Como fazer uma clássica farofa de ovo – das memórias da minha infância.

Sempre amei ovos. Quando eu era criança e ia “brincar na cozinha” nas tardes vazias, adorava fazer farofa de ovo, inventava mil tipos – com restinhos de vegetais, pedaços esquecidos de bacon ou sobras de carne seca. Fiz tantas que fiquei bom nelas. Quando tinha uns 11 anos, fiz uma que uma tia provou e ficou impressionada. Me senti mágico nesse dia. Ovos eram pra mim uma chance bonita de criar algo bom, acho que por isso os amo tanto, acho o ingrediente mais incrível que existe (obrigado pra sempre, galinhas). Vira e mexe volto a brincar de farofa de ovos. A cozinha foi um bom lugar para estar na infância. Essa é uma farofa simples, das clássicas que eu criava, que significa muito pra mim!

Ingredientes (para em média 2 porções):

  • Meia cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • Sal e pimenta-do-reino à gosto
  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • Cerca de 5 tomates-cerejas cortados ao meio
  • Pimentão vermelho picado à gosto
  • Cerca de 3 ovos
  • Zathar à gosto (tempero opcional)
  • Farinha de mandioca (o quanto bastar)
  • Coentro picado para finalizar

Modo de preparo:

Refogue a cebola com uma pitada de sal na manteiga e no azeite , acrescente o alho até ele fritar, então coloquei tomate-cereja cortado ao meio e pimentão vermelho. Refogue. Coloque os ovos e mexa sem parar – para que eles cozinhem se unindo a cremosidade da manteiga. Então, antes do ovo ficar seco, coloque a farinha de mandioca e mexa, torrando sutilmente a farinha. Tempere com sal, pimenta e zathar. Finalize com coentro picado. Pronto. Nas quantidades seja intuitivo, é bom à vezes. Veja se sente vontade de colocar menos ou mais algum elemento. Dá certo. Tem mil jeitos de fazer farofa de ovos. Não precisa fazer exatamente essa, inventa uma e me conta, vai ser legal.

Anúncios

Como fazer alcatra na cerveja preta!

Sabe quando um prato te abraça? Eu sei. Esse faz isso. Alcatra na cerveja preta – com um molho de cremosidade estonteante (que o toque especial de creme de cebola proporcionou lindamente). Comer isso no inverno é fazer a vida valer a pena. Com arroz branco fresquinho então, eu choro. Receita escandalosamente fácil, você faz tudo em 40 minutos ou menos, se for ninja. Confere aqui:

Ingredientes:

  • 1kg de alcatra cortada em cubos
  • 1 cebola
  • 1 cenoura
  • 1 tomate
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • 300 ml de água
  • 200 ml de cerveja preta
  • sal e pimenta-do-reino à gosto
  • Salsinha picada
  • 1 pacote de creme de cebola

Modo de preparo:

Em uma panela de pressão aqueça o óleo e acrescente a carne. Frite e refogue por 15 minutos. Pique o tomate e a cebola, corte a cenoura em rodelas de 1 cm e acrescente tudo na carne. Misture e deixe cozinhar por 3 minutos. Acrescente então a água, a cerveja e o creme de cebola. Tampe a panela e deixe cozinhar na pressão por 20/25 minutos. Abra a panela (após tirar a pressão com cuidado) e acerte o sal, acrescente a pimenta. Finalize com salsinha picada. Fica sensacional com um arroz branco fresquinho! Sirva com bastante caldo – ele é divino. Bon appétit!

Receita de bolo de mandioca cremoso com coco!

Festa junina é uma marca cultural linda do nosso povo, e a gastronomia dessa época tem muita memória afetiva. Cresci numa família onde o dia de São João é celebrado com comida, música, encontros e saudades de quem deixou sua terra original um dia. E mandioca sempre esteve ali, estrelando nessa festa afetiva toda. A mandioca é um ingrediente sagrado, pra mim o mais representativo da cozinha brasileira, quando a como parece que sinto mais forte minha identidade cultural. Então, minha contribuição para a festa junina de vocês será uma receita com mandioca – esse bolo é receita tradicional de uma família baiana, então tá jóia!

Ingredientes:

  • 1kg de mandioca crua descascada e lavada
  • 100g de manteiga
  • 3 xícaras de chá de açúcar
  • 200ml de leite de coco
  • 100g de coco ralado desidratado
  • 1 pitada de sal
  • 1 xícara de chá de leite
  • 3 ovos

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno à 180 graus. Rale a mandioca e acrescente no liquidificador com todos os outros ingredientes, bata apenas o suficiente para ficar uma mistura homogênea.

