Sorvete de banana com chocolate

Sorvete de banana com chocolate – facinho de fazer e com 3 ingredientes – graças a textura linda da sagrada banana que tem uma cremosidade emocionante.

Modo de preparo:

Corte bananas (quantas tiver e quiser) em rodelas, congele e depois triture em um processador ou liquidificador (se forem muitas triture em parte pra não queimar seu trem). Se quiser adoce com mel (quando a banana está bem madura é tão docinha que nem precisa). Coloque o creme de banana em um pote. Então faça uma ganache simples de chocolate: derreta chocolate no microondas e junte creme de leite (para cada 100g de chocolate, 50g de creme de leite). Incorpore e depois junte a ganache no creme de banana – não misturando completamente, só fazendo uma mescla. Leve para o congelador para endurecer e pronto, seja feliz com a cremosidade linda natural que a banana dá pra você 🙂

Dica bafo: com aquela farofinha doce de gergelim que ensinei essa semana, fica mara

Farofa de calabresa com pão de milho

Farofa de calabresa com pão de milho. Molhadinha, simples e pau pra toda obra – acompanha bem muitos pratos e é ótima pra rechear coisas. A intensidade defumada da calabresa faz um flerte certeiro com a doçura do pão de milho, construindo uma composição belíssima, equilibrada, complementar. Mas que gracinha.

Abaixo receita, mas se quiser, tem um video no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas com todo passo a passo, só clicar aqui que vai pra lá!

Ingredientes:

  • 150g de pão de milho
  • 200g de calabresa
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • A base é isso, o resto são temperos todos à gosto (uso páprica, cebola, azeite, sal e pimenta)

Modo de preparo:

Corte o pão de milho em pedaços pequenos e leve ao forno preaquecido até que ele doure levemente. Corte a calabresa em pedaços. Leve os pedaços de pão torrado para um processador ou liquidificador e triture adicionando a calabresa (crua mesmo) aos poucos – A ideia é dosar de acordo com seu gosto, mas a quantidade descrita nessa receita (para cada 150g de pão 200g de calabresa) pra mim é o ideal. Quando tudo tiver triturado bem e virado uma farofa, você leva essa mistura para uma frigideira aquecida com a manteiga e tempere como quiser (eu coloco só pimenta, páprica, azeite e ajusto o sal). Agora é só misturar torrando tudo no fogo médio, até ficar do seu agrado – aquecendo e torrando a calabresa vai soltando umidade e deixando a farofa bem molhadinha, mas torrando o suficiente para ter um pouco de crocância. Finalizo com cheiro verde picado e pronto!

Essa farofa acompanha muito bem qualquer assado ou grelhado, também uso ela para rechear assados.

Farofa doce (paçoca) de gergelim

Farofinha doce ou paçoca de gergelim. Quantas mesas da minha infância tinham o cheiro tostado dessa farofa… que era servida sempre com café do lado e só. Minha família tinha o hábito de preparar essa farofa na Bahia na véspera de uma viagem para São Paulo (nessa ponte terrena que meus antepassados nordestinos cruzaram tantas vezes no desenho de suas vidas e oportunidades). Assim que chegavam aqui depois das longas viagens, a farofa regava a mesa do encontro, onde todos se reuniam para ouvir o recém chegado, que vinha sempre cheio de prosas, histórias e farofas de seu lugar de origem (a farofa do nordestino é simbólica, é a bagagem poética que conta algo). O gosto dessa farofa me lembra as mesas sagradas dos encontros, das narrativas de minha mãe, tios e tias que aconteciam no enredo conectivo de suas farofas doces com café.

Ela é deliciosa para acompanhar um café, mas também fica emocionante sobre frutas (na foto meu jeito favorito de comer ela: com banana), cereais, vitaminas… enfim.

Modo de preparo:

Torre na frigideira 1 xícara de chá de gergelim branco até ter um perfume lindo, mas sem queimar. Coloque então em um liquidificador e triture um pouco, então junte 1 colher cheia de sopa de farinha de mandioca e outra igualmente cheia de açúcar,e triture mais, e é isso. Coloque mais farinha de mandioca que quiser mais solta e seca. Coloca mais açúcar se quiser mais doce. Guarde num pote e obmantenha fechado depois que esfriar, dura muito.

