Tapioca de cuscuz – e a simplicidade mágica de um café da manhã.

Às vezes, pra um dia começar em paz, a gente só precisa de cuscuz, tapioca, queijo, café e se propor. Desde sempre, cafés da manhã pra mim são oportunidades de sentir, através do simples, a vida mais leve (talvez um recurso que uso pra que ela, a vida, não escorregue das minhas mãos na complexidade cotidiana). Qual seu recurso simples de paz? Qual sua sustância emocional matinal para dar conta? Os cafés da manhã são simbólicos.

Como fazer:

Para fazer essa tapioca de cuscuz eu só misturei cuscuz pronto (veja abaixo como faço um em 3 minutos no microondas) com goma de tapioca. Aí coloco na frigideira, jogo por cima um pouco de algum queijo ralado e deixo o calor fazer seu trabalho. Não precisa virar (como nenhuma tapioca precisa). Uma casquinha crocante com gostinho de milho tostado fica por baixo e as outras camadas macias. É um sopro de vida. Hoje resolvi colocar também queijo fresco por cima, mas nem precisa.

Cuscuz de 3 minutos:

para 1 porção, coloque um pouco mais de meia xícara de chá de flocão (farinha de milho flocada, aquela pra cuscuz) em um recipiente que possa ir ao microondas. Coloque pitadas de sal e um pouco de água para hidratar e mexa com um garfo (quantidades, na intuição. Você precisa de uma farofa úmida, mas sem ficar encharcada). Leve ao microondas por 2 minutos. Tire e solte a mistura com um garfo. Coloque mais um pouco de água e acrescente, à gosto, manteiga de garrafa ou outra, misture. Acerte o sal. Pronto.

Bolo de fubá com laranja

Como fazer bolo de fubá com laranja, compreendendo a sutileza de um dia sozinho em casa.

Ingredientes:

  • Olhar calmo e sensível para as coisas
  • 4 ovos
  • 1 xícara de chá de suco de laranja
  • 1 xícara de chá de óleo
  • 2 xícaras de chá de açúcar
  • 1 xícara de chá de fubá
  • 1 e ½ xícara de chá de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 xícara de chá de açúcar cristal para polvilhar a forma
  • 1 colher de sopa de canela em pó para polvilhar a forma
  • Alguma música, dessas que fazem a gente esquecer o medo
    Manteiga para untar

Modo de preparo:

Bata no liquidificador os 4 ovos, o suco de laranja, o açúcar e o óleo. Durante o barulho do liquidificador, imagine uma música daquelas que quando toca você sempre canta junto, então cante, e quando desligar o liquidificador, coloque ela pra tocar. Daí, na batedeira ou num bowl (pra bater na mão com um fouet) coloque o fubá, a farinha de trigo e despeje a mistura do liquidificador, bata bem. Quando terminar de bater repare na massa – ela não é linda? Unte uma forma com manteiga. Misture o açúcar cristal com a canela e polvilhe toda a forma untada. Coloque o fermento na massa e bata mais um pouco, com gentileza (é bom quando tratamos massas e pessoas com gentileza – o crescimento, das massas e das pessoas, tem a ver com a gentileza que recebem). Despeje a massa na forma e leve ao forno pré aquecido a 200ºC para assar por 45/50 minutos. Enquanto o bolo assa, sente no tapete do chão da sua sala com algum livro que te faça bem, ou com alguma outra coisa qualquer que te faça bem. O livro Todas as sextas da @paolacarosella me faz muito bem. Quando o bolo assar sinta o cheiro, espete um garfo e veja se sai limpo. Tire do forno e olhe para ele, pensando que foi você que fez aquele cheiro, com suas mãos. Espere esfriar e desenforme. Corte uma fatia e volte com ela e uma xícara de café para o chão da sua sala, respire. Coma. Ainda está escutando a música? A essa altura, ela vem de dentro.

(Aprendi essa receita com o @rodrigohilbert , e sou muito grato à ele por isso).

Pão de queijo com 3 ingredientes para emoções simples – E com um truque para deixá-lo saudável e funcional.

Todo mundo precisa de uma receita simples de pão de queijo para ter a chance de sentir em qualquer hora a magia do pão de queijo saido do forno, feito pelas suas mãos, para ser apreciado em um momento singelo e apoteótico com café, e paz.

E esse, além de exigir apenas 3 ingredientes, tem um truque bem legal para ficar mais saudável e amigo da sua dieta.

Abaixo receita completa escrita, mas se quiser ver um video com todo o passo a passo detalhado, só clicar aqui para ver no IGTV do meu Instagram.

