte de bacalhau), com pedras de gelo, e deixe na geladeira durante todo o processo de dessalgar. Tempo de dessalgue: 24 horas para cada cm de altura da parte mais grossa da posta. Troque a água pelo menos 2 vezes a cada 24 horas.

Como conservar o bacalhau em casa?

Quando salgado e seco, manter sempre em potes fechados e na geladeira (nunca em temperatura ambiente). Se dessalgado, você pode manter no congelador por até 8 meses (pincela azeite para conservar). Nunca congele o bacalhau ainda salgado.

Agora que sabemos muito sobre bacalhau, quero compartilhar com vocês a receita de mainha – a que minha mãe faz em toda época de páscoa, receita simples e linda, cheia de memórias afetivas pra mim.

Bacalhau ao forno com leite de coco:

Ingredientes:

  • Aproximadamente 1kg de bacalhau já dessalgado
  • 2 tomates bem maduros picados
  • Salsinha e coentro picados à gosto
  • 4 dentes de alho esmagados
  • 1 pimentão verde (ou vermelho) médio cortado em rodelas ao meio
  • 1 cebola cortada em rodelas ao meio
  • Cerca de 10 azeitonas sem caroço picadas
  • Cerca de 5 à 8 batatas médias cortadas em rodelas e cozidas (a quantidade delas é mais à gosto).
  • Azeite de oliva extra virgem à gosto
  • 1 colher de sopa de azeite de dendê
  • Sal e pimenta-do-reino preta à gosto
  • 250 ml de leite de coco

Modo de preparo:

Coloque o bacalhau já dessalgado em uma panela, cubra com água e leve ao fogo médio. Instantes antes de levantar fervura, desligue o fogo e escorra a água. Reserve o bacalhau.

Em uma panela, coloque azeite e acrescente a cebola, um pouco de sal e pimenta. Refogue por 1 minuto e acrescente o alho, frite ele por uns segundos. Então acrescente o tomate, o pimentão, o azeite de denê, a salsinha e o coentro. Refogue tudo, por uns 4 minutos. Cheque o sal. Reserve.

Em um travessa grande que possa ir ao forno, coloque fios de azeite, então acomode o bacalhau, espalhando por toda travessa. Espalhe as batatas cozidas sobre o bacalhau, e em seguida coloque as azeitonas e então os legumes refogados. Coloque por último o leite de coco, espalhando ele por toda travessa. Finalize com uns fios de azeite por cima. Leve para assar em forno pré-aquecido à 200 graus por cerca de 40 minutos (até o bacalhau estar completamente cozido, desmanchando em lascas).

 

Rocambole de carne moída recheado!

Receita absolutamente simples e deliciosa, que fica linda e conquista qualquer pessoa. Ela me conquistou há anos. Faço esse rocambole muitas vezes, é um dos pratos preferidos da minha mãe, então é uma receita que me lembra muito ela e nossa paixão em comum pela cozinha. Sabe quando você vai para a cozinha fazer algo e desde o inicio aquilo já te traz a memória de alguém e do seu afeto por esse alguém? Então. Aproveite a simplicidade e sabor lindo desse prato com alegria e entusiasmo. Se divirta fazendo.

Ingredientes:

  • 1kg de carne moída (uso sempre acém, patinho ou colchão mole)
  • Meia cebola média picada em cubos
  • 2 dentes de alho triturados
  • Temperos à gosto (eu uso páprica defumada, cominho, zathar e pimenta-do-reino – cerca de meia colher de chá de cada).
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo ou creme de cebola (ou mais, até dar liga suficiente)
  • Fios de azeite de oliva extra virgem
  • Cerca de 200g de presunto
  • Cerca de 200g de muçarela
  • Cerca de 1 colher e meia de chá de sal (se usar creme de cebola, use menos sal, equilibre)

Você precisará de uma folha de papel alumínio grande e de um molho para cobrir. Sempre uso molho de tomate. Clique aqui e veja uma receita de molho de tomate caseiro ou use o que você preferir.

Modo de preparo:

Em uma forma coloque a carne moída, acrescente a cebola, o alho, todos os temperos, fios de azeite e a farinha de trigo (ou creme de cebola, se for usar). Misture tudo muito bem até virar uma massa com liga, se a carne ainda ficar muito solta, acrescente um pouco mais de farinha de trigo.