Cocada cremosa com baunilha

Cocada cremosa com baunilha – que se você quiser, pode fazer sem baunilha, mas eu acho que a doçura elegante do perfume de baunilha suaviza a cocada, deixando a experiência mais delicada, e eu amo delicadeza. Mas com ou sem, a cremosidade emocionante é a mesma.

Faça com coco fresco:
Compre um coco seco, faça aquele furinho pra tirar a água, beba uns goles (ou junte nela vodka, gelo, limão e hortelã pra virar uma água que passarinho não bebe muito boa), desculpe a distração, voltando: Abra o coco – eu faço isso colocando no chão e dando marteladas até abrir – marteladas certeiras, fortes e rápidas pra abrir antes do vizinho de baixo interfonar.

Depois de abrir o coco eu coloco as partes na boca do fogão aceso e deixo cerca de 1 minuto, isso ajuda a casca a soltar mais fácil e depois também facilita tirar a pele – precisamos do coco sem casca e sem a pele marrom.

Após isso, é só processar o coco no liquidificador ou processador – bato até ficar “ralado” mas não muito, curto uns pedacinhos salientes. Pode ralar no ralador também, você que escolhe o tamanho da aventura que quer. Com seu coco pronto, a receita:

Ingredientes:

  • 300g de coco ralado (cerca de 3 xícaras de chá)
  • 330 ml de água
  • 250 gramas de açúcar (1 e 2/3 de xícara de chá)
  • Meia lata de leite condensado (200g)
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 pitada de sal
  • 1 colher de sobremesa de extrato de baunilha (ou 2 pitadas de baunilha em pó)

Modo de preparo:

Em uma panela em fogo médio junte a água e o açúcar, deixe ferver 2 minutos e junte o coco. Mexendo de tempo em tempo, deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de 15 minutos – até o coco ficar macio e meio transparente. Se precisar, coloque mais água – mas ao final dessa etapa de cozimento não deve restar muito liquido, apenas uma calda, então deixe evaporar se precisar. Adicione o leite condensado, o sal, a manteiga e a baunilha e cozinhe por cerca de 5 minutos – até engrossar e a cocada levemente soltar da panela (similar ao ponto de brigadeiro). Desligue, deixe esfriar um pouco e depois conserve na geladeira. Protinho.

Além de ser ótima pra comer assim, só ela, pode ser usada pra rechear bolos ou acompanhar fatias em um prato.

Tartine com geleia de goiabada e tomate com queijo.

A sensualidade de um pão tostado, por cima o flerte doce e gentil de uma geleia de goiabada com tomate e cobrindo tudo o frescor inocente de um queijo fresco (inocência levemente quebrada – porque o queijo também foi tostado em fogo alto – mas preservada). Essa tartine pra mim é uma história de amor, um encontro exato. Já teve um assim na sua vida?

A geleia de goiabada com tomate você faz assim:

Corte pedaços pequenos de goiabada e coloque numa frigideira com um pouco de água e leve ao fogo médio – a goiabada precisa se dissolver na água, virando um creme. Após dissolver toda junte um pouco de tomate cereja bem picado (desses que são escandalosamente maduros) e deixe cozinhar junto uns 4 min. Tem que ficar cremoso, brilhante, lindo, bem Moulin Rouge. Se precisar coloque mais água.

A tartine:

A tartine (termo francês para coisas espalhadas sobre um pão) é feita tostando uma fatia de pão numa frigideira com um pouco de azeite, depois cobre com a geleia e finaliza com algum queijo fresco (tostado ou não). Usei aqui o Minas Frescal, mas pode ser qualquer um.

Migas – Farofa de pão

Aquele pão velho, duro, de canto, que sobrou esquecido no armário. Normalmente você joga fora, o que é uma tristeza. Essa farofa é um destino muito digno para pães velhos. Coisas que parecem não servir mais ou ter um lugar bom ganhando uma chance de brilho e se transformando em algo incrível – amo ver isso acontecer (com pães velhos e também com pessoas).