Unte com manteiga e farinha uma fôrma de cerca de 27 cm de diâmetro, coloque a mistura nela e leve ao forno pré-aquecido. Asse por cerca de 40/50 minutos – até dourar nas bordas e se gostar, também deixe dourar por completo na superfície toda.

Prontinho! Feliz São João!

Receita afetiva que une 2 mundos. Curau brûlée com crumble de canela.

Hoje foi um puta dia lindo. Fui pra cozinha com tudo que eu sou e fiz um prato que quando terminei me vi nele – sabe o quanto isso é emocionante? Eu tenho um compromisso e laço intenso com as coisas da minha terra, em especial as coisas da Bahia da minha mãe. Mas também tenho uma conexão profunda com as coisas da Europa, que na minha infância minha madrasta me ajudou a conhecer. Em especial os detalhes franceses me emocionam. E é assim porque meus caminhos fizeram a história assim – os lugares de amor que ocupei me trouxeram essas referências. É uma história longa, não dá pra contar hoje, o que eu queria contar é que hoje o curau brûlée com crumble de canela que fiz é uma foto do mais profundo que me compõe. Eu suspeito que essa será a receita mais afetiva que compartilhei com vocês até agora.

O curau é com uma textura mais cremosa, que se aproxima do “crème brûlée” francês. O gosto lindo da canela vem através de uma farofa, o crumble, dando junto um crocante que casa lindo com o curau cremoso. O milho, que é uma grande referência da cozinha da minha família (e do meu país), usado com influências francesas. Estou tão feliz com esse prato. Uma mistura de detalhes franceses com marcas profundas do paraíso tupi-guarani – esse prato é isso, eu sou isso.

Ingredientes (rende 5/6 porções):

Para o curau:

  • 4 espigas de milho (ou o suficiente para encher 3 xícaras de chá com grãos debulhados)
  • 2 xícaras de chá de leite
  • 3/4 de xícara de chá de açúcar
  • 5 colheres de sopa bem cheias de creme de leite
  • Um pouco de açúcar para polvilhar e fazer o “brûlée”.

Para o crumble de canela:

  • 70g de açúcar
  • 110g de farinha de trigo
  • 65g de manteiga gelada
  • 3/4 de colher de sopa de canela em pó

Modo de preparo do curau:

Descasque as espigas, tirando toda palha e cabelos (se quiser, guarde alguns pedaços de palha para montar o prato, decorando). Tire os grãos das espigas, com uma faca ou utensílio específico, caso tenha. Coloque em seguida todos os grãos debulhados no liquidificador e acrescente o leite. Bata bastante até tudo estar bem processado e homogêneo.

Em seguida, coloque uma peneira sobre uma panela e peneire a mistura, para remover o bagaço do milho. Aperte bem na peneira para extrair o máximo de liquido possível. Leve então esse liquido ao fogo médio e acrescente o açúcar. Comece a mexer com um fouet, sem parar, enquanto o cozimento acontece. Quando levantar fervura, cozinhe por mais 5 minutos. O curau engrossa rapidinho, quando engrossar mexa com fervor, para evitar que empelote ou grude no fundo da panela, se perceber que isso está acontecendo retire do fogo um instante e bata bem com o fouet até ficar cremoso e uniforme, e então volte ao fogo. Após levantar fervura e após os 5 minutos de cozimento, desligue o fogo e acrescente o creme de leite, mexa bem.

Coloque em um refratário ou em potinhos individuais e leve para gelar por pelo menos 1 hora.

Modo de preparo do crumble de canela:

Em uma tigela, misture todos os ingredientes, esfarelando a manteiga com a ponta dos dedos para que ela se una aos demais ingredientes, construindo uma farofa. Manuseie o mínimo que puder, para evitar que a manteiga derreta muito. Após estar tudo misturado, com aspecto de uma farofa grossa e úmida, leve para a geladeira e deixe lá por 30 minutos (isso é importante para garantir a crocância legal do crumble). Enquanto isso, pré-aqueça o forno à 160 graus. Após o descanso coloque a farofa em uma fôrma, espalhando nela toda. Leve para assar por cerca de 10 minutos, ou até estar dourado. Retire do forno e deixe esfriar.