Abra uma folha grande, retangular, de papel alumínio sob uma bancada, com a parte brilhante virada para cima, e abra a carne nela, deixando-a num formato retangular para depois enrolar o rocambole. Pressione a carne e ajeite as laterais para ficar firme e uniforme.

Coloque então uma camada de presunto e depois uma camada de queijo. As quantidades são a gosto, mas não encha muito, se não o rocambole não fecha direito! De 200g à 250g de cada é o ideal.

Com a ajuda do papel alumínio, vá fechando o rocambole, enrolando e cuidando para que o recheio vá ficando dentro. No final, una as partes da carne para grudar um lado no outro e fechar o rocambole. Com seus dedos, feche toda abertura, modelando bem para evitar que abra (é normal que vaze um pouco do recheio quando assar, mas quanto melhor você fechar mais garantia terá de que o recheio ficará dentro.

Após fechar por completo, feche com papel alumínio, deixe algumas partes do papel aberta para escapar vapor. Leve para assar em forno pré-aquecido à 200 graus por cerca de 1 hora (1 hora para cada 1kg). Após 1 hora retire do forno, abra o papel e retire-o por completo. Volte para o forno e deixe dourar um pouco, por cerca de 15/20 minutos.

Pronto! Retire e regue com o molho de sua preferência, como falei, sempre rego com molho de tomate. Depois de colocar o molho gosto de levar ao forno por mais 5/10 minutos, mas é opcional!

No meu Instagram tem um video no IGTV completo com um passo a passo bem detalhado da receita! Clique aqui e veja lá! 

Bon appétit!

Como fazer tender com mostarda e mel acompanhado de abacaxi grelhado.

Esse tender cheio de mostarda boa e mel, acompanhado de abacaxi grelhado, é daqueles pratos que você tira do forno, se emociona com o perfume e coloca na mesa com um orgulho que não cabe em você. É com ele que começo a série de postagens para o natal. Tenho produzido e pesquisado muita receita linda para compartilhar com vocês nessa época do ano – onde o que cozinhamos tem afeto e significado, mais que o normal. Esse tender tem uma das características mais marcantes da comida natalina: assados com toques adocicados e frutas nos preparos. Amo o tom que a mostarda e mel dá para o tender, somado ao aroma que o cravo deixa, é de sorrir na primeira garfada. O abacaxi grelhado traz a majestade toda que esse prato precisa para ser só alegria. Vamos à receita:

Ingredientes:

  • 1 tender inteiro (de aproximadamente 1 kg)
  • 2 colheres e meia de sobremesa de mostarda de Dijon
  • 2 colheres e meia de sobremesa de mel puro
  • Cravos da índia (quantidade à gosto)
  • 6 rodelas grossas de abacaxi
  • Açúcar e canela (pitadas para colocar no abacaxi antes de grelhar)

Modo de preparo:

Pré-aqueça seu forno à 200 graus. Pegue seu tender e faça cortes superficiais nele, cortes que montem um desenho xadrez. Misture o mel e mostarda e então besunte todo o tender. Então espete cravos nas extremidades dos cortes que fez, para o tender ficar com cravo espetadinho em grande parte dele.

Cubra com papel alumínio (sem esfregar ele muito no tender) e leve para assar por 20 minutos. Após esse tempo tire o papel e deixe até dourar – o que costuma levar 15 minutos. Pronto. Sinta o aroma lindo.

Para o abacaxi: coloque pitadas de açúcar e canela nos dois lados das rodelas de abacaxi. Esquente uma frigideira (de preferência antiaderente) e coloque um fio de azeite. Quando ela estiver bem quente coloque as rodelas de abacaxi e grelhe, dos dois lados, até dourar ambos.

Sirva o tender com o abacaxi. É sinceramente bom. Aproveite!

Carne cozida de panela com maxixe!

