Bolo de cenoura fofinho infalível e a chance de um instante poético!

Receita simples para um bolo de cenoura clássico fofinho! Te ensino o segredo para uma massa super macia e fofa e também uma cobertura cremosa brilhante para coroar seu bolinho! E claro, como sempre por aqui, essa receita também tem um convite para uma experiência emocional gostosa, e dessa vez te chamo para notar a poesia e felicidade discreta, que está escondida na simplicidade do seu cotidiano, só esperando para ser notada por você – e o bolo de cenoura pode te ajudar nisso! Vem comigo entender “Quando a cozinha é um divã”! Clique no vídeo e confira!

O que fazer no Vale do Loire (França) – a experiência nos castelos mais fascinantes da Europa e 2 dicas valiosas para os amantes da gastronomia!

Quando pensar na França, vá além de Paris. (pra mim ela é a cidade mais linda do mundo, mas a França é muito que ela). Há regiões que preservam os tempos antigos de um modo tão profundo que você de fato se sente numa outra época da história. É o caso do Vale do Loire – uma região que fica quase no centro da França. Lá estão, em vilas e pequenas cidades, uns dos castelos medievais e renascentistas mais lindos e conservados da Europa. A região é um conto de fadas vivo diante dos seus olhos que pela sua riqueza arquitetônica foi considerado patrimônio mundial pela Unesco.

O traçado histórico dos reis e rainhas da França estão em cada parede desses castelos. Quartos, jardins, móveis, vilas ao redor, obras de arte – um mergulho na história deslumbrante francesa.

Vou compartilhar com vocês a experiência em cada um dos castelos que visitei, e além disso, darei aqui 2 dicas imperdíveis para quem quer se emocionar um pouco através da gastronomia por lá: 1) A visita “doce” ao Château d’Amboise – onde veremos: uma vila encantadora aos pés do castelo, as marcas de Leonardo Da Vinci (que inclusive está enterrado lá) e uma confeitaria tradicional muito antiga onde você provará o melhor chocolate quente e macaron da sua vida! 2) Conhecer a cozinha do Château de Chenonceau – uma das cozinhas antigas de castelo mais preservadas da França (emociona demais qualquer um que gosta de gastronomia), além do castelo inteiro em si ser lindo!

Os Castelos e a experiência em cada um deles:

  • Château d’Amboise – A vila encantadora, Leonardo Da Vinci e o melhor chocolate quente e macaron que você provará na vida!

Parte lateral do Château d’Amboise

Talvez o maior charme do Château d’Amboise é ter bem aos seus pés uma vila antiga muito charmosa e preservada (muitos outros castelos de lá ficam em regiões de grandes campos, sem muita coisa por perto). Após visitar o castelo você pode caminhar por uma vila com estruturas medievais até hoje preservadas, e isso não tem preço.

O Castelo é lindo, tem marcas de sua época medieval mas também do traçado renascentista, mostrando a transição do tempo em sua arquitetura. Hoje o castelo tem apenas um quinto de sua construção original (o restante foi destruído nos períodos de guerra), mas se mantém fascinante.

Amboise e Leonardo da Vinci : O Rei Francisco I foi um grande ocupante desse castelo – rei que foi muito amigo e admirador de Leonardo Da Vinci, daí que vem uma das maiores famas da cidade de Amboise – ter sido onde Da Vinci passou os últimos anos de sua vida. Ele foi convidado pelo rei para sair de Roma e ir morar em Amboise, trabalhando e produzindo sua arte e engenharia a serviço do rei. Da Vinci ganhou um castelo só para si ( o Château du Clos Lucé – a casa de Leonardo da Vinci que hoje está aberta a visitação e é um museu em homenagem ao artista, mais um motivo para você não deixar de visitar Amboise). Leonardo da Vinci está enterrado na Capela Saint Hubert, que fica em um dos jardins externos no Château d’Amboise. Para quem admira esse gênio, é bem emocionante ver seu túmulo.