Ingredientes (para 8/10 pãozinhos):

• 1 xícara de chá de goma para tapioca
• 75g de cream cheese
• 40g de queijo parmesão ralado
• 1 colher de sobremesa de chia e outra de linhaça (esses 2 são opcionais, mas isso que irá deixar a receita mais funcional para seu organismo – a tapioca sozinha sem algo que transforme um pouco como nosso organismo vai absorver ela, pode ser uma cilada pra sua dieta.
• Se quiser, 1 pitada de sal.

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes até obter uma massa fácil de manusear (se todos os ingredientes estiverem gelados, a massa fica mais fácil de manusear e também os pãezinhos ficam mais altos ao assar, mas se não estiverem gelados dá certo igual, só muda um pouco o aspecto). Unte sua mão com azeite e faça bolinhas. Leve para assar em forno pré-aquecido à 200 graus por 25/30 minutos, até dourar. Prontinho!

Bolo de cenoura fofinho infalível e a chance de um instante poético!

Receita simples para um bolo de cenoura clássico fofinho! Te ensino o segredo para uma massa super macia e fofa e também uma cobertura cremosa brilhante para coroar seu bolinho! E claro, como sempre por aqui, essa receita também tem um convite para uma experiência emocional gostosa, e dessa vez te chamo para notar a poesia e felicidade discreta, que está escondida na simplicidade do seu cotidiano, só esperando para ser notada por você – e o bolo de cenoura pode te ajudar nisso! Vem comigo entender “Quando a cozinha é um divã”! Clique no vídeo e confira!

Café de terça do Brasil – Hoje: Pão na chapa em 2 versões (tradicional e com queijo cremoso tostado) com pingado.

Terça-feira de café da manhã inspirado no Brasil – mais um post dessa série que lancei semana passada, onde toda terça teremos um post de café da manhã que nos conecta com os hábitos da nossa gente. Hoje foi dia do absolutamente paulistano: Pão na chapa com pingado! E ainda 2 versões de pão na chapa: tradicional e com queijo cremoso tostado.

Nas “padocas” de São Paulo o velho pão na chapa com pingado (café com um pequena dose de leite) é um clássico que inicia o dia de muitos paulistanos.

Pão na chapa tradicional:

Não é muito comum, mas gosto de fazer com toque de azeite junto com a manteiga, fica incrível! Sem segredos: manteiga e azeite (cerca de 1 colher de sopa de cada para cada 1 pão) e 1 pitada de sal. Quando derreter, coloque o pão e pressione, achatando ele, até dourar.

Pão na chapa com queijo cremoso tostado:

Passe no pão algum queijo cremoso grosso à gosto (requeijão, normalmente aqueles de bisnaga são ótimos pra isso, sabe?). Aqui usei o emocionante queijo cremoso fundido de gorgonzola. Leve para tostar na frigideira já quente. Pressione de leve apenas um pouco, deixe uns 2/3 minutos – até criar uma casquinha maravilhosa do queijo.

O pingado é um café com “pingos” de leite – pra ter mais café que leite. Aqui usei o representativo cafezinho do Brasil da @nespresso.br , já que é de Brasil que a gente tá falando, né?

Na #cafedeterçadobrasil no Instagram você vai achando todos os posts da série!

Café de terça do Brasil – Hoje: Cuscuz de 3 minutos e café coado.

Terça-feira de café da manhã inspirado no Brasil – meu ritual semanal que me conecta com a autenticidade da minha terra. Amo, nas terças de manhã, preparos simples, café coado na caneca de alumínio, música brasileira tocando e uma refeição despretenciosa que me eleva, me conecta com meu chão. Decidi toda terça compartilhar meu café da manhã do Brasil com vocês, me contem o que mais querem ver de inspiração brasileira todas as terças? Vai la no meu Instagram @rodrigo.vilasboas e me conta tudo!

Hoje coloquei Caetano Veloso (baiano que sempre nos conecta com o melhor do Brasil) e fiz:

Café coado e cuscuz de 3 minutos com queijo!

