Como fazer um bolo emocionante de limão.

Leia essa receita estando aberto para ter uma experiência emocional na cozinha.

Ingredientes:

  • 3 xícaras de chá de farinha de trigo
  • 2 xícaras de chá de açúcar refinado
  • 1 xícara de chá de leite
  • 3 ovos
  • 1 xícara de óleo
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • Suco de 1 limão e meio

Modo de preparo:

Escolha um bowl ou tigela bonita que te lembre algo bom (é bom quando nossos utensílios nos trazem lembranças) e coloque nele a farinha de trigo e o açúcar. Misture. Então acrescente o leite e o ovos (de vacas e galinhas felizes) e também o óleo (qual você quiser, eu uso de girassol porque é bom e porque gosto de ter algo do girassol na minha receita, ele é tão lindo, você não acha?). Misture tudo com um fouet, ou batedeira. Na mão sempre é melhor, é mais você e menos máquina ali. Após tudo estar incorporado acrescente o fermento em pó e misture. Acrescente o suco do limão e também misture. Coloque em uma fôrma untada e leve para assar em forno pré-aquecido à 180 graus por 40 minutos ou até você espetar um palito e ele sair limpo. Que lindo o cheiro que invade sua cozinha nessa hora – repare esse momento e guarde ele com você. Espere esfriar 5 minutos e desenforme.

Dica de cobertura:

Se quiser cobrir com algo obscenamente bom, faça um brigadeiro mole de limão: Coloque em uma panela uma lata de leite condensado, 100g de chocolate branco picado (se quiser, ajuda a não talhar) e uma colher de sopa de manteiga. Cozinhe mexendo sempre até atingir um ponto de brigadeiro mole (cozinhe uns 4 minutos após levantar fervura) ou deixe na consistência que quiser. Quando desligar a panela acrescente o suco de 1 limão e misture. Cubra seu bolo com isso e finalize com raspas de limão.

Sente com seu bolo pronto numa mesa com alguém que você ame (pode ser você mesmo, inclusive). Corte um pedaço, coma devagar, com café coado. Pense na delicadeza que a vida pode ter. Pense nos prazeres simples do mundo. Pense na sorte que temos por limões existirem, vacas e galinhas também. Seja feliz.

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Roteiro gastronômico em uma aventura na Patagônia – como se emocionar comendo no extremo do mundo.

A Patagônia é o lugar mais emocionante que estive nesse mundo. O contato extremo com a força do mundo natural transforma a gente. Fui lá para me casar, sob um dos maiores aglomerados de gelo do mundo. Eu queria celebrar o amor, que é uma força natural gigante, num lugar onde a força natural também fosse gigante. Tinha que ser lá. Eu acho que na Patagônia nos conectamos de uma forma diferente com o mundo. Quando o vento gelado bate no nosso rosto ele nos arrasta junto para a composição do mundo, daí é como se fizéssemos parte de tudo, e tudo vira uma coisa só – nós e o mundo . É lindo e faz a vida vibrar, você precisa ir um dia se conseguir.

Te conto aqui onde comer o clássico e ancestral cordeiro patagônico, mas também conto como comprar, num mercado no fim do mundo, um biscoito folhado barato pra comer com doce de leite local durante um trekking para a montanha que fuma. Também te conto da beleza de levar um sanduíche de “mila” e uma cerveja na mochila pra comer enquanto o vento gelado do Glaciar Perito Moreno bate na sua cara e te conta da profundidade e força do mundo natural. Ah, também tem algo sobre comer uma empanada na beira de uma estrada deserta. Isso e mais. Entende do que se trata esse roteiro? Não são só dicas de restaurantes, se trata de como comer algo em um determinado lugar e criar uma memória eterna. Tem amor pra caramba nesse roteiro, espero que sinta aqui uma parte do que a Patagônia é!

 

1) Comida ancestral – O Famoso cordeiro patagônico: Cozinha antiga de fogo alto.

Um dos sabores mais emblemáticos da Patagônia é o cordeiro patagônico – se tiver que escolher uma única coisa para comer lá, escolha isso. Em diversos restaurantes das pequenas cidades há cordeiro assado em fogo de chão (o jeito mais lindo e antigo de assar). É bem comum os restaurantes terem vitrines onde o fogo de chão fica exposto, para você entender bem a coisa. Tipo essa:

Na cidade de El Calafate eu comi meu cordeiro no restaurante Casimiro Biguá, um local bem tradicional e popular para comer esse prato (chegue lá cedo para conseguir lugar, é cheio). Sugiro que lá coma só o cordeiro, ele é barato e servido no modelo 1 para 2 (um prato farto que serve bem 2 e não custa nada caro para a média da cidade, o preço foi um dos melhores que encontramos). Outros pratos lá são meio caros, não acho que vale a pena, lá é para comer o cordeiro e só. Absolutamente delicioso, uma experiência única de sentir o gosto profundo da cozinha de caça antiga, de fogo alto.

