Bolo de laranja da Julia Child (Gâteau à l’orange). Simples, e exatamente por isso, incrível.

Um bolo de laranja simples, mas incrível, pra mim (talvez justamente por ser simples). Ele é bem macio (um “Spongecake”) e suave. Com um chá, ele me emociona. Essa receita mostra que preparos clássicos franceses podem ser mais simples do que pensamos. Aliás, mostrar isso foi a missão de Julia Child no mundo – a mulher que mudou o modo como a América comia na década de 60, tornando a arte emocionante da cozinha francesa possível para qualquer pessoa comum executar, em cozinhas comuns. Te amo Julia, pra sempre. Obrigado.

Abaixo receita escrita, mas clicando no link acima você vê o video da receita no Youtube, e clicando aqui você vê o video no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas

Ingredientes:

Bolo:

  • 2/3 de xícara de chá de açúcar (135g).
  • Mais 1 colher rasa de sopa de açúcar (15g)
  • 4 gemas
  • 4 claras
  • Raspas da casca de 1 laranja
  • 1/3 de xícara de chá de suco de laranja (75 ml)
  • 2 pitadas de sal
  • 3/4 de xícara de chá de farinha de trigo (120g)

Cobertura:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 5 ou 6 colheres de sopa de suco de laranja
  • 2 ou 3 colheres de sopa de licor de laranja (opcional)
  • Raspas de laranja (opcional)
  • Gotas de limão (opcional)
  • Amêndoas em lâminas para finalizar (opcional)

Modo de preparo:

Bata as gemas com o açúcar, na batedeira ou com um fouet, até a atingir ponto de fita (que é quando a massa fica sedosa e clara e você levanta o batedor e a massa cai desenhando formas). Junte o suco e as raspas da laranja e acrescente uma pitada de sal. Misture e então acrescente a farinha de trigo e incorpore ela com uma espátula. Em outro recipiente coloque as claras e uma pitada de sal e bata até atingir picos moles, depois acrescente uma colher de sopa de açúcar e bata até atingir picos duros – clara em neve. Incorpore a clara em neve em 3 partes na outra mistura – com muita delicadeza, com movimentos de baixo para cima, para perder o menor volume possível das claras. Quando tudo estiver incorporado disponha em uma fôrma untada com manteiga e farinha e leve para assar em forno pré-aquecido à 180 graus por cerca de 30 minutos – ou até dourar e você espetar um garfo e ele sair limpo. Dúvidas? Veja o video no Youtube (link acima), tem o passo a passo detalhado.

Modo de preparo da cobertura:

Em uma panela em fogo médio coloque o leite condensado e a manteiga. Cozinhe mexendo sempre até atingir ponto de brigadeiro (quando você passa a colher e consegue ver o fundo e quando o doce solta das laterais quando você inclina a panela). Desligue o fogo e acrescente o suco de laranja, o licor, as raspas de laranja se for usar e as gotas de limão. Misture tudo e incorpore.

Finalize cobrindo o bolo com a cobertura (desenformado, se quiser). Eu gosto de dourar amêndoas em lâminas no forno à 180 graus por uns 5 minutos e finalizar, mas é totalmente opcional.

Pipoca de leite ninho

Pipoca de leite ninho. Facinho. Uma moda que vale a pena (algumas não valem). Às vezes não sei se gosto mais de pipoca em si ou do que ela representa. A pipoca do circo, dos passeios com meu pai, do cinema, dos sofás onde havia encontro, das horas lúdicas da vida… pipoca está atrelada à leveza. Deve ser por isso que quando uma pipoca doce acontece, sai entusiasmo de cantos inesperados da gente, em uma segunda qualquer.

Abaixo o passo a passo escrito, mas se quiser o video com o preparo para não ter erro, só clicar aqui, no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem um video!