Principalmente consumido no nordeste, o cuscuz solto, com manteiga e queijo, com café, às vezes leva carne seca ou de sol e é marca forte do inicio de manhã potente do sertanejo nordestino. Faço assim:

Cuscuz de 3 minutos:

Para 1 porção, coloque um pouco mais de meia xícara de chá de flocão (farinha de milho flocada, aquela pra cuscuz) em um recipiente que possa ir ao microondas. Coloque pitadas de sal e um pouco de água para hidratar e mexa com um garfo (quantidades, na intuição. Você precisa de uma farofa úmida, mas sem ficar encharcada). Leve ao microondas por 2 minutos. Tire e solte a mistura com um garfo. Coloque mais um pouco de água e acrescente, à gosto, manteiga de garrafa ou outra, misture. Acerte o sal. Se quiser, coloque umas fatias de queijo por cima e leve mais 20/30 seg no microondas para derreter.

Dicas para um café coado emocionante:

1) Sempre escalde o filtro de papel (passando nele um pouco de água quente antes de colocar o pó, depois descarte essa água) – papel tem gosto e sem isso, vai manchar o aroma genuíno do seu café.

2) Quando for colocar água sobre o pó de café no coador, vá com muita calma e coloque jatos pequenos, para umedecer todo o pó. Jatos grandes jogados com tudo fazem a água descer e o pó subir, então a água desce antes de fazer uma boa infusão com o café e você perde toda emoção do seu cafezinho.

3) Escolha cafés dignos de emoção – os produzidos em Minas Gerais, Espirito Santo e Bahia são os mais impactantes que conheço).

Terça que vem tem mais café da manhã do Brasil!

Biscoito assado de polvilho!

Receita simples, significativa e linda com nosso sagrado polvilho (que deriva da nossa sagrada mandioca). Qual foi a última vez que você tomou um café da tarde demorado numa mesa gostosa com alguém que valha a pena você gastar seu tempo? Esse biscoito costuma ajudar nisso. É a desculpa que minha família usa há anos pra se reunir e se conectar nas tardes dessa vida breve e tão boa.

No meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem um vídeo detalhado onde ensino o passo a passo completo da receita, lá não tem erro. Clique aqui e confira.

Ingredientes:

  • 225 ml de leite
  • 100 ml de óleo
  • 2 colheres de chá de sal
  • 260g de polvilho azedo ou doce
  • 1 ovo
  • 80g de queijo minas ralado
  • 3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
  • Alceu Valença tocando de fundo
  • Vontade de gastar tempo produzindo marcas boas

Modo de preparo:

Em uma caneca ou panela (que possa ir na boca do fogão) coloque o leite, o óleo e o sal, misture e leve ao fogo, quando levantar fervura desligue.

Em uma tigela coloque o polvilho e coloque a misture de leite fervido, misture inicialmente com uma colher (estará muito quente). Acrescente o ovo e misture com as mãos. Você precisa de uma massa lisa e de fácil manuseio que seja possível enrolar – a quantidade de polvilho é relativa, depende da qualidade dele e da umidade do dia, coloque mais polvilho se precisar para atingir a textura ideal (no video no IGTV (link acima) tem o ponto certinho da massa).

Acrescente então os queijos e incorpore bem. Faça rolinhos no formato meia lua, coloque em uma fôrma e leve para assar em forno pré-aquecido à 180 graus até dourar. Prontinho! Tenha um café da tarde afetivo e seja feliz!

Brigadeiro de café, chocolate e castanha-do-brasil!

Receita simples e rápida do nosso brasileiríssimo brigadeiro, numa versão
Brigadeiro de café enrolado em uma farofa de café – coffee lover ouvi seu grito. Receita que une 3 ingredientes que nossa terra produz de um jeito emocionante: café, chocolate e castanha-do-brasil. Tem tanta coisa linda que brota do nosso chão, deviamos compreender com mais valor aquilo que sai do mesmo útero nativo que viemos.

Abaixo receita escrita, mas aqui também tem um vídeo dela:

No meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem também um video com todo passo a passo dessa receita! Clique aqui e veja!

Café: marca fortíssima da nossa cultura e história (Minas Gerais e Espírito Santo produzem o café mais emocionante que já tomei na vida). Esse ingrediente tem tudo a ver com Brasil e o nosso café, rapaz, não tem pra ninguém.

Chocolate: Seja o cacau da Bahia ou o da Floresta Amazônica, nosso país é produtor de um chocolate incrível que pode nos encher de muito orgulho, não tem chocolate belga que desmereça nosso borogodó!

Castanha-do-brasil: Elemento absolutamente representativo das florestas do norte do país, que é usado em tantas receitas incríveis!

Sugiro, do fundo do meu coração, que para essa receita você uso só ingredientes nacionais, para celebrar de fato a beleza profunda das terras do Brasil. Essa receita é um convite de apropriação cultural, porque a gente ainda menospreza demais nossa terra e muitas vezes não entende aquilo que de único e singular nos compõe.