Felizes, mesmo.

Clique aqui e acesse o site para saber tudo da unidade do Casimiro Biguá em EL Calafate. É super bem localizado!

Endereço: Av. Libertador 963, El Calafate, Argentina.

 

2) Uma aventura no Glaciar Perito Moreno – um sanduíche de “mila” e uma cerveja na mochila –  e ainda um whisky especial sob um dos maiores glaciares do mundo.

Bem bobo com as paisagens do Mini trekking – passeio sob o glaciar.

Não há nessa parte uma dica gastronômica de restaurante e melhor prato, mas sim de uma maneira marcante de comer durante uma das maiores aventuras de sua vida. Se você estiver na cidade de El Calafate, não pode deixar de visitar o Glaciar Perito Moreno, um dos maiores glaciares do mundo, que é uma das coisas mais lindas e impressionantes que você verá na vida.

Caminhada até a trilha para subir no glaciar

Há algumas maneiras de visitar o Glaciar. Você pode ir apenas até as passarelas do Parque Nacional Los Glaciares e ver o famoso Glaciar Perito Moreno de muitos ângulos. Mas eu sinceramente te sugiro ir além desse passeio nas passarelas… que é legal, mas chegar mais perto do Glaciar é uma experiência emocionante. A Agência Hielo y Aventura te leva para caminhar sob o Perito Moreno. Há 2 modalidades para esse passeio: O Mini trekking e o Big Ice – Ambos passeios duram o dia todo (considerando ida e volta de El Calafate até o Glaciar, preparações para a caminhada no gelo e todas paradas), a diferença entre um e outro é o tempo que dura – No Mini Trekking a caminhada no gelo dura cerca de 1 hora e meia, e no Big Ice cerca de 3 horas e meia. Eu fiz o Mini trekking e achei o suficiente para me emocionar profundamente. Caminhar acima do Glaciar foi a coisa mais emocionante que fiz na vida, te indico de coração. A única agência que faz esse passeio é a Hielo y Aventura, então compre direto por ela. O pacote para o Mini trekking pode ser comprado com translado incluso (ida e volta do seu hotel em El Calafate), também está incluso no pacote do Mini Trekking um percurso de barco lindo para chegar até o glaciar. E ah, no final da caminhada no gelo, o guia chega numa parte onde desenterra uma garrafa de whisky e serve para todos com gelo do glaciar – a única vez na vida onde você vai tomar um whisky onde o gelo o é mais velho que ele.

Finalmente, sobre o que comer: Não há, durante o passeio ao glaciar, onde comprar o que comer. Você deve levar seu lanche na mochila (há uma cabana onde você pode deixar seu lanche enquanto caminha no gelo, para comer na volta). Eu sugiro que você compre, ainda na cidade, um sanduíche “mila” – como eles chamam um sanduíche de milanesa (que pode ser de carne ou frango). Leve junto uma cerveja argentina boa. Na hora que voltar da caminhada do gelo, você fica um tempo numa região linda, onde há uma pausa para você comer seu lanche. Escolha um lugar emocionante para comer seu mila, eu escolhi esse:

Nunca mais vou esquecer o gosto desse mila junto com o vento gelado do glaciar batendo na minha cara e me contando sobre a força e profundidade do mundo natural.

Clique aqui e acesse o site da Hielo y Aventura e saiba detalhes do Mini trekking e Big Ice. Deu tudo certo, a empresa é super competente.

 

3) Comida aconchegante, cardápio diverso (bom e barato) e atendimento gentil que aquece a gente. Coma no Pietro’s (Em El Calafate).

El Calafate é uma cidade mais ou menos cara, os restaurantes não tem lá preços muitos acessíveis. Uma amiga indicou um lugar de comida boa, simples e barata, e nós fomos e amamos. O Pietro’s fica na avenida principal da cidade de El Calafate. Tem pizzas ótimas e um hamburguer de cordeiro que é farto e delicioso (aliás, no geral os pratos na Patagônia são bem fartos, se não estiver morto de fome, 1 sempre dá pra 2).

Amei comer lá, fui 2 vezes durante minha estadia em El Calafate. O atendimento é sensacional, simples e gentil, o que amo. Dica valiosa para não gastar muito e comer bem.

Endereço: Av. Libertador, 1002, El Calafate, Argentina. 