O túmulo de Leonardo Da Vinci

Pâtisserie Bigot em Amboise – O melhor chocolate quente e macaron da sua vida: Tem algo especial pra mim sobre viagens: além dos atos mais populares e turísticos (que sim, muitas vezes também são legais) gosto de me conectar com detalhes do lugar, aqueles que na euforia turística de fotos nos monumentos a gente acaba não se permitindo notar. Me conecto com esses detalhes principalmente nos lugares que como: Os hábitos das pessoas locais no lugar, o modo como é servido um prato, apresentado, as louças, o perfume do lugar junto com o perfume da comida que servem, e a delicadeza dos sabores e texturas – observar tudo isso e fechar os olhos é gravar pra sempre em você uma memória sensorial delicada. A Pâtisserie Bigot me proporcionou tudo isso – um ambiente com perfume de chocolate, num lugar notavelmente antigo (desses que a gente entra e sabe que as paredes e móveis contam histórias) e doces dispostos de um jeito lindo, como obras delicadas ao mesmo tempo que tem tom de “receitas de família”. Saindo da sua visita ao Château d’Amboise, essa confeitaria fica logo em frente, aos pés do castelo. Vá lá e peça – pelo menos – um macaron e um chocolate quente. Coma fazendo essas observações e grave na sua memória esse momento. Vale a pena.

O macaron e chocolate quente mais emocionante da minha vida – Pâtisserie Bigot

Pâtisserie Bigot

Amboise – vila aos pés do Château (no catinho dá para ver a entrada da Pâtisserie Bigot)

Clique aqui e acesse o site da Pâtisserie Bigot para saber mais sobre eles e sua história.

Clique aqui para acessar o site oficial do Château d’Amboise e verificar todas informações para sua visita.

Endereço da Pâtisserie Bigot: 2 Rue nationale, 37400 Amboise, França.

Endereço do Château d’Amboise: 37400, Amboise, França.

  • O Château de Chenonceau e a cozinha antiga mais impecável que vi na vida!

A beleza desse Château pra mim está na sua localização – que é no meio do rio Cher – sua construção se estende como uma ponte sobre o rio (foi inspirado na Ponte Vecchio de Florença), é lindo isso, no meio da natureza e da correnteza do rio um castelo se estende. Outro ponto interessante sobre ele é que foi um castelo ocupado e administrado por mulheres – desde a rainha Catherine de Médicis (mulher do rei Henri II) até Diane de Poitiers (amante do mesmo rei).

Esse château ficou protegido durante os períodos das guerras e por isso é um dos mais mobiliados e inteiros – e isso é um ponto alto sobre ele, porque ver toda mobília original te conecta muito com toda história do lugar. E daí que vem um dos pontos mais espetaculares pra mim: a cozinha antiga mais completa que já vi!

A cozinha do Château de Chenonceau: Panelas exuberantes de bronze, cestos antigos de pão, fornos de pedra, facas gigantes, pilões… enfim, você verá uma cozinha antiga completíssima! Algumas peças são originais, outras postas pra completar o cenário, o conjunto de tudo te faz entender perfeitamente o funcionamento majestoso da cozinha ancestral de um castelo antigo, onde eram preparados os imensos banquetes reais. Vale muito a pena, só pela cozinha, visitar esse Château!

A cozinha do castelo

O castelo possui três restaurantes. Um gastronômico chamado Orangerie (que é um self agradável) e uma creperie. Os visitantes também podem fazer piquenique no parque do castelo. Duas áreas para piquenique estão à disposição de todos, sendo uma delas coberta.

Clique aqui para acessar o site oficial do Château de Chenonceau e verificar todas informações para sua visita.

Endereço: 37150 Chenonceaux, França.

O Château d’Amboise e o Château de Chenonceau foram meus favoritos, mas indo ao Vale do Loire, não deixe de visitar também:

  • O Château de Chambord

Esse aqui encanta de cara pelo tamanho – é imenso, o maior de todos os castelos do Vale do Loire. Seu aspecto marca muito bem o período do renascimento francês. As inúmeras torres, escadarias e salões gigantes te conectam com toda majestade francesa. Gostei dele ter uma sala exclusiva onde há carruagens expostas (é difícil ver uma original). Outro ponto lindo é a escada central projetada por Leonardo da Vinci – duas escadas que se entrelaçam mas que nunca se cruzam – quem sobe uma das escadas não cruza nunca com quem sobe a outra (e isso é engraçado porque a impressão é de que é uma escada só, mas são duas “enroladas” – coisas de Da Vinci).