Montagem:

Você pode fazer o brûlée (casquinha de caramelo bem fininha que ficará na superfície do curau) direto nos potinhos em que deixou o curau esfriando ou pode, como eu gosto de fazer, tirar uma colherada bem cheia de curau, pôr em um prato sob uma palha de milho (veja na foto acima) e fazer o brûlée nele. Seja como for, o brûlée se faz assim:

Polvilhe uma fina camada de açúcar sob o curau e queime para virar caramelo – Você pode fazer isso de 2 jeitos: usando um maçarico culinário (mais prático e com resultados melhores), ou usando uma colher de ferro aquecida. Se usar o maçarico é só ir fazendo com ele movimentos circulares até “queimar” o açúcar e deixar ele no tom da imagem acima (sem queimar muito para não ficar amargo, tem que ficar bronzeadinho só, 10 segundos de maçarico em cada um é suficiente). Se for usar uma colher de metal faça da seguinte forma: Esquente ela na chama do seu fogão a gás até que ela esquente bastante (o metal ficará num tom azul e meio escurecido). Após aquecer encoste a colher no açúcar e faça movimentos circulares, até caramelizar toda a superfície. Antes de aquecer a colher novamente lave-a muito bem para não ficar resíduos.

Pronto, o curau está com o brûlée. Sirva com o crumble de canela (quebre em pedaços, eu gosto de deixar bem trituradinho). É realmente bom.

Espero que gostem. Essa é uma receita valiosa pra mim.

Bon appétit.

Como fazer ovo de páscoa de colher de brigadeiro gourmet. 

Ovo de páscoa tem todo um simbolismo antigo e profundo, é um hábito que muito além de um consumo qualquer pode nos conectar com hábitos culturais e tradições afetivas. E eu particularmente acho que quando você cozinha nessas épocas festivas, você entra em um contato muito mais intenso com as tradições e espírito da coisa. Sempre faço em casa meus ovos de páscoa, é bom, delicioso e me faz muito bem. Essa receita é com o querido brigadeiro – doce amado por todos nós amém. É uma opção super simples de fazer e sempre dá certo. Um dos meus eternos favoritos. Confira receita completa.

A receita é para fazer um ovo de colher desse da foto, tamanho médio (casca de 170g) que recheado chega a pesar cerca de 500g.

Você precisa fazer a casca do ovo e o recheio. Você pode comprar a casca pronta e só fazer o recheio, mas claro que é muito mais legal fazer.

A casca do ovo: Clique aqui e confira a receita onde ensino como fazer a casca do seu ovo de páscoa de colher, com todos detalhes sobre o manuseio adequado do chocolate. 

O recheio: Clique aqui e confira receita de como fazer um brigadeiro gourmet equilibrado e delicioso para rechear seu ovo. 

Após ter os dois feitos, basta rechear o ovo com o brigadeiro. Eu também, como na foto, enrolo alguns brigadeiros para por em cima e enfeitar, igual o da foto. O confeito para finalizar pode ser granulado ou o que quiser. Eu gosto de colocar chocolate raspadadinho. Enfim. Esse é um básico, inove com sua criatividade e seja feliz fazendo.

Como fazer um sensacional pão na chapa paulistano!


São Paulo, lugar intenso de tantos sonhos e também contradições faz amanhã 464 anos. É muito coerente homenagear SP ensinando vocês a fazer um ícone da nossa democrática gastronomia: pão na chapa com pingado – mas não vou te ensinar qualquer pão na chapa, é de um modo intenso, como SP é.

Modo de preparo:

Se puder, coloque fones de ouvido e ouvindo Caetano Veloso vá até alguma padaria de SP, andando por alguma rua paulista que te emocione. Se não morar em SP coloque só Caetano pra tocar, também funciona. Coloque então na frigideira/chapa 1 colher de manteiga e 1 colher bem cheia de azeite de oliva extra virgem. Enquanto a manteiga derrete coloque uma pitada de flor de sal e pense na multidão de pessoas que movem essa cidade e que começam seus dias com um pão na chapa, sonham seus dias enquanto o comem, acordam melhor enquanto o comem, e então vão. Coloque em seguida o pão (francês) e toste, pressionando levemente. Parece simples, e na verdade é. Mas colocar um toque de azeite intensifica o gosto e não é nada simples explicar o quanto é bom. Passe um café. Coloque em uma xícara bonita e então pingue leite. Pause Caetano, escute o barulho da cidade, e coma. Feliz aniversário, São Paulo.

Lebkuchenpläetzchen – Como fazer o biscoito alemão tradicional no natal do sul do Brasil.