 

4) Empanadas na estrada para algum lugar – No meu caso foi para El Chaltén.

Empanadas na Argentina são um clássico que todo mundo que vai come. Tem em todo lugar. Pra mim as melhores não são de restaurantes muito grandes ou populares – as caseiras, de lugar pequeno, que provavelmente tem receitas familiares cheia de traços culturais antigos, são as melhores. Durante minha estadia na Patagônia fui passar 1 dia em El Chaltén (fui de ônibus de EL Calafate, fui e voltei no mesmo dia, várias agências vendem esse trajeto/excursão e não é caro, no próprio hotel/hostel que você ficar dará para comprar, provavelmente). No caminho para EL Chaltén (leva umas 3 hora para chegar lá partindo de El Calafate) fizemos uma parada num lugar simples, desses de beira de estrada, comprei uma empanada de carne incrível.

Qualquer paisagem na Patagônia é linda, não importa onde, então peguei minha empanada lá dentro do estabelecimento e fui comer do lado de fora, na beira de uma estrada deserta. Enquanto eu comia minha empanada cheia de traço cultural de onde eu estava, olhava exatamente para isso (tirei essa foto com o celular numa mão e a empanada na outra):

Essa dica é apenas uma sugestão para você comer uma empanada na beira de alguma estrada na Patagônia, eu achei emocionante e indico demais. Espero que entenda a delicadeza dessa experiência.

Depois de comer a empanada, volta a estrada.

 

4) Biscoito barato folheado maravilhoso e doce de leite em uma trilha em El Chaltén.

El Chaltén (cidade próxima a El Calafate) é conhecida como a capital mundial do trekking. Existem muitas trilhas lá, de diversos níveis de dificuldade, cada uma mais linda que a outra. As mais famosas são as que levam até alguma visão do Fitz Roy -a montanha mais famosa da região, conhecida como “a montanha que fuma”, devido as constantes nuvens que a circundam. É linda.

El Chaltén é uma cidade – na verdade uma vila – minuscula, com poucas casas e estabelecimentos. Um lugarzinho perdido no meio do mundo. Na rua principal da cidade (e quase a única), enquanto estava indo para o fim dela, onde começam as trilhas, parei num mercadinho pequeno e comprei um biscoito folheado quadrado (que não tinha nome da embalagem, era produzido ali, e eu esqueci de perguntar para alguém, mas ele tem em todo lugar em El Chaltén, quando ver um biscoito folheado quadrado, será ele). Comprei junto com os biscoitos um pote de doce de leite colonial da marca La Sereníssima, coloquei na mochila e segui minha trilha (fiz uma trilha pequena, até a Laguna Capri, eu tinha pouco tempo e não seria possível fazer uma trilha grande). Cada caminhada valeu a pena, paisagens de tirar o fôlego.

Parava em alguns momentos e comia meu folheado com meu doce de leite e pensava em como o mundo podia ser tão impressionante, e que viajar pra esses cantos ensina isso pra gente. Enfim. Eu achei especial comer biscoito folheado barato com doce de leite no meu trekking (infelizmente não fotografei eles, mas você acha fácil, prometo).

 

5) O milanesa gigante e honesto do Vera Cruz, em El Calafate.

Tem milanesa em todo lugar por lá. Comi o meu num restaurante que fica na avenida principal da cidade (Av Libertador), o Vera Cruz. Peça um que dá para 2 comer tranquilamente, sério. É farto e delicioso. Comi com uma cerveja argentina popular (Quilmes), sentei perto da janela para a rua e enquanto comia via o movimento da cidade pequena e encantadora. Foi marcante e bom.

Endereço: Av. Libertador, 1150, El Calafate, Argentina.

 

6) Se der, fique em um lugar em que você possa cozinhar algo.

Eu sempre amo me hospedar em lugares em que eu possa cozinhar algo. Ir num mercado regional, comprar coisas regionais e fazer você mesmo uma refeição regional – entende a beleza disso? Eu acho maravilhoso. Me hospedei no Calafate Hostel , um lugar encantador todo feito de madeira, com atendimento impecável, limpo, gentil e bom. Lá tem quartos privados e compartilhados, e uma cozinha grande que você pode usar. Foi perfeito pra mim, então queria deixar essa dica. Se der, sempre cozinhe por onde vai.

Endereço Calafate Hostel: Rua Gobernador Moyano, 1226, El Calafate, Argentina.

 

Espero que você, quando for a Patagônia, também se emocione, várias vezes. Que seja delicioso e marcante!

Como fazer Currywurst – prato alemão símbolo da comida de rua de Berlim!