A escadas do Château de Chambord – projeto de Leonardo da Vinci

Clique aqui e acesse o site oficial do Château de Chambord e saiba tudo para sua visita.

Endereço: Château, 41250 Chambord, França

  • Château de Villandry

Um dos menores que tem, mas absolutamente lindo, principalmente por 2 motivos: É quase que 100% mobiliado – tem até louças e mesa de jantar posta, é bem impressionante o detalhe decorativo dele. E outro ponto que encanta são os jardins planejados – um dos mais lindos de toda França (eu fui no outono, então não vi a beleza toda dos jardins, mas quem viu se apaixonou muito).

Clique aqui e acesse o site oficial do Château de Villandry e saiba tudo para sua visita.

Endereço: 3 Rue Principale, 37510 Villandry, França.

Qual melhor cidade para se hospedar perto de todos os castelos?

Pra mim, a melhor opção de cidade para se hospedar em Vale do Loire é Tours – primeiro porque é perto e tem localização legal para ir até qualquer um dos castelos. Segundo porque é uma cidade mais movimentada, e tem coisas legais para se fazer a noite (conta com uma vida noturna gostosa – com bares e animação típica bôemia francesa) e restaurantes bons, além de ter hospedagens (como bastante Airbnb) a preços bem legais.

Estrada próxima já da cidade de Tours

Como chegar até o Vale do Loire de Paris?

Eu acho que a melhor opção é alugar um carro – em no máximo 3 horas dirigindo por estradas ótimas vocês chega ao Vale do Loire, partindo de Paris. As vantagens são: Viajar podendo parar nas cidadezinhas do caminho, parar para apreciar os tantos cantos lindos do interior da França… aí, isso não tem preço, te juro. E outra coisa: Para fazer as visitas aos castelos tem opções de ônibus, mas ter um carro facilita muito e faz você ganhar muito tempo. Realmente considere alugar um carro para essa viagem. Mas se não der, fique em paz, tem trem de Paris para diversas cidades da região, e aí para os trajetos entre castelo há ônibus.

É isso, há mais castelos que esses por lá, mas esses são os destaques! Quando for, crie as suas memórias e referências pessoais – porque pegar dicas é importante, mas criar as suas próprias, é fundamental!

Panquecas de parmesão! Fácil e feliz.

Panquecas de parmesão para o seu desjejum, quebra-jejum, mata-bicho, pequeno-almoço ou café-da-manhã. Modo simples e eloquente de construir sua primeira refeição do dia, e é uma gracinha. Fácil e feliz.

Como fazer: 

Para 2 porções, misture: 1 ovo, meia xícara de chá de farinha de trigo, 1 colher cheia de sopa de manteiga derretida, meia xícara de chá de leite, 1 pitada de sal e outra de fermento (tipo meia colher de chá), pimenta se quiser e queijo parmesão ralado à gosto (se usar um bom, desses que são adocicados, picantes e sensuais, você será mais feliz). Misture tudo com um fouet até incorporar bem e frite em uma frigideira com fios de azeite – coloque na frigideira e quando começar a subir bolhinhas é o sinal do universo dizendo que é hora de virar. Vire e deixe mais uns 40 segundos e tire. Pode comer ela assim pura que já é amor. Mas eu coloquei hoje presunto e pedaços de mozzarella de búfala por cima . Finalizei com fios de azeite e pimenta. Feliz fiquei. Bom sábado!

Chá de amendoim (amendoim cremoso quente).

Porque não é só de chocolate quente que se faz aconchego em dias nublados. Cremosidade, textura gostosinha, docinho, quentinho (ou até frio é bom, se gostar) e super fácil de fazer. Registre no seu coração:

No IGTV do eu Instagram @rodrigo.vilasboas tem um vídeo gracinha com todo passo a passo dessa receita. Clique aqui e veja! 

Ingredientes:

  • 1 litro de leite integral
  • 500g de amendoim torrado sem sal e sem casca
  • 1 lata de leite condensado.