Carne de panela grande num caldo grosso com muita convicção e maxixe. Comi muito isso toda minha vida. Quando era criança, ver esse caldo grosso sendo construído pela minha mãe na nossa cozinha (que era sempre o lugar que a gente se escondia pra ser feliz) era pra mim como assistir uma história de amor. É muito claro pra mim que não importa o quanto um dia seja terrível e patético, se meu jantar for isso, qualquer raiva da vida passa. O gosto dessa carne nesse caldo com esse maxixe tem minha história dentro, é a comida materna das mulheres fortes da minha família, é a comida com as marcas culturais que desenham meu jeito de ser nesse mundo, que me lembra, através do gosto, de onde eu vim e com quem eu aprendi a viver como eu vivo – da pra acreditar que é possível encontrar tudo isso numa panela? Pois é, dá. Receita afetiva completa, como minha mãe sempre fez.

Ingredientes:

  • 1kg de carne cortada em pedaços médios (coxão mole, acém ou patinho)
  • Meia cebola cortada em cubos
  • 2 dentes de alho picados
  • Azeite de oliva ou óleo de girassol à gosto
  • Meio talo de alho-poró
  • Cominho em pó à gosto
  • Páprica defumada à gosto
  • Pimenta-do-reino moída na hora à gosto
  • Uma colher de chá de colorau
  • Sal à gosto
  • 2 xícara de chá de caldo de carne aquecido ou água morna
  • 2 tomates maduros picados
  • 1 colher de sopa de extrato de tomate
  • Aproximadamente meio quilo de maxixe (limpo e já raspado – para tirar as laterais pontudas, como descascar)
  • Coentro fresco picado à gosto

Modo preparo:

Leve uma panela de pressão ao fogo e coloque um pouco de azeite ou de óleo (o suficiente para dourar a cebola). Coloque a cebola, acrescente uma pitada de sal e doure ela por 1 minuto e então acrescente o alho. Coloque então a carne na panela e refogue ela, até toda carne pegar cor e adiantar bastante o cozimento – o que leva uns 5 minutos. Acrescente o alho-poró, a páprica defumada, o cominho em pó, o colorau, a pimenta-do-reino e misture. Acrescente o caldo de carne (ou água), o extrato de tomate e os tomates. Misture tudo, acerte o sal e então tampe a panela de pressão e deixe cozinhar, após pegar pressão, por cerca de 15 à 20 minutos (após 15 minutos vá abrindo e checando, o tempo para total cozimento depende do tipo de carne – é preciso que fique bem molinha, quase desmanchando). Estando a carne cozida, abra a panela e acrescente os maxixes cortados ao meio, leve ao fogo para que cozinhem. Cheque o caldo e a consistência – aqui depende do gosto, se achar que está muito grosso coloque um pouco mais de água ou caldo, se achar muito ralo deixe reduzir. Estando o maxixe cozido e caldo em consistência de seu agrado, cheque o sal novamente, desligue a panela e finalize com o coentro.

Depois de pronto eu coloco o cozido em uma panela bonita de vidro que tenho, coloco na mesa com orgulho e respiro aquele aroma lindo. Que alegria. Seja feliz com essa panela de matriarcado.

Como fazer alcatra na cerveja preta!

Sabe quando um prato te abraça? Eu sei. Esse faz isso. Alcatra na cerveja preta – com um molho de cremosidade estonteante (que o toque especial de creme de cebola proporcionou lindamente). Comer isso no inverno é fazer a vida valer a pena. Com arroz branco fresquinho então, eu choro. Receita escandalosamente fácil, você faz tudo em 40 minutos ou menos, se for ninja. Confere aqui:

Ingredientes:

  • 1kg de alcatra cortada em cubos
  • 1 cebola
  • 1 cenoura
  • 1 tomate
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 300 ml de água
  • 200 ml de cerveja preta
  • sal e pimenta-do-reino à gosto
  • Salsinha picada
  • 1 pacote de creme de cebola

Modo de preparo:

Em uma panela de pressão aqueça o óleo e acrescente a carne. Frite e refogue por 15 minutos. Pique o tomate e a cebola, corte a cenoura em rodelas de 1 cm e acrescente tudo na carne. Misture e deixe cozinhar por 3 minutos. Acrescente então a água, a cerveja e o creme de cebola. Tampe a panela e deixe cozinhar na pressão por 20/25 minutos. Abra a panela (após tirar a pressão com cuidado) e acerte o sal, acrescente a pimenta. Finalize com salsinha picada. Fica sensacional com um arroz branco fresquinho! Sirva com bastante caldo – ele é divino. Bon appétit!