O Currywurst basicamente é salsicha com uma espécie de ketchup com curry, simples mas absolutamente delicioso! É comumente servido com batata frita ou pão. O prato alemão nasceu após a segunda guerra mundial – em um cenário destruído e precário na Alemanha pós-guerra. Esse prato que era um opção barata e saborosa de refeição se tornou extremamente popular, e assim é até hoje. O curry foi acrescentado no ketchup por influência dos soldados ingleses que ocupavam a Alemanha no fim da guerra – os mesmos ingleses que criaram o curry sob influência da colonização na Índia – como tem história de tanta coisa num prato né? A comida conta a história do mundo! Veja abaixo o preparo tradicional de currywurst e seja feliz!

Ingredientes (para 2 porções):

  • 4 Salsichas do tipo Frankfurt ou Viena (ou a que achar, mas preze por uma de qualidade que faz diferença, amo as que são 100% carne suína)
  • 1 xícara de chá de extrato, polpa ou molho bem groso de tomate
  • 1 tomate bem maduro picado
  • 1 dente de alho picado
  • 1 colher e meia de chá de curry
  • 1 colher de sopa de molho inglês
  • 1 colher e meia de sopa de mel
  • 1 pitada de alguma pimenta em pó (gosto da caiena)
  • Meia colher de chá de canela em pó
  • Azeite de oliva à gosto
  • Sal à gosto

Modo de preparo:

Em uma frigideira (melhor antiaderente) coloque fios de azeite e doure as salsichas, de todos os lados. Reserve.

Na mesma frigideira doure o alho, em seguida acrescente o tomate e refogue ele um pouco, por uns 3 minutos. Então acrescente a xícara de molho de tomate, o molho inglês, o mel, a pimenta, a canela, o sal e o curry. Uma coisa importante desse molho é provar – alguns temperos e ingredientes variam de força e acidez, então prove e sinta no seu paladar, se sentir que está muito ácido e falta doce coloque mais mel, se sentir que falta acidez coloque mais molho inglês, se sentir pouca força mais curry – o curry precisa ser bem presente.

Misture tudo e deixe ferver por uns 3 minutos, então desligue.

Corte as salsihas (normalmente 2 por porção, mas fique a vontade para seu gosto e fome) e cubra com uma generosidade de molho. Finalize salpicando um pouco mais de curry por cima se quiser. Fica maravilhoso servido com batata frita. Seja feliz comendo!

Como fazer Cartola! Receita simples e incrível!

Cartola – uma sobremesa absolutamente brasileira, que é resultado de uma mistura de hábitos e tradições dos portugueses, povos indígenas e africanos – quer algo mais brasileiro que um doce que une referências dos 3 principais povos que compõe a cultura do nosso país? Não é a toa que a cartola é considerada patrimônio cultural imaterial do estado do Pernambuco – veja que chique! Amo fazer um doce que me conecta com a história cultural do meu país! Cozinha é conexão histórica, e isso faz muito bem para a alma, meu povo!

Abaixo receita escrita, mas te sugiro clicar aqui e ir lá no meu Instagram ver o video completo dessa receita, onde ensino o passo a passo completo bem detalhado! O video está no no meu IGTV. Meu endereço no Instagram é @rodrigo.vilasboas

Ingredientes (para cada porção):

  • 1 banana
  • 2 pedaços (fatias grossas) de queijo – preferencialmente coalho, mas eu uso o canastra também
  • Açúcar à gosto
  • Canela à gosto
  • Manteiga (preferencialmente de garrafa)
  • Melado de cana (opcional)

Modo de preparo:

Aqueça uma colher de chá de manteiga numa frigideira antiaderente. Corte a banana ao meio (no sentido do comprimento) e doure ela dos dois lados. Reserve. Limpe o excesso de gordura da frigideira e coloque o queijo, doure um lado dele – é importante que crie uma casquinha crocante, isso faz toda diferença. Agora monte sua cartola: Coloque o queijo tostado sob a banana e polvilhe com açúcar e canela. E se quiser, coloque um pouco de melado de cana por cima.

Seja feliz comendo esse doce marca cultural do nosso paraíso tupi-guarani!

Como fazer ovo benedict!

Um clássico que todo mundo pensa que é francês mas na verdade é americano! O nome homenageia um famoso executivo da Wall Street, Lemuel Benedict, que pediu que fosse feito um prato com ovos, presunto e molho hollandaise para curar uma ressaca numa manhã qualquer – vindo de uma solicitação cura ressaca, o prato ganhou fama e tem uma combinação que é impossível não amar – Um pão fofo, presunto, ovo poché e molho hollandaise! Socorro… é uma ousadia de tão bom. Vem comigo te ensino essa receita onde o ovo (meu ingrediente preferido) é protagonista!