Modo de preparo:

No liquidificador ou processador, junte todos os ingredientes e bata bem. Leve ao fogo médio em uma panela grande. Quando começar a ferver, deixe cozinhar por 15 minutos (no vídeo tem todos os detalhes e o ponto certo). Mexa de vez em quando e fique de olho na panela – piscou o leite sobe e derrama tudo no fogão, vá mexendo e baixando o fogo para evitar isso. O que não consumir na hora, conserve na geladeira

Agradeço a querida @maryangelapessoa , pela receita amorosa e gentil dos cantos bonitos de Minas Gerais. ❤

Café de terça do Brasil – Hoje: Pão na chapa em 2 versões (tradicional e com queijo cremoso tostado) com pingado.

Terça-feira de café da manhã inspirado no Brasil – mais um post dessa série que lancei semana passada, onde toda terça teremos um post de café da manhã que nos conecta com os hábitos da nossa gente. Hoje foi dia do absolutamente paulistano: Pão na chapa com pingado! E ainda 2 versões de pão na chapa: tradicional e com queijo cremoso tostado.

Nas “padocas” de São Paulo o velho pão na chapa com pingado (café com um pequena dose de leite) é um clássico que inicia o dia de muitos paulistanos.

Pão na chapa tradicional:

Não é muito comum, mas gosto de fazer com toque de azeite junto com a manteiga, fica incrível! Sem segredos: manteiga e azeite (cerca de 1 colher de sopa de cada para cada 1 pão) e 1 pitada de sal. Quando derreter, coloque o pão e pressione, achatando ele, até dourar.

Pão na chapa com queijo cremoso tostado:

Passe no pão algum queijo cremoso grosso à gosto (requeijão, normalmente aqueles de bisnaga são ótimos pra isso, sabe?). Aqui usei o emocionante queijo cremoso fundido de gorgonzola. Leve para tostar na frigideira já quente. Pressione de leve apenas um pouco, deixe uns 2/3 minutos – até criar uma casquinha maravilhosa do queijo.

O pingado é um café com “pingos” de leite – pra ter mais café que leite. Aqui usei o representativo cafezinho do Brasil da @nespresso.br , já que é de Brasil que a gente tá falando, né?

Na #cafedeterçadobrasil no Instagram você vai achando todos os posts da série!

Risoni com cogumelo, abobrinha e parmesão!

Conhece Risoni?

Massas – como elas me emocionam. Acho uma pena que a gente se limite a consumir poucos tipos, sem explorar sua infinitude. Os italianos presentearam o mundo com uma arte profunda (profunda mesmo, cada tipo de massa é uma história ancestral linda), deviamos aproveitar melhor. Viver plenamente o sabor do “belo do mundo” exige a ousadia de provar o novo – isso serve para as massas e para a vida. Faça essa receita pensando nisso.

Risoni (ou orzo), é um tipo de massa com corte que se assemelha ao arroz (tanto que o preparo que faremos aqui é como um risoto). Muito usado em sopas também. O tamanho e formato permite que os sabores dos molhos e ingredientes penetrem nele de um modo lindo. Vamos à receita!

Ingredientes:

  • 1 xícara e meia de risoni (orzo)
  • Meia cebola picada
  • Manteiga à gosto
  • Azeite de oliva à gosto
  • Cerca de 300g de cogumelo fresco (rosa, shitake, etc).
  • Sal à gosto
  • Pimenta à gosto
  • Curry à gosto
  • Fatias de abobrinha grelhada no azeite, à gosto
  • 100g de queijo parmesão (um bom, isso importa)

Modo de preparo:

Higienize os cogumelos com um papel ou pano de prato úmido (jamais os lave). Corte em fatias e grelhe na manteiga, azeite, sal e pimenta. Reserve.
Corte a abobrinha grelhada em pedaços menores, reserve.
Em uma panela doure a cebola na manteiga e acrescente o risoni. Doure por 1 minuto. Coloque sal, pimenta e curry. Então vá acrescente o caldo de legumes aos poucos, mexendo de vez em quando (como no preparo de risoto). Quando uma porção estiver secando coloque outra e assim até ficar “al dente” – ou no ponto que goste (fique de olho, risoni cozinha mais rápido que risoto). Estando no ponto acrescente o cogumelo, a abobrinha, mais manteiga e o parmesão ralado, misture, acerte o sal, se precisar de mais umidade coloque mais caldo e pronto, sirva em seguida.