Salmão com purê de batata-doce roxa, aspargos e molho hollandaise.

Existem horas que vou para cozinha com uma vontade bem específica. Hoje eu queria um prato que me encantasse pelas cores – algo que explodisse um arco-íris na minha cara e me transmitisse um entusiasmo visual tão grande que eu sentisse vontade de chorar. Aí eu fiz esse prato, com a ajuda do roxo deslumbrante da batata-doce, com o verde convicto do aspargo, com o laranja gentil do salmão e com o amarelo elegante do molho hollandaise. Eu fiquei emocionado quando vi o prato pronto, deu certo. Daí me dei conta, o que eu realmente queria hoje era me lembrar que a cozinha é um modo de colorir o vazio preto e branco da vida, muitas vezes é uma saída. Espero que sinta a verdade e emoção que eu escrevo isso. Receita abaixo. Bon appétit!

Ingredientes (para 4 pessoas):

Para o salmão:

  • 4 pedaços de salmão (prefira pedaços das partes mais altas do filé)
  • Sal e pimenta-do-reino à gosto
  • Azeite de oliva extra virgem à gosto
  • Caldo de meio limão

Para o purê:

  • 500g de batata-doce roxa
  • Sal e pimenta-do-reino à gosto
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • Leite (o quanto bastar)
  • Creme de leite (o quanto bastar)

Você precisará de 8 aspargos frescos (2 para cada prato).

Para o molho hollandaise, clique aqui e confira receita completa.

Modo de preparo:

Comece pelo purê:

Descasque as batatas e corte em pedaços menores, se forem muito grandes. Coloque em uma panela e cubra com água, leve ao fogo e deixe cozinhar até ficarem realmente tenras e cozinharem por completo. Escorra a água e coloque as batatas em um recipiente. Você pode amassar com um garfo ou passar no espremedor de batatas. Estando amassadas, coloque a manteiga, tempere com sal e pimenta e misture (sempre opte por pimenta-do-reino que seja moída na hora, por você). Então vá acrescentando aos poucos o leite e o creme de leite, até o purê atingir a consistência desejada.

Os arpargos:

Retire (corte) a parte branca (mais dura) dos talos dos aspargos e descarte. Coloque-os em uma panela. Cubra com àgua e cozinhe até ficarem moles, mas sem cozinhar demais para não desmanchar e perder sua cor linda. Normalmente leva uns 8/10 minutos após a água ferver.

O salmão:

Pré-aqueça o forno à 190 graus. Coloque os pedaços de salmão em uma fôrma e tempere com pimenta, sal, azeite e limão. Leve ao forno pré-aquecido e deixe assar por 10 minutos – sairá suculento e lindo, pra mim 10 minutos é perfeito. Você pode deixar 15, mas acho que saí menos suculento. Veja seu gosto.

Prepare o molho hollandaise enquanto o salmão assa, pois o molho ao terminar deve ser servido imediatamente. Ele é bom quente/morno.

Daí é só montar. O purê, o salmão sobre ele, os aspargos do lado e o molho hollandaise amorosamente por cima cobrindo tudo.

Seja feliz comendo. Bon appétit!

Como fazer entrecôte (filé de costela) assado, com a verdade e emoção da cozinha de fogo alto.

Como assar uma carne com emoção e verdade. Respeitar genuinamente cada partícula do animal e construir uma experiência sensorial emocionante – você entende o que é transformar uma carne com calor, com fogo? É uma das experiências mais antigas da humanidade, que nos conecta à uma ancestralidade e simbologia profunda. Se você prestar muita atenção e se conectar profundamente com o ato de assar ou grelhar, vai sentir que algo dentro de você se move com essa experiência. É forte. Transformar uma carne no calor alto é uma experiência que acelera meu batimento cardíaco, te juro. Existe uma força, uma energia e até mesmo uma sensualidade na cozinha de fogo alto que nem sei explicar. Enfim, essa é uma peça de entrecôte (um corte incrível que tem vários nomes – filé de costela, miolo de contrafilé, biche ancho, e por aí vai). Esse corte fica embaixo das costelas do boi. Assei ela seguindo algumas coisas que aprendi com Paola Carosella, outras aprendi com minha mãe. Temperei com minhas referências e emoções. Queria te dizer como faço, olha a receita:

Antes de começar, clique aqui e leia o artigo que publiquei sobre todos os cuidados mais importantes para preparar uma carne antes de assar ela. São dicas bem valiosas.