Abaixo tem a receita escrita, mas eu te sugiro muito que assista o video que fiz dessa receita, onde mostro o passo a passo detalhadamente, as chances de você acertar aumentam muito! Clique aqui e veja o video lá no meu Instagram, está no meu IGTV! (meu endereço no Instagram é @rodrigo.vilasboas).

Para fazer ovo benedict, você precisará, por porção, do seguinte:

  • Molho hollandaise (à vontade)
  • 1 ovo poché
  • 1 fatia de pão fofo (brioche é o melhor)
  • 1 fatia de presunto (cru ou cozido) ou também pode ser bacon
  • Manteiga

Clique aqui e veja como fazer um molho hollandaise perfeito!

Clique aqui e veja como fazer um ovo poché perfeito!

Após ter esses dois preparos prontos, é só montar seu ovo benedict:

Passe manteiga na fatia do seu pão e coloque o presunto, depois o ovo poché e regue com uma generosidade de molho hollandaise! Prontinho! Seja muito feliz comendo!

Bon appétit!

Falando em ovos, onde você compra os seus? O que acontece com as galinhas que os produzem? Eu compro ovos de galinha de vida digna – Clique aqui e veja um artigo onde falo um pouco disso.

Receita de pão caseiro rápido, fácil e fofinho!

Pão caseiro absurdamente fofo, facílimo de fazer e que nunca dá errado – a verdade bonita de um pão feito por pessoas e não por máquinas. Existem muitos tipos de pães, os de fermentação natural são meus prediletos, mas nem sempre é possível fazê-los, são mais complexos e precisam de tempo. Todos precisamos de uma receita simples de pão nessa vida.

Ingredientes (para 1 pão grande e lindo):

  • 500g de farinha de trigo e um pouco mais para dar o ponto, se precisar.
  • 30g de fermento fresco (2 tabletes daqueles mais comum de achar) ou 1 envelope de fermento seco.
  • 1 colher e meia de sopa de açúcar
  • 1/4 de colher de sopa de sal
  • 200 ml de água morna
  • 1/4 de xícara de chá de óleo
  • 1 ovo

Modo de preparo:

Junte todos os ingredientes, exceto a farinha, no liquidificador e bata até tudo ficar uma coisa só. Coloque a farinha num bowl ou tigela grande que você goste (é bom quando gostamos de nossas tigelas) e faça um buraco no centro, então coloque nele a mistura liquida que você bateu e misture tudo. Comece com uma colher e depois continue com as mãos – e chega a hora de passar sua energia pra massa.

Amasse, sove, rasgue a massa e una de volta, coloque ar e verdade nela. Faça isso uns 5 minutos mais ou menos. Se ficar muito úmida e grudar nas mãos coloque mais farinha, mas não demais. Tem que ficar uma massa elástica. Após trabalhar a massa, abra ela um pouco com um rolo e enrole, como se fosse um rocambole (isso é só para o pão ficar liso e bonito, é um carinho com ele). Esfarinhe uma assadeira e coloque seu pão. Cubra com um pano úmido. Deixe descansar num lugar sem corrente de vento por 40/50 minutos (tipo no forno desligado). Ele vai dobrar de tamanho e isso é da hora. Leve então para assar em forno pré-aquecido à 200 graus por cerca de 30/35 minutos – até dourar e um cheiro maravilhoso invadir sua alma. Pronto.

Coma numa tarde tranquila com café coado na hora e manteiga boa. Chega emocionar.

Como fazer Clafoutis! Sobremesa de casa de vó francesa!

Clafoutis – Uma sobremesa típica da região de Limousin, na França! Esse é o tipo de doce que uma avó francesa faz para seus netinhos – absolutamente aconchegante! Consiste em frutas assadas em uma massa simples de ovos – originalmente ele é feito com cerejas, mas qualquer fruta madura e emocionante te dá um clafoutis lindão! Fazendo essa coisa fofa vamos nos sentir numa casa de vó francesa – porque como sabemos, a cozinha pode nos transportar para qualquer lugar do mundo!

Clique aqui e veja o vídeo completo da receita de clafoutis no IGTV no meu Instagram.  Lá tem um passo a passo bem detalhado que te ajudará muito! E aproveita e me segue por lá, sempre tem receita nova!Meu endereço no Instagram é @rodrigo.vilasboas

Ingredientes (rende 6 porções):

  • 4 ovos
  • 150g de açúcar
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 250g de morangos ou cerejas, ou que fruta você quiser.
  • 20g de farinha de amêndoas
  • 100 ml de leite
  • 100g de creme de leite (de preferência fresco)
  • Uma pitada de sal

Você vai precisar de 6 ou 7 ramequins untados (com manteiga e farinha) ou uma forma grande de mais ou menos 19×20.