Dica: se achar, escolha o cogumelo rosa, a textura dele fica linda aqui.

Café de terça do Brasil – Hoje: Cuscuz de 3 minutos e café coado.

Terça-feira de café da manhã inspirado no Brasil – meu ritual semanal que me conecta com a autenticidade da minha terra. Amo, nas terças de manhã, preparos simples, café coado na caneca de alumínio, música brasileira tocando e uma refeição despretenciosa que me eleva, me conecta com meu chão. Decidi toda terça compartilhar meu café da manhã do Brasil com vocês, me contem o que mais querem ver de inspiração brasileira todas as terças? Vai la no meu Instagram @rodrigo.vilasboas e me conta tudo!

Hoje coloquei Caetano Veloso (baiano que sempre nos conecta com o melhor do Brasil) e fiz:

Café coado e cuscuz de 3 minutos com queijo!

Principalmente consumido no nordeste, o cuscuz solto, com manteiga e queijo, com café, às vezes leva carne seca ou de sol e é marca forte do inicio de manhã potente do sertanejo nordestino. Faço assim:

Cuscuz de 3 minutos:

Para 1 porção, coloque um pouco mais de meia xícara de chá de flocão (farinha de milho flocada, aquela pra cuscuz) em um recipiente que possa ir ao microondas. Coloque pitadas de sal e um pouco de água para hidratar e mexa com um garfo (quantidades, na intuição. Você precisa de uma farofa úmida, mas sem ficar encharcada). Leve ao microondas por 2 minutos. Tire e solte a mistura com um garfo. Coloque mais um pouco de água e acrescente, à gosto, manteiga de garrafa ou outra, misture. Acerte o sal. Se quiser, coloque umas fatias de queijo por cima e leve mais 20/30 seg no microondas para derreter.

Dicas para um café coado emocionante:

1) Sempre escalde o filtro de papel (passando nele um pouco de água quente antes de colocar o pó, depois descarte essa água) – papel tem gosto e sem isso, vai manchar o aroma genuíno do seu café.

2) Quando for colocar água sobre o pó de café no coador, vá com muita calma e coloque jatos pequenos, para umedecer todo o pó. Jatos grandes jogados com tudo fazem a água descer e o pó subir, então a água desce antes de fazer uma boa infusão com o café e você perde toda emoção do seu cafezinho.

3) Escolha cafés dignos de emoção – os produzidos em Minas Gerais, Espirito Santo e Bahia são os mais impactantes que conheço).

Terça que vem tem mais café da manhã do Brasil!

Quiche de cogumelo e queijo!

A fatídica quiche de cogumelo e queijo de hoje (encontrei shimeji rosa no mercado, uma espécie de cogumelo conhecida como Pink oyster mushroom – adoro comprar coisas no mercado que acho bonitas e não tenho a menor ideia do que são e como preparar, aí quando chego em casa, é sempre uma aventura para descobrir. Quando tenho um ingrediente que não sei o que fazer com ele, muitas vezes vira quiche – essa dama francesa atemporal que sempre é uma opção conveniente e carinhosa. Se liga em como ela é acessível e gracinha de fazer:

Ingredientes (massa):

  • 90g de manteiga amolecida
  • 1 colher de chá de açúcar
  • 1 colher de café de sal
  • 1 xícara e meia de farinha de trigo
  • 2 gemas pequenas ou 1 grande
  • Água gelada (só caso a massa fique seca).

Modo de preparo da massa:

Misture/bata a manteiga com o açúcar e sal, com uma colher de pau, até esbranquiçar. Acrescente a farinha, as gemas e misture – sem amassar muito, só pra unir tudo. É uma massa quebradiça mas que vc tem que conseguir fazer uma bola com ela. Se estiver muito esfarinhada coloque água gelada pra chegar nesse ponto. Embrulhe num papel filme e deixe na geladeira por uns 15 minutos. Depois abra em uma fôrma essa massa até forrar toda ela e cobrir uns 2 dedos as laterais (ajeite com os dedos mesmo, é legal).