Ingredientes:

  • 4 colheres de sopa de milho
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 3 colheres bem cheias de sopa de açúcar
  • 4 colheres de sopa de água
  • Meia colher de sopa de manteiga
  • 4 colheres de sopa de leite em pó

Modo de preparo:

Em uma panela em fogo médio, coloque o óleo e o milho, misture e tampe. Dê eventualmente umas chacoalhadas na panela. O milho estoura naquele papapá gostoso. Quando os estouros demorarem mais se 2 segundos entre um e outro, desligue e coloque a pipoca em um recipiente.
Agora em uma panela coloque o açúcar, a água e a manteiga, misture e deixe cozinhar até virar um xarope grosso levemente amarelado (o o que leva em média 4 minutos). Desligue e despeje o xarope sobre a pipoca, misture bem. Em seguida acrescente o leite em pó e misture. Pronto. Uma gracinha.

Risoto de queijo brie e mel com crocante de queijo brie

Fácil e elegante. Combinação linda – queijo brie ama estar junto de algo adocicado, é o date perfeito pra ele. E falando em date, acho essa receita ideal para encontros amorosos, mas também é bonita para fazer e amar a si mesmo. Quantidades abaixo para um risoto que serve 3 pessoas (porque respeitamos também o poliamor, se for seu caso).

Caso queira ver, no IGTV do meu Instagram tem um video com todo o passo a passo completo, só clicar aqui!

Ingredientes:

  • 1 e 1/2 xícara de chá de arroz arbóreo
  • Cerca de 1 litro de caldo de legumes (explico como fazer um abaixo)
  • 1 taça de vinho branco
  • 1 colher de sopa de manteiga mais uma quantidade à gosto (para fazer o crocante de brie e finalizar o risoto)
  • Cerca de 150g de queijo brie (mais uns pedaços para fazer o crocante)
  • Queijo parmesão ralado à gosto
  • 2 colheres de sopa de mel
  • Meia cebola média picada
  • Ervas frescas picadas à gosto (salsinha, cebolinha…)
  • Sal à gosto

Modo de preparo:

Primeiro sobre o caldo de legumes: Quando quero um caldo rápido, fervo por 20 minutos na água: alho-poró, alho, cebola, cenoura picada bem pequena e alguma pimenta (do reino, rosa…), e pronto, tenho um caldo.

Em uma panela coloque 1 colher de sopa de manteiga, acrescente a cebola picada e refogue até ela ficar translúcida. Acrescente o arroz e refogue 1 minuto. Coloque então o vinho e mexa até ele evaporar.

Coloque cerca de 1/3 do caldo e fique mexendo. Quando começar a secar coloque mais caldo e continue mexendo. Repita o processo até o risoto atingir o ponto de seu agrado (tradicionalmente tem que ficar mais durinho – cozido mas ainda rígido (al dente), mas se preferir deixe mais molinho. Quando colocar a última remessa de caldo não deixe secar tanto. Durante essa etapa pode ir colocando ervinhas picadas para ajudar a dar perfume.

Quando o arroz chegar no ponto acrescente o queijo brie e incorpore. Em seguida coloque o mel (cerca de 2 colheres de sopa, mas cheque o tanto de doçura que você quer). Incorpore o mel e desligue a panela. Então coloque o queijo parmesão ralado, misture e finalize generosamente com bastante manteiga – cremosidade e brilho, queremos. Acerte o sal.

O crocante de queijo brie:

Para ter o crocante é só colocar um pouco de manteiga em uma frigideira antiaderente e dispor na manteiga já derretida fatias de queijo brie. Ele irá derreter e se desfazer, quando começar a secar e você notar que tudo virou quase uma coisa só, como uma “placa de queijo” derretido já tostado por baixo, desligue (tem que tostar, mas não queimar). Esfriando um pouco fica firme, aí é só tirar da frigideira e quebrar em pedaços.

Sirva o risoto finalizando com ervas frescas picadas e o crocante de brie. Mas que gracinha.