Ingredientes:

  • 1 peça de entrecôte (o filé de costela) que pese aproximadamente 1,1kg (como expliquei em um artigo, cortes muito grandes causam certa desproporção na hora de assar, então se tiver uma peça muito grande, corte ela para ter um pedaço menor, com esse peso de 1kg/1,3kg).
  • Azeite de oliva extravirgem (à gosto)
  • Sal (à gosto) – mas uso cerca de uma colher de sobremesa cheia para cada kg de carne.

Tempero:

Esses são os temperos que misturo, você pode alterar e escolher os seus, mas quero te contar a mistura que faço. Praticamente todas as quantidades coloco à gosto.

  • Salsinha, orégano, hortelã e manjericão frescos picados bem fininhos (Uso cerca de 4/ colheres de sopa cheias)
  • Pimenta-do-reino (à gosto)
  • 1 dente de alho ralado ou picado muito pequeno.
  • 1 colher de chá de mostarda de Dijon
  • Chimichurri à gosto, se tiver. Muitas vezes faço sem.
  • Um pouco de cominho em pó (só um pouco, uso tipo uma pitadinha)
  • 1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes do tempero com o sal e coloque bastante azeite, para fazer todos os temperos virarem um molhinho só. Tempere a peça de carne, lambuzando ela todinha com essa mistura, acariciando a carne e agradecendo ao boi. Após isso, coloque a carne em um recipiente e deixe na geladeira por pelo menos 12 horas. Eu deixo 24 horas.

Tire a carne da geladeira 2 horas antes de assar, para ela atingir temperatura ambiente. Pré-aqueça seu forno à temperatura mais alta que tiver, intenso mesmo, escaldante. Quando o forno estiver quente, coloque uma fôrma na boca do fogão e aqueça ela muito (essa fôrma você usará para assar a carne, se tiver uma chapa de ferro que caiba a carne seria perfeito, mas se não tiver, uma fôrma que você possa colocar na boca do fogão e também no forno serve).

Quando a fôrma na boca do fogão estiver quentíssima, regue com um pouco de azeite e coloque a peça de carne (tem que chiar alto). Após colocar leve imediatamente ao forno quentíssimo que você pré-aqueceu e deixe lá por aproximadamente 15 minutos. Passando esse tempo abra o forno e cheque a parte de baixo da peça – tem que estar dourada, tostada e emocionante, se não tiver, tire a peça e feche o forno para ele esquentar de novo o máximo que puder e em seguida volte a peça para dentro dele, até dourar bem embaixo. Quando dourar vire ela e asse por aproximadamente mais 15 minutos do outro lado.

Estando dourada e linda, tire do forno e deixe descansar por 10/12 minutos (perto do forno, para não esfriar muito, ou dentro do forno desligado).

Pronto. Após o descanso é só cortar, servir e se emocionar. É realmente uma experiência profunda.

Agradeço com muita verdade e emoção a minha mãe (que me ensinou a grandeza de um pedaço de carne e de uma boa pitada de cominho) e a Paola Carosella (que me ensinou as temperaturas e tempos certos para assar com majestade uma carne, em seu livro “Todas as sextas”).

Cuidados com a carne vermelha antes de cozinhá-la (Qual escolher, como e quando temperar e outros detalhes pré-cozimento). Mas antes, lembrar que a carne é um “bicho”. Respeito e coerência.