Recheio:

O Recheio básico da quiche consiste em: 4 ovos mais 2 gemas batidas (com fouet) com 250g de creme de leite, sal e pimenta. Essa parte liquida é a base, aí você incrementa e dá o sabor que quiser para sua quiche. Eu fiz assim: na massa disposta na fôrma coloquei 200g de cogumelos grelhados na manteiga, pimenta e sal, cubos de queijo minas padrão à gosto, daí distribui a massa liquida de ovos e finalizei com queijo parmesão ralado por cima. Levei para assar no forno pré-aquecido à 180 graus por 30-40 minutos – até dourar levemente. Pronto! Bon appétit!

Clafoutis salgado de tomate e queijo!

Clafoutis de queijos e tomate – ontem falamos sobre a versão doce desse preparo francês aconchegante (comida de casa de vó francesa), e hoje a gente aprende a versão salgada – onde troca-se a fruta por tomates e o açúcar por queijo e voilà. Desses preparos simples e charmosos, que a gente ama. Olha como faço:

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 50g de farinha de amêndoas ou amêndoas moídas (pode ser nozes ou avelãs também)
  • 1 pitada de sal
  • 100g de creme de leite
  • 100ml de leite
  • 100g de tomate-cereja
  • Entre 100g e 200g de queijos – quais quiser, sugiro queijos mais intensos.

Modo de preparo:

Bata os ovos em um recipiente, até esbranquiçar um pouco. Acrescente as amêndoas, a pitada de sal e a farinha de trigo. Misture e então acrescente o leite e creme de leite, também incorpore bem. Reserve. Unte uma fôrma com manteiga e farinha, espalhe sobre ela os tomates e então despeje a massa de ovos. Então espalhe o queijo pela massa, de modo que toda ela tenha queijo distribuido. Nesse coloquei apenas um queijo tipo gorgonzola fundido, espalhando colheradas dele pela massa, mas você pode combinar queijos de sua escolha (gorgonzola e parmesão, gruyère e parmesão, muçarela e parmesão, etc). Leve para assar em forno pré aquecido à 180 graus por 30-40 minutos – até dourar e a massa ficar firme. Sirva quente ou frio. Bon appétit!

Biscoito assado de polvilho!

Receita simples, significativa e linda com nosso sagrado polvilho (que deriva da nossa sagrada mandioca). Qual foi a última vez que você tomou um café da tarde demorado numa mesa gostosa com alguém que valha a pena você gastar seu tempo? Esse biscoito costuma ajudar nisso. É a desculpa que minha família usa há anos pra se reunir e se conectar nas tardes dessa vida breve e tão boa.

No meu Instagram @rodrigo.vilasboas tem um vídeo detalhado onde ensino o passo a passo completo da receita, lá não tem erro. Clique aqui e confira.

Ingredientes:

  • 225 ml de leite
  • 100 ml de óleo
  • 2 colheres de chá de sal
  • 260g de polvilho azedo ou doce
  • 1 ovo
  • 80g de queijo minas ralado
  • 3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
  • Alceu Valença tocando de fundo
  • Vontade de gastar tempo produzindo marcas boas

Modo de preparo:

Em uma caneca ou panela (que possa ir na boca do fogão) coloque o leite, o óleo e o sal, misture e leve ao fogo, quando levantar fervura desligue.

Em uma tigela coloque o polvilho e coloque a misture de leite fervido, misture inicialmente com uma colher (estará muito quente). Acrescente o ovo e misture com as mãos. Você precisa de uma massa lisa e de fácil manuseio que seja possível enrolar – a quantidade de polvilho é relativa, depende da qualidade dele e da umidade do dia, coloque mais polvilho se precisar para atingir a textura ideal (no video no IGTV (link acima) tem o ponto certinho da massa).

Acrescente então os queijos e incorpore bem. Faça rolinhos no formato meia lua, coloque em uma fôrma e leve para assar em forno pré-aquecido à 180 graus até dourar. Prontinho! Tenha um café da tarde afetivo e seja feliz!