Chiaccere – biscoito doce frito italiano

Chiaccere – Se trata de um biscoitinho frito (muito consumido no carnaval italiano), onde queremos a emoção de uma mordida que tenha crocância mas também alguma maciez sútil. Um contraste bonito alcançado com detalhes simples no preparo (as quantidades abaixo é porque fiz só pra mim. Para 2 ou mais pessoas, dobre ou triplique a receita):

Junte:

  • 1 xícara de chá de farinha de trigo
  • Meia pitada de sal

Misture e faça um buraco no centro e acrescente:

  • 1 ovo
  • 1/3 de xícara de chá de açúcar
  • Raspas de meio limão (melhor se for siciliano)
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 colher rasa de chá de semente de erva-doce
  • 1 colher de sopa de cachaça

Comece misturando com uma colher e depois com as mãos. Amasse com gentileza só até misturar tudo (essa massa não é daquelas de descontar estresse – algumas são – essa é via de expressão de cuidado, delicadeza). Faça uma bola com a massa e deixe descansar na geladeira por 1 hora. Cheire suas mãos antes de lavar. Elas estarão com um perfume doce, cítrico, carinhosamente encaichaçado. É um belo perfume (perdemos chances de sentir cheiros lindos quando lavamos tudo com pressa). Esfarinhe uma superfície para não grudar e abra a massa (com rolo, garrafa, ou outros objetos criativos), deixe bem fina. Corte com uma faca em pedaços de formas quaisquer, brinque. Sejam quais forem as formas que fez, faça um corte no centro delas – essa abertura, somada a finura da massa, somada a cachaça e somada a você não ter amassado demais, trará a crocância emocionante que falei. Frite suas formas surrealistas em óleo quente e polvilhe açúcar por cima. Pronto.

Aprendi essa receita com Paola Carosella. Algumas pessoas chamam de “orelha de gato” ou “cueca virada” (amo esse nome) preparos parecidos com esse, mas é diferente. Todos são bons.

Panqueca de aveia sem farinha!

Receita leve muito leve nossa very leve. Simples e com poucos ingredientes, te ajuda a se emocionar com panquecas queridas mesmo quando não puder ou não quiser consumir farinha de trigo. Vem cá ver essa leveza toda em forma de receita.

Abaixo receita escrita, mas caso queira ver um video com todo passo a passo detalhado, só clicar aqui que tem no IGTV do meu Instagram @rodrigo.vilasboas

Ingredientes:

• 1 xícara e meia de chá de farinha de aveia
• 1 xícara e meia de chá de leite
• 3 ovos
• 3 colheres de sopa de azeite
• Sal e pimenta (2 pitadas de sal e 1 de pimenta)

Modo de preparo:

Misture todos os ingredientes, batendo com um fouet até ficar uma mistura homogênea. Unte uma frigideira antiaderente com fios de azeite e coloque porções, rodando a frigideira para fazer um disco fino. Quando fritar de um lado vire e frite do outro. Faço isso até acabar toda a massa.

Recheios:

Você pode rechear com o quiser (carne moída, frango, recheios maus úmidos com molhos, etc). Eu gosto de rechear com uma mistura de: 400g de ricota (misturo a ricota fresca com um pouco de creme de leite e amasso com o garfo para ficar mais pastoso) junto com 1 xícara de chá de alguma legume verde cozido (espinafre, brócolis, etc). Tempero com azeite, sal e pimenta.

Depois de rechear, é só finalizar como quiser (cobrindo com algum molho ou aó salpicando queijo por cima). Antes de servir leve já recheadas ao forno pré-aquecido à 200 graus por 10/15 minutos.

Ostara, Easter, Páscoa – Porque coelhos e ovos de chocolate? Confira origem da tradição e ainda seleção de 12 receitas sensacionais para sua páscoa!