Como fazer:

Corte pães velhos em cubos pequenos. Se quiser tirar a casca tire, mas eu gosto de coisas inteiras, nada podado. Leve ao forno quente até secar bem, dourar de leve. Triture tudo no liquidificador ou processador até virar uma farofa fina. Em um frigideira coloque manteiga (para cada 250g de pão, 1 colher de sopa de manteiga basta), pitada de sal e coloque a farinha de pão. Mexa em fogo médio até ficar absolutamente crocante e tostada. Espere esfriar e guarde em um pote. É bom com carnes, massas, sopas… com quase tudo, é uma alegria crocante muito bonita.

Moqueca baiana, axé!

Moqueca baiana, com o dendê profundo do Brasil que revela pra gente toda luz de Tieta, eta. Amo moqueca, amo dendê e a profunda história que ele guarda – é um ingrediente que simboliza muito bem a ancestralidade africana que faz imensa parte do desenho que nos compõe.

Eu faço minha moqueca assim:

Coloco Caetano, Gal ou Olodum pra tocar antes de mais nada, eu acho que isso importa muito e nenhuma moqueca dá tão certo sem a voz de algum baiano emocionante de fundo. Daí tempero 1kg de algum peixe branco fresco que nunca viu congelador na vida com uma mistura triturada de: alho, cebola, azeite, sal, cominho, pimentão, louro e limão. Deixo na geladeira por 1 hora.

Corto em rodelas: 1 pimentão verde. Uns 4 ou 5 tomates. Cerca de 1 cebola e meia.

Em uma panela que caiba toda emoção de uma moqueca, coloco um pouco de azeite de olive e dendê, umas poucos rodelas do tomates, da cebola e do pimentão, sal e pimenta e refogo uns 3 minutos. Então deito o peixe nessa cama e por cima faço camadas intercaladas da cebola, do tomate e do pimentão – em cada camada coloco pitadas de sal, pimenta e fios de azeite (monte de um jeito organizado e bonito, você não vai poder mexer enquanto cozinha). Coloco então o dendê (1/2 xícara de chá), o caldo de meio limão, alguma pimenta fresca picada e mais fios de azeite de oliva. Tampo e deixo cozinhar em fogo baixo para médio, por cerca de 40 min. Após esse tempo junto 200 ml de leite de coco, sacudo de leve a panela para misturar e tampo pra cozinhar mais uns 5 min. Finalizo com coentro picado. Pronto. Com arroz e farofa fica mara. Pode comer e requebrar – requebra sim, pode falar…

Ps: a última foto é o pote do tempero que usei pra temperar minha moqueca. Ganhei ele de presente da minha mãe – ela é uma baiana que adora fazer temperos, colocar em potes e dar de presente pras pessoas, e isso diz muito do lugar que ela vem.

Tapioca de cuscuz – e a simplicidade mágica de um café da manhã.

Às vezes, pra um dia começar em paz, a gente só precisa de cuscuz, tapioca, queijo, café e se propor. Desde sempre, cafés da manhã pra mim são oportunidades de sentir, através do simples, a vida mais leve (talvez um recurso que uso pra que ela, a vida, não escorregue das minhas mãos na complexidade cotidiana). Qual seu recurso simples de paz? Qual sua sustância emocional matinal para dar conta? Os cafés da manhã são simbólicos.

Como fazer:

Para fazer essa tapioca de cuscuz eu só misturei cuscuz pronto (veja abaixo como faço um em 3 minutos no microondas) com goma de tapioca. Aí coloco na frigideira, jogo por cima um pouco de algum queijo ralado e deixo o calor fazer seu trabalho. Não precisa virar (como nenhuma tapioca precisa). Uma casquinha crocante com gostinho de milho tostado fica por baixo e as outras camadas macias. É um sopro de vida. Hoje resolvi colocar também queijo fresco por cima, mas nem precisa.