Modo de preparo:

Pré-aqueça o forno à 190 graus. Em um bowl, misture os ovos com o açúcar e a pitada de sal e bata até esbranquiçar. Acrescente a farinha de trigo e a farinha de amêndoas e incorpore na mistura. Em seguida acrescente o leite e o creme de leite e incorpore, reserve. Distribua os morangos nos ramequins (ou na fôrma única, se for usar) – gosto de deixar eles inteiros. Em seguida distribua a massa pelos ramequins, deixando uma pontinha dos morangos para fora. Leve ao forno e asse por 30/40 minutos, até firmar e dourar. Pronto! Sirva quente ou frio – eu amo morno. Seja feliz comendo!

Obs: Ao assar eles crescem, mas quando tira do forno murcha, é assim mesmo, fique em paz.

Como fazer uma clássica farofa de ovo – das memórias da minha infância.

Sempre amei ovos. Quando eu era criança e ia “brincar na cozinha” nas tardes vazias, adorava fazer farofa de ovo, inventava mil tipos – com restinhos de vegetais, pedaços esquecidos de bacon ou sobras de carne seca. Fiz tantas que fiquei bom nelas. Quando tinha uns 11 anos, fiz uma que uma tia provou e ficou impressionada. Me senti mágico nesse dia. Ovos eram pra mim uma chance bonita de criar algo bom, acho que por isso os amo tanto, acho o ingrediente mais incrível que existe (obrigado pra sempre, galinhas). Vira e mexe volto a brincar de farofa de ovos. A cozinha foi um bom lugar para estar na infância. Essa é uma farofa simples, das clássicas que eu criava, que significa muito pra mim!

Ingredientes (para em média 2 porções):

  • Meia cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • Sal e pimenta-do-reino à gosto
  • 3 colheres de sopa de azeite de oliva
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • Cerca de 5 tomates-cerejas cortados ao meio
  • Pimentão vermelho picado à gosto
  • Cerca de 3 ovos
  • Zathar à gosto (tempero opcional)
  • Farinha de mandioca (o quanto bastar)
  • Coentro picado para finalizar

Modo de preparo:

Refogue a cebola com uma pitada de sal na manteiga e no azeite , acrescente o alho até ele fritar, então coloquei tomate-cereja cortado ao meio e pimentão vermelho. Refogue. Coloque os ovos e mexa sem parar – para que eles cozinhem se unindo a cremosidade da manteiga. Então, antes do ovo ficar seco, coloque a farinha de mandioca e mexa, torrando sutilmente a farinha. Tempere com sal, pimenta e zathar. Finalize com coentro picado. Pronto. Nas quantidades seja intuitivo, é bom à vezes. Veja se sente vontade de colocar menos ou mais algum elemento. Dá certo. Tem mil jeitos de fazer farofa de ovos. Não precisa fazer exatamente essa, inventa uma e me conta, vai ser legal.

Como fazer tartine de pera com presunto cru!

A palavra “tartine” vem do verbo francês “tartiner”, que significa “espalhar no pão”. É o termo que designa os famosos sanduíches abertos franceses, que consistem numa fatia de pão maravilhoso coberto com algo que combine bem e faça sentido! Essa combinação é uma das minhas preferidas – a pera casa muito bem com um queijo, e o presunto com toque de mel faz tudo ficar absolutamente emocionante! Super simples e muito bacana para um aperitivo, lanche da tarde ou para surpreender seus convidados com uma entrada muito boa!

Clique aqui e confira no IGTV do meu Instagram video completo com passo a passo dessa tartine! Aproveita e me segue por lá! Sempre saí receita nova! Meu endereço no Instagram é @rodrigo.vilasboas

Ingredientes (para cada porção):

  • 1 fatia de pão (uso baguete, mas pode ser o que preferir)
  • Umas 4 ou 5 lâminas de pera (pode ser com casca)
  • Uma fatia de presunto cru (pode ser cozido se quiser)
  • Uma colher de sobremesa de mel
  • Queijo brie à gosto (uso uns 4 pedaços)
  • Azeite de oliva extravirgem

Modo de preparo:

Regue a parte interna da fatia de pão com azeite. Coloque então as lâminas de pera, o presunto, o queijo brie e finalize com o mel. Leve ao forno pré-aquecido à 200 graus por 5 minutos mais ou menos – até o queijo derreter e a bordas sutilmente começarem a dourar.