Ostara

Imagem: Site Santuário Lunar

Ostara, Easter, Páscoa. O termo “Páscoa”, vem de “Ostara”, deusa escandinava da primavera – estação do ano que no hemisfério norte se inicia próxima à celebração da Páscoa. Antes mesmo do cristianismo, o dia de Ostara era a celebração do primeiro dia de primavera, do fim do inverno e retorno do sol, do florescimento e renascimento da natureza – o cristianismo uniu essa simbologia de “renascimento da natureza” a ressurreição de Jesus, fato hoje que universalmente simboliza a páscoa. Na antiguidade, o povo anglo-saxão pintava ovos e os oferecia a Ostara, sendo que o ovo sempre simbolizou vida, nascimento, assim como o coelho também era relacionado a Ostara, simbolizando fertilidade e fecundidade na natureza. Daí vem a origem dos ovos e do coelho da páscoa, que eram muito antes os “ovos e coelhos de Ostara”. O tempo transformou os ovos de Ostara em ovos de chocolate, criando uma intima relação desse ingrediente com toda a simbologia que envolve a Páscoa, os ovos, o coelho, a primavera e o renascimento. Por isso Páscoa tem tom de chocolate (do qual os ovos de Ostara deliciosamente acabaram sendo feitos) – a gastronomia tem sempre símbolos e marcas que contam a história da humanidade. Isso é sempre emocionante.

Para celebrar toda a simbologia da Páscoa com, claro, chocolate, fiz uma seleção de nossas melhores receitas que envolvem chocolate! Chocolate também é renascimento, é símbolo, e é maravilhoso… Veja abaixo a seleção com todo amor do mundo:

Para acessar as receitas basta clicar no link!

Receita de Ovo de Páscoa de Colher sabor Oreo

Receita de Ovo de Páscoa de Colher Trufado de Laranja

Receita de Ovo de Páscoa de Colher de Brigadeiro Gourmet

Receita de Gâteau au Chocolat (Bolo de chocolate cremoso sem farinha)

Receita de biscoitos de manteiga de amendoim com recheio de chocolate

Receita da tradicional Mousse de Chocolate Francesa

Receita de Reine de Saba – O bolo de chocolate com amêndoas da Julia Child!

Bolo Lava de Chocolate (Moelleux au Chocolat)

Receita de tortinhas de chocolate com farofa crocante de caramelo

Receita de Cookies Double Chocolate

Receita de mousse de chocolate com cachaça e crocante de chocolate branco

Receita de Bolo Double Chocolate com Azeite de Oliva

Ostara winter

Ostara – Lavando o adormecimento da terra durante o inverno e trazendo o florescimento e renascimento da natureza.

Bruschetta de brie com cebola caramelizada e mostarda.

Bruschetta onde se junta: queijo brie, cebola caramelizada e mostarda – dessas coisas que parecem que nasceram para estar sempre juntas.

Para caramelizar cebola facinho:

Na frigideira coloque 1 colher de sopa de manteiga e junte 1 cebola pequena cortada em rodelas finas. Vá mexendo e deixe ela cozinhar uns 4 minutos no fogo baixíssimo. Coloque uma pitada de sal e uma colher de sobremesa de açúcar, mexa e cozinhe 1 minuto e então coloque uma colher de sobremesa de molho shoyu. Cozinhe até que engrosse e a cebola esteja macia. Minutos antes de desligar repare no ponto da cebola caramelizando, borbulhando – poucas coisas são tão lindas e perfumadas quanto essa cena – guarde ela pra sempre em você. E ah, ajuste as quantidades conforme sua intuição te disser que precisa (sim, você tem uma intuição e precisa usar mais isso, na cozinha e na vida).

Para montar a bruschetta:

É só colocar sobre fatias de pão pedaços de queijo brie, a cebola caramelizada com seu caldinho e mostarda. Leve ao forno à 200 graus por uns 6/8 minutos (só pra tudo se encontrar mais calorosamente sobre o pão). Pronto.

Sobre a mostarda: Para essa receita mostardas amarelas muito liquidas não servem. Mostarda de Dijon, mostarda em grãos ou escuras são as que servem. Nem sempre podemos improvisar tudo, há emoções que precisam de coisas específicas para acontecer certo. Mas caso não tenha, faça sem. Só o brie e a cebola já emocionam bastante.