Muitos natais da minha infância foram em Santa Catarina, onde minha família paterna mora. A influência da colonização alemã é muito viva lá até hoje e pode ser vista na gastronomia, é o caso desses tradicionais biscoitos de natal. Essa receita deriva do “Lebkuchenpläetzchen”, biscoitos muito antigos, consumidos no natal da Alemanha desde a idade média, são muitíssimos tradicionais da culinária alemã (minha madrasta tem um livro muito antigo alemão com receitas cheias de tradição e marcas afetivas, tem esses lá).  Em Santa Catarina, nessa época do ano,  são vendidos em todo lugar possível. Adoro eles e o gosto de memórias antigas que eles tem. Fazer eles hoje extraiu um carinho e sutileza gigante de dentro de mim, engraçado, mas até meus movimentos na cozinha ficaram mais suaves e delicados quando os fiz. Essa receita, essa delicadeza e esse carinho, compartilho com vocês.  Vai ser meu jeito de dizer feliz natal. 

Ingredientes para a massa:

  • 500g de farinha de trigo
  • 200g de açúcar
  • 80g de manteiga em temperatura ambiente
  • 4 ovos
  • Meia colher de sopa de bicarbonato de amônio
  • 1 colher de sopa de extrato de baunilha
  • Se quiser aromatizar, você pode colocar umas duas pitadas de cardamomo em pó, raspas de limão ou raspas de gengibre, já fiz dos 3 jeitos e fica muito bom. Por ao mesmo tempo cardamomo e gengibre fica muito bom também!
  • Açúcar cristal colorido para decorar

Ingredientes para cobertura:

  • 2 claras
  • 5 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro
  • Gotas de limão siciliano

Modo de preparo:

Comece pela massa: Junte em uma vasilha grande todos os ingredientes da massa, misture tudo o suficiente para obter uma mistura homogênea, sem misturar demais  – sempre que estamos falando de biscoitos que queremos algo de crocante, misturar a massa demais nunca é bom. Deixe a massa descansar uns 5 minutos e então já pode abrir ela – esfarinhe uma superfície e abra a massa com um rolo. A espessura depende do seu gosto, se quiser biscoitos mais grossos e fofos por dentro deixe mais grosso, se quiser mais corcante deixe mais fino. Eu gosto mais corcante e deixo uma espessura de uns 4 milímetros. Após abrir corte com o cortador que quiser, ou até com uma faca em quadradinhos, use a imaginação. Adoro estrelas e corações. Leve para assar  em forno pré-aquecido à 200 graus, em fôrma untada ou fôrma antiaderente ou ainda forrada com papel manteiga. Asse até começar a dourar. Leva em média 12/15 minutos. Retire do forno e reserve para esfriar um pouco. Após assar todos os biscoitos mantenha o forno ligado, abaixe para 180 graus.

Para a cobertura, bata a clara em neve e acrescente o açúcar e as gotas de limão, e continue batendo até ficar firme (porém fica mais mole mesmo, não chega a atingir “pico duro”). Cubra cada biscoito com um pouco da cobertura, espalhe o açúcar cristal colorido para decorar (ou o confeito que quiser) e leve ao forno de volta, deixe o suficiente apenas para endurecer a cobertura, sem deixar dourar muito. Prontinho!

Após esfriar guarde em um lugar fechado para preservar a crocância. Feliz natal!

 

Como fazer tapioca com recheio de queijo e shitake. 

Tapioca – uma das tantas coisas que a sagrada mandioca pode se tornar. O ingrediente mais incrível e representativo do Brasil pra mim é a mandioca. E a tapioca, essa filha querida dela, é marca da minha história. Invento tapiocas desde que eu tinha 8 anos. Ela me lembra outras horas – quando a cozinha, desde cedo, preenchia as tardes vazias da minha vida. Essa da foto é de queijo com shitake, uma das minhas prediletas.

Para fazer,  é só fazer assim: 

Corte shitakes malandramente frescos e os refogue na manteiga. Depois de uns dois minutos acrescente um pouco de molho shoyu. As quantidades de manteiga, shitake e molho shoyu tem que estar em coerência entre si. Coloque o suficiente para os ingredientes se abraçarem com harmonia e ficarem amigos. Depois de refogar tudinho bem gostosinho, devagarzinho, reserve. Coloque sua goma para tapioca na panela, torre o primeiro lado e quando virar, coloque uma fatia de um queijo bonito que você goste (os mais adocicados ficam bons) e em seguida coloque o shitake refogado. Feche e pronto. Coma com verdade, carinho e café, ou um suco, se quiser.

Como fazer brigadeiro de limão siciliano!