Quando nos aproximamos mais do que as coisas realmente são a tendência é respeitá-las mais. A minha relação com um pedaço de carne hoje em dia sempre começa pelo respeito – toda vez que toco uma carne, eu respiro fundo, penso, e agradeço. O bicho não é”um pedaço de proteína”. É um bicho. E se você quer comer um pedaço de carne com honestidade tem que lidar com isso. Fico um pouco bravo com o hábito de se referir à carne como “proteína”, é reduzir e mascarar demais. É um bicho gente, nada vai mudar isso. Se você entende isso e se responsabiliza pela sua escolha, você come carne de um jeito coerente, respeitoso. Quando eu lembro que é um bicho eu penso no modo como o bicho chega até mim, penso na origem da carne que compro (e escolher a origem certa pode mudar muita coisa). Quando lembro que a carne é um bicho penso com muita seriedade em como vou temperar, cozinhar e comer – todo processo se torna um ritual sagrado e antigo, que eu só construo com cuidado e respeito se lembro que estou cozinhando um animal – e isso é uma coisa séria, se for para fazer, que seja com respeito, coerência e dignidade. Por isso saber como tratar direito a carne é muito, muito importante.

Eu aprendi com minha família, com as minhas leituras e com a Paola Carosella a ter alguns cuidados e gentilezas na hora de lidar com uma carne, e quero compartilhar com vocês. Aqui vou me ater a dicas sobre carnes vermelhas, em especial: Miolo de acém, costelas, contrafilé, filé de costela (o famoso bife ancho ou entrecôte) ou outros cortes que tem gorduras em proporções semelhantes a desses. No geral essas dicas servem para outras carnes também (até peixes e aves), mas é legal sempre pensar se algum tipo de carne não exige cuidados mais específicos. Vamos lá:

A origem da carne: Eu sei que isso é muito difícil, mas é muito importante, e você precisa saber que é importante. De onde vem a carne que você compra? Se puder entrar em contato com a história da carne e saber como o produtor cria o “bicho”, é algo bem valioso e bonito da sua parte. Talvez você possa, a partir disso, escolher produtores que criem melhor que outros. Isso , além de bonito, também te dá mais tranquilidade e confiança no que você coloca na mesa para sua família comer.

Não comprar carne congelada ou congelar a carne que você comprou. Quando a carne é congelada as fibras se alteram e muita coisa se perde – por exemplo, a capacidade da carne de reter suco e ficar suculenta e incrível (perceba que carnes que foram congeladas tendem a ficar secas após cozidas). Compre fresca e faça fresca.

Temperar com antecedência. Tem muitas teorias sobre isso e cada uma tem seu ponto de vista coerente, porém aprendi isso com gente que respeito muito (minha mãe e Paola Carosella) e também testei muito, e conclui que temperar a maioria das carnes com antecedência não ressaca a carne (como muitos acham) e confere à ela uma complexidade de sabor diferente. O tempo de antecedência para temperar depende da carne, mas carne de boi no geral tempero com 12 /24 horas de antecedência, sempre deu certo.

Temperar com o que e quanto de sal? A quantidade de sal depende de cada carne e dos hábitos de cada um. A Paola Carosella no livro “Todas as sextas” indica uma colher de sobremesa cheia para cada quilo de carne. Tenho usado essa proporção e tem dado muito certo. Gosto muito de temperar carnes vermelhas com um grande mix de ervas verdes frescas e azeite de oliva extravirgem. Faço uma mistura com o que tenho e gosto de ervas, azeite, o sal e pimenta. Que tempero pôr é muito particular às vezes. Seja lá o que escolher como erva e tempero, todos eles vão junto para ficar ali com a carne por longas horas, antes de cozinhar.

Preste atenção no tamanho dos pedaços de carne que você assa. É muito legal quando a carne tem uma proporção boa de crosta tostada por fora e interior rosado por dentro – uma peça muito grande assada de uma vez gera muito miolo rosado e pouca crosta. Fracione, é interessante, você terá mais equilíbrio e todos que comerem com você terão partes tostadas e partes suculentas do interior. O tamanho da peça de carne faz bastante diferença.

Preste atenção na temperatura em que a carne está na hora de cozinhar ela. Quando você leva ao forno, panela ou grelha uma carne gelada, há um desequilíbrio no tempo que o exterior e interior dela vão cozinhar, normalmente queima por fora e não atinge o ponto certo dentro. Sempre é legal tirar a carne da geladeira umas 2 ou 3 horas antes de assar para ela atingir temperatura ambiente, dá mais certo e o cozimento é mais simples e correto.