Onde comer em Londres – Uma autêntica experiência londrina em 6 atos gastronômicos.

Como sempre digo: Quando viajar, “coma o lugar”. A comida é sempre uma forte marca cultural que conta muita coisa de onde você está. O gosto de algo marca uma cena, e a memória que o gosto deixa é eterna. E ao contrário do que muitos pensam, Londres tem uma gastronomia forte e interessante, cheia de influências de diversas culturas. Quero compartilhar com vocês uma verdadeira experiência gastronômica londrina em 6 atos – Não apenas 6 locais para comer, mas 6 momentos e maneiras de comer que te farão tocar Londres intensamente. Começando por um café da manhã inglês forte e curioso, passando por um almoço simples ao ar livre em um dos parques lindos da cidade, seguindo por um tradicional chá da tarde inglês e finalizando com 3 opções para comer a noite: um restaurante inglês típico, um restaurante para provar o famoso curry inglês – a famosa comida indiana de Londres – e um autêntico e bom pub. Vem ver o que tem de bom na incrível cidade da Beth, que é muito mais que só fish and chips!

 

  • Primeiro ato: O grandioso e farto café da manhã inglês na Patisserie Valerie.

Really English Breakfeast.

Esse lugar é famoso pelos seus lindos bolos (o item mais apreciado da confeitaria inglesa), porém lá você consegue fazer qualquer refeição. Eles tem um cardápio super amplo a preços acessíveis, e tomar seu café da manhã lá te trará uma experiência extremamente inglesa para começar o dia – Peça o English Breakfeast – vem com ovos pochés, tomates assados, feijão, linguiça, presunto, cogumelos, manteiga e torradas – (um prato serve 2). É uma delícia, alimenta você bastante e permite que depois você faça um almoço mais leve no parque (que é o segundo ato). Enquanto come sinta o contraste desse café da manhã com aquilo que você está acostumado na sua cultura, sinta a diferença e pense no quanto ela é interessante, no quanto o mundo é grande e diverso… 

Há diversas unidades na cidade, clique aqui e veja o site da Patisserie Valerie para mais informações. 

 

  • Segundo ato: Comprar um “Meal Deal” (refeição pronta) em uma das unidades da rede Tesco ou da Pret A Manger.

Vista no lindo Primrose Hill.

Na hora do almoço uma das coisas mais comuns em Londres é ver os parques e alguns outros locais públicos cheios de pessoas com seus “meal deals” almoçando ao ar livre. Isso é muito londrino. O meal deal é uma refeição completa vendida em muitos lugares (mercados, lanchonetes e até farmácias), é composto de um prato principal, um snack e uma bebida por um preço fixo (normalmente £3). Comprar sua comida e ir comer no parque te faz experimentar uma comum atmosfera da cidade, muita gente lá faz isso. Você pode comprar sua refeição na famosa rede Tesco (uma loja que tem de tudo) ou na Pret A Manger (gosto mais dessa, ela só trabalha com produtos frescos e suas refeições são feitas artesanalmente, custa um pouco mais mas acho que compensa). Depois é só escolher um dos parques lindos da cidade e fazer sua refeição – meu preferido é o Primrose Hill – Onde você consegue ter uma das melhores vistas de Londres. Também adoro o St James Park e o Hyde Park. Amoce na grama, olhe em volta, sinta-se tocando um hábito cultural de onde você está.

Uma salada fresquinha do meu meal deal.

Clique aqui para ver as unidades do Tesco ou aqui para ver unidades do Pret A Manger . 

 

  • Terceiro ato: O tradicional chá da tarde inglês, novamente no Patisserie Valerie.

Os famosos bolos da Patisserie Valerie.

Não faz muito sentido ir à Inglaterra e não tomar um chá. O tradicional chá da tarde é uma refeição muito famosa na cidade, e todo mundo quer provar – por isso os preços são altos – existem locais que oferecem a famosa refeição por preços absurdos (em combos que vem até champagne) e locais mais simples. Normalmente oferecem a refeição em um combo, um valor que vem o chá e diversas especialidades, docinhos, sanduichinhos, etc. Para seu tradicional chá da tarde inglês indico novamente a Patisserie Valerie, o preço é um dos melhores e as coisas são gostosas, considero que vale a pena para provar o tradicional chá sem pesar muito no bolso! Também aproveite para prestar atenção no detalhe das vitrines de doces das lojas das unidades. Olhe como eles destacam os bolos. É uma experiência legal olhar a vitrine de doces e em seguida olhar para o ritmo nas ruas londrinas, gosto de relacionar os detalhes da cidade, é algo poético e sensível, faz a gente sentir algo bom, se estivermos dispostos. Se puder escolher ir em alguma unidade perto de algum parque vá, saindo do seu chá veja o entardecer em algum canto bonito verde da cidade. É bom.