Tapioca de cuscuz – e a simplicidade mágica de um café da manhã.

Às vezes, pra um dia começar em paz, a gente só precisa de cuscuz, tapioca, queijo, café e se propor. Desde sempre, cafés da manhã pra mim são oportunidades de sentir, através do simples, a vida mais leve (talvez um recurso que uso pra que ela, a vida, não escorregue das minhas mãos na complexidade cotidiana). Qual seu recurso simples de paz? Qual sua sustância emocional matinal para dar conta? Os cafés da manhã são simbólicos.

Como fazer:

Para fazer essa tapioca de cuscuz eu só misturei cuscuz pronto (veja abaixo como faço um em 3 minutos no microondas) com goma de tapioca. Aí coloco na frigideira, jogo por cima um pouco de algum queijo ralado e deixo o calor fazer seu trabalho. Não precisa virar (como nenhuma tapioca precisa). Uma casquinha crocante com gostinho de milho tostado fica por baixo e as outras camadas macias. É um sopro de vida. Hoje resolvi colocar também queijo fresco por cima, mas nem precisa.

Cuscuz de 3 minutos:

para 1 porção, coloque um pouco mais de meia xícara de chá de flocão (farinha de milho flocada, aquela pra cuscuz) em um recipiente que possa ir ao microondas. Coloque pitadas de sal e um pouco de água para hidratar e mexa com um garfo (quantidades, na intuição. Você precisa de uma farofa úmida, mas sem ficar encharcada). Leve ao microondas por 2 minutos. Tire e solte a mistura com um garfo. Coloque mais um pouco de água e acrescente, à gosto, manteiga de garrafa ou outra, misture. Acerte o sal. Pronto.

Bolo de fubá com laranja

Como fazer bolo de fubá com laranja, compreendendo a sutileza de um dia sozinho em casa.

Ingredientes:

  • Olhar calmo e sensível para as coisas
  • 4 ovos
  • 1 xícara de chá de suco de laranja
  • 1 xícara de chá de óleo
  • 2 xícaras de chá de açúcar
  • 1 xícara de chá de fubá
  • 1 e ½ xícara de chá de farinha de trigo
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 xícara de chá de açúcar cristal para polvilhar a forma
  • 1 colher de sopa de canela em pó para polvilhar a forma
  • Alguma música, dessas que fazem a gente esquecer o medo
    Manteiga para untar

Modo de preparo:

Bata no liquidificador os 4 ovos, o suco de laranja, o açúcar e o óleo. Durante o barulho do liquidificador, imagine uma música daquelas que quando toca você sempre canta junto, então cante, e quando desligar o liquidificador, coloque ela pra tocar. Daí, na batedeira ou num bowl (pra bater na mão com um fouet) coloque o fubá, a farinha de trigo e despeje a mistura do liquidificador, bata bem. Quando terminar de bater repare na massa – ela não é linda? Unte uma forma com manteiga. Misture o açúcar cristal com a canela e polvilhe toda a forma untada. Coloque o fermento na massa e bata mais um pouco, com gentileza (é bom quando tratamos massas e pessoas com gentileza – o crescimento, das massas e das pessoas, tem a ver com a gentileza que recebem). Despeje a massa na forma e leve ao forno pré aquecido a 200ºC para assar por 45/50 minutos. Enquanto o bolo assa, sente no tapete do chão da sua sala com algum livro que te faça bem, ou com alguma outra coisa qualquer que te faça bem. O livro Todas as sextas da @paolacarosella me faz muito bem. Quando o bolo assar sinta o cheiro, espete um garfo e veja se sai limpo. Tire do forno e olhe para ele, pensando que foi você que fez aquele cheiro, com suas mãos. Espere esfriar e desenforme. Corte uma fatia e volte com ela e uma xícara de café para o chão da sua sala, respire. Coma. Ainda está escutando a música? A essa altura, ela vem de dentro.

(Aprendi essa receita com o @rodrigohilbert , e sou muito grato à ele por isso).