No geral, essas são regras primordiais no trato inicial de uma carne. Pensar qual comprar, em que estado comprar, em que tamanho cortá-la, como e quando temperar temperar e em que estado deixá-la até o momento de cozinhar. Depois disso vem o cozimento, que será feito de acordo com a receita que você irá seguir. Mas essa preparação e cuidado antes do cozimento faz bastante diferença, eu acredito muito.

Em breve vou compartilhar uma receita de carne assada – de um jeito simples e muito grandioso ao mesmo tempo, é de emocionar.

Agradeça o bicho. E não esqueça – a carne é um bicho.

Como fazer Tikka Masala e viver a intensidade da cozinha indiana. 

O tikka masala é um frango feito em um molho perfumadíssimo, molho esse que hoje na Índia eles chamam de “curry” – lá o curry consiste em misturar especiarias até que virem um pó ou uma pasta para preparar um caldo intenso – o curry para eles é o caldo já pronto. Os ingleses quando chegaram na Índia se encantaram com a mistura de especiarias que os indianos faziam e chamaram essa mistura de “curry”, e isso deu origem ao temperinho de tom amarelo hoje muito popular, que é uma mistura de temperos. Então para nós o curry é aquele tempero amarelinho, para os indianos é o caldo picante e perfumado já pronto que envolve diversos pratos. Curry vem de “kari”, termo da língua tâmil para caldo temperado. Na Índia há muitos tipos de masala (termo que significa mistura de especiarias), cada região e cada família tem seu modo de fazer. A “garam masala” (que significa mistura de especiarias picante) é a base do tikka masala. A minha faço misturando o popular curry com outras coisas. Vem arder na emoção da cozinha indiana comigo, te ensino um tikka masala memorável de pedir socorro de tanto amor e intensidade.

Ingredientes (Serve de 6 à 8 pessoas):

Primeiro, faça seu “garam masala” – a mistura de especiarias que você usará para temperar o frango. Para 1kg de peito de frango, use as quantidades:

  • 1 colher e meia de sopa de curry
  • 1 colher de chá de páprica defumada
  • 1 colher de chá de açúcar mascavo
  • 1 colher de chá de coloral vermelho em pó
  • Meia colher de chá de cominho em pó
  • Meia colher de chá de cravo-da-índia em pó
  • Meia colher de chá de canela em pó
  • Para muita emoção: Meia colher de chá de pimenta caiena. Para média emoção: 1/4 de colher de chá de pimenta caiena. Para leve emoção: Uma pitada de pimenta caiena.

Misture todos os temperos e reserve.

Restante dos ingredientes:

  • 1kg de peito de frango cortado em cubos
  • 340 g de iogurte natural
  • 1 xícara de chá de leite de coco
  • 1 xícara de molho de tomate
  • 2 colheres de sopa de óleo de gergilim
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 1 cebola picada em cubos
  • 3 dentes de alho triturados
  • 1 colher de chá de gengibre ralado
  • Caldo de meio limão
  • Sal à gosto
  • Coentro fresco picado

Modo de preparo:

Em uma tigela, coloque o frango e acrescente a gargam masala – a mistura de temperos que você fez. Acrescente metade do iogurte, o gengibre, o limão, metade do óleo de gergelim e cerca de meia colher de sopa de sal. Misture tudo e deixe marinar por 6 horas ou pelo menos 2.

Leve ao fogo médio uma panela grande para receber todo o frango acrescente a cebola e uma pitada de sal. Refogue ela até ficar transparente e então acrescente o alho, espere ele fritar. Então acrescente o frango que estava marinando. Cozinhe mexendo de vez em quando até o frango ficar totalmente cozido. Então acrescente todos os outros ingredientes (exceto o coentro) e deixe ferver até ficar um caldo com consistência de seu agrado. Se achar necessário coloque água para um caldo mais ralo – se colocar água sempre deixe ela ferver para incorporar totalmente o sabor. Quando desligar o fogo, finalize com coentro. Prontinho. Pra mim, o melhor jeito de comer tikka masala é com um arroz branco fresquinho.