Brigadeiro faz parte da nossa história. Um doce brasileiro que ocupa incrivelmente muitas de nossas memórias afetivas. Alguma coisa da sua vida tem brigadeiro no meio, certeza. Lembro de umas férias de quando eu tinha uns 11 anos em que fiz brigadeiro uns 4 dias seguidos para comer enquanto assistia Cavalo de Fogo (aquele desenho que todo mundo lembra pela música: “Que tocou meu coração, quando me disse então que um dia raaaeeeeeee(…)eeeenha eu seriiiiaaa…”, enfim, lembrou?), foi quase um ritual, só dava para assistir comendo brigadeiro. Foi uma overdose muito doce que eu jamais esquecerei. Adoro essa versão com limão siciliano, acho sutilmente refrescante. Vem fazer e ver o que é bom! Pode comer assistindo Cavalo de Fogo se quiser, mas se não quiser não precisa, é um item opcional.

 

Ingredientes:

  • 1 lata de leite condensado
  • 100g chocolate branco picado
  • 1 colher (sopa) de manteiga sem sal (jamais substituir por margarina, peloamordedeus!)
  • Raspas de 1 limão siciliano (sem raspar a parte branca).
  • Suco de ½ limão siciliano.

Modo de preparo:

Coloque em uma panela o leite condensado, o chocolate e a manteiga. Leve ao fogo médio e mexa sem parar para cozinhar o brigadeiro até atingir o ponto – que é quando você conseguir ver o fundo da panela ao passar a colher. Outro jeito de ver o ponto é inclinar a panela e ver se a mistura está soltando da panela, se estiver está pronto. Normalmente o brigadeiro leva uns 13 minutos de cozimento para atingir o ponto, mas isso varia, o negócio é checar o ponto mesmo. Após atingir o ponto desligue o fogo e continue mexendo uns segundos, então acrescente o suco de limão e as raspas, e mexa para misturar. Coloque em um prato e deixe esfriar para depois manusear e fazer as bolinhas, ou comer assim mesmo. Eu gosto de fazer bolinhas (unto a mão com óleo de canola ou manteiga para não grudar) e enrolar no leite em pó, acho que fica ótimo! Mas fica bom também enrolar em chocolate branco picado, granulado, farofa de pistache ou castanha…enfim.

Se divirta fazendo e seja feliz comendo.

Como fazer sorvete natural de banana!

Gosto de servir com castanha triturada por cima e caramelo salgado (outro dia ensino a fazer caramelo salgado 🙂

Melhor receita simples, natural e incrível que você respeita! Daquelas que fazem a gente se perguntar: como um único ingrediente pode virar isso? A banana é um milagre, tem tudo que precisamos dentro dela para obter um sorvete emocionante. Você só precisa de banana e um pouquinho de leite, e se quiser, mel! Só isso pra fazer essa poção mágica. Amo esse sorvete, amo o incrível leque de possibilidades que a natureza nos oferece. Obrigado bananas, obrigado às pessoas que as cultiva e obrigado natureza pelo processo todo de criação.

Ingredientes:

  • Bananas (para uma quantidade que sirva umas 3 pessoas uso umas 6 bananas – prefiro as naninas mais maduras, mas pode ser qualquer uma).
  • Leite – o suficiente para ajudar a bater no liquidificador.
  • Mel ou açúcar – para adoçar

Modo de preparo:

Descasque as bananas e corte em rodelas (não precisa ser muito finas). Forre uma tigela que possa ir ao freezer com papel filme, coloque as bananas dentro e cubra com mais papel filme, tampe a tigela e leve ao freezer – deixe lá até que as bananas congelem, cerca de 3 horas. Depois disso tire as bananas do congelador e coloque no liquidificador, coloque um pouquinho de leite e comece a bater – vá olhando se é necessário por mais leite para ajudar a bater. Não pode ser muito para não ficar com muito gosto de leite. Após ir atingindo uma consistência cremosa acrescente o açúcar ou o mel à gosto (prove para ver se está doce ao seu gosto). É incrível – ao ir batendo a banana vira um creme denso, virando magicamente um sorvete mole. Quando estiver já um creme homogêneo, coloque em uma tigela e leve ao freezer para endurecer. Prontinho! Depois de endurecer é só servir e ser feliz comendo!

Um ponto importante: se atente as quantidades que coloca no liquidificador para bater. Alguns de potência mais baixa podem se sobrecarregar com o processo porque a banana congelada é bem dura. Às vezes para não forçar demais o liquidificador é melhor ir batendo um pouco de banana de cada vez.