Clique aqui e veja mais informações sobre a Patisserie Valerie.

 

  • Quarto ato: Opção de jantar: um prato completamente inglês no agradável Garfunkel’s Restaurant.

Proper pie.

Um das coisas mais gostosas que comi em Londres foi a famosa “Proper pie” – um bolo de carne  – algo que está mais para uma torta de carne. É vendida em muitos lugares (inclusive você pode encontrar ela em um dos famosos pubs da cidade), mas a que mais gostei foi uma que comi em um restaurante da rede Garfunkel’s – o recheio era extremamente suculento e marcante. Normalmente ela é servida com um purê de batatas e legumes. No Garfunkel’s tem um Fish and Chips (o famoso peixe frito com batatas fritas) bem gostoso também, mas essa torta é maravilhosa e você precisa provar, sério. Esse prato é aconchegante e da a sensação de uma comida inglesa caseira, de mãe. Sinta esse aconchego, é bom. Também se puder sente perto de alguma janela do restaurante e enquanto come olhe as luzes de Londres do lado de fora, o ritmo das pessoas, e coma junto com essa sensação.

O Garfunkel’s tem diversas unidades espalhadas pela cidade, clique aqui e veja mais informações. 

 

  • Quinto ato: Opção de jantar: Sentir o ardor emocionante da popular comida indiana em Londres – o curry inglês!

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Os londrinos amam a potente e apimentada comida indiana, então existe uma infinidade de restaurantes da categoria por lá, eu escolhi ir em um da popular rede Masala Zone.  O curry é um prato indiano tipicamente inglês, que designa um preparo de carne, frango ou peixe feito num molho apimentado e muito bem temperado. Cada restaurante faz o seu “curry” misturando as especiarias de sua preferência (cominho, gengibre e cardamomo costumam ser bem presentes). Aquele temperinho amarelo que conhecemos como curry aqui no Brasil é chamado pelos ingleses de “curry powder” ou “curry paste”. Nos cardápios dos restaurantes indianos por lá você pode não achar um prato descrito como “curry”, porque curry é o termo para o tipo de preparo da carne em determinado molho, os pratos feitos no estilo “curry” tem nomes próprios. Um dos favoritos dos ingleses é o Chicken Tikka Masala – um frango no estilo mais autêntico do curry. Quando fui em uma das unidades do Masala Zone (a do bairro Soho) já perguntei por algo que tinha o famoso Tikka. O garçon me sugeriu esse prato da foto, o Grand Thali – que vem com o chicken tikka masala, arroz e pão típicos da culinária indiana, 2 sabores de chutneys e dois molhos feitos com legumes – segundo o garçon o prato diverso com pequenas porções é um bom jeito de provar o sabor da comida indiana. Não sei toda composição dos pratos porque francamente não consegui entender tudo do inglês rápido do garçon, mas é tudo absolutamente forte, temperado e bom – mas só vá se você amar pimenta. Arde mesmo. Indico também lá uma bebida que é feita com coca-cola e cominho, surprendentemente boa. Adorei provar a intensidade da comida indiana, sai ardendo de felicidade.

Clique aqui e acesse o site da rede Masala Zone para ver o endereço das unidades. 

  • Sexto ato: Opção de jantar e bar para curtir a noite londrina – Pride of Paddington, um autêntico pub inglês! 

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Ir num pub em Londres é absolutamente típico – um lindo jeito de ver de pertinho o estilo de vida londrino – vá numa hora cheia, tipo entre 18:00 e 21:00, é mais legal pra ver o movimento da cidade e entendê-lo. Adorei ter minha experiência de pub inglês no Pride of Paddington, atendimento entusiasmado, cerveja boa e um fish and chips muito gostosinho pra acompanhar a situação! – Sim, foi lá que comi pela primeira vez o famoso fish and chips. Além de um filé grosso e suculento de peixe vem peixinhos pequenos inteiros também, adorei isso!

Endereço: 1-3 Crave Road Paddington, Londres. W2 3BP.

Clique aqui e acesse o site do Pride of Paddington

Essas experiências gastronômicas são uma forma de ir além do comum e entrar em contato com a cultura do local de diversos jeitos. Mas ela precisa ser feita com sensibilidade  – coma os pratos, olhe em volta, observe as pessoas, sinta toda a atmosfera enquanto o gosto da comida acontece. A experiência será plena. Isso é emocionante. Londres é linda e tem um gosto muito bom! Aproveite!