Vem comigo ver o que é que a baiana tem!

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado
  • 2 colheres de sopa de cacau em pó
  • 70g de chocolate picado (qualquer um que quiserem, eu uso 70%)
  • 3 colheres de chá de café solúvel ou 2 colheres de sopa de café liquido (bem forte).
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 2 punhados de castanha-do-brasil
  • 1 punhado de chocolate picado
  • 3 colheres de chá de café solúvel (esse será para fazer a farofa de enrolar os brigadeiros).

Modo de preparo:

Em uma panela coloque o leite condensado, o cacau em pó, as 3 colheres de sopa de café solúvel ou as 2 de sopa de café liquido, o chocolate picado e a mEm uma panela coloque o leite condensado, o cacau em pó, o café, o chocolate picado e a manteiga. Pense nas terras de Minas Gerais ou Espírito Santo e nas tantas mãos e histórias que estão por trás desse café na sua panela (se não sabe delas, procure saber, é importante entender de onde as coisas vem). Leve ao fogo médio e mexa sem parar até atingir o ponto de brigadeiro (quando você passa a colher e consegue ver o fundo da panela). Deixe esfriar. Olhe pronto e dessa vez pense no cacau que brota da Bahia, e aproveita pra considerar se o chocolate que você escolhe vem de marcas que tratam com dignidade a mão que colhe o cacau. A receita fica diferente quando sabemos essas coisas (cozinhar, pra sempre um ato social. Que história sua escolha de ingrediente patrocina?)

A farofa de enrolar o brigadeiro:
Coloque em um liquidificador ou processador a castanha, o chocolate e o café solúvel, bata tudo apenas o suficiente pra tudo misturar e virar uma farofa – não bata demais se não a castanha solta muita gordura e vira uma pasta oleosa. Pegue a farofa com sua mão e sinta a textura bonita que a castanha deixa, úmida e crocante, exalando de sua alma a vida das florestas do norte do Brasil. A amazônia sagrada também aparece no seu brigadeiro.

Enrole os brigadeiros e passe na farofa. Coma, lembrando do que se trata comer: unir cultura, consciência ambiental e social, apreciação do belo, representatividade. Aproveite seu doce.

Carne moída com batata – o bastante para um jantar afetivo.

Em cada dia da semana temos uma disposição emocional diferente. Sinto vontade de comer tipos diferentes de comida em cada dia (nosso estado emocional guia nossas escolhas, inclusive de comida). Nas segundas gosto de comer algo que tenha amparo, acolhimento, memória afetiva da infância. Então hoje fiz carne moída com batata – preparo onde a magia está na simplicidade (como a maioria das coisas nessa vida).

Com verdade e afeto, faça assim: 

Aqueci uma panela (que não é de pressão), coloquei azeite, refoguei cebola e depois alho. Então coloquei a carne moída e temperei com sal, pimenta, páprica defumada e doce e cominho. Passei até toda a carne pegar cor. Coloquei então bastante tomate picado, misturei e tampei a panela uns minutos pra ele soltar toda sua água generosa e boa. Então acrescentei batatas cortadas em cubos médios e coloquei água. Tampei e deixei cozinhar. Sabemos que está pronto quando a batata está cozida e o caldo mais grossinho. Finalize com coentro. As quantidades? Usa sua intuição (isso faz parte de algumas receitas afetivas), porque você tem uma – tutoriais demais te fazem esquecer disso, mas você tem. Boa semana! E ah, fica bom com arroz, farofa, angu, couscous marroquino ou painço ou com mais nada.

Torta de doce de leite baiano (ambrósia) e a poesia intensa do sertão nordestino!

Receita simples e fácil de uma deliciosa torta doce cheia de marca cultural! A estrela dessa torta é o doce de leite baiano (também conhecido como doce de leite talhado ou ambrósia), que é um preparo tradicional no sertão nordestino. Combinei esse doce com iogurte e uma massa crocante que criam juntos um contraste maravilhoso! Convido vocês para ter uma experiência cultural através dessa torta, sentindo toda a emoção autêntica e potente que o nordeste do Brasil tem!

Parte desse vídeo foi gravado lá, na viagem que fiz em janeiro para conhecer as terras da minha origem! A torta é tão deliciosa e linda quanto a riqueza do nordeste do Brasil! Vamos juntos pra lá através da torta e do video? A gente cozinha pra contar nossa história. Video completo no meu canal do Youtube, só clicar no video acima e conferir!