Cuscuz de 3 minutos:

para 1 porção, coloque um pouco mais de meia xícara de chá de flocão (farinha de milho flocada, aquela pra cuscuz) em um recipiente que possa ir ao microondas. Coloque pitadas de sal e um pouco de água para hidratar e mexa com um garfo (quantidades, na intuição. Você precisa de uma farofa úmida, mas sem ficar encharcada). Leve ao microondas por 2 minutos. Tire e solte a mistura com um garfo. Coloque mais um pouco de água e acrescente, à gosto, manteiga de garrafa ou outra, misture. Acerte o sal. Pronto.

Bolo de fubá com laranja

Como fazer bolo de fubá com laranja, compreendendo a sutileza de um dia sozinho em casa.

Ingredientes:

  • Olhar calmo e sensível para as coisas
  • 4 ovos
  • 1 xícara de chá de suco de laranja
  • 1 xícara de chá de óleo
  • 2 xícaras de chá de açúcar
  • 1 xícara de chá de fubá
  • 1 e ½ xícara de chá de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 xícara de chá de açúcar cristal para polvilhar a forma
  • 1 colher de sopa de canela em pó para polvilhar a forma
  • Alguma música, dessas que fazem a gente esquecer o medo
    Manteiga para untar

Modo de preparo:

Bata no liquidificador os 4 ovos, o suco de laranja, o açúcar e o óleo. Durante o barulho do liquidificador, imagine uma música daquelas que quando toca você sempre canta junto, então cante, e quando desligar o liquidificador, coloque ela pra tocar. Daí, na batedeira ou num bowl (pra bater na mão com um fouet) coloque o fubá, a farinha de trigo e despeje a mistura do liquidificador, bata bem. Quando terminar de bater repare na massa – ela não é linda? Unte uma forma com manteiga. Misture o açúcar cristal com a canela e polvilhe toda a forma untada. Coloque o fermento na massa e bata mais um pouco, com gentileza (é bom quando tratamos massas e pessoas com gentileza – o crescimento, das massas e das pessoas, tem a ver com a gentileza que recebem). Despeje a massa na forma e leve ao forno pré aquecido a 200ºC para assar por 45/50 minutos. Enquanto o bolo assa, sente no tapete do chão da sua sala com algum livro que te faça bem, ou com alguma outra coisa qualquer que te faça bem. O livro Todas as sextas da @paolacarosella me faz muito bem. Quando o bolo assar sinta o cheiro, espete um garfo e veja se sai limpo. Tire do forno e olhe para ele, pensando que foi você que fez aquele cheiro, com suas mãos. Espere esfriar e desenforme. Corte uma fatia e volte com ela e uma xícara de café para o chão da sua sala, respire. Coma. Ainda está escutando a música? A essa altura, ela vem de dentro.

(Aprendi essa receita com o @rodrigohilbert , e sou muito grato à ele por isso).

Pão de queijo com 3 ingredientes para emoções simples – E com um truque para deixá-lo saudável e funcional.

Todo mundo precisa de uma receita simples de pão de queijo para ter a chance de sentir em qualquer hora a magia do pão de queijo saido do forno, feito pelas suas mãos, para ser apreciado em um momento singelo e apoteótico com café, e paz.

E esse, além de exigir apenas 3 ingredientes, tem um truque bem legal para ficar mais saudável e amigo da sua dieta.

Abaixo receita completa escrita, mas se quiser ver um video com todo o passo a passo detalhado, só clicar aqui para ver no IGTV do meu Instagram.

Ingredientes (para 8/10 pãozinhos):

• 1 xícara de chá de goma para tapioca
• 75g de cream cheese
• 40g de queijo parmesão ralado
• 1 colher de sobremesa de chia e outra de linhaça (esses 2 são opcionais, mas isso que irá deixar a receita mais funcional para seu organismo – a tapioca sozinha sem algo que transforme um pouco como nosso organismo vai absorver ela, pode ser uma cilada pra sua dieta.
• Se quiser, 1 pitada de sal.

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes até obter uma massa fácil de manusear (se todos os ingredientes estiverem gelados, a massa fica mais fácil de manusear e também os pãezinhos ficam mais altos ao assar, mas se não estiverem gelados dá certo igual, só muda um pouco o aspecto). Unte sua mão com azeite e faça bolinhas. Leve para assar em forno pré-aquecido à 200 graus por 25/30 minutos, até dourar. Prontinho!